Everything Can Change All The Time
4 Capítulo 4 – Long week
Acordei com uma baita dor de cabeça. Levei minhas mãos em minhas têmporas e comecei a massagea-las antes de abrir os olhos.
- Toma isso que vai melhorar – abri os olhos assustada e vi minha mãe sentada em uma cadeira ao lado da minha cama, com um copo d’água em uma mão e na outra um comprimido.
- Obrigada – eu disse tomando o comprimido e em seguida bebendo toda a água.
- A farra ontem deve ter sido boa – ela disse rindo.
- Você não existe mãe, se fosse outra estaria aqui me dando um sermão.
- Pra que eu vou fazer isso? Se seu pai já vai fazer – ela disse dando uma meia risada e a minha risada desapareceu. – Ele acha que você excedeu o horário ontem.
- Eu nem lembro que horas eram quando eu cheguei – eu disse.
- Ele acordou com o barulho de você tropeçando na escada. Você chegou 5 da manhã.
- Qual era mesma a hora limite? – perguntei já imaginando o sermão de horas que meu pai faria.
- 1:30, duas era a tolerância máxima – ela respondeu.
- Então estou mesmo ferrada. Será que posso adiantar minha mudança pra Boston? – perguntei e ela sentou na minha cama ao meu lado e me abraçou.
- Ainda não estou pronta pra dizer tchau pra você bêbe – ela beijou minha testa – Me conta como foi tudo ontem?
- Podemos começar dizendo que Tyler fez um Streep e que ele usa cueca dos ursinhos carinhosos – eu contei pra ela rindo, minha mãe sempre foi minha grande confidente, não como Edward, porque dele eu não ocultava alguns detalhes como eu ocultava da minha mãe. Contei pra ela tudo da festa, disse que Edward e eu ajudamos Ang e Eric, mas ocultei a parte em que flagramos os gemidos dos dois, e que eles não ficaram só nos beijinhos. Também não comentei como Edward e eu ficamos um pouco bêbados, incapazes de dirigir e que Ang é que nos trouxe.
...
- Vem, vou preparar um ótimo café da tarde – minha mãe disse me puxando.
- Como assim café da tarde mãe?
- São 5 da tarde querida. – ela respondeu, eu havia dormido o dia inteiro.
- Pode ir descendo, vou ligar para o Edward para saber como ele está. – eu disse.
- Vamos fazer melhor, vou ligar pra Esme e chamar ela, Alice e Edward para virem tomar um café conosco – ela disse e eu assenti. Ela saiu do quarto e eu resolvi ir tomar um banho, porque meu corpo ainda estava moído, minha cabeça estava melhorando com o remédio, mas um banho seria ótimo pra mandar embora aquela ressaca de uma vez.
...
Quando desci Edward, Alice e Esme já estavam na cozinha sentados ao redor da mesa farta que minha mãe tinha preparado, meu estômago estava gritando.
- Boa tarde dorminhoca – Edward disse e eu beijei a sua bochecha, não sei porque me lembrei do selinho que trocamos ontem a noite. Lembrei de sua frase: “Não foi como se nunca tivesse acontecido isso antes.” Realmente isso já tinha acontecido antes, quando tínhamos 10 anos e nenhum dos dois tinha dado o primeiro beijo, nem selinho nem nada. Lembro de cada detalhe do dia que resolvemos nos ajudar.
“- Tem certeza que quer fazer isso Bella? – Edward perguntou pela quinta vez.
- Claro, porque você está com medo? Eu já sou uma adolescente, eu preciso dar o meu primeiro beijo e você é o único disponível – eu disse, sim eu já era debochada desde pequena, aliás, minha mãe diz que eu já nasci com aquele humor.
- Só estou fazendo isso com você porque é a única disponível também – ele disse não querendo sair por baixo. Nós estávamos na praia, sentados em uma pedra, já era fim de tarde, e nossas mães estavam ocupadas demais pra descobrir nossa fuga.
- Agora temos que fechar os olhos – eu disse lendo no papel que minha prima Rose tinha me dado, ela era cinco anos mais velha que eu e já tinha beijado.
- Se eu fechar os olhos como eu vou saber onde está a sua boca pra eu beijar? – Edward questionou.
- Boa pergunta, eu devia ter pedido uma explicação melhor disso pra Rose – eu disse e li o segundo passo – Aproxime bem os rostos – Edward e eu ficamos com os rostos bem próximos.
- Você escovou os dentes? – Edward perguntou e eu lhe dei um empurrão pra longe.
- Claro Cabeção, eu sei que tem que estar com a boca limpa pra beijar os outros. Se não a pessoa ao invés de acordar com o beijo do príncipe, desmaia com seu bafo.
- Eu escovei com pasta sabor morango olha só – ele soprou aquele cheiro de morango no meu rosto.
- Pelo menos escovou isso é o que importa – eu disse sacudindo os ombros – Vamos ler todos os passos primeiros depois a gente faz tudo que está mandando.
- Ok.
- Feche os olhos, esse eu já disse. Aproxime bem os rostos, já li também. Encoste suavemente os lábios um no outro, agora os abra e deslize sua língua para dentro da boca da outra pessoa – Edward e eu fizemos uma careta ao mesmo tempo.
- ECA – dissemos juntos – Eu não vou enfiar minha língua na sua boca – dissemos juntos novamente.
- Vamos pular pro próximo passo – Edward disse.
- Movimente sua língua dentro da boca da outra pessoa, em alguns momentos sugue e morda os lábios dela.
- Sem chance – dissemos juntos novamente.
