Everything Can Change All The Time
14 Capítulo14 - Mississipi
Acordei no outro dia com o trailer já em movimento, será que Edward resolveu madrugar? Olhei no relógio e eram 9 horas da manhã, eu sei que ele quer passar por todos os estados, mas eu queria pular logo o Mississipi e ir pro Tennesse, eu estava doida pra chegar ao Rancho onde Rose e Emmette moravam, minha prima ia ter que tirar um dia inteiro pra ouvir minhas lamúrias. Já que eu não podia ter o colo da minha mãe, eu podia contar com o colo de Rose, que sempre foi a prima que eu fui mais próxima, apesar de mais velha que eu, sempre nos demos bem desde pequenas.
Levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene pessoal e aproveitei pra trocar de roupa. Tomei um copo de suco e peguei um pacote de biscoitos pra ir sentar lá na frente ao lado de Edward.
- Bom dia – eu disse quando eu abri a porta que separava a cabine de direção do resto do trailer, me sentei na poltrona do passageiro e coloquei o cinto de segurança.
- Bom dia – ele respondeu com um sorriso torto, mas rapidamente voltou seus olhos pra estrada.
- Estamos viajando há muito tempo?
- Há umas duas horas, daqui a três horas mais ou menos chegamos em Jackson – ele respondeu. Abri meu pacote de biscoito e ofereci um pra ele que aceitou prontamente e eu coloquei um biscoito na sua boca.
- Estou ansiosa pra chegarmos ao Tenesse, estou com muitas saudades de Rosalie e Emmette, quantos dias vamos ficar no Mississipi?
- Uns dois dias. – ele respondeu – Também estou ansioso pra vê-los, eu adoro o rancho deles. Será que Emmette ainda tem o Steve? – Edward questionou. Steve era um cavalo de grande porte que Emmette tinha há alguns anos, era o preferido dele, e sempre foi o preferido de Edward. Era um cavalo com um pelo tão negro que chegava a brilhar, eu nunca nem tive coragem de montá-lo, porque Steve não era legal com todos, ele e Rose mesmo nunca se deram bem.
- Não sei, mas se tiver eu vou passar longe. Ele nunca foi com minha cara. – eu disse rindo.
- Ele só é assim porque percebe o quanto você tem medo.
- E não é pra ficar? Aquele é um dos maiores cavalos que eu já vi na minha vida. Tirando você e o Emmette ele já jogou todo mundo que montou nele no chão.
- Eu te desafio a montar o Steve quando chegarmos lá – ele disse.
- Sabe que eu não vou topar Edward, eu tenho amor a minha vida.
- E se apostarmos alguma coisa – ele disse. Estou começando a acreditar seriamente que o Edward não só me odeia como quer que eu morra, porque insistiria tanto pra que eu monte aquele cavalo do mal?
- Apostar o que?
- Não sei, talvez possamos apostar que você vai ficar responsável pela lavanderia até o fim da nossa viagem se eu ganhar, porque sinceramente isso é um saco, tem que ficar separando roupas.
- Nossa Edward você é muito preguiçoso – eu disse rindo – E se por acaso se eu topasse a aposta e se eu ganhasse?
- Eu fico responsável pela roupa? – ele sugeriu fazendo uma careta.
- Muito pouco pra você – eu disse rindo.
- Ei Bells, desde quando você ficou tão má?
- Ok, não vou ser tão má. O mesmo vale pra você se eu ganhar você fica responsável pela lavanderia – eu disse – Mas eu vou poder contar com a ajuda de Emmette?
- Sim e com a minha também, porque jamais deixaria você fazer isso sem eu por perto pra qualquer eventualidade, jamais me perdoaria se algo te acontecesse – ele disse todo fofo.
- Obrigado pela preocupação cabeção, então eu topo a aposta – eu estendi a mão pra ele.
- Apostado – ele tirou a mão do volante rapidamente e apertou minha mão e depois voltou sua mão pro volante.
...
