Everything Can Change
24 Eu também sei ser má
Notas iniciais
Cara, eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida. Sério, desde que eu voltei com o Caspian, eu estava andando nas nuvens. Ele estava sendo tão compreensivo com tudo. Era o namorado perfeito. E, pra completar tudo isso, eu ia passar as férias de verão com ele. Bom pelo menos uma parte delas né?
Porque o chato do meu pai, se meteu na minha vida de novo e exigiu que a minha mãe não deixasse que eu passasse as férias inteiras com ele. Droga. Como se ele se importasse comigo. Bom chega de gastar meu tempo pra falar dele. O importante agora, é que eu estou deitada com o meu namorado super gato assistindo um filme romântico.
Eu me aconcheguei mais no seu peito, fazendo-o sorrir. Ele beijou o topo da minha cabeça e eu suspirei.
– Eu ainda não acredito que você é minha de novo. – ele comentou
– Acredite. Sou toda sua de novo.
– Toda minha é? – ele perguntou sorrindo sacana
– Todinha sua. – sussurrei no seu ouvido, provocando arrepios em sua pele.
Ele se aproximou de mim e me beijou com paixão. Tenho que confessar uma coisa agora: eu mal podia esperar por isso. Ele me deitou delicadamente na cama e o resto vocês já podem imaginar. Só digo uma coisa: foi o melhor momento da minha vida!
– ~-
Acordei com o som de vozes no andar de baixo da mansão dos pais de Caspian. Então percebi que ainda estava abraçada com o meu namorado. Então sorri, sapeca. Comecei a beijar seu pescoço, fazendo-o se remexer e me esmagar em seus braços.
– Caspian... – resmunguei sem ar e comecei a bater em seu peito
Ele deu um salto na cama, assustado. Ele me encarou confuso e eu comecei a rir. Ele me olhou feio por alguns instantes e depois me acompanhou na risada. Nós rimos feito dois retardados por um tempo, até que o fôlego nos faltou.
– Caramba, Susana! – ele falou – Que susto!
– Desculpa Caspian. Não foi a intenção te assustar. – respondi – Era pra ser uma ceninha romântica como aquelas de filmes. Mas, claramente não deu certo.
– Nós não somos um casal normal de filme romântico.
– Ainda bem.
– Vamos descer? – ele perguntou – Meus pais devem estar esperando.
– É, vamos.
Ele me estendeu a mão e nós levantamos da cama. Colocamos uma roupa descente e descemos. Encontramos os pais de Caspian sentados na sala, vendo televisão.
– Bom dia. – falamos juntos
– Bom dia – eles responderam – Dormiu bem Susana querida? – perguntou a mãe do Caspian, Sara
– Dormi sim. A cama é muito confortável. – comentei e Caspian reprimiu uma risada.
– Que bom que gostou. O que acham de irmos passar um dia no clube hoje?
– Não sei, mãe. – respondeu Caspian. – Não podemos ficar em casa?
– Deixe de ser preguiçoso, Caspian. – ela brigou – Vamos levar a Susana para conhecer uma legítimo clube caribenho.
– Ah mãe! – Caspian reclamou
– Caspian. – interrompi – Eu quero ir conhecer o clube.
– Ok, ok. Vamos. – ele cedeu
– Ótimo. – falou a dona Sara. – Norman, vamos nos aprontar para ir? – ela se dirigiu ao pai da Caspian.
– Sim, vamos. – ele concordou
Eu e Caspian fomos então para a cozinha tomar café. Enquanto eu preparava uma xícara de café, ele me abraçou por trás e sussurrou no meu ouvido:
– Você está bem?
– Estou. – respondi – Por que?
– Só queria saber se não te machuquei ontem. – ele falou olhando pra baixo
– Não, você não me machucou. – respondi – Posso te contar um segredo?
– Pode
– Foi a melhor noite da minha vida. – falei e ele me dirigiu um sorriso radiante.
– A primeira de muitas. Mas, então vamos nos apressar agora. Quero me divertir muito hoje.
– Nossa, Caspian, que bipolaridade! – comentei, porém fui ignorada.
Eu tive que rir. Como é que nós nos apaixonamos, sendo que não tínhamos absolutamente nada a ver? É, a vida com certeza faz cada vez menos sentido para mim.
– ~-
Meia hora depois, estávamos no clube. Os pais de Caspian encontraram um casal de amigos no quiosque e resolveram ficar por lá, conversando. Então, nós dois resolvemos ir caminhar. Eu estava olhando pro nada, meio distraída, quando vi uma menina loira falando pelo Skype com uma garota que parecia a Estela. Prestei atenção na conversa e descobri que era mesmo a Estela.
Eu não ia falar nada, mas o Caspian falou bem alto, fazendo a menina virar-se para nós.
– Ei, aquela não é a Estela?
– Com licença, mas vocês conhecem a Estela? – ela perguntou
– Sim, somos amigos dela. – respondi
– Olha Paul, devem ser eles que a Estela falou pra gente – ela falou se dirigindo ao garoto ao seu lado – Ah, desculpe. Prazer, sou Mikayla e este é meu namorado Paul.
– Prazer, eu sou Susana e este é meu namorado Caspian.
– A Estela falou muito bem de vocês. – ela continuou – Fico feliz de ela ter achado amigos legais, mas também com um pouco de inveja. Queria poder estar com ela, não é Paul?
– Sim. Sinto falta daquela louca. – Paul concordou
– A Estela é muito legal. Gostei dela desde que ela pisou na minha sala. – falei
– Ahn, podemos perguntar uma coisa? – ela questionou e eu assenti – Como é o namorado dela?
– Ah, é o meu irmão. – contei – Mas o que eu posso dizer? A única coisa que eu tenho certeza que posso falar é que ele a ama. De verdade. Ele nunca tinha ficado desse jeito com nenhuma outra garota.
– Ah, se você diz isso então tudo bem. – disse Mikayla.
A partir dali, engatamos numa conversa animada sobre a nossa amizade com a Estela. Mikayla e Paul nos contaram histórias da Estela e eu e Caspian contamos como foi estar com a Estela até agora. Eles desataram a rir quando contamos da cena da Estela bêbada, na festa da Jacqueline. Realmente, a Estela tinha um ótimo dedo para escolher amigos. Foi bom conhecer um pouco mais da vida da minha amiga.
Quando fomos para casa, fiquei pensando em como faria para zoar com a Estela quando nos encontrarmos, semana que vem. Sim, eu ia rir dela. E, sim de novo, eu também sei ser má.
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