- Acho que podemos ignorar essa parte de por a língua na boca da outra pessoa e movimenta-la porque isso é nojento demais. – eu disse fazendo uma careta.
- Concordo com você, e essa coisa de sugar os lábios? É sugar igual se faz com um canudinho quando estamos tomando refrigerante?
- Sei lá Edward, vamos pular essa parte também – eu disse dando de ombros – Morder eu sei quer ver – eu peguei seu braço e lhe dei uma mordida não muito forte, mas ele fingiu que era o fim do mundo.
- Não vai morder minha boca, porque se não nunca mais vou ter boca nem pra tomar todynho – ele reclamou.
- Ok, pulamos essa parte também. Agora chega de enrolar e vamos fazer isso – eu disse.
- Vamos inverter, primeiro nos aproximamos e depois fechamos os olhos – Edward disse concentrado e eu só assenti. Ficamos com nossos rostos bem pertos, nossas bocas estavam quase se tocando.
- Pronto? – perguntei e ele balançou a cabeça em afirmativa. Fechamos nossos olhos e colamos nossas bocas, ficamos muitos segundos assim, só nos separamos quando eu ouvi uns barulhos como sinos.
- É o sorveteiro – eu segurei sua mão e saímos correndo a procurado do sorveteiro, mas acho que não corremos o suficiente pois não encontramos nem sinal do sorveteiro.
- Droga eu queria de chocolate – Edward chutou o ar.
- Você gostou? – perguntei meio envergonhada.
- Do que? – ele me fitou com uma cara de idiota.
- Do nosso beijo cabeção – eu disse dando um tapa em sua testa.
- Sim, você gostou?
- Sim – eu disse e acho que minhas bochechas ganharam um leve rosado.
- Vamos pra casa assistir desenhos no cartoon? – ele perguntou.
- Sim, vamos seu mole – eu sai correndo e ele já entendeu que aquilo era uma aposta de quem chegaria primeiro.Depois disso nunca mais tocamos no assunto, mas ele estava certo nós já tínhamos trocado um selinho antes”.
- Bella? Bella? Eu disse mãe que essa garota é maluca – a voz do meu irmão pirralho me trouxe de volta pro tempo real.
- Cala a boca pirralho – eu por reflexo dei um tapa em sua cabeça.
- Finalmente reagiu – Edward disse rindo.
- Quer levar um igual ao do Seth? – eu o fitei.
- Agora não – ele deu seu sorriso torto.
- Bella amanhã você podia me levar no shopping? – Alice me perguntou.
- Porque eu?
- Minha mãe e a sua mãe vão sair e eu preciso de uma companhia feminina e não do chato do meu irmão sem paciência. – ela mostrou a língua para Edward que só riu.
- Mas você sabe que também não sou muito paciente com essa história de compras – eu disse tentando me livrar da baixinha, mas eu sabia que acabaria cedendo, porque ela sempre conseguia o que queria e porque apesar de Alice ser 3 anos mais nova que eu, sempre gostei muito dela, era minha amiga, claro que não o mesmo nível de amizade que eu tinha com Edward, porque ele era meu melhor amigo e nós compartilhávamos tudo. Já com Alice eu era mais uma amiga conselheira dela, já que ela sempre vinha me pedir conselhos sobre garotos e todos os problemas que às vezes a aborrecia.
- Eu sei, mas tenho certeza que vai ser melhor do que esse chato – ela deu um tapa na cabeça de Edward que ia revidar, mas Esme olhou feio pra ele que se deteve.
- Ok, eu vou com você, mas as senhoras irão para onde amanhã? – fitei minha mãe e Esme.
- Vai haver um chá amanhã para as mulheres na casa da Sra. Newton – Esme respondeu.
- Mulher quando junta é pior do que homem – eu murmurei pra Edward e ele apenas riu.
- Charlie e Carlisle vão pescar. – minha mãe disse.
- Só estamos nós dois Seth – Edward disse.
- Sai fora que você não faz meu tipo – o idiota do meu irmão falou, ele e esse seu machismo todo já estava me dando nos nervos.
- Não é nada disso, pensei que podíamos ir surfar, estou te devendo aquelas aulas.
- Cuidado com meu bêbe Edward a última vez que tentou acompanhar surfistas, quase morreu afogado – minha mãe pediu.
- Eu não sou bêbe – Seth bebezão resmungou.
- Claro que não, é um homem feito. Olha a barba dele e o peito peludo – eu disse e todos riram e Seth fechou a cara, tão bonitinho meu irmãozinho, vontade de apertar a bochecha dele, mas se eu fizesse isso ele ia ficar ainda mais chateado.
...
Tomamos café e depois Edward e eu fomos conversar mais um pouco sobre as loucuras que tínhamos aprontado ontem, um pouco depois ele, Alice e Esme se despediram e eu pensei em correr pro meu quarto e fingir que estava dormindo para assim evitar o sermão do meu pai, mas ele me deu flagrante quando eu me apressava em subir as escadas.
- Parada aí Isabella Marie Swan – a voz grava me fez congelar.
- Eu sou inocente – eu disse erguendo os braços e me virando de frente pra ele – E eu tenho direito a um advogado.
- Eu não estou brincando Isabella – ele disse com a cara fechada, eu odiava quando me chamavam de Isabella, quando me chamavam assim era porque eu estava geralmente muito encrencada. – Você ontem excedeu todos os limites de horário, você ainda não é responsável por você mesma já que mora aqui nessa casa, então tem que respeitar as regras da casa.
- Eu tenho uma explicação – eu disse, enquanto tentava pensar em uma.