Chegamos em Jackson na hora do almoço, Edward e eu já estacionamos o trailer em frente a um típico restaurante sulista.
Nos sentamos e pedimos, pois estávamos morrendo de fome.
- Então o que vamos fazer hoje aqui? Porque amanhã vamos descer pra Biloxi, certo?!
- Sim, estive pensando em passarmos na parte da manhã em De soto que é uma floresta nacional e a tarde vamos pra Biloxi, é bem próximo.
- E hoje?
- Quero ir ao museu do Dizzy Dean.
- O jogador de basebol?
- Isso mesmo, o cara era muito bom – Edward disse, ele e sua paixão por esportes. – Depois podemos dar uma volta no trem turístico da cidade e depois ir a noite em algum shopping pra pegarmos um cinema. – ele disse e o garçom trouxe nossas bebidas.
- Legal, depois vou checar pra ver qual filme está em cartaz – eu disse colocando meu i-phone sobre a mesa.
Almoçamos tranquilamente e de lá seguimos para o museu do Dizzy Dean, Edward no final do passeio no museu comprou uma camisa pra ele e uma para o seu pai que também era fã de basebol, eu acabei comprando um boné para o meu pai e pro meu irmão, pois Edward me convenceu que meu pai também era um fã do Dizzy Dean, bem se ele estava dizendo devia ser mesmo, meu pai adorava esportes também e como não era muito a minha eu não sabia muito quais jogadores foram ou eram os seus favoritos.
- Comprou os tickets para o trem turístico? – perguntei a Edward quando ele chegou a onde eu estava olhando as roupas em uma vitrine.
- Sim, sai em 20 minutos, comprei doces também – ele me mostrou um pacote de balas.
- Me dê uma – eu tentei tomar o pacote de suas mãos, mas ele saiu correndo e eu saí correndo atrás dele na rua.
- Já foi mais rápida Bells – ele disse rindo enquanto continuava correndo, Jackson apesar de ser a maior cidade do Mississipi, era muito vazia, o estado não estava vivendo uma de suas melhores épocas econômicas e as pessoas eram bem reclusas. Haviam poucos turistas circulando por ali, por isso Edward e eu correndo na rua como dois loucos chamava a atenção de todos e fez com que até alguns comerciantes viessem espiar a rua.
- Edward eu desisto, para, está todo mundo olhando – eu disse e parei de correr, minha respiração ofegante, apoiei minhas mãos em minhas pernas enquanto eu tentava me recuperar.
- Desde quando você liga pro fato das pessoas estarem olhando? – ele perguntou vindo até mim sacudindo o pacote de bala nas mãos.
- Desde que parecem que eles vão nos colocar em uma fogueira, olha a cara daquela velinha ali – eu apontei pra perto de uma banca de jornal – Se você passar perto dela agora ela vai te chamar de desordeiro e ainda te dar uma bengalada na cabeça. – eu disse rindo.
- Verdade – ele olhou na direção da velinha que estava com uma cara feia pra gente. – Vem, vamos fazer nosso passeio – ele disse estendendo a mão pra mim, segurei em sua mão e o puxei pra baixo e rapidamente peguei o saco de balas que estava em sua outra mão e sai correndo.
- Nada disso sua espertinha – Edward me alcançou e me pegou tirando meus pés do chão.
- Edward me coloca no chão, olha lá a cara feia da velinha da bengala – eu disse.
- Ok – ele disse me colocando no chão – Vamos logo, mas não vai comer todas as balas.
- Claro que não – eu disse e ele passou o braço sobre meus ombros enquanto caminhávamos e para chegar a onde iríamos pegar o trem turístico tínhamos que passar pela banca onde a vovó mal humorada nos encarava.
- Não deixe a acertar a bengala na minha cabeça, por favor – Edward pediu entre os dentes enquanto nos aproximávamos da banca.
- Claro que eu vou defender um homem desse tamanho e levar as bengaladas no seu lugar – eu disse rindo com ironia.
- Eu levaria bengaladas por você Bells – ele reclamou.
