Everything Can Change All The Time
21 Capítulo 21 – West Virginia
Acordei com o despertador tocando, porque como tínhamos que ir ao hospital eu tive que o colocar pra tocar ou eu não levantaria.
Desliguei o despertador e levantei da cama, Edward estava todo suado, todo nosso lençol estava úmido devido a seu suor. Acho que devida toda exaustão psicológica que ele passou nos últimos dias nem mesmo o despertador o acordou. Fui até o banheiro fiz toda minha higiene pessoal e voltei para acordá-lo.
Afaguei seu rosto e passei o dedo por seus cabelos.
- Edward acorda – eu disse continuando afagando seu cabelo. – Acorda.
- Humm – ele resmungou e virou pro outro lado.
- Cabeção acorda – eu disse agora o sacudindo um pouco.
- Me dê mais uma hora – ele murmurou.
- Nada disso, levanta logo – eu agora o sacudi mesmo porque sabia que ele ficaria ali fazendo manha um tempão.
- Ok, ok. Pode parar de me balançar – ele disse e se virou de novo pro meu lado. Acho que até babei um pouquinho, porque como alguém conseguia acordar tão lindo? – Anãzinha limpa essa baba ai – ele disse rindo e eu peguei um travesseiro e bati nele.
- Está vendo o que você faz comigo? Quem mandou ser tão lindo assim.
- Vem cá vem, porque você também me faz babar – ele me puxou me fazendo cair deitada sobre ele. Ele colocou as mãos na minha bunda e apertou tão forte e me fez até gemer baixinho.
- Temos que... sair – eu disse quando ele começou a beijar meu pescoço me provocando. Ele me ignorou e continuou beijando meu pescoço e deslizando suas mãos por meu corpo, ele me apertou contra seu corpo contra sua ereção.
- Não faz... isso. – eu disse tentando alinhar meus pensamentos – Ainda estou no vermelho e temos que ir no hospital – eu consegui dizer e pulei pra fora da cama.
- Droga – ele murmurou e colocou um travesseiro sobre a cintura.
- Banho gelado ajuda amor – eu disse rindo – Vou preparar nosso café.
- Que dia acaba? Porque já não estou agüentando mais – ele disse se levantando, mas trazendo o travesseiro ainda tampando sua região íntima, o que só me fez rir.
- Edward você ficou 18 anos sem sexo, alguns dias não são nada – eu disse rindo e ele fez uma careta e depois me encarou e eu sabia que ele queria a resposta – Amanhã eu acho, fica calmo e vai pro seu banho gelado. – eu disse e ele entrou no banheiro e logo escutei o barulho do chuveiro enquanto eu preparava nosso café.
...
- O Dr. Colin pediu pra que vocês esperem só cinco minutos, ele já vai recebê-los – a secretária do Dr. Colin disse e Edward e eu fomos nos sentar pra esperar, segurei sua mão entrelaçando seus dedos nos meus e sua mão estava gelada, até a respiração de Edward estava descompassada, eu sabia que se eu colocasse a mão sobre seu peito agora eu sentiria o quanto seu coração estava acelerado. Eu tentei o máximo possível ficar forte, e abafar aquele aperto que eu sentia em meu peito e que tentava me sufocar.
- Podem entrar – a secretária disse quando os cinco minutos se passaram. Fomos a sala de Dr. Colin e ele nos cumprimentou e assim como ontem indicou as cadeiras em frente a sua mesa para que sentássemos.
- Os resultados saíram e eu, seu pai e seu médico na Flórida já até conversamos sobre os resultados deles – Dr. Colin disse e o aperto em meu peito se intensificou, a angústia parecia querer me engolir.
- Podemos ser diretos – Edward pediu de maneira meia dura, mas eu não podia o julgar, ele estava nervoso, e ninguém ali naquela sala podia estar sofrendo da mesma maneira que ele.
- Eu lamento informar – Dr. Colin começou e eu senti que meu coração falhou algumas batidas e eu senti uma ânsia, eu não ia suportar perder Edward. Meus olhos ficaram úmidos, mas eu me forcei a não chorar. Edward pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos, eu tinha que ser a fortaleza dele.
- Estou pior? – Edward perguntou com a voz engasgada.
- Edward a doença evolui um pouco mais rápido do que seu médico pensava, você realmente era um rapaz bem saudável, porque é incrível o fato de todos os sintomas não terem se manifestado ainda, seu organismo está lutando bastante. Mas a verdade é que as células cancerígenas, ou seja os glóbulos que sofreram a mutação e que lhe ocasionaram a leucemia aumentaram bastante.
- O que isso quer dizer?
- Bem... – Dr. Colin respirou fundo e eu já lutava pra conseguir enxergar, as lágrimas haviam se acumulado, mas eu não as deixei escorrer – Seu organismo vai perder as forças para lutar e os sintomas vão vir com força total em menos tempo que o previsto, se não conseguirmos o transplante, eu temo que você... – eu vi que Dr. Colin ficou engasgado, eu sabia que ele era oncologista e já devia estar cansado de dar essa notícia, mas acho que agora o lado pessoal estava falando mais alto, porque Edward era filho de um amigo seu.
- Eu vou morrer – Edward disse e eu não tive coragem de virar meu rosto para olhá-lo, eu desmoronaria se olhasse pra ele agora.