- Qual? Porque o horário máximo de tolerância era as duas, mas você chegou aqui as 5, com o dia quase amanhecendo – ele disse e estava muito bravo, ele só não estava gritando, porque ele odiava gritos, mas o tom de voz era duro o suficiente para que ele não precisasse recorrer a isso.
- Foi a última festa da minha turma – eu disse tentando me justificar.
- Por isso estendi seu horário de tolerância, se não você ia ter que estar em casa meia noite – ele disse.
- Desculpa pai, me empolguei porque não vou ver mais meus amigos que cresceram junto comigo – eu disse fazendo um drama para ver se assim o convencia. – Nós temos uma história juntos, é difícil dizer adeus – eu disse abaixando a cabeça e fazendo um biquinho.
- Bem... A vida é assim mesmo filha – ele me puxou para um abraço e eu sorri por dentro – Nós sempre temos que passar por isso, quando você formar na faculdade também terá que dizer adeus para os amigos que fizer lá. A vida é assim cheia de encontros e desencontros.
...
- Ninguém nunca pode falar que você não é minha filha – eu me assustei com a minha mãe sentada na minha cama quando entrei após a conversa com meu pai.
- Porque?
- Porque eu fazia a mesma coisa com meu pai – ela disse rindo e eu me sentei ao seu lado.
- Você e o papai são tão diferentes neh mãe, é incrível ver como você estão casados até hoje e apaixonados.
- 20 anos de casado é realmente uma longa trajetória cheia de altos e baixos, mas o importante e que nunca faltou foi amor. – ela disse.
- Você acha que realmente só os opostos se atraem? Ou as pessoas que às vezes são bem iguais também podem ser felizes juntas?
- Não existe esse tipo de regra filha. Na verdade acho que de alguma forma a pessoa tem que te completar de alguma forma, ou naquilo que te falta ou aumentando aquilo que você já tem e anseia mais. Mas porque a pergunta?
- Nada mãe, só estou divagando – eu disse rindo.
- Ah Bella tomara que um dia com essas divagações você chegue a resposta que está bem na sua cara, mas você parece incapaz de enxergar – ela disse se levantando da cama.
- Hã? Mãe do que você está falando?
- Nada, boa noite querida – ela saiu rápido do meu quarto me deixando totalmente curiosa, eu não fazia ideia do que ela tava falando, mas minha mãe era meio maluquinha, talvez nem ela mesma soubesse.
...
- Esse aqui é maravilhoso – Alice disse experimentando seu décimo vestido.
- Ficou perfeito Alice, vai levar esse também? – perguntei e olhei as várias sacolas que já estavam ao meu redor.
- Acho que o papai vai bloquear o meu cartão se eu continuar gastando assim. – ela disse rindo e girando em frente ao espelho se admirando mais uma vez. Meu celular tocou e eu vi o nome de Edward no visor.
- Oi cabeção – eu atendi.
- Anãzinha vocês não querem lanchar? Seth e eu viemos aqui pro shopping.
- Já acabaram as aulas de surf? Ou você é um péssimo professor ou meu irmão um péssimo aluno. – eu disse rindo.
- Não é nada disso, Seth estava indo bem, mas aí a maré ficou mais forte e eu não queria correr o risco do caçulinha Swan se afogasse, tomamos uma ducha e viemos pra cá. Vem pra praça de alimentação.
- Ok, vou só convencer Alice que esse deve ser o último vestido.
- Missão quase impossível, mas eu sei que você dá conta. Beijo.
- Beijo – eu disse e encerrei a chamada.
- Vamos lanchar? Estou morrendo de fome, Seth e Edward estão aqui e nos esperando — eu disse já pegando as sacolas de Alice. – Vai levar esse?
- Sim – ela respondeu.
- Tem 5 minutos para sair dele e pagar, estou aguardando – eu disse e ela entrou para o provador. Com Alice e compras tinha que ser assim para fazê-la parar, nem dar tempo dela questionar.
...
- Desse jeito não ganho minha BMW – Edward disse quando Alice eu chegamos na mesa que ele e Seth estavam sentados.
- Porque? – Alice questionou.
- Você gastou todo o dinheiro do nosso pai – Edward disse rindo.
- Oi cabeção – eu disse dando um beijo em sua bochecha e roubei um beijo na bochecha de Seth porque o pirralho era totalmente contra demonstrações públicas de afeto.
- O que vão querer? – Edward perguntou.
- Mc Donald’s – Alice e eu respondemos. Não me recriminem, eu sou uma americana típica.
...
- Bella acorda... acorda – eu estava sendo sacudida, ouvia a voz de Edward o que aquele cabeção estava fazendo aqui de madrugada em plena segunda feira estragando meu sono – Acorda – ele me sacudia. Eu devia estar tendo um pesadelo. – Vamos pra Boston esse final de semana.
- Hã – eu abri meus olhos acordando de vez e me dando conta que não era um pesadelo e que sim Edward estava ali me sacudindo as 8 da manhã.
- Olha isso – ele me entregou uma carta com o selo de Harvard e que estava endereçada a mim.
- Edward você acha que eu consigo ler alguma coisa depois de você me acordar desse jeito? Meu cérebro ainda está chacoalhando. – eu disse sentando na cama.
- Ok, eu vou ler. – ele pegou minha carta e a abriu – Vou pular essa parte que fala da aprovação, porque disso nós já sabíamos – ele piscou pra mim – Vamos ler só a frase importante.
- Rápido Edward – eu disse impaciente.
- A universidade convida os alunos para passar o final de semana no campus conhecendo as dependências e para também iniciar seu relacionamento com o corpo docente e discente através de atividades previamente programadas. – Edward leu.