- Seus imorais – a velhinha disse levantando a bengala em nossa direção quando passamos ao seu lado.
- Corre Bells – Edward segurou minha mão e saímos os dois correndo, só paramos de correr quando encontramos os outros turistas na estação onde pegaríamos o trem pra dar uma volta pela cidade.
- Sabe qual a melhor coisa de estar com você? – eu perguntei a Edward.
- Qual? – ele perguntou.
- Sempre há diversão, você sempre me faz rir e eu amo isso em você.
- Digo o mesmo a você – ele afagou o meu rosto. Não, isso de novo não. Não se deixe levar Bella.
- Vamos logo pro trem – eu disse tirando sua mão do meu rosto e o puxando.
...
Demos uma volta no trem e foi ótimo e nos divertimos bastante, Jackson era uma cidade bem interessante e ali com os turistas era mais confortável do que encarar a população local.
Depois disto fomos pro trailer e tomamos banho e nos arrumamos para ir pro shopping. Edward estacionou o trailer em uma rua próximo ao shopping e já tínhamos checado o horário do cinema e o filme que iríamos assistir. Escolhemos uma comédia do Adam Sandler que estava passando, mas antes do filme tínhamos uma hora pra passearmos pelo shopping.
- Preciso ir na Macy’s quero comprar um presente pra Rosalie e um pro Emmette e também pra Philipe, Mandy e Clarisse – eu disse a Edward.
- Estes são os nomes dos trigêmeos?
- Sim, nomes lindos. Rosalie e Emmette acertaram, quando for mãe quero colocar um nome bem bonito nos meus filhos também – eu disse e Edward permaneceu calado e pensativo enquanto me seguia pra Macy’s.
Cheguei lá e comprei umas botas de couro pra Emmette e uma bolsa pra Rosalie. Pros bebês eu comprei um macacãozinho rosa pra Mandy, um azul pra Philipe e um vermelho pra Clarisse, não sei porque, mas eu só conseguia imaginar Clarisse um bebê bem branquinho e com cabelos loiros com os da Rosalie e os olhos azuis e quando eu pensava em Philipe e Mandy eu imaginava que eles seriam parecidos com o Emmette, cabelos escuros e covinhas nas bochechas.
- Você acha que eles vão gostar? – perguntei a Edward enquanto pagávamos no caixa, havíamos chegado a um consenso que aqueles presentes estávamos dando juntos, Edward na verdade estava muito calado e com os pensamentos longe, só apenas concordando com o que eu falava.
- Tenho certeza – ele afirmou e deu um sorriso sem graça, o que será que tinha acontecido pra ele ficar assim de uma hora pra outra.
- Está se sentindo bem? – perguntei preocupada que talvez ele estivesse passando mal, e do jeito que ele era cabeça dura ele me esconderia aquilo.
- Sim, pode ficar tranqüila – ele esboçou um sorriso – Vamos logo pro cinema – ele disse e me ajudou a carregar as sacolas de presentes.
...
Fomos pro cinema e Edward comprou pipoca e refrigerante pra gente, eu chorei de tanto rir no filme, Adam Sandler era um gênio dos filmes de comédia, Edward apesar de continuar meio alheio também deu suas gargalhadas.
Na saída do cinema nós lanchamos no Taco Bell depois fomos para o trailer e Edward estava triste. Guardei as coisas que tínhamos comprado e coloquei meu pijama e Edward fez o mesmo, ligamos a TV e ele colocou em uma emissora que estava reprisando o seriado Friends.
- Posso me sentar aqui com você? É melhor pra ver TV – eu me justifiquei pedindo pra sentar na sua cama com ele, na verdade eu queria saber o que estava afligindo meu amigo.
- Claro Bells – ele arredou me dando espaço e eu me sentei ao seu lado e apoiei as costas na cabeceira da cama. Olhei seu rosto que continha expressão triste, ele estava olhando pra TV, mas eu tinha certeza que sua mente estava longe.
- Me diz, por favor, o que foi que tirou o sorriso lindo do rosto do meu melhor amigo – eu disse segurando a sua mão.
