Notas iniciais
Demorou.... Mas finalmente ai está o último capítulo....Espero que aproveitem.

Primeiro ano

– Bella abre a porta baby, por favor – Edward já estava havia quase 10 minutos batendo na porta do nosso quarto, mas eu estava muito irada e não queria ver a cara dele nesse momento.

– ME DEIXA EM PAZ EDWARD – eu gritei deixando as lágrimas escorrerem por meu rosto.

– Amor, por favor – ele pediu com a voz embargada.

– Não, por favor – eu pedi chorando e ouvi seus passos se afastando da porta do quarto.

Sabe o que é mais difícil nisso tudo, é porque sei que a culpa não é dele. Ele é lindo e claro que chama a atenção, mas as vadias de Harvard pareciam ignorar totalmente a aliança enorme no dedo dele. Eu morria de ciúme, eu sabia que ele não dava atenção, mas ainda assim hoje eu fiquei irada com o que aconteceu.

Flashback on

Eu ia aproveitar pra almoçar com Edward antes de ir para o meu turno na biblioteca, eu tinha acabado de sair de uma aula maçante de anatomia. O professor era extremamente rigoroso e eu me esforçava como uma louca, pois eu queria ter as melhores notas sempre, eu não podia fechar nada com menos do que um A, mas meu objetivo era sempre o A+. Eu sabia que em Harvard os melhores alunos conseguiam muitas oportunidades, e eu queria ser um desses alunos.

Cheguei ao prédio de Edward e comecei a caminhar em direção a sala que ele estava tendo aula naquele horário, ainda faltavam 10 minutos pra aula acabar. Cheguei e me sentei em um banco que ficava há uns 10 metros da porta da sala. Aproveitei aqueles 10 minutinhos para mandar uma mensagem pra minha mãe e responder umas mensagens das minhas primas.

– Ah Edward, por favor – eu ouvi uma voz melosa dizendo o nome do meu marido e no mesmo momento levantei meu rosto para olhar a cena. E lá estavam 3 piranhas ao redor dele, as mesmas que insistiam em dar em cima dele desde o primeiro dia de aula. Definitivamente a minha paciência com essas vagabundas estava acabando.

– Em Edward eu estou com muita dificuldade nessa matéria, se você não me ajudar eu não vou passar – ela colocou a mão ao redor dos braços dele e minha visão estava ficando vermelho sangue – Vamos lá em casa hoje a noite? – ela bateu aqueles cílios que eu iria arrancar com a pinça não ia demorar.

– Podemos estudar aqui na biblioteca – ele disse e meu queixo caiu aberto. Ele ainda estava querendo estudar com essas piriguetes? Estudar não, porque tudo que elas não queriam era estudar.

– Ah aqui é muita gente – a terceira oferecida disse e pegou na mão dele, hoje eu cometo um assassinato, porque ele não tinha dispensado aquelas vadias de uma vez.

– Ah Edzinho lá em casa vamos poder ficar bem mais a vontade – a vagabunda colocou a mão no peito dele e nesse momento eu me levantei e praticamente voei os dez passos.

– O nome dele é Edward e tire essas suas patas imundas do meu marido – eu disse com os dentes trincados. As garotas perderam até a cor quando me viram – TIRA A PORRA DA MÃO ANTES QUE EU ARRANQUE FORA. – eu disse e ela tirou a mão e as três ficaram juntas com os olhos arregalados, hoje ia voar pena aqui pra tudo quanto era lado.

– Amor... – Edward ia dizer algo, mas eu o impedi.

– Não Edward – eu disse e fitei as três piranhas – Hoje vocês vão me ouvir – eu apontei o dedo na cara delas – Eu Estou Farta De Vocês Darem em Cima Do MEU Marido – eu disse com a voz totalmente alterada.

– Nós não...não.

– Cale A Boca – eu disse com vontade de ao invés de mandar calar, fazer calar com um tapa – Desde o primeiro dia de aula vocês ficam jogando charminho barato pra ele, vão procurar um homem solteiro... SOLTEIRO – eu esbravejei – Se vocês derem em cima do meu de novo eu não vou mais me responsabilizar pelos meus atos.

– O Edward é que decidi se nos dá condição ou não – a oferecida disse – E se ele preferir a mim – quando ela terminou de falar minha mão atingiu em cheio o rosto dela.

– Você tem razão ele é que sabe se quer uma vagabunda qualquer ou uma mulher de verdade – eu disse e sai correndo dali. As lágrimas começaram a escorrer por meu rosto, eu não acredito que aquilo tinha acontecido.

– BELLLA! AMOR! – Ouvi a voz de Edward, mas continuei correndo. – ESPERA BELLA.

Eu cheguei ao estacionamento e entrei no carro e dei a partida logo, não demorou nem 1 segundo Edward bateu na janela do carro.

– Amor não vai dirigir desse jeito, abre essa porta – ele pediu, mas eu não estava em condições de conversar com ele naquele momento. Acelerei o carro e o deixei gritando no estacionamento.

Flashback off

Eu nem acredito até agora que me prestei a esse papel, agora que consigo raciocinar um pouco melhor não acredito que me prestei a esse papel ridículo

– Sua estúpida – eu me xinguei. Eu que sempre critiquei esse tipo de coisa, e fiz a mesma coisa. Sair no tapa por causa de homem, eu sempre considerei isso tão baixo, aliás, eu me rebaixei ao nível das vadias, se minha mãe tivesse visto a cena ela me passaria um sermão de horas. Ela também sempre achou ridículo mulheres se estapeando por causa de homem.

Tudo bem que as vadias mereciam, mas ainda assim. O pessoal da sala de Edward deve estar todo comentando que ele tem uma mulher maluca e barraqueira. Vergonha pra ele, mas mais vergonha pra mim. Se ele pelo menos fosse menos educado, e já dispensasse aquelas vadias, mas não, os homens gostam de fingir de idiotas. “Não elas não estavam dando em cima de mim” – é o que eles sempre falam. Se eles realmente são sinceros e não percebem, está aí mais um motivo que prova o quanto a mulher é muito mais superior no quesito inteligência.

– Droga – disse olhando meu relógio, eu precisava ir pra biblioteca, não era bom eu faltar. Levantei, destranquei a porta e fui até o banheiro e lavei meu rosto e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, eu nem sabia se Edward ainda estava aqui ou se ele havia ido pegar os computadores com Garret.

...

Cheguei na sala e ele estava sentado no sofá, a cabeça abaixada contra os joelhos.

– Edw...

– Amor, por favor – ele praticamente deu um pulo do sofá e me abraçou forte – Eu te amo, amo só você. Não tem mais ninguém pra mim, você sabe disso.

– Também te amo – eu disse não resistindo a ele e jogando meus braços ao redor de seu pescoço – Eu surtei Edward, eu estou com muita vergonha. Eu confio em você totalmente – eu disse escondendo meu rosto em seu peito.

– Baby eu já devia cortar logo aquelas meninas, mas é porque não queria ser mal educado. Mas eu iria enrolar e nem ia estudar com elas.

– Edward eu vi tudo vermelho na hora, eu morro de ciúmes de você, só que ao pensar que eu me rebaixei tanto batendo em alguém, imagina o que seus colegas de sala vão falar?

– Amor não importa o que ninguém falar. E pode deixar que se essas garotas falarem algo de novo, eu vou esquecer a boa educação.

– Me desculpa pelo escândalo e por ter saído de carro correndo daquele jeito. – eu pedi.

– Me desculpe por não ter logo cortado aquelas garotas, mas eu só tenho olhos para você.

– Ambos estamos perdoados — eu disse e afaguei seu rosto.

– Eu te amo anãzinha.

– Também te amo cabeção, mas se mantenham longe das vadias, por favor – eu disse e mordi meus lábios, eu não queria bancar a mulher louca e possessiva, mas é realmente difícil ter sangue frio ao ver mulheres descaradas dando em cima do que é nosso.

– Pode deixar – ele me deu um beijo dando uma mordidinha em meus lábios.

– Amor eu estou atrasada – eu disse enquanto suas mãos deslizavam por meus quadris.

– Então você já está atrasada, paga depois esse tempo – ele beijou meu pescoço e puxou minhas pernas pra sua cintura me colocando em seu colo e me levando pro nosso quarto.

...

Segundo ano

– AMOR CHEGAMOS ! – Edward falou alto e eu corri pra sala.

– Mãe – eu peguei minha mãe em um abraço forte, eu estava com tantas saudades. Esse ano estava sendo tão puxado que já havia 5 meses que eu não a via.

– Ah querida eu estava com tantas saudades – ela me abraçou forte. Quando terminamos nosso abraço, abracei tia Esme.

– Estava com muitas saudades de você também tia Esme – eu a abracei forte.

– Bella é a única que sente saudades da sogra – ela disse rindo e deu um beijo na minha bochecha.

– Claro, eu tenho a melhor sogra do mundo – eu disse. Edward havia ido buscar as duas no aeroporto, elas haviam vindo passar um fim de semana conosco, já que não sabíamos ainda quando iríamos a West Palm Beach. A faculdade estava uma loucura, eu me dividia entre as aulas, meu turno na biblioteca da medicina e agora ainda a noite 2 vezes por semana participava de uma pesquisa científica da qual eu era bolsista.

Com Edward não estava sendo muito diferente, ele tinha as aulas, seu trabalho de manutenção em computadores com Garret, que estava a cada dia dando mais certo, hoje nós conseguíamos não depender de nenhum centavo dos nossos pais. Bem a faculdade foi paga por eles, mas como eles juntaram dinheiro a vida toda para que conseguíssemos entrar na melhor, as mensalidades foram quitadas de uma única vez quando entramos na faculdade. Edward também estava trabalhando em um projeto com um grupo de estudos e um professor orientador para apresentar ao diretor do curso dele pra tentar angariar fundos para tirar o projeto do papel.

– Bem como vocês sabem o apartamento é pequeno, mas eu comprei ótimos colchões infláveis – Edward disse. Nossas famílias quase não vinham aqui porque nós íamos muito, e quando vieram, como vieram todos eles ficaram em um hotel porque realmente não caberia aqui. Quem vinha sempre era Seth ou Alice e até Guto vinham de vez em quando para um final de semana.

– Ah querido nós podíamos ficar em um hotel, você não precisava ter se dado ao trabalho. – Esme disse.

– Não, claro que não. Só vocês duas podem ficar no nosso mini apartamento conosco – eu disse.

– Hum... que cheirinho bom – minha mãe disse.

– Ah minha lasanha deve estar pronta – eu disse e corri pra cozinha pra tirar do forno – Amor arrume a mesa, por favor – eu pedi enquanto colocava a luva para tirar a lasanha do forno. Nesses dois anos aqui as minhas habilidade culinárias melhoraram bastante, e as de Edward também, porque eu simplesmente tinha o melhor marido do mundo, que dividia as tarefas domésticas comigo. Inclusive nas últimas férias de verão fizemos um curso intensivo de 1 semana num famosa escola de gastronomia de Boston.

Sempre que tínhamos um tempinho íamos os dois pra cozinha nos arriscar em preparar algum prato diferente.

...

– Você se superou filha, está muito melhor que a minha lasanha – minha mãe disse após a primeira garfada.

– É normal o aluno superar o mestre – eu disse rindo.

– Está uma delícia mesmo Bella, parabéns! – Esme me elogiou.

– Tenho ensinado muito pra ela – Edward disse rindo e eu dei um tapa em seu braço.

– Então hoje a noite prove todo esse talento amor, o jantar é por sua conta – eu disse piscando pra ele.

...

– Bella – Edward sussurrou no meu ouvido estávamos deitados na nossa cama já prontos para ir dormir.

– Oi amor – eu disse me acomodando melhor entre seus braços, já que estávamos deitados de conchinha.

– Estou com saudades amor – ele beijou meu pescoço.

– Amor o que eu posso fazer? Eu amo as nossas mães, mas já tem 8 dias que elas estão aqui, elas vinham passar o final de semana. Esse apartamento é muito pequeno e perdemos toda a privacidade.

– Você acha que devíamos falar com elas? – ele me perguntou baixinho, aliás, estávamos os dois conversando aos sussurros porque pelo tempo que já morávamos no apartamento sabíamos que espirrássemos um pouquinho mais alto no quarto, dava pra se ouvir em todo o apartamento claramente.

– Não, claro que não. Elas estão se divertindo em Boston. E elas estão só aproveitando os dias de férias que elas tiveram. Elas já devem ir embora amanhã ou depois. – eu disse e peguei sua mão que estava em minha cintura e levei até a altura do meu rosto e lhe dei um beijo.

– Mas até lá temos que esperar? – ele perguntou com a voz indignada.

– Amor o que vamos poder fazer? Eu não vou correr o risco delas ouvirem tudo, ia ser constrangedor. – eu me justifiquei — Agora dorme amor, amanhã temos que acordar cedo.

– Ok. Boa noite anãzinha – ele beijou meu ombro.

– Boa noite cabeção – eu disse e fechei meus olhos esperando o sono chegar.

...