- Temos que ir comprar nossas passagens – eu pulei pra fora da cama abandonando meu cobertor e vi Edward me olhar de cima a baixo, eu estava dormindo com uma camisetinha branca e com um shortinho que mais parecia uma calcinha — Se o chefe Swan te pegar aqui você está perdido – eu disse e ele encarou meu rosto novamente.
- Melhor eu vazar então – ele me deu um beijo na bochecha e saiu correndo.
...
- Bom dia mãe – eu disse lhe dando um beijo na bochecha.
- Bom dia querida, Esme e eu já providenciamos a passagem de vocês pra sexta com volta no domingo.
- Por isso que te amo mãe.
- Pensei que ia estar mal humorada pelo Edward ter te acordado cedo – ela disse enquanto eu me servia de um copo de leite.
- Depois de saber que vamos passar o final de semana em Harvard para uma recepção de calouros eu não podia ficar mal humorada.
- Acho que um certo namorado deve ser informado disso – ela me fitou.
- Ah é verdade, tinha me esquecido, vou ligar pra ele – eu disse indo pegar o telefone.
...
- Oi Jake tenho uma novidade pra você.
- Também tenho uma novidade pra você Bella, esse final de semana vou pra Califórnia, será a recepção dos calouros. – ele disse animado.
- Ah que legal, eu estou indo pra Boston esse final de semana pra recepção de calouros também. – eu disse e me senti aliviada, já que ele também estaria fora, assim eu ia me divertir sem ter a consciência pesada pensando no namorado que tinha deixado aqui.
- Eu já até comprei minha passagem.
- Minha mãe e Esme já compraram a minha e a do Edward também.
- Edward vai com você? – ele questionou.
- Claro, ele também é calouro em Harvard, esqueceu?
- Tinha esquecido, podemos nos ver durante essa semana antes de viajarmos – ele propôs.
- Claro, você me liga e diz um dia que pode vir. Billy já te liberou da oficina?
- Ainda não, disse que vou ter que ficar lá o ajudando até minha mudança.
- Daqui a pouco já estamos de mudança, o tempo vai passar voando você vai ver.
- É... Depois nós vamos ter que conversar a respeito disso. – ele disse com a voz meio pesarosa.
- Eu sei, mas é melhor deixar pra depois que voltarmos de nossas viagens, enquanto isso vamos pensando – eu disse.
- Tem razão, então eu te ligo depois. Beijos.
- Beijos – eu disse e encerrei a chamada e apesar de pedir pra Jake pra que fossemos pensando, isso era algo que eu queria evitar em minha mente. Pensar no que seria do meu relacionamento com Jake só ia me trazer dor de cabeça, não queria me preocupar com isso agora, semana que vem nós conversaríamos e ai sim eu ia começar a me preocupar.
...
Terça feira, quase o dia de ir pra Boston, eu estava contando os dias, estar ali sendo uma caloura em Harvard junto com meu melhor amigo era um sonho. Aliás, eu estava com saudades daquele cabeção desde a segunda cedo quando ele me acordou de madrugada eu não o tinha visto mais. Ainda bem que ele era meu vizinho, eu podia resolver isso de uma maneira muito fácil.
- Oi Bella – Esme me deu um beijo quando cheguei em sua casa. – Tudo bem querida?
- Tudo, o Edward está lá em cima no quarto ou na sala? – eu perguntei.
- Nenhum dos dois Bella – ela respondeu.
- Onde ele foi? – perguntei e ela desviou o olhar de mim por um momento, eu ia estranhar, mas devia ser coisa da minha cabeça.
- Saiu com Carlisle – ela respondeu.
- Ok, quando ele chegar pede ele pra ir lá em casa.
- Eu falo com ele querida.
- Obrigada – eu dei um beijo no rosto dela e sai.
Fui pra casa e me juntei a Seth na sala pra assistir tv, mas ficar assistindo anime não era uma das minhas coisas favoritas no mundo, eu estava ficando muito entediada. Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra Edward.
“Cabeção estou indo assistir o pôr do sol na praia, naquele lugar especial. Se já tiver chegado me encontra lá. Beijos” – enviei a mensagem.
- Vou à praia – eu disse a Seth – Só no caso de alguém perguntar.
- Ok – ele disse simplesmente.
...
Cheguei na praia e tirei meu chinelo para caminhar mais a vontade na areia, havia um local onde Edward e eu gostávamos de assistir o pôr do Sol desde pequenos, sempre quando estávamos com algum problema era ali também que nos refugiávamos pra pensar. Muitas vezes quando os meus pais ou os dele ficavam loucos atrás de nós porque simplesmente sumíamos por ter acontecido algo, só Edward poderia saber onde eu estava e só eu poderia encontrá-lo.
Depois da caminhada eu estava subindo na rocha que era alta o suficiente para se enxergar bem além, mas mesmo assim às vezes as ondas do mar eram tão fortes que quando explodiam ali ainda nos molhava. Eu gostava de ficar ali e ver a imensidão do oceano, era sempre bom pra relaxar e refletir. Eu tinha um assunto pra pensar, mas pensá-lo neste momento mesmo aqui nesse lugar não iria me relaxar, muito pelo contrário, pensar no que seria do meu namoro com Jacob depois das nossas mudanças só iria me estressar. E eu estava tão feliz por estar indo pra Harvard neste final de semana que eu não queria me preocupar agora, só aproveitar, só viver o presente e deixar o futuro pra depois.
- Pode parar de pensar em mim que já estou aqui – Edward beijou minha bochecha e se sentou ao meu lado, me assustei um pouco, pois não tinha o ouvido chegar.
