Everything About You
15 Arrumando Tudo
Acordei deitada no sofá. Harry estava me olhando.
– O que aconteceu, Ann? Você entrou em casa e ficou paralisada na frente da porta, com os olhos arregalados olhando pro nada, depois gritou meu nome e desmaiou. – disse ele.
– Harry, eu lembrei! Eu lembrei. – falei.
– Lembrou do que? – perguntou.
– Eu lembrei do que uma das meninas falou... E lembro de um nome, Chloe. – falei. – “Se você aparecer com o Harry outra vez. Você não vai querer me ver de novo. Chloe... Quebra o skate. Você não é nada pro Harry. Mera coisinha. Você está saindo com Harry.”
– Você tem certeza disso? Ela falou exatamente isso? – perguntou.
– Sim, Harry. Tenho certeza de que elas me espancaram. Eu estava gritando e chorando pedindo para elas pararem. – falei.
– Você lembrou do rosto delas?
– Não. – falei. – Harry, eu não posso mais... – continuei.
– Não pode mais com o que? – perguntou ele.
– Não posso mais ser vista com você. Imagina, o que elas irão fazer quando me enxergarem outra vez? Elas podem me ma... – Harry me interrompeu.
– Não termina. – disse ele me abraçando. – Vai ficar tudo bem. Ninguém mais vai fazer isso com você. Eu prometo.
Comecei a chorar no peito de Harry. Estava tentando me lembrar de tudo, mas era difícil, com uma pancada na cabeça ninguém consegue lembrar de quase nada.
– Acho melhor eu ir dormir. – falei me afastando.
– Eu vou ficar com você. – disse ele.
– Não precisa, Harry, vai lá pra casa do Zayn. Eu preciso descansar. – falei.
– Não, eu vou cuidar de você. – falou.
Levantei do sofá e Harry me ajudou a subir as escadas, estava com uma dor enorme na perna. Subimos até meu quarto e eu me joguei na cama, depois só me lembro de ver Harry me cobrindo.
Acordei de manhã e Harry não estava lá. Levantei com um pouco de dificuldade mais consegui. Fui até o banheiro e fiz minha higiene. Resolvi voltar pra cama. Estava frio aquela manhã. Quando ouvi alguém bater na porta me virei e era Harry.
– Bom dia. – disse ele sorrindo.
Ele estava com uma bandeja na mão e ele caminhou até mim e eu sentei. Ele tinha feito café da manhã! Que fofo.
– Bom dia. – falei retribuindo o sorriso.
– Bem, eu fiz café da manhã pra você. – disse ele colocando a bandeja na cama.
– Nossa, obrigada, Harry. Eu estava mesmo com fome. – falei.
Havia morangos com chocolate, panquecas americanas com mel, suco de laranja e uma flor num vasinho, estava lindo.
– De
– Dormiu bem? Ainda está com dor? – perguntou.
– Dormi bem sim, e você? Não, tá tudo bem. – falei.
– Dormindo do seu lado, quem não dorme bem? – disse ele.
– Você dormiu do meu lado é? Que bom. – falei rindo.
Peguei um morango e dei pra ele. Ele sorriu e pegou.
– Ann, eu estava querendo te perguntar uma coisa.
– Fala.
– Você gosta de mim... Como... Er... – falou ele gaguejando.
– Como? – perguntei.
– Ah... Como... Você sabe. – disse ele.
– Como namorado? – perguntei.
– Er... Sim. – disse ele todo envergonhado.
– Talvez. – falei sorrindo.
– Como assim, talvez? – falou.
– Talvez, ué.
– Agora você vai ter que me dizer. – disse ele.
– Amanhã eu te digo, tudo bem? – falei.
– Promete? – perguntou.
– Prometo. – falei.
Continuamos comendo, conversando e rindo.
– Então, nós todos vamos sair hoje? – perguntou.
– É o que eu queria. Mas Harry, e se alguém ver nós dois juntos? E se aquelas meninas me encontrarem outra vez? Acho melhor a gente deixar isso pra depois, quando nós já estivermos em Londres. – falei meio decepcionada.
– Elas não vão mais encostar um dedo em você, eu te prometi, não prometi?
– Prometeu. – falei.
– Então, não fica com medo. Eu vou estar aqui pra te proteger, tudo bem? – falou ele sorrindo.
– Tá bom. Obrigada, Harry. – falei e o abracei. – Agora eu tenho eu arrumar tudo pra amanhã, não posso esquecer de nada. E você já arrumou suas coisas? – perguntei.
– Não, eu também preciso arrumar tudo. – falou. – Acho melhor eu ir indo. Você vai ficar bem? – perguntou.
– Sim, eu peço ajuda da Andy qualquer coisa. A gente se vê mais tarde. – falei.
Levantamos e quando fomos nos despedir, eu fui beijar a bochecha dele e ele a minha e nos olhamos e começamos a rir. E ele acabou beijando meu nariz.
– Se cuida. – disse ele acenando.
– Você também. – falei.
Ele desceu as escadas e eu fui até o quarto da Andy. Ela ainda estava dormindo. Comecei a chama-la.
– Andy, Andy. – falei.
– Quê? – disse ela.
– Acorda, a gente tem que arrumar nossas coisas pra amanhã, lembra? – perguntei.
– Ah sim, já estou levantando. – disse ela.
– Ok, mas levanta mesmo! Temos muito o que fazer. – falei saindo do quarto.
Peguei minhas malas e comecei a tirar todas as roupas do armário. Coloquei todas bem colocadas na mala e depois comecei a tirar meus livros, CD’s, filmes, etc. Peguei tudo que estava nos armários, e agora tinha que tirar tudo do lado de fora, na minha estante tinha várias coisas, então peguei tudo.
Troquei de roupa, e desci até a cozinha, levando a bandeja que ainda estava lá no quarto. Vasculhei a casa toda pra ver se tinha alguma coisa minha e concluí que havia guardado tudo nas malas. Deixei só uma muda de roupa pra amanhã.
Fui até o quarto da Andy e ela estava guardando as roupas. Comecei a ajuda-la se não ela não iria terminar hoje. Estava numa preguiça. Meu celular tocou, era minha mãe.
– Oi, mãe! – falei.
– Oi, filha, você e sua irmã já arrumaram suas coisas? – perguntou.
– Sim, creio que já está tudo pronto. – falei empolgada.
– E as passagens? Documentos? – perguntou.
– Vou ver se as passagens estão lá no correio, já volto. – falei e saí até a rua.
Abri a caixa do correio e lá estavam, voltei correndo.
– Elas estão aqui, eu vou pegar todos os documentos. E mãe, Julia e Rachel vão viajar também. – falei.
– Ah, que bom filha! Não esqueça de nada. Tenho que desligar agora, liga pra mim amanhã quando vocês chegarem, por favor. – falou.
– Tudo bem, eu ligo. Tchau mãe, beijo. – falei.
– Se cuidem, beijo. – falou e desligou.
Estava empolgada com essa viagem, só ainda não tinha falado com meu pai, resolvi ligar pra ele. Chamou, chamou e nada.
– Deve estar ocupado demais com o trabalho pra atender a filha. – bufei.
Meu pai é muito ocupado, trabalha e trabalha naquela empresa, antes quase nunca passava o tempo em casa, só trabalhava. Fui até o quarto da Andy e continuei a ajuda-la.
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