Se passaram mais 5 dias e minha mãe e minha sogra continuam aqui, eu as amo muito, mas a minha casa não é muito indicada pra hóspedes que querem passar temporadas. E uma coisa que acho que todo mundo que casa e vai pra sua casa passa é não mais suportar as intromissões da mãe. É a sua casa e lá as coisas funcionam do seu jeito, esse é o principal motivo de todos quererem sair da casa dos pais, poder fazer as coisas a sua própria maneira, para melhor ou pra pior.

Edward e eu ficávamos calados, mas já estávamos nos cansando das intromissões de como devemos fazer a comida, de como devemos organizar a casa, de que horas devemos ir dormir, já estávamos ficando cheios, sem falar que estávamos ambos subindo pela parede.

– Eu juro que vou conversar com elas se amanhã se elas não falarem nada sobre ir embora – Edward disse já irritado enquanto estávamos no supermercado fazendo compras, aproveitamos que as duas tinham ido passear pela Boston Commom, se não elas iriam querer ir juntas e provavelmente decidir o que iríamos comprar também.

– Amor elas vão se chatear, estou pensando em ligar para o papai e pedir para que peça a mamãe que volte pra casa – eu disse.

– Então faça isso, eu as amo muito, mas estão sendo muito inconvenientes, nós quase já não temos tempo pra nada.

– Nem pra sexo neh amor? – eu perguntei segurando seu queixo e lhe dando um selinho.

– Nem fala essa palavra porque sou capaz de te prensar em uma dessas prateleiras e esquecer que tem mil pessoas olhando – ele disse e levou a mão sobre a têmpora a massageando.

– Não, nada disso – eu disse e sai andando na frente atrás do que ainda faltava da lista de compras que fazíamos todo mês.

...

Edward estacionou o carro na nossa vaga do prédio em que morávamos, mas nenhum de nós pensou em descer logo.

– Será que elas já chegaram? – ele perguntou desabotoando seu cinto, no mesmo momento meu telefone tocou e vi o nome de tia Esme.

Oi tia Esme – eu atendi no viva voz.

– Oi Bella, já estamos aqui, vocês estão chegando? – ela perguntou.

– Nós... – eu ia responder que nós já estávamos na garagem do prédio, mas Edward foi mais rápido que eu.

– Ainda não mãe, vamos demorar um tempo ainda.

– Ah ok filho, aguardamos vocês. – ela disse e Edward tirou o celular da minha mão encerrando a chamada.

– Estamos indo a algum lugar que eu não saiba? – perguntei.

– Não necessariamente – ele disse tirando o meu cinto de segurança e me puxando pra ele.

– Edw...ard... am..or – eu disse já com a respiração ofegante enquanto Edward beijava meu pescoço e suas mãos passeavam por baixo da minha roupa.

– Amor eu não vou esperar elas decidirem ir embora – ele disse tirando minha blusa, eu ainda consegui ter um momento de lucidez e olhei pelas janelas do carro e agradeci mentalmente pelo estacionamento estar vazio.

– Também já não agüento mais – eu puxei sua blusa, porque não estava com paciência pra desabotoar cada botão. Tenho certeza que alguns botões foram até arrebentados no processo.

– Temos pouco tempo até algum outro morador chegar – Edward disse já abrindo minha calça jeans e me tocando, mordi meus lábios para que eu não gritasse tão alto.

...

– Ah finalmente, ai estão vocês – minha mãe disse quando entramos no apartamento com os sorrisos do tamanho do mundo estampado na cara. Edward estava com a blusa toda amassada, sem falar que eu tinha arrancado três botões dela. Eu estava toda amassada e descabelada, mas eu nem liguei, eu estava feliz demais.

– Estávamos fazendo compras – dissemos juntos apontando para as sacolas, mas o sorriso sacana que elas nos deram deixava claro que elas sabiam o que de fato tinha havido, mas eu estava tão feliz que nem fiquei com vergonha.

– Ok, então é bom que vamos preparar o jantar já que amanhã estamos pegando um voo logo cedo para Flórida – Esme disse e Edward eu não conseguimos conter um suspiro de alívio.

...

Terceiro ano

– Ah Nova Iorque é tão linda, maravilhosa, encantadora, mágica – Alice disse praticamente rodopiando pela Times Square. Ela havia sido aprovada para cursar faculdade de dança na mais bem conceituada faculdade de artes do país, a Juliards, ela se tornaria uma bailarina profissional.

– Ela vai mesmo ficar já bancando a bailarina no meio da rua? – Seth perguntou e Alice mostrou a língua pra ele e eu dei um tapa na cabeça dele. Como Boston ficava a apenas 4 horas de Nova Iorque e nós estávamos voltando das férias de verão, nós ficamos com a missão de deixar Alice devidamente instalada em Nova Iorque e trouxemos Seth para passar sua última semana de férias conosco. Havíamos passado três semanas viajando. Visitamos nossa afilhada no Tenesse na casa de Rose e Emmette, visitamos Cléo e Guilhermo, visitamos Guto e também visitamos Nicole, aliás, Guto nos acompanhou por dois dias na viagem até a casa de Nicole, os pais dele não eram propriamente nossos amigos, mas sabiam muito sobre nós e sempre confiaram deixar Guto conosco. Desde o nosso primeiro ano em Boston de vez em quando ele vinha passar um final de semana conosco, ele era família pra nós assim como nós éramos pra ele. E claro que encerramos nossa viagem desfrutando um tempinho em West Palm Beach, a cidade que tanto amávamos.

– Que tal uma passada no Mc Donald’s antes de irmos pro prédio da universidade Alice? – Edward perguntou.

– Ótima idéia, estou faminto – Seth disse. Meu irmão com seus 15 anos já estava uns dois centímetros maior que Edward, papai disse que ele tinha puxado nosso avô que tinha 1,90 de altura, eu não me lembro muito do vovô Swan, pois quando ele morreu eu ainda era muito pequena.

– Seth a sua sorte é praticar muito esporte e malhar, porque se não já estaria pesando 150 quilos – Alice disse.

– Alice continua aqui dando piruetas então enquanto vamos almoçar – Seth disse e saiu em direção ao Mc Donald’s.

– Moleque você está ficando muito abusado – eu disse dando um beliscão na lateral de seu corpo, ele me olhava feio, mas não revidava.

...

– Então fadinha se comporte – nós estávamos nos despedindo de Alice, após já a termos levado no seu alojamento, até conhecemos sua colega de quarta, uma caloura vinda do Arizona.

– Qualquer coisa é só ligar que nós damos um jeito de vir pra cá e quando quiser você aparece lá também – eu a abracei.

– Pode deixar cunhada – ela disse e me abraçou apertado. – Vou te ligar sempre, você é minha confidente – ela sussurrou e eu ri.

– Ligue sempre – eu disse e beijei seu rosto. Alice e eu sempre nos demos bem e fomos amigas, mas depois da minha temporada na casa dos pais dela quando Edward estava se tratando tínhamos nos unido ainda mais.

– Qualquer coisa mesmo pode nos chamar – Edward disse e a abraçou – E você está aqui para estudar, ok?! Estudar.

– Amor vamos embora antes que você comece com seu ciúme de irmão super exagerado – eu disse segurando sua mão.

– Tchau baixinha – Seth deu um abraço em Alice e nós fomos embora. Há três anos éramos nós realizando nossos sonhos, hoje Alice, daqui a pouco tempo será Seth, o tempo voa.

...

Meses depois

Hoje era um dia extremamente importante para Edward e eu, desde que ele recebeu alta do hospital, nós religiosamente a cada trimestre vamos ao hospital e fazemos a revisão para ver se realmente estava tudo bem com ele, e pra nossa felicidade era sempre positivo os resultados, ele estava ótimo. Hoje era um dia importante porque após três anos hoje seria a consulta que o daria alta definitivamente, as revisões trimestrais acabariam e ele só voltaria de dois em dois anos.

– Estou nervoso – Edward disse batendo o pé no chão impacientemente, nós estávamos no consultório do médico que havia saído para buscar os resultados dos exames.

– Amor fica calmo, tenho certeza que está tudo bem – eu disse e segurei sua mão que estava suando fria. – Estou aqui com você.

– Isso é que me impede de ficar mais desesperado – ele disse mordendo os lábios de uma maneira ansiosa.

Cinco minutos depois o médico chegou e sentou à mesa e abriu todos os envelopes e começou a analisar todos aqueles papéis, mas ele ainda não tinha dito nenhuma palavra e a expressão do seu rosto era totalmente neutra. Agora até eu já estava ficando nervosa, eu só não podia demonstrar isso pra Edward ou ele surtaria ainda mais.

– Sr. Cullen – o médico disse e respirou fundo e nesse momento meu peito parecia que ia explodir dentro do meu peito – Está tudo bem com o senhor, quer dizer tudo ótimo. Nenhum vestígio da doença. O senhor está com alta definitiva, só vamos nos ver daqui a dois anos, mas agora podemos afirmar com certeza depois dos 3 anos de revisão. Você está curado Edward – ele disse e eu comecei a chorar de felicidade.

– Ah amor, acabou de vez agora. Acabou – Edward se levantou e me puxou pro seus braços me pegando em um abraço apertado e girando comigo no ar.

– Acabou amor – eu o abracei apertado. Ele me colocou no chão e colou sua testa na minha.

– Obrigada por nunca ter saído do meu lado – ele disse olhando bem dentro dos meus olhos.

– Eu não poderia estar em outro lugar – eu disse e fiquei na ponta dos pés depositando um beijo em seus lábios. A falsa tosse do médico nos lembrou de sua presença na sala, paramos de nos beijar e eu me virei pra ele envergonhada.

– Obrigada Doutor – Edward estendeu a mão para o médico.

– Parabéns Edward, aproveite a vida que ela só está começando pra vocês — o médico disse e ele não poderia estar mais certo, a vida só estava começando pra mim e pra Edward.

...

Quarto ano

Já faz quatro anos que estamos em Boston, e até hoje eu não deixo de sentir falta da minha cidade, da praia de lá que é bem diferente da daqui, que tem uma água gelada mesmo no verão que chegava a quase 50° graus em Boston.

Edward esse ano começaria um estágio em uma grande empresa, ele realmente se sentia satisfeito por estar fazendo engenharia da computação e batalhou bastante pra conseguir este estágio que acrescentaria muito em seu currículo.

Eu também estava muito feliz por ter escolhido a medicina, e ainda seguia firme no meu propósito em me especializar em cardiologia, não era pra me gabar, mas eu era a melhor da classe. Mas também eu estudava incessantemente. Estudava sempre a mais do que me era pedido, estava sempre com o conteúdo adiantado.

– Amor vamos? – Edward chegou na porta do quarto onde eu estava terminando de arrumar.

– Você está um gato – eu disse vendo o vestindo uma camisa social azul clara, um blazer cinza e o cabelo naquele caos de sempre, que eu achava extremamente sexy.

– E você está deslumbrante Sra. Cullen – ele disse segurando minha mão e me fazendo girar. Eu estava usando um vestido preto com branco e uma sandália com um salto bem alto. Meu cabelo estava solto e com ondas bem definidas.

– Será que Kate vai aceitar ou desmaiar? – perguntei enquanto entregava meu colar a Edward para que ele colocasse em mim. Virei de costas pra ele e levantei meu cabelo.

– Desmaiar depois aceitar – ele disse rindo – Pronto – ele beijou minha nuca e meu corpo inteiro se arrepiou.

– Ah sim você vai nos atrasar amor – eu disse me virando de frente pra ele e ajeitando a gola de sua camisa.

– Ok, vamos logo antes que Garret tenha um colapso – ele disse rindo e segurando em minha mão.

...

Paramos o carro em frente ao restaurante e o manobrista pegou a chave e o levou para o estacionamento. Iríamos jantar em um dos restaurantes mais caros de Boston hoje a noite, mas a ocasião pedia. Hoje Garret pediria Kate em casamento, nesses 4 anos o namoro deles só se fortaleceu. E como eles vão se formar no próximo verão, Garret decidiu que este é o momento, ele quer se casar logo após a formatura. Ele está com medo de que ela não concorde o que eu duvido muito. Kate se tornou minha melhor amiga, e eu posso dizer que a conheço tão bem quanto conheço a mim mesma. Ela vem sonhando com esse casamento já há algum tempo, ela já não é mais tão insegura e nem tão tímida, por mais que ela e Garret ainda não tenham conseguido superar o fato de gaguejarem quando ficam nervosos. Queria só ver se hoje ele conseguiria dizer a frase sem gaguejar pelo menos umas três vezes.

...

– Eu queria falar um minuto – Garret disse e respirou fundo.

– Vai lá cara – Edward incentivou. Garret ficou de pé e em seguida se ajoelhou aos pés de Kate e tirou uma caixinha preta do bolso.

– Oh....me...u – Kate já começou a gaguejar.

– Respira fundo amiga – eu disse pra ela, tentando fazer com que ela não surtasse se não, não conseguiria falar o sim.

– Ka...Ka...Kate – Garret começou e eu quase dei um tapa nas costas dele pra desengasgar – eu am...amo vo...você – ele disse e nossa dei me paciência pra até a hora de ele terminar de falar, até eu fui mais rápida ao pedir Edward.

– Eu que...que...quer...quero...

– Respira fundo Garrret – Edward disse dando um toque no ombro do amigo e Garret fez o que Edward sugeriu, agora vai.