- Até parece que fico pensando em você cabeção – eu disse rindo e recostando a cabeça em seu ombro. – Onde foi hoje?
- Hã... Sai com meu pai – ele disse rápido.
- Pra fazer o que?
- Bella porque você é tão curiosa? – ele perguntou rindo e passou o braço por minhas costas.
- Porque você é meu melhor amigo, gosto de saber de tudo que envolve você.
- Bem fomos dar umas voltas – ele disse ainda hesitante, será que Edward estava me escondendo algo? Claro que não, isso devia ser coisa da minha cabeça. – Quer uma novidade legal?
- Quero.
- Meu carro novo chega amanhã.
- Sério? Claro que eu vou ser a primeira que você vai levar pra dar uma volta, eu não aceito um não como resposta.
- Você é muito chata, eu estava pensando em levar alguma gatinha.
- Depois você leva essas baranguinhas Edward, primeiro tem que ser sua melhor amiga.
- Já que eu não tenho escolha – ele disse rindo.
- Não tem mesmo – eu disse rindo. Olhei o horizonte e o sol começava a se por, o céu alaranjado era realmente lindo.
- O que acha de tiramos uma foto? É bom eternizar esses momentos, daqui uns dias não vamos poder vir ver o pôr do Sol aqui sempre que tivermos vontade. – ele disse e pegou seu celular em seu bolso. Ele tirou primeiro uma foto apenas do horizonte onde o Sol estava se pondo e depois de uma foto nossa.
- Agora uma das duas coisas juntas – eu disse pegando seu telefone de sua mão, virei de costas para o horizonte e ele copiou o meu gesto, Edward passou o braço por minhas costas e eu recostei a cabeça em seu peito. Estiquei o braço e bati a foto. – Perfeita.
- Perfeita – ele me fitou e depois fitou a foto.
- Vou passar pro meu celular – eu disse já enviando as fotos do celular dele pro meu. Quando recebi coloquei a última foto que havíamos batido como papel de parede ele fez o mesmo.
Seria sempre bom lembrar desse momento, aqui onde éramos só Edward e eu esquecendo o resto do mundo.
...
- Bella acorda, acorda – o chato do Seth estava me sacudindo.
- O que foi pirralho?
- Estou com fome – ele disse, eu ainda não tinha tido coragem de abrir meus olhos.
- E o que eu tenho haver com isso? – perguntei mal humorada por ter sido acordada tão cedo.
- A mamãe saiu, e ela disse que você prepararia o almoço pra nós dois, já são meio dia, levanta logo – ele continuou me sacudindo.
- Seth é melhor me soltar agora se quiser sair inteiro desse quarto – eu disse e pelo tom de voz ele percebeu que a ameaça era real.
- Estou te esperando lá embaixo – ele saiu correndo do meu quarto. Depois de uns 15 minutos criei forças e levantei da cama, fui ao banheiro e fiz minha higiene matinal e depois troquei o pijama por um short jeans e uma camiseta.
- Vamos logo – eu disse vendo Seth assistindo tv.
- Onde?
- Na cozinha, você vai me ajudar e sem reclamar – eu disse e ele levantou emburrado.
- O que vamos fazer? – ele perguntou enquanto estávamos na cozinha e eu estava abrindo os armários em busca dos ingredientes.
- Risoto de camarão – eu disse rindo.
- Sério?
- Claro que não, eu não faço ideia de como se prepara um risoto.
- Então o que vai ser?
- Espaguete a bolonhesa. É uma das poucas receitas que eu brilho – eu disse rindo.
- Você já viu o novo carro do Edward? – Seth perguntou enquanto eu cozinhava e ele mais me atrapalhava do que ajudava.
- A BMW chegou?
- Está parada na rua em frente a casa dele, eu pedi pra dar uma volta, mas ele falou que outra pessoa tinha que ser a primeira – ele disse e eu sabia que essa pessoa era eu, porque aquele cabeção não tinha vindo aqui ou me ligado ainda.
- Vamos acabar logo com isso que depois vou a casa de Edward ver isso – eu disse a Seth.
...
- Você arruma a cozinha – eu disse a Seth quando terminamos de almoçar.
- Porque eu?
- Porque eu fiz o almoço.
- Mas eu ajudei – ele protestou.
- Mais atrapalhou do que ajudou, agora arruma sem reclamar Seth – eu disse já saindo da cozinha. Subi no meu quarto, escovei os dentes no banheiro e soltei meu cabelo.
Quando cheguei na rua vi a linda BMW preta de Edward estacionada, agora sim que as vacas Maria gasolinas iam se jogar pra cima dele, haja paciência. Pelo menos eu ia ser a primeira a dar uma volta.
- Oi Esme, Edward está lá em cima? Porque ele não me chamou para ir ver o carro novo? – perguntei.
- Ele não está Bella, foi passar o dia no hospital com Carlisle.
- No hospital? Como assim? Ele está bem? Aconteceu alguma coisa? – eu a bombardeei de perguntas.
- Ele está bem – ela disse, mas notei uma certa ansiedade em sua voz, agora observando melhor seu rosto, via que ela estava com um semblante abatido. – Você sabe o quanto ele e Carlisle são grudados, hoje Carlisle iria dar uma palestra importante para uma turma que acabou de se formar em neurologia e ele queria Edward com ele, pra passar o dia com ele, já que dentro de pouco tempo vocês vão embora.
- Ah ta – eu assenti aliviada.