- Nada demais – ele sacudiu a cabeça.
- Eu te conheço bem demais e você sabe que pode me contar tudo, é pra isso que sempre vou estar aqui – eu disse e ele deu o meu sorriso torto.
- Você não vai gostar de ouvir, você me fez prometer que não ia ficar falando isso ou pensando sobre isso, mas tem hora que é inevitável – ele disse e parecia meio sufocado – Mas tem hora que não da Bells, hoje quando você disse que quando tivesse um filho queria colocar nomes bonitos eu não pude deixar de pensar que eu nunca vou ser pai, que eu nunca vou me formar na universidade – ele disse grossas lágrimas começaram a escorrer por seu rosto e aquilo foi como uma facada em meu peito, eu não podia ver Edward sofrendo, ele não merecia isso, ele merecia viver e conquistar tudo que sempre sonhou.
- Não fica assim – eu disse o abraçando e tentando segurar minhas próprias lágrimas, pois eu tinha que ficar forte por ele.
- Sabe eu estou aqui fazendo essa viagem e tentando esquecer que eu estou com um prazo de validade rondando em cima de mim, mas tem hora que não da pra esquecer que meu tempo de vida esta acabando a cada minuto, que eu não posso mais fazer planos pra daqui há um ano ou dois. Que eu nunca vou ver você se formar e se tornar a melhor cardiologista desse país porque eu sei que você vai se tornar. Que eu nunca vou ver minha irmã conquistando sua vaga na Juliards pra se tornar a primeira bailarina de uma grande companhia. Eu sequer vou poder ir viajar pra China com você, como sonhamos tanto pra conhecer a muralha e experimentarmos juntos todas aquelas comidas esquisitas – Edward disse sem parar de chorar e eu não consegui segurar mais eu chorei junto com ele.
- Eu não posso ficar sem você – eu disse – Eu estou pedindo a Deus todos os dias por um milagre, você sabe que eu nunca fui muito religiosa, mas nos últimos tempos minha fé parece ter se multiplicado mil vezes.
- Eu queria ter essa fé e essa esperança toda, mas eu não consigo Bella, eu não tenho forças pra isso – ele disse e eu o abracei apertado, queria passar um pouco da minha fé e esperança pra ele através deste abraço.
- Não desiste, por favor. Eu preciso de você – eu consegui dizer.
- Me promete só que você nunca vai se esquecer de mim, quando chegar a minha hora – ele disse e eu comecei a me sentir sufocada, eu não posso ficar sem ele, eu o amo tanto, se antes eu não podia, agora seria impossível.
- Para com isso Edward – eu pedi passando a mão no meu rosto e secando minhas lágrimas.
- Promete Bella, por favor – ele disse com os olhos suplicantes, eu já não conseguia respirar direito, uma dor cortante estava atravessando meu coração.
- Edward...
- Só promete Bella.
- Eu prometo, mas eu jamais poderia esquecer você seu cabeção – eu disse bagunçando seu cabelo e nós nos abraçamos de novo e choramos juntos não sei por quanto tempo.
Depois deitei a cabeça de Edward no meu colo e fiquei afagando seu cabelo até que ele adormecesse.
- Eu te amo Edward e não vou ficar sem você, eu não aceito isso – eu disse e abaixei meu rosto e lhe dei um selinho, aproveitando que ele estava dormindo. Eu sei que brigamos por ele me beijar e depois fingir que nada tinha acontecido, mas hoje vendo o ali tão indefeso dormindo em meu colo eu não pude resistir, eu o amo mais que tudo.
...
Acordei e me deparei com o rosto de Edward próximo ao meu, havíamos dormido juntos em sua cama, me lembro que depois que ele adormeceu e eu ter lhe dado um beijo, eu tirei sua cabeça do meu colo e me deitei ao seu lado e o abracei, eu queria fazer a dor dele sumir.
- Bom dia – ele disse e deu seu lindo sorriso torto.
- Bom dia – eu disse me sentando na cama – Desculpa, mas eu acabei apagando aqui.