– Eu quero passar o resto da minha vida com você – agora foi mesmo, sem engasgar, uhuuuu – Aceita se casar comigo? – ele disse num fôlego só. Olhei pra Kate que tinha algumas lágrimas escorrendo por seu rosto.

– Eu...eu te a...amo – ela disse inclinando seu corpo para baixo e segurando o rosto dele entre suas mãos – Sim – ela respondeu firme, totalmente convicta, e sem gaguejar dessa vez.

Garret pegou a anel que tinha um lindo brilhante em cima e colocou em seu dedo e em seguida beijou sua mão.

– Uhuuuuu – eu comecei a aplaudir quando os dois ficaram de pé e se beijaram, todos os outros clientes olharam a doida da mesa no caso eu, logo depois que viram a cena também começaram a aplaudir.

Meu casal de amigos cessou o beijo e fez um aceno de cabeça para todos ao redor em agradecimento, os dois estavam com as bochechas coradas de vergonha.

– Parabéns amiga – eu levantei e abracei Kate.

– Muito bom cara – Edward também cumprimentou Garret.

– Ah nerd foi fofo seu pedido, parabéns e continue cuidando muito bem da minha amiga ou eu arranco fora o seu brinquedo – eu disse e vi Garret engolindo em seco.

– E...eu v...vo..vou cu...cui...cuidar – ele disse gaguejando e Edward e eu gargalhamos.

...

Meses depois

– Bella eu não vou falar de novo com você sobre isso – Edward disse se levantando do sofá e rumando para o quarto, estávamos passando por uma crise, mais necessariamente uma crise financeira. Tivemos que gastar demais nos últimos dois meses e acabamos perdendo um pouco o equilíbrio nas finanças.

Eu tive que comprar alguns livros que foram bem caros, o carro deu defeito e gastamos uma grana na oficina, Edward teve que comprar um computador novo que atendesse melhor o seu trabalho, porque além do estágio, e o trabalho com Garret que continuava, ele era bolsista de um projeto da universidade, e para trabalhar com os softwares do projeto ele teve que comprar um computador mais moderno.

Eu tive que comprar mais uma coleção de roupas brancas, porque eram parte do meu vestuário cotidiano, e roupas brancas ficavam velhas e feias mais rápido, sem falar que tivemos que fazer uma viagem relâmpago a West Palm Beach porque Esme tinha caído da escada de casa e fraturado um braço, por mais que disseram que tudo estava bem, não íamos ter sossego até vê-la pessoalmente. Isso tudo resultou numa bagunça no nosso orçamento.

– Amor a gente repõe o dinheiro – eu disse me levantando e indo atrás dele.

– Não Bella, já estamos juntando esse dinheiro há muito tempo e prometemos que iríamos só colocar mais, não tirar enquanto não fosse a hora – ele disse se sentando e passando a mão no cabelo, num claro sinal de exasperação. O dinheiro que estávamos falando era a poupança que fazíamos já há quatro anos para comprarmos nossa casa em West Palm Beach, por incrível que pareça já havíamos conseguido guardar um bom dinheiro lá. Pretendíamos ter dinheiro suficiente para compra da casa, juntando a poupança e o dinheiro que receberíamos com a venda deste apartamento, mas isso era para depois que eu me formasse, será ótimo voltar pra nossa cidade

– Mas o que vamos fazer? Temos até amanhã pra pagar o condomínio e as prestações das festas de formatura, depois de amanhã temos que pagar o gás, a luz e a água. – eu disse já me sentindo exasperada também.

– Por favor, some as contas pra mim que eu vou dar um jeito – ele pediu levantando a cabeça e tomando uma grande lufada de ar. Já vi que a idéia de tirar dinheiro da poupança da casa não ia rolar, por isso fui atrás das contas que estava sobre o armário da sala. Peguei as contas e o celular, coloquei na calculadora do celular e comecei a somar os números.

...

– Quanto? – Edward perguntou quando entrei no quarto com os papéis na mão.

– Descobri mais uma conta no meio – eu disse e ele respirou fundo mais uma vez – As contas dos nossos celulares.

– Quanto?

– 1.957 dólares e trinta centavos – respondi.

– Merda – ele disse e mordeu os lábios com tanta força que pensei que iria até arrancar sangue.

– Nós temos 900 dólares só restantes esse mês, temos que conseguir mais 1.057 dólares e trinta centavos – eu disse.

Ele não disse nada apenas pegou seu celular no bolso e apertou alguns números.

– Oi Paul, é o Edward, tudo bem? – ele perguntou e eu fiquei ali sem entender nada –Tudo também, lembra daquele serviço que você me propôs, mas eu disse que estava ocupado demais pra fazer? – Edward perguntou e fez silêncio – Sim eu topo fazer, pode trazer as máquinas agora mesmo, mas quero receber adiantado – ele disse e fez silêncio do outro lado da linha – Eu acabo em três dias, é uma promessa, você sabe que qualquer outro te pediria pelo menos uma semana. – Edward disse e fez silêncio outra vez – Ok, fechado. Anota meu endereço.

...

– Problema quase resolvido – Edward sorriu vitorioso quando encerrou a chamada – Paul vai trazer 10 computadores de sua empresa que precisão de manutenção e de instalação de uma série de novos softwares que ele adquiriu para a empresa.

– Quem é esse Paul? – foi a primeira pergunta que fiz – E quanto isso vai nos dar? – foi a segunda.

– Paul presta serviço para a empresa que faço estágio, lembra que te falei que tinha um cara que tinha uma empresa que era pequena, mas era boa o suficiente para prestar serviço para uma empresa grande como a que eu trabalho.

– Ah lembro sim, lembro de você dizer que o cara era muito esforçado e aos poucos estava conquistando muita coisa. – eu disse me lembrando do que Edward havia me falado.

– Isso mesmo, ele vai me pagar 850 dólares. A única coisa é que só tenho tempo para trabalhar neles durante a noite, então nos próximos três dias eu não vou dormir e outro problema é que o bom seria que eu tivesse mais monitores assim eu poderia ir instalando em mais de uma máquina ao mesmo tempo, já que ele só trará os CPU’s.

– Garret – eu disse.

– Eu vou pedir o dele, mas ainda sim se tivesse pelo menos mais um. – ele disse andando de um lado pro outro no quarto agora.

– Pede o da Kate, ela não vai se importar em ajudar – eu disse. Em casa cada um tinha um notebook, e havia mais o computador de Edward, o que ele tinha comprado pra trabalho mesmo.

– Vou ligar pro Garret agora, liga pra Kate pra mim, por favor, amor. – ele pediu.

– Claro – eu disse já pegando meu telefone.

...

– Amor ainda vai faltar um pouquinho, podemos tirar da poupança só esse pouco ou então ligar para os nossos pais... – Edward nem me deixou terminar de falar.

– Nada disso, nós nunca precisamos ligar pra eles nesses 4 anos e não vai ser agora – ele disse, cabeça dura como sempre – Eu tenho 250 dólares guardados.

– Você tem 250 dólares guardados? – perguntei chocada, porque estávamos aqui apertados, pensando em de onde tirar dinheiro e ele com dinheiro guardado.

– Antes que você tire conclusões precipitadas, esses 250 dólares eram pra comemorarmos no próximo dia dos namorados. Eu queria que fôssemos pra alguma cidadezinha aqui do lado passar a noite lá, fazer algo bem romântico, afinal já fazem 5 anos que estamos juntos – ele disse e eu na mesma hora me xinguei mentalmente.

– Ah amor falta mais de um mês ainda, a gente pode não sair ou viajar, mas prometo que vamos fazer ele ser especial mesmo aqui, não importa o lugar, o que me importa é você – eu afaguei seu rosto e não resisti e lhe beijei.

...

Quinto ano

Não Rose não é isso – eu estava falando com minha prima no telefone.

– Então me explica Bella, o que está havendo?

– O Edward é cabeça dura, ele não entende o quanto aquele projeto é importante pra mim.

– Bella pelo que você me falou ele entende sim, só que ele também entende que o seu professor coroa está usando do fato de você está subordinada a ele pra dar em cima de você – Rose disse. Eu e Edward estávamos em crise, eu havia feito uma prova e conseguido bolsa em um projeto que já ia me ligar um pouco a cardiologia, era muito importante pra mim. Mas o professor Sr. Smith que beirava seus 50 anos, estava sim dando em cima de mim, mas eu sempre me esquivava e ignorava, ele sabia que eu era casada, eu já havia deixado bem claro meio que indiretamente que eu era muito bem casada e totalmente apaixonada pelo meu marido.

– Rose o professor sabe que eu sou casada e que amo meu marido.

– Bella ser casada não significa nada para um homem que não mede esforços pra ter o que quer, eles não respeitam isso. Eu sei muito bem do que estou falando. – ela disse – Você acha que eu já não tive problemas parecidos com esse quando mudei aqui pro Tenesse recém casada?

– Teve? Você nunca falou nada.

– Tive, alguns até muito sérios. – ela respondeu – Logo quando me mudei pra cá com Emmette muitos caras davam em cima de mim, a cidade é pequena, os caras sabiam que eu era casada, mas isso não os impedia de me dar umas cantadas infames quando Emmette não estava por perto.

– Tem uns homens que são uns nojentos mesmo... arghhh

– Emmette quase bateu em muitos, mas um ele arrebentou, porque...porque...

– O que houve Rose? – perguntei porque eu realmente desconhecia essa história e pelo mudança no tom de voz da minha prima eu sabia que era algo sério e que tinha mexido bastante com ela.

– Royce King Júnior era filho de um dos mais ricos fazendeiros da cidade, e estava acostumado a ter tudo que queria, ele já tinha dado em cima de mim algumas vezes e eu tinha o ignorado e deixando bem claro que eu era casada e não estava interessada, até que um dia... – ela disse e pude ouvir pelo telefone ela tomando uma grande lufada de ar – Eu sai da faculdade tarde da noite por causa de um trabalho e o desgraçado estava me esperando no estacionamento, ele já chegou tentando me agarrar, eu tentava me desvencilhar, mas ele era bem mais forte – ela disse e eu senti um aperto no peito, eu jamais soube dessa história angustiante – Pra minha sorte quando eu já estava sem forças pra tentar empurrá-lo Emmette chegou e deu uma surra nele. Royce perdeu um dente, quebrou um braço, fraturou uma costela e teve vários hematomas pelo corpo.

– Meu Deus Emmette quase matou o cara.

– Quase mesmo, ele estava tão tomado pela raiva que só parou quando eu implorei, porque eu não queria que Emmette tirasse a vida de alguém e acabasse preso, apesar de Royce Júnior não merecer estar vivo.

– Depois disso você teve paz pelo menos?

– Royce pai queria dar queixa contra Emmette, mas eu disse que dava queixa por tentativa de estupro e disse que eu tinha um tio que era Chefe de Polícia que era bastante influente e que o dinheiro dele não faria o filho dele escapar.

– Esse tio por acaso é o meu pai? – perguntei.

– Sim, tio Charlie é o único que sabe da história, além de mim e Emmette. Tio Charlie me garantiu, que se eu quisesse ele movia céu e terra com seus contatos, mas jogava o sujeito na cadeia. Sendo assim, eu propus uma troca a Royce pai, ele não dava queixa de Emmette e eu não dava queixo de seu filho. Royce aceitou e ainda mandou o Royce Junior para fora do país.

– Gente papai é bom com segredos mesmo, ele nunca falou nada.

– Então Bella ouça o que estou te falando, sai fora desse velho tarado, ou da queixa dele pra reitoria.

– Rose o projeto é muito importante pra mim, e eu não acho que ele seria louco de passar dos limites comigo. O problema é que Edward me botou contra a parede, já faz três dias que ele me evita e não fala comigo. O maldito professor fica me mandando mensagens, antes eram só ligadas ao projeto, agora ele manda insinuações, isso deixou Edward fora de controle.

– Bella você só tem que pesar na balança o que é mais importante pra você, você já sabe a resposta, basta fazer a coisa certa – Rose disse e ela tinha razão – CRIANÇAS – ela quase me deixou surda com seu grito – Bella eu tenho que desligar agora porque a gangue, quer dizer meus filhos estão aprontando de novo, beijos.

– Beij... – ela encerrou a chamada.

Rose tinha razão, antes que tudo acabasse dando uma merda, eu devia fazer a coisa certa e valorizar o que realmente importava pra mim.

...

– Aqui estão todos os meus relatórios, o crachá e a chave do laboratório – eu deixei em cima da mesa do professor Smith, como eu não era nenhuma estúpida eu vim em um horário que eu sabia que sua secretária estaria na ante sala, depois de ouvir a história de Rose eu fiquei mais receosa.

– O que significa isso Bella querida? – ele perguntou, arghhh que velho nojento.

– Estou saindo da pesquisa, eu encontrei outro projeto mais interessante. – eu disse simplesmente – Até professor – eu ia saindo nem vi que ele saiu de trás da sua mesa e agora estava segurando meu braço.

– Você não pode simplesmente sair assim.

– Sim eu posso e agora tira a mão do meu braço, antes que eu te coloque em problemas professor. Porque eu não sou uma aluna qualquer que você vai afugentar com o seu poder, eu sou a melhor aluna do curso de medicina no presente momento diante de todos os períodos, se eu abro a minha boca sobre às vezes a sua falta de profissionalismo tenha certeza que eles vão considerar muito a minha opinião – eu disse cheia de mim, e ele tirou a mão do meu braço. Eu não costumava me gabar assim, mas o momento exigiu, porque era bem capaz do safado querer usar da sua posição superior a minha pra me coagir.