- Quando ele chegar ele vai na sua casa, aliás ele disse que você é a primeira que vai dar uma volta com ele no carro, Alice até queria, mas ele disse que você tinha exigido isso dele – ela disse rindo.
- Ás vezes eu acho que ultrapasso um pouco os limites – eu dei um meio riso.
- Você é ótima Bella, eu sou muito feliz por Edward ter você na vida dele – ela me deu um abraço apertado.
...
As horas se arrastaram ao longo da tarde, quando já era quase seis horas recebi uma mensagem de Edward.
“Anãzinha te espero às 8 pra darmos uma volta, e vamos comer fora então aguenta firme e nada de matar a fome antes. Beijos”.
“Estarei pronta Cabeção, e do jeito que você fala parece que sou uma gulosa. Beijos”. – enviei a mensagem pra Edward, fui direto pro chuveiro tomar um banho e começar a me arrumar, eu tinha que estar bem apresentável pra inaugurar a BMW.
- Vai sair? – minha mãe entrou no quarto de repente enquanto eu passava um gloss.
- Dar uma volta no carro novo do Edward.
- E essa produção toda é pro Edward? – ela perguntou rindo.
- Não é para o Edward engraçadinha, é para a BMW dele – eu respondi.
- Ok – ela disse, mas ainda rindo.
- Vamos comer alguma coisa por aí também, mas estarei em casa no horário certo – eu disse.
- Melhor mesmo, porque seu pai não vai cair em outro dramalhão mexicano – ela estava rindo de novo.
- Podíamos tentar um dramalhão de outra nacionalidade – eu disse rindo.
- Esteja em casa no horário e nos evite problemas filha, porque com seu pai bravo sobra até pra mim – ela estava dizendo quando ouvi uma buzina do lado de fora.
- 15 minutos adiantado, esse cabeção me ama mesmo – eu disse pegando minha bolsa.
- Tenho certeza que sim – minha mãe disse quando a buzina agora estava descontrolada do lado de fora.
- Ah quanto impaciência, tchau – eu disse saindo correndo.
...
- Uau que lindo! – eu disse quando cheguei e Edward estava encostado na porta do carro.
- Obrigado – ele disse dando seu sorriso torto.
- Estava falando do carro – eu disse segurando o riso e ele fez uma careta pra mim – Até que você também está bonitinho – eu disse, eu não ia dizer que ele estava lindo porque se não o ego do cabeção ia inflar demais, mas ele estava realmente bonito. Ele se aproximou e me deu um beijo na bochecha. “E cheiroso também” – pensei.
- Valeu, você também está bonitinha. – ele disse rindo e eu lhe dei um empurrão. – Aliás, essa produção toda é pra dar uma volta comigo?
- É pra dar uma volta no seu carro e não com você – eu disse rindo.
- Agora tudo se resume ao carro? Eu fiquei invisível? – ele perguntou se fazendo de ofendido, abaixando a cabeça.
- Para com isso você sabe que eu amo você e seu carro – eu disse rindo e tentando puxar seu rosto pra cima segurando o entre minhas mãos.
- Mas me ama mais – ele levantou o rosto de repente e seu olhar estava sobre o meu, às vezes os olhos verdes de Edward me deixavam até meio atordoada, eles eram tão lindos. Balancei a cabeça pra afastar o poder dos olhos verdes.
- Vamos logo que estou louca pra dar uma volta de BMW – eu disse o empurrando.
Entramos no carro e Edward deu partida, ele deu uma acelerada fazendo o motor roncar, aquilo não era um carro qualquer.
- Pronta? – ele perguntou com o sorriso torto.
- Claro – eu disse me apressando em afivelar meu cinto.
- Vamos lá – ele acelerou o carro, que atingia grandes velocidades rapidamente.
Edward ia percorrendo as ruas e logo vi que ele estava nos direcionando para auto estrada.
- Não trouxe bagagem – eu disse rindo.
- Só quero poder correr um pouco mais, não vamos viajar – ele respondeu. – Pelo menos não hoje, um dia quem sabe.
Continuamos na auto estrada por mais ou menos mais meia hora, quando Edward viu uma placa da Domino’s.
- Pizza? – ele perguntou.
- Havaiana – eu respondi e ele deu seta para entrar a direita.
...
Pedimos uma pizza metade havaiana e metade bacon com milho, cada um comeu quatro pedaços.
- Acho que amanhã vamos precisar dar uma corrida na praia para perder essas calorias. – eu disse rindo.
- Eu já sou completamente sarado – ele deu aquele sorriso convencido.
- Você se acha demais cabeção.
- Você também é sarada, não se preocupe. – ele piscou pra mim, e eu não sei explicar porque, mas senti minhas bochechas corando.
- Hã vamos logo, se eu passar do horário dessa vez meu pai não vai ter clemência – eu disse me levantando rápido antes que Edward percebesse o rubor das minhas bochechas.
...
- E então gostou de andar de BMW? – Edward perguntou quando estacionou em frente a sua casa.
- Foi demais cabeção, da próxima vez você me deixa dirigir nem que seja pra dar uma volta no quarteirão – eu disse.
- Mas você é tão barbeira – ele disse rindo.
- Barbeira é a sua m... – eu hesitei, eu adorava Esme e não podia colocá-la no meio disso.
- Ela é mesmo – Edward disse e nós dois rimos, realmente a mãe dele não era uma excelente motorista, vivia esbarrando o carro em algum lugar, Carlisle trocava o carro dela todo ano, porque dizia que se ela ficasse com o carro mais de um ano, nem conseguir vender ele conseguiria mais de tão acabado que o carro ficaria.
- Foi você quem disse – eu disse sacudindo os ombros e rindo.