- Três meses é a expectativa Edward, eu sinto muito – Dr. Colin disse e se levantou da mesa e entrou em uma porta que havia na lateral do seu escritório, provavelmente um banheiro.
Os cinco meses que ainda tínhamos foram reduzidos pra três, simples três meses, eu queria uma vida toda com Edward, eu não podia aceitar o fato de ter só mais três meses.
- Eu sinto muito Bella – ouvi a voz de Edward e me virei pra encará-lo – Desculpa – ele disse e eu não entendi porque ele estava dizendo isso, ele não tinha culpa de nada, eu nem sei quem eu podia culpar por causa do que estava nos afligindo.
- Desculpa? – questionei e vendo que ele estava chorando, minhas fortalezas se ruíram e eu deixei que as lágrimas que haviam se acumulado viessem – Você não tem que se desculpar – eu levantei da minha cadeira e fiquei de frente pra ele e segurei seu rosto entre minhas mãos – Você não tem culpa de nada.
- Eu tenho culpa de fazer você sofrer, eu não queria te ver sofrer – ele disse chorando e abaixando a cabeça.
- Você não tem culpa, eu amo você – eu disse beijando sua bochecha de um lado e depois do outro, que estavam molhadas pelas lágrimas.
- Também amo muito você, e por isso dói ainda mais – ele disse e eu o abracei forte. Eu simplesmente não conseguia aceitar este fato, eu não podia deixar o amor da minha vida ser levado de mim de uma maneira tão cruel.
Não sei por quanto tempo ficamos abraçados apenas chorando, porque nada que eu dissesse a ele podia aliviar sua dor e nada que ele me dissesse aliviaria a minha.
Dr. Colin nos deu o tempo e a privacidade suficiente que precisávamos e só depois voltou pra sala.
- E agora? – Edward perguntou ao Dr. Colin com a voz ainda embargada pelo choro.
- Não podemos tentar a quimioterapia? O médico da Califórnia disse que não, mas talvez você tenha uma outra opinião – eu perguntei tentando pensar em alguma possibilidade, já que até o momento não havíamos conseguido ninguém compatível.
- Bem, eu realmente não acho viável, na maneira que as células cancerígenas já se manifestaram a quimioterapia só faria Edward passar por mais sofrimento. Pelo que conversei com Carlisle e o Dr. Philipe, realmente temos um caso raro aqui. Em qualquer outra pessoa os sintomas já deviam estar muito mais presentes, mas o que Dr. Philipe que é mais experiente do que eu disse é que talvez a vida saudável que Edward sempre teve está lhe ajudando nisso. Eu lamento dizer, mas realmente a não ser o transplante não a nada que eu possa fazer – Dr. Colin disse e eu chorei mais. Não é possível que ninguém pudesse fazer nada pelo meu Edward.
- Amor... – eu tentei dizer algo a Edward para que ele tivesse esperanças, mas isso era difícil quando eu mesmo me encontrava lutando para continuar mantendo a esperança.
- Shiii – ele colocou o dedo sobre os meus lábios e colou sua testa na minha.
- Edward seu pai quer falar com você, eu conversei com ele via skype, você pode usar meu notebook – Dr. Colin disse.
- Ok, eu vou fazer isso – Edward disse e deu um beijo na minha testa. – Quero falar com ele sozinho.
- Claro, eu vou me retirar, fique a vontade – Dr. Colin disse e eu fiquei fitando Edward não querendo me desgrudar dele nenhum minuto sequer.
- Amor, por favor. Daqui a pouco eu encontro você – ele pediu e apesar de eu querer ficar ao lado dele eu respeitei seu pedido e sai da sala acompanhada pelo Dr. Colin.
...
Quando saí do consultório do Dr. Colin eu me sentei na primeira cadeira que encontrei e coloquei minha cabeça em meus joelhos e chorei. Eu queria gritar e amaldiçoar o mundo pelo que estava acontecendo com Edward, mas isso não adiantaria em nada. Mas eu não conseguia parar de chorar, eu não podia viver sem ele, eu demorei tanto tempo pra descobrir o quanto eu o amava e não era justo que agora eu tivesse que perdê-lo.
- Toma isso, vai te ajudar – uma voz me disse e olhei pra cima e vi a secretária do Dr. Colin com um copo d’água. Me endireitei na cadeira e peguei o copo de sua mão.
- Obrigada – eu disse meio engasgada e tomei um gole da água. Ela já devia estar acostumada a ver pessoas saindo devastadas deste consultório.
Eu queria apagar tudo a minha volta agora, eu não queria ficar pensando demais, se eu pensasse demais eu iria surtar. Eu ainda tinha que tentar me manter firme pelo bem de Edward e pelo meu próprio bem, ou eu não conseguiria passar por tudo. Eu precisava de algum tipo de esperança, nem que seja um fio que fosse pelo qual eu pudesse agarrar e lutar com todas as forças.
Pensando nisso me levantei e caminhei até o mesmo local onde eu tinha ido ontem.
- Bella – a voz de Nicole soou alegre quando ela me viu e isso aqueceu um pouco meu coração, olhei pra ela, que não tinha mais as agulhas ligadas em seu braço, respirei aliviada, isso devia ser um bom sinal.
- Oi – eu disse e fui até ela.