– Saia da minha sala – ele disse abrindo a porta.

– Com todo o prazer – eu disse saindo dali de cabeça erguida.

...

– Bella o que você está fazendo aqui? – Edward me perguntou quando chegou em casa e me viu sentada no sofá.

– Eu moro aqui cabeção – eu disse dando um meio sorriso e nem assim, ele sorriu, esses 3 dias tinham sido um tormento pra mim, vê-lo me evitar e não conversar comigo me machucava profundamente.

– É porque nessa hora você deveria estar no laboratório trabalhando naquela pesquisa. – ele fez uma cara feia ao dizer pesquisa, e eu sabia que não era propriamente pela pesquisa e sim pelo coordenador dela.

– Eu saí, ela não é mais importante pra mim que você – eu fiquei de pé e fui até ele e passei a mão em seu rosto – Esses três dias foram péssimos, eu não posso viver sem você meu amor – eu fiquei na ponta dos pés e lhe dei um selinho que tinha a intenção de se tornar em um beijo mais quente, porque eu estava morrendo de saudades, mas Edward deu um passo para trás se afastando.

– Tem certeza da sua decisão Bella? Eu não quero que depois você me culpe por ter perdido aquela oportunidade que eu sei que seria muito boa pra sua carreira, às vezes eu me sinto mal por ter te pedido isso, mas eu tenho certeza que aquele velho tentaria passar dos limites e eu iria até lá acabar com ele, isso daria uma grande merda pra nós dois.

– Amor eu te entendo, e eu não vou te culpar por nada. Eu tomei a decisão certa, eu sou a melhor aluna do curso de medicina, outras oportunidades surgirão. Agora vem aqui, que eu estou cheia de saudades – eu disse já abrindo os botões de sua blusa.

...

Meses depois

– Guto está pronto? – eu perguntei chegando na sala. Hoje era a formatura de Edward, finalmente após 5 anos de estudo meu amor hoje receberia seu diploma.

– Há tempos – ele disse e eu fui até ele e ajeitei sua gravata e passei a mão consertando seu cabelo, às vezes Edward e eu tínhamos uma relação bem paternal com Guto. Todos haviam vindo para a formatura, por isso Carlisle e Esme como presente de formatura, até alugaram um pequeno salão para uma recepção após a colação.

– Então vamos logo, eu quero pegar um ótimo lugar – eu disse e sai o puxando comigo.

...

Logo que chegamos ao auditório na portaria já encontrei mamãe, papai, Seth, tia Esme, tio Carlisle, Alice e Jasper, que era namorado de Alice. Eles já estavam juntos há um ano, ele era aluno da Juliards também, mas aluno da música, ele era um excelente pianista.

Sarah que logo veio me abraçar também estava presente, assim como Emmette, Rose, junto com os trigêmeos, Mandy, Clarisse e Philipe, uma turma da pesada, ou uma gangue como Rose costumava dizer.

– Tia Bella – Mandy veio correndo me abraçar, ela era minha afilhada e de Edward e era até bem grudada em nós apesar da distância, porque já tínhamos buscado ela em alguns feriados para ficar conosco e sempre que podíamos íamos vê-la, eu também sempre falava com essa princesinha no skype e ela me contava tudo. Quando trazíamos a para cá no feriado, todos os padrinhos combinavam para que as outras crianças não se sentissem excluídas, as levar também. Cléo e Guilhermo sempre levam Clarisse para Norfolk, e Adam e Livia que eram padrinhos de Philipe o levavam para Chicago, Adam era primo de Emmette.

– Oi minha princesa – eu enchi seu rosto de beijinhos – Que saudade!

– Eu também, cadê o tio Ed?

– Lá dentro nos esperando, quando ele aparecer nós temos que gritar bem alto, combinado?!

– Combinado – ela disse e eu a abracei de novo, ela era muito fofa. Abracei e mimei Philipe e Clarisse porque eles eram igualmente fofos.

– Olha ali quem chegou Bells – Rose disse apontando para onde um carro havia acabado de parar.

– Ah ela está linda – eu disse empolgada ao ver Cléo descendo do carro com seu barrigão de 6 meses. Daqui a 3 meses a pequena Catarina chegaria ao mundo, minha prima louca cada dia nos surpreendia cada vez mais.

Não demorou muito Garret e Kate que haviam se casado há alguns meses também chegaram e fomos todos para dentro procurar nossos lugares.

...

– A Nikole não vai vir? – Guto me perguntou enquanto esperávamos ansiosos o inicio da cerimônia.

– Ela está viajando com os pais para a casa dos avós no Texas, você não sabia? Ela disse que tem falado com você na internet – eu disse fitando a reação de Guto.

– Ah uma vez ou outra, até parece que eu ia ficar batendo papo com uma garota chata – ele disse cruzando os braços.

– Então porque quer saber se ela não iria vir?

– Porque eu ia tentar me manter o mais longe possível – ele disse fazendo um bico.

– Ai pirralho, quando você vai deixar de ser chato? – eu disse rindo e bagunçando seu cabelo e ele fez uma careta.

...

A cerimônia começou e quando os formandos entraram a gritaria foi geral, quando Edward entrou acenando para nós, mostramos que somos realmente uma família de malucos e gritamos muito alto, acenamos, assoviamos e só não soltamos fogos porque não era permitido shows pirotécnicos em lugares fechados.

O reitor falou algumas coisas, o diretor do curso também e agora era a vez dele, eu estava tão orgulhosa. Edward havia sido escolhido por sua turma para fazer o discurso.

– Seth pega a câmera e filma, por favor – ouvi tia Esme pedindo a meu irmão.

– Ok – Seth assentiu.

Edward levantou do seu lugar e caminhou imponente até o microfone, até com aquela beca preta com faixa dourada ele ficava lindo.

Antes de falar qualquer coisa vi seus olhos me buscando, assim que ele me encontrou eu sorri e ele me retribuiu com meu sorriso torto e respirou aliviado.

– Boa noite – ele disse e inspirou fundo – Em nome de todos os meus colegas de turma eu agradeço a presença de todos aqui, nossos amigos, familiares e os representantes da universidade – Edward disse – Bem em meio a uma turma de 35 alunos eu fui o escolhido para estar aqui hoje fazendo esse discurso, em um primeiro momento eu não queria aceitar, mas meus colegas insistiram muito, mas quem me fez mesmo aceitar mesmo foi a minha esposa, que como sempre me deu força em mais este desafio – ele disse e eu posso confessar que eu suspirei como uma boba apaixonada.

– Quem um babador Bella? – Guto perguntou e eu só levei a mão tampando a sua boca, para que ele não me atrapalhasse a ouvir Edward.

– Meus colegas de classe acharam que seria pertinente eu dividir a minha história com vocês, porque ela mostraria a todos o poder da força e da superação. Então em poucas palavras e sem me delongar muito eu vou contar um trecho de uma época de extrema importância na minha vida. Bem, vamos lá – ele disse inspirando profundamente – Há 6 anos atrás eu recebi uma das melhores notícias da minha vida, descobri que tinha sido aprovado em primeiro lugar para o curso de engenharia da computação em Harvard, se isso só já não fosse uma notícia maravilhosa, descobri que minha melhor amiga também havia passado para o curso de medicina. Nós costumamos dizer que somos amigos de berço, pois não conseguimos lembrar uma época em que não éramos amigos. – ele mal tinha começado a falar e eu já estava emocionada — A notícia foi maravilhosa pra nós e pra nossas famílias, nós sempre sonhamos em ir pra Harvard juntos. Nós recebemos as cartas convidando para a recepção de alunos que ocorreria durante um final de semana, só que antes disso eu não estava me sentindo bem e por isso fiz alguns exames, e os resultados não foram nada bons, mas antes de uma confirmação concreta, eu decidi me calar e vir aproveitar o final de semana na recepção de calouros com minha melhor amiga, porque eu já tinha medo de que esse fosse o meu único fim de semana em Harvard – ele disse e eu senti um nó em minha garganta, ao pensar nessa possibilidade – O final de semana foi ótimo, mas já na segunda feira em casa eu recebi a notícia que tirou não só meu chão, mas de toda a minha família e amigos – na hora não pude evitar deixar que minha mente me levasse aquele momento onde ele me deu aquela notícia.

“– Eu vou morrer – ele disse e nesse momento o meu mundo simplesmente parou e tudo a minha volta se apagou e eu só enxergava o rosto de Edward.”

– Eu descobri que tinha leucemia, um tipo raro e que a minha única chance seria o transplante de medula, que quimioterapias não resolveriam em nada o meu caso, e que eu tinha um prazo de aproximadamente 6 meses de vida, se eu não conseguisse o transplante eu não tinha chances de viver – Edward disse com a voz embargada, eu pude ouvir que as pessoas ficaram chocada, pelos sussurros que elas deram – Naquele momento o meu mundo acabou, mas no mesmo dia eu recebi uma boa notícia, claro que eu nunca disse isso a ela, mas quando minha melhor amiga e hoje minha esposa, entrou chorando me falando que havia terminado o namoro, eu não pude deixar de não ficar feliz, apesar de toda a tristeza que tinha tomado conta de mim, eu também fiquei triste, porque eu nem achava justo que seria justo lutar pra conquistá-la se eu não poderia viver muito tempo – ele disse e olhou diretamente pra mim.

Era praticamente uma novidade Edward dizer que ficou feliz quando eu terminei Jacob, ele nunca havia falado isso antes, pra mim naquele momento onde ele tinha recebido a pior notícia de sua vida ele nem ligaria que eu estava naquele momento livre.

– No primeiro momento fomos checar se meus familiares e amigos eram compatíveis e já encaminhar meu nome para a lista de espera para transplante. Exames foram feitos e ninguém era compatível e só me restava esperar. Por isso resolvi fazer uma loucura, já que eu teria pouco tempo de vida eu decidi que não queria vir pra Harvard eu troquei a BMW conversível que eu havia ganhado por ter entrado em Harvard em um trailer e resolvi sair viajando pelo nosso país. Mas eu não fui sozinho, uma pessoa me deu uma grande prova de amor, Bella. Ela trancou a faculdade, adiou seu sonho por mim, minha Bella foi a minha maior força durante esse tempo. – ele disse e fitou meus olhos e me deu meu sorriso torto – Durante essa viagem nós nos divertimos, brigamos, nos beijamos, brigamos de novo, fizemos novos amigos, aprendemos novas lições, namoramos, nos casamos e somente porque ela não desistiu de mim, eu consegui um doador graças a ela, que fez de tudo para não me perder. Sarah entrou nas nossas vidas como um anjo, salvou a minha vida, e se tornou uma mãe pra nós. Não foi um ano fácil, foram muitas lutas, desafios e dores, mas no fim tudo serviu de aprendizado. – ele disse e um sorriso brotou em meus lábios em pensar que realmente éramos muito vitoriosos – Hoje 5 anos após nosso ingresso na universidade onde todos também tivemos lutas, desafios, mas também tivemos muito aprendizado. Travamos batalhas, mas conquistamos muitos sonhos. Eu tenho certeza que essa turma de engenheiros que está se formando hoje, assim como eu passou muitas batalhas pra chegar aqui, mas se hoje chegamos no momento de obter nosso diploma é porque fizemos por merecer. Caros colegas eu desejo a vocês o êxito e o sucesso para alcançar o almejado e aquilo que nem se almejou ainda. Continuem travando batalhas, mas sempre extraindo sabedoria delas para seguir em frente sempre conquistando. Nós da turma de engenharia da computação agradecemos primeiramente a Deus, nossa família, nossos amigos, a todo o corpo docente da universidade e cada um que entrou no nosso caminho que nos ajudou a chegar até aqui. A todos o nosso muito obrigada. – ele disse encerrando seu discurso e todo o auditório seu levantou aplaudindo Edward, assim como também os professores e diretores que faziam parte da mesa e todos os seus colegas, foi um verdadeiro alvoroço. Ele era merecedor, seu discurso havia sido lindo e motivador.

...

– Edward Anthony Cullen – chamaram e ele se levantou para ir pegar seu diploma e toda a nossa família e amigos ficaram de pé aplaudindo e gritando muito. Após cumprimentar o diretor que lhe entregava o diploma, ele olhou pra nós e colocou o diploma em cima como um sinal de vitória, ele era realmente um vitorioso.

...

Sexto ano

Edward havia conseguido um bom emprego em uma famosa empresa em Boston, eu estava no meu último ano de medicina já fazendo residência porque eu era uma aluna com um nível bem acima. No ano que vem já começaria minha especialização em cardiologia e depois nós finalmente poderíamos voltar pra West Palm Beach. Eu aprendi a amar Boston, mas esse amor jamais vai superar o amor que sinto pela pequena cidade no estado da Flórida onde eu nasci e cresci.

Seth esse ano havia ido para faculdade, o tempo realmente estava voando. Outro dia ele era só um pirralho e agora ele estava entrando em Stanford para cursar Direito.