- Só falta uma coisa pra completarmos nossa volta – ele deu o maldito sorriso torto e apertou um botão no painel e o capota abriu – Agora é só admirar as estrelas porque a noite esta linda, ele disse reclinando seu banco e fiz o mesmo com o meu, realmente a noite estava linda.
- Amo noites de lua cheia – murmurei fitando a lua.
- Porque, se transforma em algum tipo de lobisomem? – ele perguntou rindo e eu fitei seu rosto.
- Uau! – eu disse em voz alta o que era pra ser só um pensamento e Edward ficou me encarando esperando eu dizer ao que se devia o meu “uau”, eu não podia dizer que era que o reflexo da luz da lua refletida em seu rosto o deixava muito gato. Nossa que baboseira poética, o que está acontecendo comigo? Deve ser sono, todo mundo tem me acordado muito cedo ultimamente, eu iria precisar de umas horas de sono extra, talvez dormisse o dia todo amanhã.
- O que é uau? – ele perguntou enquanto eu tentava formular algo em minha mente.
- A sua estupidez – eu disse – Não sou nenhum lobisomem, e já fiz depilação definitiva idiota – eu disse e nós dois acabamos rindo. Ficamos depois em silêncio alguns minutos e Edward segurou minha mão, o olhei meio confusa.
- Obrigada – ele disse.
- Pelo que?
- Por ter sido minha amiga todo esse tempo – ele disse e seu olhar era intenso sobre o meu.
- Ainda serei por muito tempo, até o fim das nossas vidas – eu afaguei sua mão e vi seu olhar se entristecer um pouco eu ia perguntar se tinha algo de errado, mas ele me cortou antes disso.
- Exatamente, agora vai logo antes que eu seja preso pelo chefe de polícia – ele disse rindo e me deu um beijo na bochecha, pulei logo pra fora do carro vendo que eu já tinha passado 10 minutos do meu horário.
- Até amanhã – eu acenei e sai correndo pra minha casa.
Quando passei pela sala encontrei meu pai.
- São só 10 minutos, estou dentro do prazo de tolerância – eu subi as escadas correndo antes que eu tivesse que ouvir um longo sermão do chefe Swan.
Cheguei no meu quarto e fui logo tratando de colocar meu pijama, eu estava cada vez mais convicta que precisava de horas extras de sono. Quando deitei na minha cama, senti algo incomodando minhas costas. Arredei e vi que tinha esquecido meu celular ali, a noite toda nem me lembrei dele.
Havia 10 chamadas de Jake e algumas mensagens, quando eu não me encrencava com meu pai me encrencava com meu namorado, eu tinha “muita sorte” mesmo.
“Bella porque não atende minhas chamadas?” – primeira mensagem.
“Bella combinamos que eu ia te ligar pra combinarmos algo, por favor, atenda minhas ligações” – segunda mensagem.
“Aconteceu alguma coisa? Fiz algo?” – terceira mensagem, homens sempre tinham algo a esconder mesmo por isso sempre ficavam preocupados.
“Liguei no telefone da sua casa e sua mãe disse que você saiu com Edward e esqueceu o celular, que ótimo Bella, parabéns. Quando você estiver disponível pra mim me liga.” – quarta e última mensagem.
Ligar pro Jacob agora ou deixar pra me estressar amanhã? A noite tinha sido tão legal, não ia terminar com eu brigando com meu namorado pelo telefone, melhor deixar essa discussão pra amanhã.
...
Acordei no dia seguinte com meu celular tocando.
- Que inferno! Quem pode ser uma hora dessas? – eu berrei sozinha no meu quarto vendo que ainda eram 11 da manhã. Peguei meu celular e vi o nome de Jacob na tela. Será que ele não podia deixar a discussão pra mais tarde?
- Oi Jacob – eu atendi o telefone e não disfarcei o mal humor na minha voz
- Estava dormindo?
- Claro, ainda é de madrugada pra mim – eu murmurei.
- Está dormindo até tarde assim porque chegou de madrugada do passeio com o Edward? – ele perguntou com a voz amarga e com o humor que eu estava eu senti vontade de socar a cara dele.
- Claro que não, eu sempre costumo dormir até tarde quando não tenho compromissos, amanhã já tenho que acordar cedo, porque meu voo é as 10 da manhã – eu disse.
- Então não me ligou ontem na hora que chegou porque?
- Porque eu sabia que ia rolar estresse e eu não estava com muita disposição – eu disse sincera e ouvi ele bufando do lado de lá da linha. – E então o que você queria tanto falar comigo?
- Combinamos que íamos sair essa semana – ele disse.
- Ótimo, passa aqui as 7 que vamos em algum lugar, agora se me der licença eu preciso voltar a dormir um beijo, tchau – eu encerrei logo a chamada antes que ele me irritasse mais.
Claro que eu ia voltar a dormir, ainda mais depois desse pequeno estresse, eu precisava relaxar.
...
Acordei as 2 da tarde, tomei um banho porque meu corpo estava mole, dormir muito deixava o corpo meio anestesiado, uma sensação engraçada.
- Pensei que tivesse entrado em coma – minha mãe disse rindo quando cheguei a sala de tv, ela e Seth estavam assistindo um filme.
- Precisava descansar – eu murmurei.
- Bella você está de férias, tudo que tem feito nos últimos dias é descansar – ela riu.
- Meu psicológico precisava descansar – eu disse.
- Brigou com o Jake?
- Nem sei direito, eu acordei com ele me ligando, ele vai passar aqui as 7 pra sairmos, não dei muito tempo pra ele falar porque queria voltar a dormir. E então sobrou algo do almoço? – eu perguntei morrendo de fome.