- Você estava chorando? – ela me perguntou e meu coração se apertou ainda mais. – Porque?
- Nada Nicole, eu vim ler pra você – eu disse tentando desviar o assunto, porque ela era uma criança que já estava passando por coisas demais e que não merecia partilhar também da minha dor.
- Essa é a última vez que alguém vai ler pra mim aqui – ela disse feliz e eu não entendi, como assim? Será que ela havia piorado? Eu só conhecia Nicole há um dia, mas senti o aperto no meu peito aumentar.
- Porque? – eu perguntei tentando desfazer o nó da minha garganta.
- Eu vou embora pra casa hoje Bella, eu fiquei boa – ela disse feliz e eu sorri compartilhando seu sorriso e sem pensar em nada eu a abracei apertado e ela correspondeu meu abraço. Era tão bom receber aquele abraço de alguém que tinha lutado contra todas as circunstâncias ruins e que tinha vencido. Eu até comecei a sentir esperanças de novo, será que Edward também poderia ficar bom? Eu espero que um milagre aconteça, eu tenho que ter fé o suficiente para acreditar nisso.
- Nicole – alguém a chamou e eu a liberei do meu abraço, olhei e vi uma mulher claro de cabelos loiros encaracolados batendo no meio das costas.
- Mãe essa é a Bella, a minha amiga de ontem que te falei – Nicole disse.
- Muito prazer, sou Melanie – ela esticou a mão pra mim.
- Bella – eu apertei a sua mão – Eu estava abraçando a Nicole porque ela me disse que ficou boa e que vai pra casa.
- Sim, isso é verdade – Melanie foi até a filha e a abraçou sorrindo e derramou umas duas lágrimas que pelo semblante estava claro que era de alegria. – Depois de tanto tempo lutando, minha princesa venceu, ela está curada – ela beijou sua testa.
- Bella vai ler pra mim – Nicole disse.
- Hum, tudo bem vou terminar de acertar tudo sobre sua saída, o papai vai vir nos buscar quando tudo estiver pronto – Melanie disse e beijou a filha mais uma vez e seu sorriso era luminoso, abafava um pouco da dor em meu peito me dando esperança – Mas antes tenho que lhe entregar um presente, aquilo que você me pediu já há um tempo pra quando chegasse o dia de sair daqui. – ela abriu a bolsa e tirou de lá um embrulho e entregou a Nicole e eu fiquei um pouco mais de lado dando privacidade a elas.
Nicole rasgou o papel sem hesitar e tirou de lá uma boina rosa choque que tinha um pequeno laço rosa na lateral. Melanie pegou a boina e colocou na cabeça da filha, que por causa do tratamento havia perdido os cabelos, mas que em breve os teria de volta, já que estava curada agora.
- Obrigada mamãe – Nicole abraçou a mãe.
- Você ficou ainda mais linda – eu disse.
- Obrigada Bella, agora senta aqui que hoje você vai ler a história da Bela Adormecida – Nicole disse e eu apenas obedeci e puxei uma cadeira e ela me entregou o livro, Melanie saiu dizendo que resolveria algumas documentações e logo estaria de volta. Comecei a ler o livro e como na tarde de ontem, Nicole e eu nos divertimos na nossa leitura. Nicole dizia que eu era a Bela adormecida da história e que Edward meu príncipe me despertaria, eu queria mesmo despertar desse pesadelo que Edward e eu estávamos vivendo nos últimos tempos.
...
Melanie voltou e uma enfermeira foi ajudar Nicole com o banho, pois em breve ela estaria indo para casa.
- Nicole me contou de sua visita aqui ontem e disse que você não fazia parte do grupo de voluntários. Ela só não disse porque você estava aqui – Melanie disse. Estávamos as duas sentadas em duas cadeiras que haviam ali na enfermaria infantil, Edward não tinha aparecido até agora, e eu estava lhe dando o tempo que eu sabia que ele precisava.
- É uma longa história – eu suspirei fundo e olhei pra ela que me deu um sorriso como se me incentivasse a falar.
- Meu namorado veio fazer uns exames aqui ontem e hoje viemos pegar os resultados, ele está com leucemia.
- Eu sinto muito – ela disse realmente sincera – Mas você não tem sotaque de uma pessoa do Kentucky.
- Nós somos da Flórida, moramos em West Palm Beach. Estamos viajando, ou estávamos, já que agora eu não sei mais de nada.
- Ele passou mal? Por isso vieram aqui?
- Na verdade não, o médico da Flórida meio que... que estabeleceu um prazo pra ele, e ai o pai dele que é médico pediu que fizéssemos novos exames porque ele está indo pra Ásia atrás de um tratamento alternativo, já que até agora não encontramos um doador. E bem os resultados dos exames foram péssimos, a doença se acelerou e o médico diagnosticou menos tempo ainda do que ele tinha dado antes. – eu disse e não consegui segurar as lágrimas.
- Eu sinto muito Bella, eu entendo o que está sentindo, quando eu descobri que Nicole estava doente foi como se o mundo inteiro tivesse desabado na minha cabeça – ela segurou minha mão.
- Edward não é só meu namorado, ele é o meu melhor amigo, nos conhecemos desde que eu nasci, nem posso imaginar minha vida sem ele.