- Sem problemas, foi muito bom – ele disse e sentou também, mas agora vamos logo levantar e tomar café porque daqui até a Floresta Nacional de De Soto, são 2 horas e meia de viagem.
...
Trocamos de roupa e tomamos café rapidamente, Edward foi dirigindo e eu fui deitada na minha cama apenas escrevendo as últimas coisas que tinham acontecido em meu blog, lá eu podia desabafar o que eu tinha sentido ontem quando Edward desabou e eu tentei ser o mais forte possível para tranqüilizá-lo.
...
- Chegamos anãzinha – Edward apareceu depois de ter parado o trailer, olhei pela janela e vi que estávamos em um local maravilhoso, a vegetação estava tão verde e linda, e ainda estávamos parados próximos a um rio.
- E o que vamos fazer no meio da floresta? – perguntei porque Edward era sempre o responsável pela programação.
- Fazer um passeio de barco no pântano – ele disse empolgado.
- E nós temos um barco? – eu o fitei curiosa e com medo ao mesmo tempo, o meu contato com pântanos tinham sido só em filmes de terror.
- Não, chequei na internet e me informei sobre como eram feitos esses passeios e fiz uma reserva. Sugiro que você vista uma calça e passe repelente por causa dos mosquitos. – ele disse indo mexer em suas coisas.
- E os bichos maiores? – eu perguntei temerosa – Tipo um crocodilo gigante tentando invadir nosso barco.
- Ai Bells, você é hilária – ele disse rindo e beijou minha testa – Vá logo se trocar – ele riu, mas as minhas preocupações eram sérias.
...
- Vocês são Edward e Isabella? – um homem barbado e com cara de pirata nos perguntou quando chegamos ao ponto onde sairia o barco que nos levaria ao passei pelo pântano.
- Sim – Edward estendeu a mão e eles apertaram, eu segurei a camisa de Edward por trás, com medo daquele lugar e daquele moço que mais parecia o monstro do pântano.
- Eu sou Joseph, o barqueiro – ele disse com um sorriso estranho no rosto. Barqueiro? Eu já tinha ouvido essa coisa de barqueiro antes? Onde foi mesmo? Acho que foi em algum filme da Grécia antiga, quando as pessoas iam ao inferno elas precisavam de um barqueiro pra chegar a Hades.
- Edward eu não quero ir ver Hades – eu disse agarrando seu braço.
- Está louca Bells? Do que está falando? – ele perguntou rindo.
- Vamos o barco já está pronto – o servidor do mal apontou para o barco e deu um sorriso demoníaco, aquilo não era a minha imaginação eu tenho certeza. Isso me fez grudar ainda mais em Edward.
- Vamos logo Bella – Edward me pegou pela cintura e me colocou no barco, ele entrou em seguida e sentou ao meu lado e o barqueiro sentou a nossa frente, ele desprendeu o barco da pequena plataforma de madeira e pegou os dois remos ao seu lado e começou a colocar o barco pra deslizar sobre aquela água escura do pântano.
A medida que íamos adentrando o pântano as árvores iam cobrindo tudo e já não víamos mais a luz do sol e o pântano ia ficando mais escuro e eu mais aterrorizada, o enviado de Hades ainda começou a contar umas histórias cabulosas sobre aquele lugar.
- Mas encontraram o garoto? – Edward perguntou depois do barqueiro contar a história de um menino que caiu no pântano de madrugada por estar fugindo de algo que ninguém sabia dizer o que era.
- Nunca acharam o corpo, mas de vez em quando ainda ouvimos uns gritos de socorro – o barqueiro deu um sorriso demoníaco e nesse momento um barulho alto inundou meus ouvidos e quando dei por mim eu já tinha pulado no colo de Edward.
- Acalme se menina – o velho me olhou segurando o riso – Foram só os pássaros que habitam a copa dessas árvores e como ouviram nosso barulho, se assustaram e alçaram vôo.