Mamãe no inicio andou até meio deprimida, já que agora tinham ficado só ela e o papai em casa, mas tia Esme foi de muito auxílio já que ela havia se habituado com a síndrome do ninho vazio, porque Alice já havia ido para a faculdade há tempo, ela inclusive se formaria no ano que vem. Mas diferente de Edward e eu, ela não tinha planos de retornar a West Palm Beach, ela e Jasper se casariam assim que ela se formasse e os dois iriam continuar morando em Nova Iorque, onde tudo era mais fácil para que eles exercerem a profissão. Alice já estava sendo sondada por várias companhias de dança, e Jasper também já estava sendo sondado para ser pianista de alguns orquestras e grupos famosos quando concluíssem os estudos.

– Amor qual das duas? – Edward perguntou fazendo com que eu me distraísse dos meus pensamentos.

– A azul – eu apontei para a camisa que estava em sua mão direita. Hoje ele teria uma importante reunião do trabalho, e estava extremamente nervoso e ansioso.

– Ok – ele disse já colocando a camisa apressadamente.

– Amor respira fundo, vai dar tudo certo – eu disse tentando lhe acalmar.

– Vai, tem que dar – ele disse e eu me levantei da cama.

– Vou escolher a sua gravata, ok?! – eu disse indo até o armário.

– Obrigada amor, você é a melhor sempre – ele disse e me deu um selinho enquanto passava por ele.

Era incrível o quanto Edward e eu havíamos nos habituado a vida de casados, apesar de que éramos muito novos quando nos casamos. Tivemos muitas brigas sim, mas nós aprendemos muito um com o outro e a como fortalecer um casamento para que ele seja durável e não se rompa por qualquer besteira.

Minha mãe sempre dizia que a vida a dois era um eterno aprendizado e eu concordava totalmente com ela, por mais que conhecesse Edward sempre havia uma coisa nova, além do mais o ser humano estava em constante transformação, por isso sempre havia mais por vir.

...

Meses depois

– FELIZ ANIVERSÁRIO! – todos gritaram quando entrei em casa, eu nem estava acreditando que Edward havia mesmo armado uma festa surpresa pra mim. Hoje eu estava completando 25 anos. OMG... eu estava ficando velha, parece que foi outro dia que eu fiz 18.

– Parabéns minha linda – Edward me pegou em um abraço apertado e tirou meus pés do chão me fazendo girar com ele – Toda a felicidade do mundo e muitos, muitos, muitos anos de vida. Te amo demais anãzinha, cada dia mais.

– Ah amor obrigada – eu disse já sentindo meus olhos úmidos – Também te amo muito, muito, muito – eu enchi seu rosto de beijos.

– Seu presente está guardado no quarto – ele disse e eu segurei seu rosto entre minhas mãos.

– Comece já me adiantando algo – eu disse segurando o pela nuca e o puxando para um beijo. Só paramos quando os outros convidados da festa chamaram nossa atenção. Kate, Garret, Alice, Jasper, Guto, Nicole, Seth e Sarah puderam comparecer, além de Julia e Alexia que eram amigas da faculdade que eu gostava muito.

...

Meses depois eu me formei em medicina e foi uma das maiores alegrias da minha vida, parte dos meus sonhos estavam se realizando, eu já era uma médica, clínica geral, mas daqui a dois anos eu terminaria de realizar meu sonho me tornando uma cardiologista.

Assim como na formatura de Edward toda a família esteve presente e claro que depois tratamos de preparar uma festinha para comemorar mais essa vitória, eu estava orgulhosa de mim por ter me formado com honras na faculdade e minha família e amigos estavam igualmente orgulhosos. Mas o mais orgulhoso de todos sem dúvida era meu marido, na semana da colação ele me fez inúmeras surpresas em comemoração, e só me fez como sempre me apaixonar mais um pouquinho por ele.

...

Sétimo ano

– AMOR CHEGUEI! – Edward gritou. Eu estava no banho, eu havia acabado de chegar do plantão da minha residência no hospital. Esse ano estava bem puxado eu estava terminando minha residência e fazendo minha especialização. Eu mal tinha tempo de respirar, meu tempo em casa era dedicado aos estudos e pra dar atenção ao meu marido também, porque alguém muito sábio disse uma vez: Quem não dá assistência abre espaço para a concorrência.

Eu confiava totalmente em Edward, mas apesar de estar muito atarefada, eu não deixava de lado meu papel de esposa. Eu sabia que era não só importante para ele quanto para mim, que sempre separássemos um tempo só nosso apesar da correria do dia a dia.

– NO BANHO – gritei. Não demorou muito e ele apareceu no banheiro já só de cueca, eu não pude deixar de observar o corpo do meu marido que continuava muito gostoso.

– Posso me juntar a você? – ele perguntou enquanto tirava a cueca boxe preta.

– Deve – eu respondi abrindo a porta do boxe para que ele entrasse.

– Hum... estava com saudades – ele disse entrando chuveiro comigo e me abraçando, escondendo seu rosto na curva do meu pescoço.

– Eu também – eu disse o apertando entre meus braços – Que bom que a noite é toda nossa hoje, preparei até um jantarzinho especial.

– E eu trouxe uma garrafa de vinho, pensei que seria bom curtirmos deitados no nosso sofá assistindo um filme legal e tomando um vinho, já que o tempo está tão frio.

– Ótima idéia amor – eu disse segurando o cabelo de sua nuca e o puxando para beijá-lo.

– Você me deixa louco sabia?! – ele disse me prensando contra a parede enquanto suas mãos me exploravam.

– Igualmente – eu disse mordendo meus lábios, pois a excitação já estava tomando conta de mim.

– Quero você aqui e agora – ele disse colando sua testa na minha e depois mordiscando meu lábio fazendo com que eu o soltasse de entre meus dentes.

– Também te quero – eu disse deslizando uma mão por seu peito.

Não agüentamos esperar muito tempo e fizemos amor ali mesmo debaixo do chuveiro, nada no mundo podia ser melhor que isso.

...

Meses depois

– Dra. Cullen – uma enfermeira me abordou enquanto eu havia acabado de visitar uma paciente no pronto socorro que havia dado entrada há dois dias após um acidente cardiovascular. Desde que eu comecei a minha residência eu sempre era chamada de Dra. Isabella Cullen, ou simplesmente Dra. Cullen, no início eu até achava engraçado, mas hoje já me habituei e me soa muito bem. Esse era o último mês da minha residência. No ano que vem eu me dedicaria somente a minha especialização, seria o último ano. Mas como eu também era a melhor aluna da turma de especialização, uma professora havia conseguido que eu estagiasse num hospital do coração onde ela era a diretora clínica. Eu estava me esforçando ao máximo para sair da faculdade uma excelente cardiologista, pois meu sogro disse que já tinha uma vaga pra mim em sua equipe no hospital em West Palm Beach quando nos mudássemos.

Durante a minha residência eu atendi todas as áreas e vi de tudo, ainda mais quando dava plantão no pronto socorro no período da noite, mas como tentava ser sempre não apenas boa, mas ótima em tudo que fazia, o diretor da equipe o qual eu fazia parte diversas vezes me colocava pra auxiliar em algum caso cardiológico.

– Pois não enfermeira Lopes – eu disse fitando a neta de imigrantes mexicanos que não era só uma enfermeira, mas uma amiga muito querida, que havia feito nesses dois anos aqui no hospital. Lucia Lopes era uma enfermeira de 40 anos que tinha dois filhos super fofos um com 9 anos e o outro com 4, ela tinha me acolhido muito bem quando comecei aqui. Ainda mais que todos sabem que rola rivalidade entre os residentes, não da minha parte porque eu nunca liguei pra isso, eu só sempre quis dar o máximo de mim. Mas ainda havia um certo menosprezo de alguns médicos e corpo de enfermagem que já estavam no hospital a mais tempo.

– A paciente Maria Riviera vai receber alta e o Dr. Gilbert pediu para que você fosse junto para dar a alta, já que foi você quem prestou os primeiros socorros aqui no hospital e também assistiu a paciente durante seu período de recuperação.

– Vou para lá agora mesmo, obrigada Lucia – eu disse deixando de lado um pouco de toda aquela formalidade que devíamos ter dentro do hospital.

– Estou ai para o que precisar amiga, e não esquece que amanhã a noite eu e José estamos esperando você e Edward para a festinha de aniversário de Antônio. – ela disse, Antônio era o seu caçula, uma graça de menino.

– Estarei lá, deixe me correr agora, antes que o Dr. Gilbert peça minha cabeça – eu disse rindo e me direcionando para o elevador.

...

– Boa tarde Dr. Gilbert – eu o cumprimentei quando nos encontramos em frente a porta do quarto da paciente. Ele era um médico já beirando 60 anos de idade, era muito respeitado na área, um ótimo profissional, mas de vez em quando ele ficava um pouco mal humorado e sobrava para todo mundo.

– Boa tarde Dra. Cullen, que bom que recebeu meu recado rápido. Vamos – ele disse abrindo a porta e me dando passagem.

Como Dr. Gilbert estava me avaliando, ele deixou que eu dirigisse toda a conversa com a paciente sobre sua alta e sobre os cuidados que ela ainda deveria ter que tomar. No final ele apenas entregou a alta assinada por ele, já que eu só teria esse poder quando fizesse uma prova no final do mês após o encerramento da minha residência.

Esse mês ia ser puxado, eu me dividiria entre a Bella médica no hospital, a Bella aluna na faculdade, a Bella estudante durante as horas debruçadas sobre os livros para obter o melhor resultado na minha prova, e a Bella esposa que tinha que cuidar do apartamento e do meu maravilhoso marido que sempre me apoiava em tudo, sem ele jamais teria chegado aqui.

...

Oitavo ano

Faltava pouco tempo para eu me formar, apenas um mês. Em um mês as aulas chegariam ao fim e eu seria uma cardiologista e quinze dias depois seria minha segunda formatura, dessa vez da especialização.

Hoje não acordei nada bem, assim que coloquei os pés na cozinha e senti aquele cheiro de gordura onde Edward fritava o bacon eu tive que correr para o banheiro para vomitar.

– Melhor amor? – Edward me ajudava a levantar, já que eu havia passado os últimos minutos ajoelhada ao lado do vaso sanitário enquanto botava tudo e mais um pouco para fora.

– Acho que sim – eu disse me sentindo até um pouco fraca. Com a ajuda de Edward fui até a pia e lavei a minha boca e escovei os dentes duas vezes.

– O que houve pra se sentir mal? – ele perguntou me guiando até a cama e me fazendo sentar nela.

– Não sei, eu cheguei na cozinha e aquele cheiro de gordura embrulhou meu estômago.

– Ah amor desculpa é que o exaustor não quis funcionar, vou ver se providencio hoje mesmo um técnico pra vir vê-lo.

– Faça isso, por favor. O apartamento está impregnado com esse cheiro – eu disse tampando o meu nariz – Tenho que ir para a aula, eu tomo algo na Starbucks – eu disse me levantando e indo até o canto pegar minha bolsa.

– Tem certeza que está bem para ir para a aula?

– Sim, já estou melhor se eu ficar nesse apartamento com esse cheiro só vai me fazer mais mal, abre as janelas pro ar dar uma circulada antes de você ir para o trabalho. – pedi a Edward.

– Pode deixar comigo, está mesmo em condições de dirigir? – ele perguntou passando a mão em meu rosto.

– Sim, obrigada pela preocupação amor – eu fiquei na ponta dos pés e lhe dei um selinho e sai correndo do apartamento para que eu não me atrasasse e para que meu estômago não revirasse de novo.

...

Esse último mês foi muito tenso se já não bastasse todas as provas que eu tive que fazer para concluir minha especialização e meu estágio em cardiologia, eu passei mal o mês todo. Tonturas, cansaço, sono extremo sem falar que já perdi as contas de quantas vezes vomitei. O stress realmente causa todas essas alterações e eu estava acreditando que assim que esse mês estressante acabasse meu mal estar também chegaria ao fim.

...

– Amor onde você está? – ouvi a voz de Edward me chamando, eu estava no banheiro debruçada no vaso colocando para fora todo meu almoço. Hoje era o dia da formatura da minha especialização e dessa vez só meus pais, meus sogros, meu irmão e minha cunhada poderiam estar presentes, eles chegariam no fim da tarde e ficariam em um hotel aqui perto mesmo. Mas justo hoje um dia tão importante e eu estava mais pra lá do que pra cá, passando muito mal.

– No banheiro – eu respondi.

– Ah amor de novo – Edward se ajoelhou ao meu lado e passou a mão em meu rosto jogando meu cabelo para trás.

– É o stress – eu respondi até sem forças.

– Eu sei que a médica é você, mas eu posso ter outro diagnóstico – ele disse e me mostrou uma sacola – Tem 3 de diferentes marcas, não tem como o resultado dar errado – ele me entregou a sacola e eu abri logo porque fiquei curiosa sem entender do que ele estava falando.

– TESTE DE GRAVIDEZ??? – não era pra sair gritado, mas eu não consegui me controlar. Aquilo tinha me deixado chocada, eu andava tão atarefada nos últimos tempos, tão pressionada que não me liguei no que poderia ser o diagnóstico mais óbvio.

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– Amor sua menstruação está atrasada, você disse que é por causa do stress, mas todos esses sintomas que você vem tendo me indica o mais óbvio, você está grávida.