- Não pode perder a esperança e nem deixar que ele perca, eu e minha família lutamos tanto pra conseguir o que Nicole alcançou hoje.
- Está difícil, mas eu vou tentar ser forte, por ele, porque se eu desmoronar eu sei que ele não vai agüentar.
Nicole saiu do banho e a enfermeira a sentou na cama e a ajudou a passar maquiagem, que segundo a própria Nicole ela tinha que estar muito linda hoje.
Edward finalmente apareceu e olhar para o seu rosto cheio de dor foi angustiante pra mim, eu sabia o quanto ele estava sofrendo, e eu estava ali de mãos atadas.
Me levantei e fui até ele e segurei sua mão e depois fiquei na ponta dos pés e dei um beijo em sua bochecha.
- Conversou com seu pai? – perguntei.
- Sim, depois vamos conversar e eu vou te dizer o que conversamos – ele beijou minha testa.
- Tenho uma coisa boa pra te dizer – eu disse pensando em Nicole, talvez ele ficar sabendo de Nicole acendesse um pouco de esperança pra ele.
- O que é? – ele perguntou forçando um sorriso.
- Nicole recebeu alta hoje, ela vai pra casa. Ela está boa – eu disse realmente feliz por aquela pequena que eu só conhecia há dois dias, mas que tinha me conquistado por sua força e vontade de viver.
- Sério? – ele perguntou olhando pra onde Nicole estava com a enfermeira e vi uma felicidade verdadeira brilhando em seus olhos.
- Sim.
- Que coisa maravilhosa amor, ela é tão pequena ela merece isso. É uma vencedora – ele disse. Eu queria dizer palavras como “Você também vai ser” ou “Nós iremos conseguir” ou até mesmo “Você também vai ficar bom”, mas eu sabia que se eu dissesse isso agora Edward só iria me repreender e sofrer mais dizendo que não queria que eu me iludisse.
- Se quiser podemos ir embora, eu só vou me despedir de Melanie a mãe da Nicole e dela – eu disse e mostrei Melanie sentada ainda onde eu estava ao seu lado antes, ela acenou e Edward acenou em resposta.
- Ok, quero ir embora mesmo – ele respirou fundo – Vou me despedir da Nicole também – ele foi até onde Nicole estava e eu voltei e me despedi de Melanie e desejei que a família fosse muito feliz e peguei o número do telefone da casa deles e passei o número do meu celular e ela me disse que não era pra eu perder as esperanças de forma alguma.
Melanie e eu caminhamos pra perto da cama de Nicole e Edward estava lá abraçado a ela.
- Você também vai ficar bom, você é o príncipe da Bella, você via ficar bom – ela disse e eu tive que conter as lágrimas, porque eu não tinha dito nada a Nicole que Edward estava doente e eu duvido que ele mesmo tenha falado também, ela como uma criança especial que era tinha percebido e estava ali dizendo palavras que com certeza seriam capazes de acalentar o coração do meu amor.
- Obrigada, e você também é uma princesa assim como a Bella – ele beijou sua testa e olhou pra mim.
- Então Princesa Nicole, chegou a minha hora de dizer tchau, mas um dia irei lhe visitar no seu castelo ou você vá no meu, ok?! – ela balançou a cabeça rindo em divertimento. Dei-lhe um abraço apertado e dei um beijo em sua bochecha. Edward e eu nos despedimos dela e de sua mãe e entrelaçamos nossos dedos e caminhamos em silêncio para fora do hospital.
- O que acha de almoçarmos? Estou com fome – ele quebrou o silêncio e olhei pro seu rosto, apesar da tristeza ali, ele me deu meu sorriso torto.
- Claro amor – eu concordei.
Almoçamos em um restaurante italiano e Edward não tocou no assunto principal, comemos quase que em silêncio e quando falamos foi só sobre algumas futilidades. Voltamos pro trailer no mesmo silêncio que estava a ponto de rachar minha cabeça ao meio.
- Podemos conversar agora? – perguntei sentando na cama tentando por fim pelo menos na angústia de era o que faríamos a partir de agora.
- Claro meu amor – ele sentou na cama de frente pra mim – Mas antes eu preciso te pedir uma coisa – ele me fitou com os olhos verdes que estavam sem aquele brilho alegre que eu amava.
- Peça qualquer coisa – eu disse, eu seria capaz de dar a minha vida por ele.
- Um beijo – ele disse e eu me aproximei dele e segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei primeiro suas têmporas, depois suas bochecha, a ponta do seu nariz, seu queixo e finalmente sua boca. Primeiro suguei seu lábio inferior e depois o superior e depois mordisquei seus lábios os entreabrindo pra mim, ele passou os braços por minha cintura e me puxou para o seu colo, sentando de frente pra ele, uma perna de cada lado do seu corpo. Deslizei minhas mãos por seus cabelos e os puxei um pouco enquanto minha língua deslizou pra sua boca e foi bem recebida pela sua. Não sei por quanto tempo ficamos nos beijando, foi tempo suficiente pra que nos separássemos totalmente ofegantes.
- Eu te amo mais que tudo – eu disse com a testa colada na sua e lhe dando um selinho.
- Eu também te amo mais que tudo – ele voltou a me beijar, eu sabia que ele precisava sentir que eu estava ali com ele.