- Mas você pode continuar aqui, eu na ligo – Edward disse rindo e me olhando em seu colo.
- Engraçadinho – eu disse e desci do seu colo e voltei pro meu lugar.
...
- Nunca mais me leve pra esses passeios aterrorizantes, é o segundo nessa viagem – eu reclamei enquanto entrávamos no trailer, Edward logo foi pra direção e deu partida no trailer, daqui a BIloxi eram 50 minutos e decidimos que almoçaríamos lá, pra almoçar em algum restaurante próximo a praia pra que pudéssemos comer frutos do mar.
- Foi divertido Bells, eu adorei as histórias de Joseph – ele disse enquanto dirigia e eu me sentava no banco ao seu lado e colocava o cinto de segurança.
- Quem é Joseph? O servo de Hades? O barqueiro do submundo? – eu questionei e Edward gargalhou.
- Você é hilária Bella.
- Estou falando sério, aquele homem conseguia me aterrorizar mais que as histórias dele.
- Relaxa que agora nós estamos indo pra um tipo de lugar que é nosso favorito.
- Praia – nós dissemos juntos.
...
- Esse ensopado de mariscos estava uma delícia – eu disse quando terminamos de almoçar já em Biloxi.
- Realmente estava ótimo e esse salmão grelhado estava divino – Edward disse e eu apenas balancei a cabeça concordando com ele.
- Quero sobremesa – eu disse.
- Parece que eu vi uma sorveteria perto daqui, topa? – Edward acenou para que o garçom nos trouxesse a conta.
- Claro que sim – eu concordei.
...
Edward e eu caminhávamos descalços na praia tomando nosso sorvete e conversando sobre o quanto Biloxi era um lugar bonito, uma cidade pequena, mas que tinha seus encantos.
- Então quer entrar em outro barco hoje e ir até a Ilha Horn? – ele me perguntou.
- Depende, se o barqueiro, for o enviado de Hades, eu estou dispensando – eu disse rindo.
- Você é hilária Bells, por isso amo você – ele disse e claro que o estúpido do meu coração quase explodiu em meu peito. Sua idiota ele está dizendo que te ama como amiga, não como o grande amor da vida dele, não se iluda – eu tive que repetir em minha mente pra acalmar meu coração acelerado.
...
Chegamos na Ilha Horn que era quase que deserta, havia algumas poucas pessoas por ali e nenhum tipo de comércio. Como Edward era nosso guia sempre bem informado, ele havia trago em sua mochila, água, suco, refrigerante, salgadinhos, biscoitos e barra de cereais. E isso era porque íamos ficar ali apenas algumas horinhas, o Cabeção era sempre precavido.
- Vamos pra água? – ele perguntou tirando suas roupas e ficando só de sunga. PQP, adeus sanidade.
- Só se você prometer não me afogar desta vez – eu disse sentada na areia.
- Prometo – ele fez um gesto de escoteiro.Tirei minhas roupas e fiquei só com um biquíni vermelho que eu estava usando e vi os olhos de Edward percorrem de cima a baixo meu corpo, homens.
Entramos na água que não era morna com as da costa da Flórida, mas também não eram tão geladas quanto a costa litorânea mais no norte do país.
...
Tivemos uma agradável tarde da praia depois de muita diversão dentro da água fizemos nosso piquenique na areia e depois pegamos o barco pra voltar pra Biloxi.
Chegamos no trailer e Edward que sempre foi um cavalheiro me deixou tomar banho primeiro. E depois ele foi pro banheiro e minha mente não pode deixar de imaginar o quanto o banho seria mais divertido se tivéssemos tomado banho juntos.
- Ainda por cima estou virando uma pervertida, você vai me enlouquecer Edward Cullen – eu murmurei baixinho enquanto Edward estava no chuveiro e meu celular tocou, e eu sabia que não era ligação e sim um toque pra quando eu recebia e-mails.
Peguei meu i-phone e estranhei muito ao ver quem era o remetente do e-mail. Jacob Black. O que ele ainda queria? Teria que ler pra descobrir.