– Grávida – eu repeti para mim mesma, porque eu ainda não estava conseguindo assimilar isso muito bem. Nós não estávamos planejando um bebê para agora, sempre falamos que queríamos filhos, mas que iríamos planejar o momento. Claro que se eu tivesse grávida eu iria amar esse serzinho mais do que qualquer outra coisa no mundo, mas eu só precisava de um tempo para me acostumar com a idéia.

Ao pensar em um bebê, nem me dei conta que automaticamente havia levado a mão sobre minha barriga.

– Se você estiver mesmo grávida, eu desde já te prometo que essa criança vai ser a mais amada do mundo – Edward disse colocando sua mão sobre a minha em minha barriga – Te amo – ele disse beijando minha testa – Vou deixar você a vontade para fazer o exame, estou aqui do lado de fora, qualquer coisa me chama – ele disse e ficou de pé saindo do banheiro e encostando a porta.

Edward era definitivamente o melhor marido do mundo e me conhecia bem demais, sabia que eu precisava de um pouco de espaço para assimilar a idéia e também para fazer o teste.

Criei forças e me levantei do chão, abri as três embalagens e colhi a urina para os três os coloquei em cima da bancada. Lavei minhas mãos e escovei os dentes enquanto esperava o tempo necessário para o resultado.

Será que eu estou pronta para ser mãe? Mãe de um bebezinho que vai ser totalmente dependente de mim. Oh Deus me ajude se eu estiver grávida, porque eu quero ser a melhor mãe do mundo.

Olhei minha imagem no espelho e arrumei o meu cabelo, e vi a expressão abatida que estava sobre o meu rosto devido a todo o mal estar que eu estava sentindo nos últimos dias, hoje eu ainda tinha que ficar linda para a minha formatura.

– Vamos lá Bella, força – eu repeti baixinho pra mim mesma. Olhei no relógio e vi que já tinham se passado 7 minutos, o teste pede 5, com certeza eu já tinha a minha resposta.

Olhei os três testes sobre a bancada e o resultado foi unânime.

...

Abri a porta e vi Edward que estava ali encostado na parede, assim que ele me viu ele se endireitou e me olhou com expectativa.

– Se for menino não vai ser Edward Júnior e eu espero que ele não tenha um cabeção como o seu – eu disse e um sorriso enorme foi surgindo no rosto dele e no meu também.

– Ah amor que alegria – ele disse e me pegou em um abraço apertado tirando meus pés do chão – Um filho, um filho, essa é a melhor coisa do mundo – ele me beijou apaixonado.

– Foi uma surpresa, mas acho que já estou amando esse bebê e olha que não tem nem 10 minutos que estou sabendo que vou ser mãe – eu disse sincera. Acho que o amor materno era como um botão a ser acionando, eu já amava o nosso bebê.

– Foi a melhor surpresa que já nos aconteceu – ele disse e colocou meus pés no chão e me soltou, e logo depois ficou de joelhos e levantou minha camiseta.

– Amor nem da pra ver barriga ainda – eu disse e ele alisou meu ventre – Mas ele ou ela já está aí. Nosso filho – ele disse e depositou um beijo na minha barriga e me vi deixando uma lágrima escorrer por meu rosto devido ao gesto do meu marido.

– Nosso filho – eu repeti aquelas duas palavras que soavam de uma maneira tão bonita.

– Ei bebê – Edward já estava tentando falar com o pequeno ser que ainda estava iniciando a vida dentro de mim – O papai e a mamãe já te amam e você vai ser o bebê mais amado do mundo todo – ele beijou minha barriga e só fez com que mais lágrimas escorressem por meu rosto.

...

A noite chegou e com ela a formatura da minha especialização, agora sim eu seria o que sempre quis ser profissionalmente, uma cardiologista. Apesar dos familiares presentes, Edward e eu decidimos que não íamos falar da gravidez hoje, preferimos fazer uma surpresa. Daqui a 5 meses estaríamos voltando pra West Palm Beach, esses 5 meses seria o tempo que havíamos programado para poder acertar todos os detalhes porque haviam sido oito anos vivendo aqui, não era tão simples deixar tudo.

Nós com muito sacrifício e algumas prestações havíamos conseguido comprar nossa casa em frente à praia, ela precisaria de uma reforma e essa reforma viria com o dinheiro da venda do nosso apartamento aqui. Venda que já estava encaminhada, e o novo proprietário tinha concordado em nos dar os 5 meses que precisávamos, já que ele estava comprando apenas para investimento e não para se mudar pra cá. Agora nós já teríamos mais um quarto para preparar na nova casa, o quarto do nosso bebê. Foi inevitável levar a mão a minha barriga e acariciar ali a criança já mais amada do mundo.

– Dra. Swan temos que marcar uma consulta – Edward chegou ao quarto e me abraçou por trás e também colocou as mãos sobre minha barriga. Havíamos acabado de chegar da comemoração que minha família fez após a formatura da minha especialização.

– Sim e apesar de termos feito 3 testes de marcas diferentes e todos terem dado positivo, a médica também fará um exame de sangue para começar o acompanhamento – eu disse.

– Você não sabe o quanto eu tive que me segurar pra não gritar para todo mundo que eu vou ser pai. – ele disse rindo e beijou meu pescoço.

– Eu também, mas é que eu acho que vai ser muito mais surpresa se eu já chegar lá com um barrigão na festa de inauguração que vamos dar da nossa casa e lá vão estar todos presentes. – podia parecer uma idéia louca não contar logo para todo mundo sobre o nosso bebê, mas Edward e eu estávamos longe de ser normais e bem nós gostávamos de fazer surpresa pra nossa família, nosso casamento em Vegas é prova disso.

– O pessoal vai nos bater, quer dizer vai bater só em mim, já que você está grávida – ele disse rindo.

– O chato vai ser começar o pré natal aqui com um médico e depois ter que mudar para outro. – eu disse.

– Bem aqui você já tem a sua ginecologista, que pode te indicar uma ótima obstetra e lá papai deve conhecer a melhor obstetra do hospital e você vai estar em ótimas mãos. – ele beijou minha bochecha.

– Vamos pensar nisso amanhã – eu disse me virando de frente pra ele e jogando meus braços ao redor do seu pescoço — Você me deve um presente pela minha formatura – eu disse delineando uma linha de beijos por seu queixo e descendo por seu pescoço.

– Hummm. Não sou de ficar devendo ninguém – ele deu uma gargalhada rouca, que eu achava sexy como o inferno e me surpreendeu me pegando no colo, nossa noite estava apenas começando.

...

5 Meses depois

Hoje era nosso último dia em Boston, nossas coisas já estavam todas devidamente embaladas, amanhã pegaríamos um voo cedo para West Palm Beach e mamãe e Esme haviam sido incumbidas de organizar um almoço de inauguração em nossa casa.

Hoje não era importante por ser nosso último dia aqui, era importante porque hoje iríamos saber o sexo do nosso bebê, eu estava super ansiosa. Eu estava com 24 semanas de gestação, 6 meses. E minha barriga já era bem evidente, eu já até havia passado pela fase de me achar enorme e horrorosa, mas meu marido era o melhor marido do mundo e sempre me fazia enxergar o melhor de mim, e sempre colocava minha auto-estima lá no alto.

– Estou nervoso – ele disse esfregando minha mão na sua enquanto aguardávamos na sala de espera do consultório – Acha mesmo que é um menino?

– Sei lá, acho que é como se fosse uma intuição, e por isso tenho quase que certeza que é um menino.

– Sexto sentido de mãe, dona Esme sempre falou sobre isso. – Edward disse e levou uma mão a minha barriga e a afagou, no mesmo momento nosso bebe chutou, era sempre assim quando Edward acariciava minha barriga.

– Eu não me canso de me maravilhar quando sinto isso – eu disse e afaguei minha barriga e nosso bebezinho mais uma vez chutou.

– Tomara que dessa vez ele não se esconda, eu já não agüento mais de ansiedade de já poder chamá-lo pelo nome – Edward disse. No mês passado nosso bebê não quis nos deixar saber se teríamos uma menininha ou um menininho. Durante o ultrassom nós conversamos com ele como sempre fazíamos, a médica insistiu, mas nada adiantou, não conseguimos saber o sexo.

– Sr. e Sra. Cullen – a secretária da Dra. Margareth Tanner nos chamou e Edward me ajudou a ficar de pé no mesmo momento. – Podem entrar e tomara que dessa vez vocês possam sair daqui já pras compras – ela disse sorrindo sabendo o quanto estávamos ansiosos.

...

– Hummm... Parece que hoje nós temos a nossa resposta – Dra. Tanner comentou e eu firmei meus olhos na tela, eu podia ser cardiologista, mas durante a residência eu aprendi de tudo um pouco. Naquele momento uma lágrima espessa rolou por meu olho.

– É o nosso Anthony – eu disse e virei meu rosto para encarar Edward.

– É mesmo menino? – ele perguntou já deixando algumas lágrimas escorrerem.

– Sim Sr. Cullen, é um menino.

– Nosso Anthony, obrigada amor – ele me surpreendeu com um beijo – Te amo e você meu filho – ele beijou minha barriga sem nem se importar com o gel – Papai vai te ensinar a jogar basquete, futebol, a surfar, a...

– Ok amor, você vai fazer do nosso filho um atleta, já entendemos – eu disse rindo e Dra. Tanner riu também.

...

Nem acredito que depois de tanto tempo estávamos voltando para a casa. Quando o táxi que estava nos trazendo virou a rua em que iríamos morar, eu senti até meu coração bater mais forte e apertei mais a mão de Edward. Os anos em Boston foram ótimos, mas era aqui nessa cidade que queríamos construir a nossa vida e também criar nosso pequeno Anthony que em 3 meses estaria já aqui nos enchendo de ainda mais alegrias.

– Eu não poderia morar em outro lugar que não fosse West Palm Beach – Edward disse e beijou minha bochecha e viramos nosso rosto para fitar a praia. Nossa casa não era tão próxima da dos nossos pais, preferimos uma localizada dois bairros depois. Aquele famoso não perto o suficiente para ir de pijama e nem longe o bastante para visitar de mala. Claro que isso era uma brincadeira da minha parte, mas realmente pra evitar qualquer tipo de futuro problema optamos por não morar do lado deles.

– Daqui algum tempo nosso pequeno vai estar ali aprendendo a dar os primeiros passinhos – eu apontei pra praia e afaguei minha barriga, meu Anthony como pra concordar com o que eu disse chutou.

O carro parou em frente a nossa casa que era de um amarelo suave, um lindo gramado na frente e uma árvore já bem crescida do lado direito e do lado esquerdo era nossa garagem. Nossa casa não era uma mansão, mas era uma confortável casa de dois andares.

– Você pode buzinar, por favor – Edward pediu ao motorista do táxi.

– Sim Senhor – o motorista disse e tocou a buzina três vezes e vi a porta da nossa casa abrindo e todos saindo de lá de dentro. Papai, mamãe, Seth, meu irmãozinho tem 1,90 de altura, já é um homem feito. Carlisle, Esme, Alice e Jasper também. Resolvemos nos mudar no feriado porque assim todos poderiam vir pra festa de inauguração. Não demorou muito Emmette saiu com Rose e os trigêmeos correndo como loucos no gramado. Avistei também Cléo e Guilhermo segurando a mão da pequena Catarina. Sarah também estava presente, nossa segunda mãe e também a madrinha do nosso pequeno Anthony, isso já era algo decidido por mim e Edward, apesar dela nem saber da existência do nosso pequeno ainda, eu espero que ela aceite o convite. Os últimos a saírem da casa são Guto e Nicole, e sim os dois estão de mão entrelaçadas, porque há 4 meses atrás, eles finalmente se deram por vencidos e confessaram ser apaixonados um pelo o outro e agora eles estavam namorando, eu ainda não tinha os visto pessoalmente, mas o pouco que eu vi já me fez suspirar, eles eram lindos juntos, meus pirralhos namorando.

– Pronta amor? – Edward me perguntou.

– Sim – eu disse e ele se esticou no banco e me deu um selinho. Ele abriu a porta do carro e foi o primeiro a descer e estendeu a mão me ajudando a descer do carro, já que aquele barrigão já dificultava e muito minha movimentação. Afaguei meu pequeno Anthony assim que desci do carro e ele chutou em resposta, olhei pra onde minha família estava e eu podia ver a cara de espanto de todos, alguns estavam literalmente de boca aberta. Edward e eu trocamos um olhar e ele sorriu torto pra mim e depois voltamos a encarar nossa família.

– OMG EU VOU SER TIA – Alice claro foi a primeira a sair do estado de topor e veio correndo me abraçar e beijou minha barriga. Não demorou nem 1 minuto e eu estava cercada por todos, me abraçando, fazendo carinho na minha barriga e fazendo mil perguntas, estavam me deixando até tonta, acho que até Anthony se sentiu um pouco incomodado com toda a bagunça já que ele não parava de chutar, totalmente inquieto de uma maneira que ele não costumava ficar.

– Ei gente vamos entrar porque vocês estão deixando minha esposa tonta já – Edward disse pegando minha mão e me puxando pra dentro. Vi ele entregar um dinheiro pra Seth e apontar o táxi. Olhei pra trás antes de entrar em casa e vi meu irmão pagando o táxi enquanto Guto ia até o porta malas e começava a descer nossa bagagem.