- Hum... agora me fala – eu encerrei nosso beijo com alguns selinhos em seus lábios.
- Meu pai ainda vai pra Ásia, ele acha que tem que tentar de tudo – ele disse respirando fundo, eu sabia que ele provavelmente não era a favor dessa viagem do seu pai.
- E nós? – eu perguntei porque agora eu realmente não sabia se iríamos voltar pra casa ou talvez fossemos apenas viajar por mais uma semana.
- Conversei com meu pai, e depois de muitos impasses, resolvemos que eu ainda posso viajar mais alguns dias, mas eu só vou se você estiver comigo – ele disse entrelaçando nossas mãos.
- Como se eu fosse em algum lugar onde você não esteja – eu disse balançando os ombros – Claro que eu vou com você.
- Então nós vamos hoje ainda pra Charleston em West Virginia, ficamos lá uns dois dias e depois pensei que podia cumprir uma promessa que eu fiz – ele disse e um sorriso brotou de seus lábios e me fez sorrir por reflexo.
- Que promessa? – perguntei realmente sem saber do que ele estava falando.
- Irmos de lá pra o estado de Maryland, mais especificadamente para Washington DC, e podemos pedir aos pais de um certo pirralho pra o deixar viajar conosco por dois dias até o estado de Delaware, os dois estados são bem pequenos e a viagem não é longa.
- Vamos ver o Guto? – eu perguntei animada.
- Sim – ele disse rindo da minha animação.
- Nossa estou com saudades daquele pirralho, vou ligar pra ele dizendo e aposto que ele não vai acreditar. Mas e depois?
- Devolvemos Guto em Maryland e depois vamos para NYC e fazemos todas as compras que Alice quer e depois vamos para Boston e fazemos uma visita pra o nosso casal nerd, e encerramos em Chicago só nós dois, o que acha?
- Ótimo – eu disse feliz por podermos ver nossos amigos e ainda ficar mais um pouco curtindo nosso namoro sem nos preocupar. Eu ainda queria uma vida inteira para amar Edward.
- Então acho melhor pegarmos logo a estrada pra Charleston, daqui lá são três horas e eu ainda preciso abastecer – ele se levantou me tirando do seu colo.
- Dirija com cuidado, vou ficar por aqui, você se importa? – perguntei, pois talvez ele queria que eu fosse com ele lá na frente, mas conhecendo Edward como eu conhecia eu duvidava disso. Eu iria aproveitar pra desabafar um pouco de toda essa angústia em meu blog.
- Claro que não, até prefiro você quietinha aqui – ele beijou minha testa.
- Dirija com cuidado – eu pedi.
- Claro amor, fica tranquila – ele disse e foi pra cabine de direção e eu fui pegar meu notebook.
...
Assim que saímos da cidade começamos a encarar uma chuva bem forte, que fez com que Edward diminuísse bastante a velocidade, eu já tinha ido checar umas duas vezes se estava tudo bem e ele disse que sim e que estava sendo prudente. Eu havia escrito que tinha acontecido desde minha última postagem no blog e agora estava respondendo a todos os comentários, haviam pessoas ali que sempre me apoiavam e estavam sempre conversando comigo, e apesar de não conhecê-las as palavras de apoio eram importantes pra mim.
Eu estava respondendo meu último comentário quando ouve um baque e o trailer chacoalhou e parou logo em seguida, deixei o computador de lado e sai correndo pra cabine de direção.
- O que houve? – perguntei assim que abri a porta.
- Acho que foi um pneu que estourou, está chovendo demais e a visibilidade da pista está muito ruim, acho que passei por um buraco. – ele disse desafivelando o cinto e se levantando.
- Onde você pensa que vai? – perguntei vendo o se encaminhar para a porta, olhei o para brisa e a chuva lá fora estava forte, agora com o trailer parado eu até ouvia trovões, era uma tempestade.
- Lá fora ver o que houve, eu só joguei o trailer pro acostamento. Não podemos ficar parados no meio da estrada.
- Você não vai sair nessa chuva Edward, e isso não está em discussão. – eu disse e parei na porta o impedindo de sair.
- Bella é perigoso ficar parado na beira da estrada.
- Perigoso é você sair debaixo de uma tempestade dessas e pegar uma gripe que você sabe muito bem o que pode ocasionar – eu tive que jogar pesado para segurá-lo ali dentro.
- E o que sugere?
- Que fiquemos aqui esperando que a chuva fique mais branda pelo menos – eu disse.
- Lembra dos perigos que seu pai mencionou na estrada, assalto e coisas do tipo – ele disse em seu tom debochado e isso era uma coisa que eu odiava.
- Sim, mas nada disso tem importância pra mim agora. Você é o mais importante agora pra mim, e eu vou cuidar de você, mesmo que tenha que brigar com você pra isso – eu disse com a voz dura. Ele sacudiu a cabeça e foi pra outra parte do trailer e se jogou na cama. Peguei meu computador e o desliguei e o guardei, Edward não dizia nada e eu preferi não falar também porque queria evitar discussão. A chuva continuava caindo forte lá fora e os trovões eram ensurdecedores.
Peguei um livro e me sentei no sofá e comecei a ler, Edward me olhou por uns segundos e mordeu os lábios, eu sabia que ele queria dizer algo, mas era cabeça dura demais. Ele fechou os olhos e simplesmente virou pro outro lado. Seria bom ele tirar um cochilo mesmo pra aliviar a mente.