- Seu prato está no micro-ondas, bom apetite.
- Valeu mãe. – eu disse e corri pra cozinha, antes que abrisse um rombo em meu estômago.
...
Terminei de almoçar e voltei pra sala Esme estava lá com Alice, as cumprimentei e sentei ao lado da minha mãe.
- Amanhã eu e Esme que vamos levar vocês ao aeroporto – minha mãe disse.
- Nossa ainda nem fiz minha mala, Edward já arrumou a dele? – perguntei.
- Ainda não, mas eu já deixei umas roupas separadas pra ele colocar na mala, ele tem que causar boa impressão em seu primeiro contato com a universidade – Alice nossa fashionista que disse e eu acabei rindo.
- Você podia me ajudar também – eu disse ela saltitou de felicidade.
- Ótimo vamos agora – ela já estava me puxando.
- Espera ai só um pouquinho Alice, onde está o Edward?
- Foi com Carlisle de novo para o hospital – Esme se apressou em responder.
- Algum problema? – minha mãe perguntou.
- Não, só Carlisle que já está todo carente porque daqui uns dias Edward vai embora – ela respondeu desviando o olhar.
- Você não mentiria pra mim, mentiria? – questionei olhando fundo nos olhos de Esme.
- Bella – minha mãe me repreendeu, mas eu não me envergonhei eu estava com uma sensação esquisita desses sumiços de Edward com Carlisle.
- Claro que não querida – ela desviou o olhar de novo, mas acabei deixando pra lá enquanto Alice me puxava escada acima.
...
- Pai estou indo, mas estarei aqui no horário – eu disse alto enquanto passava pela porta, Jacob já estava lá fora me esperando.
- Não tem período de tolerância hoje Isabella – ele gritou.
- Ok – eu gritei de volta. Olhei e vi Jacob encostado na caminhonete. Caminhei até ele e ficamos os dois parados ali sem dizer nada por alguns segundos, o clima não estava muito bom entre nós.
- Hã... vamos – ele disse dando a volta no carro.
- Claro – eu murmurei e entrei no lugar do passageiro.
- Quer ir em algum lugar especial? – ele perguntou dando partida.
- Pra mim tanto faz, vamos onde você achar melhor – eu balancei os ombros e fitei a janela. Ele acelerava o carro sem dizer nenhuma palavra a mim, eu que ia não ia ser a primeira falar, não tinha saco pra crise de ciúme de Jacob.
Ele ligou o som e só piorou minha irritação já que começou a cantar uma música desses rappers bem escrotos.
“Respira Bella, amanhã você vai pra Harvard, nada de ficar estressada agora.” – eu repetia o mantra na minha mente.
- Chegamos – Jacob disse quando parou o carro olhei em volta e vi que era um restaurante que ficava em uma praia bem mais agitada do que há em frente a minha casa, já que lá era bem mais frequentada por turistas.
- Vamos lá – eu saltei do carro, ia caminhando pro restaurante quando Jacob correu pro meu lado e entrelaçou seus dedos no meu e me deu um sorriso parecendo querendo imitar o sorriso de alguém, mas realmente não era bom como o original, mesmo eu não conseguindo ligar o sorriso que Jacob tentava ao de quem era o original.
Jacob pediu uma mesa e logo fizemos nosso pedido, eu pedi uma salada e uma porção de camarões, eu adorava camarões. Jacob pediu um filé de peixe grelhado. Falamos pouco durante o jantar, se ele não fazia questão de resolver as coisas, eu fazia menos ainda.
Após a sobremesa e Jacob encerrar a conta saímos do restaurante.
- Vamos caminhar na praia – ele sugeriu.
- Desculpe Jake, mas seu eu chegar tarde meu pai me mata, melhor irmos logo pra casa – eu disse.
- Ok, mas acho que devíamos conversar – ele disse enquanto íamos pro carro.
- Conversar sobre o que?
- Acho que exagerei hoje naquela ligação e nas mensagens que te mandei ontem. – ele disse.
- Que bom que percebeu, você sabe que eu não aceito que venha com ciúmes do Edward ou que se irrite com a minha amizade com ele, Edward é como um irmão pra mim, e se pedisse pra escolher com certeza seria ele, porque a amizade que temos vai muito além de qualquer namoro que eu possa ter ou que ele possa ter. Se pedisse pra me afastar dele é como se pedisse pra me afastar de alguém da minha família e eu não faria isso por ninguém – eu disse e vi Jacob engolindo a seco, ele até podia ter um milhão de respostas contra aquilo, mas ele resolveu apenas assentir.
- É eu sei disso, só sou meio instável ás vezes – ele afagou meu rosto – Mas vamos fazer as pazes, vamos viajar amanhã pra lugares diferentes e eu não queria ir brigado com você.
- Nem eu com você – eu amoleci um pouco.
- Que bom que concordamos pelo menos nisso – ele disse e me puxou para um beijo.
...
- Juízos crianças – minha mãe disse, já tinham feito a última chamada do nosso voo.
- Pode deixar que vou cuidar da Bella – Edward sorriu presunçoso, deu um beijo na mãe dele e depois na minha e eu fiz o mesmo, acenamos um tchau e corremos logo, porque não queríamos arriscar perder o voo.
- Pronta? – Edward perguntou estendendo a mão após termos afivelado nosso sinto, ele sabia que eu tinha um pouco medo de decolagem e sempre tinha que fazer isso segurando a mão de alguém.
- Pronta – eu disse entrelaçando meus dedos nos seus.
Fale com o autor