“Oi Bella, tudo bem com você?
Sei que você deve achar muita cara de pau da minha parte ainda falar com você, mas bem estou só enviando um e-mail, porque eu não queria que você me odiasse pra sempre, pois nos conhecemos há muitos anos, e antes de namorar éramos bons amigos e também porque tivemos um namoro bem legal. Sei que fui um canalha, não devia ter feito aquilo com você. Nada justifica eu ter agido daquela maneira, mas eu também estava cansado de amar você e você não me amar de volta. Porque eu fui apaixonado por você durante muito tempo e eu disse que te amava, mas nunca ouvi de volta. Quando você e Edward passaram em Harvard eu sabia que não demoraria muito pra que você me desse um pé na bunda. Quando você vai perceber que é apaixonada pelo Edward e que é ele que você ama? Antes eu tentava achar que eu estava louco e que vocês eram só amigos mesmo, mas depois eu percebi, não só eu, mas todo mundo sabe menos você que você o ama, e eu acho que isso é desde sempre. Não sei porque nunca ninguém abriu seus olhos, por isso que estou te mandando esse e-mail, pra me desculpar, porque apesar de tudo eu devia ter sido o homem que meu pai me ensinou a ser e ter terminado com você antes de ter me envolvido com qualquer outra pessoa. E esse e-mail é pra te fazer ver logo de uma vez que você sempre amou o Edward, está na sua cara. Meu pai me contou que ele está doente e que vocês adiaram os planos da universidade e estão viajando, Bella seja feliz por um mês, por um ano ou por uma vida inteira, mas seja feliz ao lado de quem você sempre amou. Posso não ser mais seu namorado, mas quem sabe um dia possamos voltar a ser amigos. Obrigado por dois anos felizes, guardarei pra sempre como uma parte boa da minha vida. Desejo a você e a Edward toda felicidade do mundo, não deixe mais o tempo passar, só viva.
Seu ex-namorado e futuro amigo que deseja tudo de bom pra você sempre.
Um beijo. Jacob”
Quando terminei de ler eu estava chorando, Jacob sabia que eu amava o Edward, todo mundo sabia, menos eu, e ele estava ali me pedindo desculpas e me desejando felicidade.
- Claro que você está perdoado – eu murmurei pra mim mesmo. Aliás, eu também devia um pedido de desculpas a ele, por eu nunca ter podido corresponder os sentimentos dele da forma que ele desejava.
- Bella, tudo bem? – Edward me perguntou e eu nem percebi que ele já havia saído do banheiro.
- Sim – eu disse passando a mão por meu rosto.
- O que houve? – ele se sentou ao meu lado e eu desliguei meu i-phone.
- Jacob me mandou um e-mail. – eu disse e vi o rosto de Edward fazer uma ligeira careta.
- Por isso está chorando? Sente falta dele? Vocês vão voltar?
- Eu estou chorando porque ele disse umas coisas legais. E nós não vamos voltar, essa nem é a intenção do e-mail. Ele me pediu desculpas e quer que eu seja feliz, só isso.
- E por isso está chorando? Você o ama? Quer voltar com ele? – Edward me enchia de perguntas sem parar. Perguntas idiotas. E a mais idiota era se eu amava o Jacob. Jacob achava que todos menos eu sabiam que eu amava Edward, mas o próprio Edward parecia alheio a isso também.
- Edward eu só achei legal a atitude dele, ele me disse um tanto de coisas bacanas. Eu nunca amei o Jacob, eu amo outra pessoa que parece ser tão burra que não consegue enxergar o que está na frente dela. – eu disse me levantando — Agora vamos comer alguma coisa logo e ir dormir, porque eu estou louca pra chegarmos ao Tennesse amanhã.
Notas finais
Bem espero que gostem do capítulo e não deixem de comentar que são estes comentários que me dão gás pra escrever...
Não gosto de dar Spoiler, mas só posso dizer que o Tennesse vai ser muito especial.
bjos
Comentem e recomendem. Ajudem a divulgar a fic...Bjs
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