...
Passou se uma hora e a chuva não deu trégua, Edward parecia ter adormecido. Eu guardei o livro e fui até o armário e peguei uma caixa de biscoitos que havia ali e um copo de leite e sentei próxima a mesa e fiquei apenas observando Edward dormindo e pensando, apenas pensando, quase fundindo minha mente.
...
- Finalmente Belo Adormecido – eu disse quando Edward acordou, ele havia dormido por umas duas horas, e só há uns 10 minutos atrás que a chuva havia diminuído, mas não cessado.
- Porque não me acordou? A chuva diminui, preciso ir lá trocar esse pneu – ele se apressou em se levantar.
- Você não vai sair na chuva, e a chuva só diminui há uns 10 minutos.
- Bella não podemos passar a noite aqui no meio do nada – ele disse fitando o relógio, fitei meu relógio e vi que já eram 6 da tarde. E realmente não era nada seguro passar a noite com o trailer ali ao relento.
- Eu vou lá.
- Vai lá aonde? – ele perguntou com seu riso debochado contido.
- Trocar o pneu, e é melhor você não me subestimar cabeção – eu disse e peguei um moletom com capuz e o vesti e puxei o capuz pra minha cabeça.
- Ok, melhor piada do dia – ele disse.
- Só me explica onde está o step e as ferramentas — eu disse séria ignorando sua provocação.
- Você só pode estar brincando – ele disse cruzando os braços contra o peito.
- Eu não estou brincando, agora me diz logo – eu disse firme pra que não restasse dúvidas pra ele do que eu era capaz.
- Ok, vou te explicar, apesar de ter quase certeza que você vai me gritar pedindo por ajuda.
- Quer fazer algum tipo de aposta? – agora foi a minha vez de provocá-lo.
- Amor eu não estou te provocando ou duvidando da sua força de vontade, é só porque pode ser complicado – ele disse e se aproximou de mim e passou os braços por minha cintura, e claro que eu fui incapaz de afastá-lo de mim.
- Só me deixe tentar ok, só estou pensando no nosso bem, porque se você não estiver bem, eu também não consigo ficar – eu fiquei na ponta dos pés e lhe dei um selinho.
- Ok teimosa, vou te explicar – ele concordou agora com mais boa vontade.
...
Graças a Alec e toda sua tecnologia trocar o pneu do trailer não era tão difícil assim, havia um macaco, eu achei engraçado o nome porque eu realmente nunca tinha trocado nem pneu de bicicleta antes. O macaco era automático, eu o posicionei corretamente e acionei um botão e ele suspendeu o trailer, a chave para desparafusar o pneu também girava automaticamente. O único problema era tirar o pneu dali, o step ficava debaixo do trailer, acionado um botão o suporte descia e saia debaixo do trailer. Agora eu tinha que ser forte o suficiente para colocar um no lugar do outro já que eles eram bem pesados.
Respirei fundo tentando tirar o pneu furado, concentrei toda minha força e comecei a removê-lo. Mordi meus lábios para que eu não gritasse loucamente pedindo a ajuda de Edward, ainda estava chovendo, e a chuva tinha até aumentado de novo. Eu estava encharcada pela chuva e ainda fazendo uma força descomunal para tirar aquele pneu dali. Quando finalmente consegui remover o pneu, caí eu para um lado, pneu pro outro e eu além de molhada fiquei suja.
- Merda – resmunguei baixo me levantando. Fui até o step e dessa vez respirei mais fundo ainda e tentei concentrar toda a minha força. – Vamos lá Bella.
...
- Eu disse que conseguiria – eu entrei no trailer toda molhada, suja de lama e graxa, mas eu finalmente tinha tido êxito na minha tarefa.
- Meu Deus – Edward fingiu se assustar quando me viu – Onde está minha namorada linda?
- Vá se ferrar – eu disse e passei indo em direção ao banheiro, mas Edward me deteve segurando meu braço.
- Onde vai?
- Tomar banho, pra voltar a ser sua linda namorada – eu disse com meu tom sarcástico. – Podemos ir agora, não estamos longe de Charleston e já anoiteceu.
- Bem... quem já esperou até agora, pode esperar um pouco mais.
- Esperar pra que?
- Pra ajudar minha namorada com o banho – ele deu seu sorriso torto, e PQP se meu período não acabar amanhã eu vou enlouquecer.
- Você sabe que só vai rolar banho mesmo – eu disse.
- Não tem problema, agora vamos logo. Você não pode ficar com essa roupa molhada, deixa eu te ajudar – ele disse já puxando minha roupa pra fora de mim.
...
- Nossa essa água quentinha é uma maravilha – eu disse enquanto estávamos debaixo do chuveiro.
- Você se superou, está de parabéns – ele disse e beijou meu ombro e subiu para o meu pescoço – Vou me lembrar de nunca subestimar você mais.
- É bom mesmo – eu segurei seu queixo e lhe dei um beijo, minha mão livre desceu por seu abdômen o arranhando, hoje mais que nunca nós precisávamos sentir aquele contato íntimo que nos ligou de uma maneira irrevogável.