Me sentei no sofá e dei uma olhada ao redor na nossa sala, estava tudo tão lindo, exatamente do jeito que eu sempre sonhei para minha casa.

– Isabella Marie Swan Cullen porque você não nos disse que você estava grávida? – minha mãe me perguntou e me encarando de um jeito que se eu ainda fosse uma adolescente de 15 anos teria começado a chorar e a dizer que a culpa não era minha.

– Decidimos fazer uma surpresa – Edward sentou ao meu lado e beijou o topo da minha cabeça – Vocês tinham que ver a cara de vocês quando viram a Bella saindo do carro – Edward deu uma risadinha.

– Eu pensei que ela tinha engolido uma melancia, você não engoliu tia Bella? – Mandy, minha afilhada me perguntou e todos riram, eu fiz um gesto para ela e ela veio até mim e eu beijei sua bochecha.

– Não, a tia Bella está esperando um priminho pra brincar com você e seus irmãos – eu disse afagando seu cabelo.

– É menino? – meu pai perguntou – Isso ai, vamos ter um Charlie Neto.

– Não papai – eu me apressei em dizer – Vai se chamar Anthony, assim como o pai dele – eu disse e olhei pro meu marido que me deu seu lindo sorriso torto que ainda me fazia suspirar e me deu um beijo.

– Entra ano e sai ano e esses dois continuam se olhando como dois bobões – Seth disse rindo e Edward esticou o braço e deu uma tapa em sua cabeça.

– Que dia Juliet vai chegar? Quem sabe com a sua namorada aqui você para de encher e me respeita porque agora sou uma mãe de família – eu disse e todos riram.

– Mas nos conte tudo... Está de quantos meses? Foi planejado? Quando descobriram – Rose pediu e eu o resto da festa girou em torno do meu pequeno Anthony que ainda estava protegido em meu ventre.

...

Meses depois

Acordei sentindo uma dor tão forte que mordi os lábios para não gritar, acho que foi com tanta força que até senti um gostinho de sangue em meus lábios. Coloquei a mão ao lado do colchão e vi que estava tudo molhado, outra pontada me atingiu e dessa vez eu gritei.

– Ahhhh Edward – eu chamei meu marido apagado ao meu lado – Edward acorda. – eu disse trincando os dentes devido a dor, havia chegado à hora.

– Oi amor – ele disse e se sentou na cama – Nossa amor fez xixi na cama, não deu mesmo pra chegar ao banheiro? – ele disse acendendo o abajur ao lado da cama, eu queria jogar aquele abajur na cabeça dele depois do comentário infeliz.

– Não é xixi é Edward, a bolsa estourou, Anthony vai... nascER AHHHHH – outra dor que parecia estar me dividindo ao meio me invadiu.

– O QUE?BOLSA? ESTOUROU? ANTHONY? – Edward estava correndo no quarto como uma barata tonta com as mãos na cabeça.

– Edward eu juro que se nosso filho nascer a caminho do hospital e não no próprio eu vou te torturar – eu disse e tentei controlar minha respiração.

– OK. Vou pegar a mala do bebê – ele saiu correndo pra dentro do closet e eu tentei me levantar, eu precisava trocar de roupa. Quando eu me levantei outra pontada ainda mais forte me atingiu.

– AHHHHHHH – eu gritei em alto e bom som, devo ter acordado a vizinhança.

– Vem amor, vamos logo – Edward disse passando desajeitadamente uma camiseta pela cabeça, colocando a bolsa no ombro e me pegando no colo – Vai dar tudo certo, Anthony espera um pouquinho filho, precisamos chegar ao hospital. Está doendo amor? – Edward falava sem parar enquanto caminhava comigo para o carro.

– Edward cala a boca e me leva logo – eu disse e apertei seu braço quando outra pontada me atingiu, vi ele mordendo os lábios para não gritar porque tenho certeza que apliquei bastante força no apertão.

...

– Não quero mais, eu quero cesárea, vamos fazer uma cesárea – eu berrava dentro do quarto enquanto a Dra. Yoko me pedia para fazer força.

– Sra. Cullen agora não podemos mais Anthony já está a caminho – ela disse pacientemente.

– Força amor – Edward disse segurando minha mão.

– Vamos Sra. Cullen continue empurrando – Dra. Yoko pediu e eu queria empurrar minha mão na cara dela.

– AHHHHH – eu disse quando fiz força e parecia que eu estava sendo rasgada ao meio – Edward Você Nunca Mais Vai Ter Sexo Na Sua Vida – eu berrei e Edward arregalou os olhos, mas não disse nada.

– Estamos quase lá, mais uma vez Isabella – Dra.Yoko disse agora em um tom de ordem.

Vamos Anthony, meu filho, mamãe e papai estão te esperando – eu repeti em meu pensamento e respirei fundo e usei todas as forças restantes que ainda tinha. Pouco tempo depois eu escutei um chorinho agudo que foi o som mais lindo do mundo.

– Parabéns amor, você conseguiu – Edward beijou minha testa e vi que ele estava chorando.

Trouxeram meu Anthony que ainda chorava há plenos pulmões e o colocaram sobre mim e eu o segurei e aquele momento foi o mais mágico da minha vida, as lágrimas rolaram por meu rosto e meu pequeno no mesmo momento se calou. Meu filho era a criança mais linda do mundo, os cabelos clarinhos e a pele extremamente branca.

– Ele é lindo – Edward disse e beijou a cabecinha do nosso pequeno – Obrigada amor.

– Obrigada você também – eu disse e também beijei a cabecinha do meu pequeno.

...

Dois dias depois eu saí do hospital e fui pra casa com os dois homens da minha vida.

Os dias seguintes foram muitas noites em claro minha e de Edward, muitas visitas de todos os amigos e familiares, muito cansaço, mas acima de tudo muito amor, cada pequeno gesto do meu pequeno me deixava mais apaixonada por ele. Só no primeiro mês Edward fez mais de duas mil fotos de Anthony de todas as maneiras possíveis.

...

Meses depois

Acordei sentindo meu rosto molhado, ainda com dificuldade de abrir meus olhos, ouvi duas risadas que eu conhecia bem.

– Da mais um beijinho de bom dia na mamãe filho – ouvi Edward dizer e novamente meu rosto foi molhado por muito baba. Abri meus olhos e vi Anthony sentadinho ao meu lado me dando seus beijos babados de bom dia.

– Bom dia meu amorzinho – eu o segurei e enchi seu rosto de beijos.

– Só ele ganha beijo? – meu marido manhoso perguntou quase fazendo um bico.

– Acho que só ele me deu beijo de bom dia – eu disse e Anthony pegou meu cabelo e ficou ali brincando com ele, com 6 meses meu bebê era curioso sobre tudo, queria explorar tudo com suas pequenas mãozinhas gordinhas.

– Não seja por isso – Edward se inclinou sobre mim e me deu um beijo que me deixou até desconcertada por estar com Anthony em meu colo.

– Bom dia meu amor – eu disse e lhe dei um selinho.

– Bom dia linda – ele beijou minha testa – Na verdade eu e Anthony trouxemos café na cama pra você já que hoje é um dia tão importante. Que horas você tem que estar no hospital?

– OMG – eu me sentei sobressaltada e apertei meu Anthony em meus braços e o enchi de beijos mais uma vez, o dia mais esperado e mais temido chegou. Hoje eu começaria a trabalhar como cardiologista na equipe médica dirigida por Carlisle, o antigo cardiologista Dr. Frederic estava se aposentando e Carlisle disse que eu devia assumir porque era totalmente capaz. No inicio fiquei com um pouco medo já que Carlisle era um dos neurocirurgiões mais respeitados do país e fazer parte da sua equipe seria um grande desafio e eu não admitiria falhas da minha parte.

Desde que nos mudamos pra West Palm Beach de volta só Edward estava trabalhando, seu amigo Alec havia aberto uma grande empresa que só se tornava maior a cada dia e tinha contrato Edward como diretor de toda a parte de engenharia da computação. Hoje após 6 meses do nascimento do meu pequeno Anthony e iria voltar a trabalhar. Essa era a parte que eu mais temia, me afastar do meu bebê durante todo o dia. Hoje eu estava mais folgada porque eu só teria que me apresentar na reunião que aconteceria às 11 da manhã, mas e nos outros dias como eu iria fazer? Meu bebê era tão pequeno ainda, mas se eu abrisse mão dessa oportunidade agora, eu não teria outra tão fácil.

– Amor não chora – Edward secou umas lágrimas teimosas que eu nem vi que tinham caído – Eu falei pra você podíamos ter falado com meu pai pra esperar Anthony fazer um ano.

– Eu vou conseguir, é só que ah dói aqui, mas vai passar e tenho certeza que Lola vai cuidar muito bem dele – eu disse e afaguei o rostinho do meu pequeno. Lola havia sido babá de Edward e de Alice por anos, era uma senhora muito bondosa e de total confiança.

– Ela vai sim – ele beijou minha testa – Você não respondeu que horas é a reunião.

– Perdão amor, será 11 da manhã. Quantas horas? – pergunto e Edward checa o relógio em seu pulso.

– 8:30, vamos tomar nosso café os três aqui e além do mais acho que você vai querer amamentar Anthony antes de ir.

– Sim – eu disse e apertei mais meu bebê que estava agora babando todo meu cordão. Ele já estava se acostumando com a mamadeira, mas eu iria tentar amamentá-lo pelo menos de manhã e a noite por mais uns três meses.

Tomamos o café da manhã que Edward havia trago e eu amamentei Anthony que estava esfomeado, já que desde que havia acordado ainda não tinha se alimentado. Depois disso fomos os três pro chuveiro, e fizemos uma verdadeira festa no banho e Anthony claro que amou, sua gargalhada era tão gostosa. Edward hoje havia se programado pra chegar só depois do almoço no trabalho, pois sabia que seria difícil pra mim o momento de dar tchau pro meu pequeno.

E realmente não foi fácil, quando entreguei Anthony para Lola, mais lágrimas rolaram por meu rosto. Enchi o de beijos e deixei um milhão de recomendações para Lola e disse que qualquer coisa mesmo ela podia me ligar.

Edward me levou até o carro e me deu um longo beijo antes de eu entrar no carro, isso me ajudou a relaxar um pouco, mas eu já contava as horas pra chegar a noite e estar com os dois homens da minha vida de novo.

...

– Eu gostaria de anunciar a vocês a nova cardiologista da nossa equipe Dra. Isabella Marie Swan Cullen – Carlisle disse e eu fiquei de pé e cumprimentei com um aceno de cabeça todos da equipe – Não achem que é algum tipo de nepotismo só porque ela é minha nora – ele disse rindo e arrancando algumas risadas dos outros – Ela é extremamente competente apesar de ainda jovem, se formou com honras em Harvard, foi a primeira da turma do início ao fim de seu curso. Tirou uma nota brilhante em sua residência, e na sua especialização em cardiologia novamente ela foi a primeira da turma e obteve honras mais uma vez, do hospital em que fez seu estágio e residência há uma enorme carta de recomendação. Por demonstrar competência suficiente hoje dou as boas vindas a Dra. Isabella. – ele disse e me deu a palavra.

– Eu quero agradecer ao Dr. Carlisle e a todos vocês pela oportunidade e espero corresponder as expectativas de todos da equipe médica e pacientes – eu disse encerrando meu pequeno discurso. Meu sonho de ser uma cardiologista estava apenas começando eu ia me esforçar para ser a melhor.

...

2 meses depois

– Dra. Isabella Cullen se dirija imediatamente para a sala de emergência – anunciaram no auto falante na hora que eu estava pegando as minhas coisas para ir embora, hoje eu e Edward havíamos combinado um jantar especial em comemoração ao nosso aniversário de casamento, mas pelo jeito esse plano vai ter que ser adiado. Guardei minhas coisas e peguei apenas meu celular e me apressei pelos corredores até o elevador enquanto digitava uma mensagem para o meu marido

“Amor estava saindo quando recebi um chamado da emergência, ainda estou indo ver do que se trata, mas acho que vou demorar. Me perdoa. Te amo. Beijo em você e no Anthony” – cliquei em enviar assim que adentrei a emergência e Carlisle e parte da equipe estavam ali.

– Acidente de carro Bella, houve traumatismo e um edema cerebral já se formou, vamos ter que operar agora. – Carlisle disse enquanto uma das enfermeiras já me entregava meus trajes. Eu era a cardiologista da equipe de Carlisle, portanto toda cirurgia que ele fosse fazer eu devia acompanhar para o caso de qualquer eventualidade. Semana passada mesmo consegui contornar uma situação que seria pesarosa, um paciente começou a ter um acidente cardiovascular na mesa de cirurgia e graças a muitos esforços, conseguimos salvá-lo.

– Vou me trocar em um instante e passar pela esterilização – eu disse e já sai apressada o restante da equipe já estava preparando o paciente. Apesar de às vezes ter alguns infortúnios, eu jamais me arrependeria da profissão que escolhi, eu me sentia muito gratificada de poder ajudar a salvar vidas.

...