- Se não for dar continuidade é melhor não provocar amor – Edward disse quando eu meio que involuntariamente devido aos beijos que Edward estava me dando envolvi sua ereção em minha mão, eu só agia por instinto quando a excitação tomava conta de mim, eu estava descobrindo isso a cada dia junto com Edward.
- Bem parece que parou, ou acabou. Acho que podemos matar a saudade – eu disse sem tirar minhas mãos dele.
- Enquanto temos tempo – ele disse e sem me dar a oportunidade de dizer nada ele me beijou intensamente e suas mãos deslizaram pro meu corpo. Quando fizemos amor ali debaixo daquele chuveiro, foi mais um momento onde percebi todo o amor que eu sentia por ele e que eu nem conseguia imaginar minha vida sem ele, quando atingi meu ápice uma lágrima rolou por meu olho, Edward só me abraçou apertado e não disse nada.
...
Chegamos em Charleston tarde da noite, e nenhum de nós dois queria sair por isso preparei um macarrão com queijo e comemos assistindo tv. Dormimos logo depois cansados de toda carga emocional que tínhamos vivido hoje, por enquanto o que estava em nossas mãos era seguir o plano que Edward tinha traçado.
...
Acordei e senti falta dele na cama, me espreguicei e me levantei e o vi lindo no banheiro escovando os dentes.
- Bom dia – eu fui até ele que ficou na porta do banheiro e eu dei um beijo em seu peito descoberto. Ele fez um sinal pra que eu esperasse e se debruçou na pia e cuspiu e o que eu vi me fez estremecer, pois seriam mais sintomas se manifestando.
- Desde quando você está tendo sangramento na gengiva enquanto escova os dentes? – eu perguntei preocupada enquanto ele enxaguava a boca.
- Tem uns três dias – ele respondeu enxugando a boca com a toalha.
- Vem aqui – eu disse o puxando pela mão e o fiz sentar no sofá – Abre a boca.
- O que?
- Abre logo a boca – eu pedi e ele a contra gosto abriu a boca e eu vi que sua gengiva estava toda avermelhada, com certeza extremamente sensível, e esses sangramentos só tendiam a piorar.
- Eu falei disso com meu pai, ele me aconselhou a fazer uso de uma pasta de dente específica, apesar de esse ser um sintoma ele falou que essa pasta pode auxiliar na sensibilidade extrema – ele disse.
- Vamos a farmácia então comprar essa pasta – eu disse.
- Hum... vem aqui – ele me puxou pro seu colo. – Meu amor se isso for muito pesado pra você é só me dizer que podemos voltar pra casa, eu não vou ficar triste, nem nada disso, eu só quero o seu bem – ele beijou meu ombro e eu soltei um suspiro frustrado por ver meu amor sendo a cada dia agredido por essa maldita doença e eu ali incapaz de fazer algo.
- Eu quero ficar com você e se você quer continuar essa viagem eu vou estar ao seu lado – eu afaguei seu rosto – Agora vamos tomar café da manhã – eu lhe dei um selinho e me levantei do seu colo e segurei sua mão o puxando para a mesa.
...
Na parte da manhã Edward e eu fomos juntos ao supermercado e a farmácia e depois resolvemos ir almoçar em um restaurante árabe para experimentar. No caminho passei por um salão de beleza e vi minha imagem refletida na porta de vidro e senti uma vontade imensa de dar uma renovada no meu visual, quem sabe isso também renovava as minhas forças. Entrei no salão e marquei um horário pra mais tarde.
Edward e eu almoçamos juntos e depois ele disse que ia a uma oficina pedir para remendarem o pneu do trailer e também checar pra ver se estava tudo ok, já que tínhamos rodado bastante com ele. E eu fui para o salão e Edward marcou de me buscar mais tarde.
- Então maravilhosa o que quer fazer neste cabelo? – Will, o cabeleireiro mais gay que eu já tinha visto na minha vida, perguntou sacudindo meu cabelo de um lado pro outro. – Há tantas possibilidades. Se você não tiver um bofe com certeza vai arrumar, não há quem passe por essas mãos – ele sacudiu as mãos de repente próximo ao meu rosto e eu até pulei na cadeira – E fique sem um bofe.
- Bom... eu já tenho um bofe... quer dizer um namorado – eu disse sacudindo a cabeça meio atordoada, se Edward me ouvisse chamando ele de bofe, provavelmente eu ficaria solteira no minuto seguinte.
- Hummm isso aí maravilhosa, aposto que ele é um pedaço de mal caminho – ele deu uma risada estranha meio nasal misturada com um ronco.
- Hum eu estava pensando em dar uma repicada – eu disse pra desviar o assunto da minha vida amorosa e ter que ouvir aquela risada tenebrosa de novo.
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“Amor já acabou? Estou pronto, se quiser já posso ir te buscar. Beijos” – li a mensagem de Edward. Eu havia passado a tarde no salão,e meu Deus eu nem conhecia ninguém nessa cidade, mas já sabia da vida de todos ali, Will e seus funcionários eram com certeza os mais fofoqueiros de Charleston e não pude evitar de ouvir a risada ronco por diversas vezes, mas eu me diverti bastante, apenas rindo das coisas que eles falavam. Foi ótimo pra esquecer um pouco o que estava acontecendo na minha própria vida neste momento.
“Mais 10 minutos meu amor, beijos.” – eu enviei a resposta.
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- Divina, maravilhosa – Will batia palminhas ao meu redor enquanto eu passava a mão por meu cabelo me olhando no espelho. Eu havia repicado meu cabelo e feito algumas mechas de tom mel, no meu cabelo que era castanho chocolate.
- Concordo totalmente – me virei reconhecendo o dono daquela voz.
- Gostou amor? – eu caminhei até ele e segurei sua mão.
- Esse é o BOFE??? Uhhhh que espetáculo – olhei pra Will que pegou uma revista e começou a se abanar, olhei pra Edward que tinha o rosto contorcido em uma careta.
- Esse é meu namorado Will – eu disse.
- Nossa que sorte amiga – a bicha louca passou o braço pelo meu pra olhar Edward mais de perto, que neste momento ao olhar em seus olhos sabia que ele queria sair correndo daqui. – Não tem irmão bofe?
- Somente uma irmã – Edward respondeu e Will fez uma careta.
- Também uma perfeição dessa só vem uma vez mesmo – Will disse.
- Amor, já podemos ir? – Edward perguntou realmente desconcertado com o assédio do cabeleireiro maluco.
- Claro, só preciso passar o cartão de crédito. Vamos comigo Will – eu disse o arrastando pra longe de Edward.
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- Tchau queridos, voltem sempre – Will balançava a mão igual uma miss na porta do salão e Edward segurava a minha mão apressando o passo pra longe dali.
- É cada uma que você arruma anãzinha – Edward disse.
- Quem mandou você ser tão gostoso “bofe” – eu disse rindo e ele fez careta de novo.
- Não me chame assim, principalmente nos nossos momentos íntimos ou é capaz de eu nem funcionar ao lembrar daquele cara me assediando – ele disse e eu apenas ri da cara que ele estava fazendo.
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Quando chegamos de volta no trailer, eu liguei para Guto e o moleque ficou mais que animado com a notícia da nossa visita e do passeio que faríamos. A noite Edward e eu saímos pra jantar e logo depois voltamos pro trailer porque o tempo estava meio frio e eu agora ainda mais que antes queria proteger Edward de tudo que pudesse piorar seu estado.
- Amanhã vamos conhecer a cidade – Edward disse e se deitou ao meu lado na cama.
- Gostei do dia de hoje, você realmente gostou do meu novo visual? – perguntei me sentando na cama para que ele pudesse analisar realmente, porque homens são todos iguais, a gente pergunta: “Ficou bom?” e eles respondem que sim sem nem olhar na nossa cara direito.
-Divina, maravilhosa – ele disse tentando imitar a voz de Will e eu não pude evitar e explodi em gargalhadas e ele ficou com as bochechas vermelhas.
- Ah, por favor, não me diz que me enganei – eu disse ainda rindo – E que você na verdade também gosta de bofes – eu ri ainda mais e ele fez uma cara feia.
- Pode parar de gracinha porque eu só estava brincando, eu sou muito homem – ele disse se sentando na cama e eu ri ainda mais desse lado todo machista dele. – Já vi que vou ter que te provar – ele me puxou minhas pernas me fazendo deitar na cama, antes que eu pudesse reagir ele estava ajoelhado entre minhas pernas e puxando meu short de pijama pra longe.
- Me prova então – eu disse e ele deu um sorriso torto tão gostoso que eu queria morder sua boca.
- Vou provar – ele piscou pra mim e deslizou minha calcinha pra fora do meu corpo e ele deu um sorriso torto antes de se abaixar e beijar minha intimidade que nesse momento estava extremamente úmida e eu estava quase explodindo enquanto sua boca me enlouquecia.
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- Eu disse que ia provar – Edward sorriu passando a língua em seus lábios.
- Porra amor você é muito homem mesmo – eu disse me recuperando.
- Ainda não terminamos – ele disse e tirou o resto das minhas roupas e tirou as suas e logo estavam em mim e me levando pela segunda vez ao nosso paraíso particular.
- Te amo.
- Te amo – eu disse adormecendo em seus braços e tentando ter um sonho bom depois de uma noite maravilhosa de amor.
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No outro dia passeamos por Charleston, conhecendo vários pontos turísticos e tirando várias fotos. Nosso álbum dessa viagem maluca ficaria lindo e com certeza seria difícil selecionar as fotos para entrar no álbum, pois cada foto registrava um momento especial desse tempo que estamos passando juntos.
Ficamos a noite no trailer assistindo a um filme e tomando chocolate quente e comendo cookies e depois Edward não me deixou ir dormir sem antes fazermos amor mais uma vez, agora estávamos ainda mais necessitados um do outro. Eu esperava que eu jamais precisasse deixar de ficar com ele assim como eu estava agora. “Que Edward fique bom” – eu clamei em meus pensamentos.
Notas finais
Bom, mas voltando espero que tenham gostado do cap, que começou bem tenso, mas deu pra relaxar um pouco no fim. Ajudem a divulgar essa fic, por favor. Deixem recomendação e não deixem de comentar, please.
Qualquer dúvida e notícias sempre são colocadas aqui: https://twitter.com/bellama02620909
Obrigada pelo apoio de vcs e não desistam dessa fic que eu prometo ainda emocionará vcs.
Bjs
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