Cheguei em casa 11 da noite, isso porque hoje eu sairia mais cedo às 4 da tarde. Assim que entrei na sala tirei logo meus sapatos e joguei minha bolsa sobre o sofá. Ouvi duas risadas gostosas vindas da sala de TV, comecei a me encaminhar pra lá, eu estava morrendo de saudades dos meus amores.

Cheguei na sala e vi Edward deitado no tapete e Anthony sentando sobre sua barriga enquanto assistiam um desenho.

– Pensei que já fosse hora das crianças estarem na cama – disse e Edward e Anthony viraram em sincronia para onde eu estava. Anthony era uma verdadeira cópia do pai, tanto pelo lado físico quanto o temperamento. Os dois deram meu sorriso favorito, o sorriso torto de Edward, e o sorriso com 4 dentinhos de Anthony.

– Mã...mã...mã – Anthony disse e isso sempre fazia meu coração bater mais forte. Ele esticou as mãozinhas gordinhas na minha direção e fazia repetidamente o sinal de vem. Soltei meu cabelo que estava preso em um coque e passei a mão por ele e o ajeitei enquanto fui até o tapete e me sentei ao lado de Edward e peguei Anthony e o abracei.

– Ei amor da mamãe – eu beijei cada lado de suas bochechas – Mamãe estava com saudade, você estava com saudade?

– Mã...mã – Anthony me deu um de seus beijos babados.

– E você amor da minha vida – encarei Edward que já havia se sentado e passado o braço por minha cintura – Perdão amor por faltar no nosso jantar – eu beijei seu queixo – Mas foi um acidente de carro e a cirurgia foi de emergência...

– Amor tudo bem, eu sempre soube como seria sua vida de médica – ele afagou meu rosto e me beijou delicadamente – Mas não posso negar que estava com saudades – ele disse rindo e me deu mais um beijo – E Anthony também, tentei o fazer dormir várias vezes, mas ele estava duro na queda. Várias horas ele começou a chamar por você, acho que gosta do colinho da mamãe antes de dormir não é filho – Edward afagou o cabelo de Anthony e beijou sua testa.

– Pa...pa – Antony disse e como sempre Edward deu aquele sorriso enorme de papai orgulhoso.

– É que a mamãe sabe cantar as musiquinhas certas neh filho?! – eu disse e Anthony começou a cantarolar em sua própria língua, era só ouvir a palavra música que ele sempre cantarolava.

– Está com fome? – Edward perguntou.

– Muita, nem fiquei pra comer nada no hospital porque estava louca pra vir pra casa.

– Eu fiz um macarrão com queijo, e Lola tinha deixado a comidinha do Anthony pronta, eu dei pra ele e há uma hora atrás ele tomou uma mamadeira. Sobe com ele e o coloca pra dormir, toma um banho que vou preparar seu jantar – Edward disse beijando minha testa e a do nosso filho e me ajudou a levantar. Anthony já estava molinho no meu colo, não iria demorar muito a dormir.

– Ok, já volto amor – eu lhe dei um selinho – Dá boa noite pro papai filho.

– Pa...pa – Anthony disse com a cabecinha deitada em meu ombro e esticou a mãozinha pra Edward.

– Boa noite meu garoto – Edward beijou a bochecha de Anthony que já estava começando a piscar lentamente.

...

Não demorou nem dois minutos pra Anthony pegar no sono, dei um beijo no meu bebê e o deixei dormindo no berço e corri pro banho. Quem sabe ainda estava em tempo pra Edward e eu conseguirmos uma comemoração.

Sai do banho e vesti a lingerie nova que tinha comprado para esse dia, ela era toda preta e bem ousada, por cima vesti meu robe e penteei meus cabelos recém lavados e bati o secador só para tirar o excesso de água e fui atrás do meu marido.

Quando desci as escadas pude ouvir uma música baixinha sendo tocada no som da sala.

– Edward – eu chamei.

– Sala de TV amor – ele disse e eu fui atrás dele. Quando cheguei a sala de TV vi que meu marido assim como eu ainda achava que ainda tínhamos tempo para comemorar nosso aniversário de casamento.

Ele havia colocado algumas velas em cima de uma pequena mesa de centro que tínhamos. Lá também estava uma garrafa de vinho e duas taças, junto ao macarrão que ele havia feito para o jantar que estava com um cheiro excelente junto aos pratos e talheres.

– Pra você – ele me entregou uma rosa vermelha – Acho que ainda podemos comemorar, eu estava te esperando para jantar.

– Obrigada meu amor – eu peguei a rosa em sua mão e exalei seu perfume.

– Feliz aniversário de casamento – ele me entregou uma caixinha que havia tirado do bolso de sua calça. Abri a caixinha e me deparei com um lindo colar de ouro, o colar era bem fino e tinha como pingente o símbolo de infinito em ouro branco.

– Obrigada amor – eu disse o entregando e me virando de costas e levantando o cabelo e ele colocou o colar e depositou um beijo em minha nuca que me fez ficar arrepiada.

– Te amo anãzinha e vou amar pra sempre, vamos ter ainda muitos e muitos aniversários de casamento, obrigado por mais esse ano – Edward disse e eu o abracei forte e o beijei em seguida.

– Bem o seu presente chegará só amanhã – eu disse e beijei seu queixo ao ver seu bico. Eu havia comprado uma nova prancha de surf pra ele e havia mandado personalizar com algumas frases inspiradoras em diversos idiomas. Eu havia visto a idéia em um site e achei que Edward iria gostar bastante – Eu também te amo ainda mais a cada dia cabeção – eu disse e afaguei seu rosto – Obrigada por todos esses anos ao meu lado e tenho certeza que muitos anos de alegria virão, te amo muito – eu disse e seus braços envolveram a minha cintura e ele me beijou.

Nós jantamos juntos em meio a conversas sobre amenidades e trocamos muitos beijos naquele tapete. Terminamos a nossa noite no nosso quarto fazendo amor, adormecemos abraçados esquecendo no mundo lá fora.

...

Meses depois.

Hoje era aniversário de um ano de Anthony e claro que estávamos fazendo uma grande festa no quintal da nossa casa. Nosso garoto estava lindo com seu cabelo dourado bagunçado como o do pai, uma camisa social branca e uma bermuda jeans clara, como morávamos em frente a praia e estávamos fazendo o aniversário a tarde o clima da festa foi sem muitas formalidades no figurino de todos. Eu estava usando um vestidinho azul claro soltinho que batia nos joelhos, e Edward usava uma camisa social cor de areia dobrada até os cotovelos e também uma bermuda.

Todos haviam vindo para a festa, familiares e amigos. Anthony era disputado pelo colo de todos, e como apesar de nossos esforços ele não andou até seu aniversário, ele adorava desfrutar dos colos.

– Minha vez agora – Sarah chegou perto de onde eu estava com Kate enquanto ela brincava com Anthony em seu colo – Vem com a vovó meu amor – ela esticou os braços em Anthony não hesitou.

– Vovó – ele disse quando Sarah o carregou. Ele tinha três avós, porque Sarah apesar de não ser de sangue era uma avó de coração, e Anthony não descriminava nenhuma das três as chamando de vovó, a primeira a ser chamada assim foi minha mãe, por isso dona Renée sempre gostava de tirar vantagem com Sarah e Esme.

– Bella tem certeza que eu não vou incomodar ficando pra dormir aqui? – Guto perguntou. Meu pirralho tinha crescido mesmo, estava na faculdade Columbia e Nicole tinha ido para Harvard, o namoro dos dois seguia firme e forte apesar da distância.

– Claro que não pirralho, bom que você olha o Anthony a noite se ele acordar – eu disse rindo – Nicole vai ficar na casa da minha mãe mesmo?

– Sim, você sabe que se não fosse assim o pai dela nem a deixaria vir – ele disse e abaixou o olhar.

– Guto você pode falar disso mais tarde com o Edward se sentir mais confortável, mas quando a hora certa chegar vai acontecer entre vocês, sem pressão – eu disse passando o braço por seu ombro.

– Ok, eu prefiro falar com o Edward sobre isso – ele disse olhando os pés – Vou ir brincar um pouco com meu irmãozinho – Guto disse, ele sempre se referia a Anthony como seu irmãozinho devido a proximidade que tinha de mim e de Edward e pelo fato dele ser filho único.

– Vai aproveitar a festa.

– Bella, Bella – Cléo e Rose me chamavam freneticamente e eu fui até elas já esperando o que as malucas queriam.

Na hora de cantar os parabéns Edward e eu seguramos o nosso filhote perto do bolo e ele bateu palmas junto com todo mundo e no final assim como tínhamos praticado com ele, meu pequeno conseguiu apagar sua primeira velinha de aniversário, logo em seguida nos surpreendeu enfiando a mão no bolo e passou no rosto do pai. Todos riram inclusive Edward que passou um pouquinho de glacê no nariz de Anthony que só gargalhou. No fim da tarde a festa já havia acabado e os convidados haviam dispersados.

Edward e eu aproveitamos pra fazer algo que não tínhamos tanto tempo pra fazer devido a correria do dia a dia. Pegamos Anthony e fomos caminhar na praia enquanto o sol começava a se pôr.

– Coloca ele pra andar segurando a nossa mão Bella, ele já é um rapaz agora com um ano – Edward disse e pegou Anthony do meu colo e o jogou pra cima, fazendo meu coração perder uma batida e Anthony gargalhar.

– agá – Anthony disse apontando para o mar, traduzindo ele quis dizer água, Edward e eu já éramos acostumados com essa linguagem própria do nosso filho.

– Amanhã papai te traz para a praia pra brincarmos na água – Edward disse e colocou Anthony no chão, e eu segurei uma de suas mãozinhas e Edward a outra. Quando seus pezinhos gordinhos tocaram a areia ele os mexeu soltando uma risadinha e olhou pra mim e para o pai e nós rimos.

Começamos a caminhar lentamente acompanhando os passinhos de Anthony que estava achando aquilo um máximo.

Resolvemos nos sentar na areia e deixamos nosso pequeno a vontade ali perto de nós, sempre de olho para que ele não colocasse nada na boca, já que criança queria enfiar tudo na boca.

– Obrigada meu amor – Edward disse e beijou minha bochecha, eu estava sentada entre suas pernas.

– Pelo que?

– Por tudo – Edward disse e me virei um pouco de lado para olhar em seu rosto – Por sua amizade desde sempre, pelas suas broncas, pelo seu apoio no que até hoje foi o pior momento da minha vida, por não ter desistido de mim, por ter se casado comigo, por ter me dado o filho mais maravilhoso do mundo que eu amo de maneira incondicional e por todo o seu amor – ele disse e um sorriso enorme brotou em meu rosto. Eu sempre fui apaixonada por Edward, mesmo tendo demorado a me dar conta disso, e eu faria tudo de novo e muito mais por ele.

– Eu te amo e vou sempre tentar fazer o possível e o impossível para te fazer feliz – eu disse segurando seu queixo e colando minha boca na sua.

– Ma..mã...pa...pa – ouvimos a vozinha de Anthony nos chamando e paramos de nos beijar e voltamos nossos olhos para o nosso pequeno. Ele estava em pé sozinho a uns 5 passinhos da gente.

– Não fala nada ainda, ele vai conseguir – Edward disse baixinho no meu ouvido e eu até apertei minhas mãos uma na outra para conter a ansiedade, será que seria agora?

Anthony deu o primeiro passinho e nos olhou dando um grande sorriso e nós sorrimos também, isso o incentivou e ele deu os passos restantes ainda meio cambaleante e terminou nos nossos braços. O enchemos de beijos e parabéns. A palavra da minha vida era gratidão, grata por tudo e principalmente por ter esses dois bens tão preciosos em minha vida.

Notas finais
Link para a nova fic: http://fanfiction.com.br/historia/469870/Its_not_only_a_love_vacation/ Não deixem de conferir e comentar. Meninas desde o início planejei esse bônus, uma maneira de acompanhar um pouquinho do que aconteceu com Edward e Bella espero que tenham gostado bastante, deixem bastante comentários e muitas recomendações. Link para a nova fic: http://fanfiction.com.br/historia/469870/Its_not_only_a_love_vacation/ Não deixem de conferir e comentar. Bem quando eu comecei a escrever essa história ela nem era uma fic beward, mas eu resolvi transformar pq eu queria que outras pessoas lessem. Essa história surgiu depois de eu ver meu primo com 26 anos ter perdido a luta para essa doença, não éramos tão próximos, mas me doeu ver uma pessoa tão jovem ter todos os seus sonhos simplesmente dissipados. Por isso nessa história eu queria um final feliz, alguém que lutou e conseguiu vencer essa doença que já causou tantas tristezas para tantas famílias. Queria agradecer a todas vocês pelo apoio até aqui e também a paciência, obrigada por aquelas que também compartilharam a própria história comigo, prefiro não citar nomes pq não sei se a pessoa pode de sentir constrangida. Mas valeu de verdade. *Bem estou trabalhando já em uma nova história chamada It's not just a love vacation que acho que vai ser bem legal fazendo um intercâmbio cultural e nos fazendo viajar mais um pouquinho. Vou ter pelo menos uns 3 caps prontos pra começar a postar. Espero vcs na nova fic e FELIZ 2014! Link para a nova fic: http://fanfiction.com.br/historia/469870/Its_not_only_a_love_vacation/ Não deixem de conferir e comentar.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!