Notas iniciais
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Após meses e meses de conversas, saídas, etc, Zayn, Louis, Niall, Harry e Liam resolveram formar uma banda. A princípio eles não sabiam que nome a dariam e nem se preocupavam muito com isso, mas tinham encontros e ensaios regulares e de viviam fazendo composições inspiradas nas nossas vidas. Niall frequentemente me perguntava como eu se sentiria em algumas situações, o que eu mais gostava etc para colocar em suas composições. Liam fazia o mesmo com Paulinha – como ele a chamava — o que eu e ela achávamos muito romântico e dávamos apoio para que ele continuasse dedicado à música. Zayn também era muito importante para a banda, pois fiquei sabendo que tinha terminado cm sua namorado a poucos dias, e por isso também escrevia algumas músicas sobre seus sentimentos. Diferente dos outros cinco, Harry era considerado o mais instável em relacionamentos, apesar de que quando realmente gostava de uma garota fazia de tudo para conquistá-la e deixá-la feliz. E Louis? Ele tinha uma melhor amiga desde a infância, Sonia, e estava fazendo o possível para que eles ficassem juntos, pois desde pequeno sempre foi apaixonado por aquela menina tão romântica, carismática e alegre (conforme ele descrevia).

Nesses meses eu e Paulinha quase não os víamos, pois eles andavam muito ocupados... Durante os poucos momentos que passávamos juntos, Niall me contava o que eles andavam fazendo e as últimas notícias. Louis e Sonia estavam se aproximando cada vez mais... Até que teve um dia que ele chegou na faculdade de mãos dadas a ela. Eu e minha irmã pulamos de alegria, pois estávamos torcendo para eles dois fazia muito tempo! Os cinco foram para suas aulas, mas eu e Maria tínhamos ainda duas horas livres até a próxima aula, então começamos a puxar papo com a Sonia... Não consegui me conter, e tive que perguntar como tudo começou, porque desde criança sempre fui curiosa para saber a história de vida dos outros.

- Sonia, finalmente nos conhecemos! Você é exatamente como Louis sempre falava!

- Hahaha é mesmo? Ele falava muito de mim?

- Ah, e como! Mas ele nunca nos contou como vocês se conheceram...

- Ahh, isso foi a muito tempo, acho que conheço o Louis desde que me entendo por gente... Sempre fomos melhores amigos, desde criança, porque a gente mora no mesmo condomínio... Sempre estudamos na mesma escola, e estávamos sempre juntos...

Ela começou a rir, e não entendi o porquê, e acho que nem a Paulinha, porque ela perguntou:

- Hahaha, o que foi?

- Nada não, estou lembrando muitas coisas... Louis sempre ficava reclamando comigo quando eu ficava com as minhas amigas e com segredinhos com ela e não lhe contava... Ele foi sempre tão ciumento! Mas acho isso muito fofo!

- Ah ta! Mas continue, continue!

- Bom... Quando a gente tinha uns doze anos nossa relação começou a mudar um pouco... Antes nós éramos como irmãos, sempre protegendo um ao outro, e sempre fazíamos as mesmas coisas. Mas depois disso eu comecei a sentir vergonha de algumas coisas, não tinha certeza se devia falar tudo o que eu pensava, passei a pensar muito antes de agir e de falar... Enfim, eu fiquei com tanto medo de que aquilo pudesse afastar a gente! E por um tempo eu realmente pensei que estávamos nos afastando, porque eu passava mais tempo com as minhas amigas e ele passava mais tempo com os amigos dele, e a gente nem reclamava um ao outro sobre isso. Quando a gente chegava em casa, ao invés de irmos para a praça do condomínio fazer os deveres juntos, cada um ia para a sua casa e fazia os deveres sozinhos, estudávamos sozinhos... E eu tentava de todas as maneiras continuar falando com ele, mas parecia que nada funcionava e que nada do que eu fazia era suficiente.

Em poucos minutos eu estava totalmente envolvida com aquela história, e era realmente uma história linda, só pelo começo já dava para perceber que seria emocionante. Mas foi quando a minha irmã tagarela interrompeu a Sonia, e perguntou:

- Mas você gostava dele?

A Sonia pareceu que por um momento estava fora da nossa realidade, em outro mundo, e estava mesmo. Estava com os olhos fixos em um ponto da calçada – estávamos sentadas nas escadas da faculdade – sonhando acordada.

- Desculpa, o que você perguntou?

- Sonhando acordada, né? Isso sempre acontece comigo... Ha um tempo atrás mesmo, sabia que eu quase fui atrope...

Não pude ficar calada, se não ela ia começar a contar a história de como conheceu o Harry, e essas coisas, então falei:

- Shiuuu. Deixe-a continuar a história dela! Desculpa Sonia, se não ela ia começar a contar uma história imensa, e do jeito que ela consegue resumir os fatos – falei ironicamente – demoraríamos cinco horas até ela acabar de contar. Ela te perguntou se você gostava do Louis...

- Ahh tudo bem, mas depois eu quero saber hein! Mas voltando, hm, eu não sabia direito... Eu desconfiava, mas eu não tinha certeza se era amor ou se era só a carência de atenção e a falta que ele me fazia... Então eu passei horas pensando no que eu poderia fazer para descobrir isso, e então tive uma ideia – que sinceramente foi a que salvou a minha vida – de a gente entrar no ônibus do colégio. A escola não era muito perto, e costumávamos ir de bicicleta juntos, mas nesses dias cada um ia sozinho. O meu único problema era que eu não sabia como fazer para convencê-lo e aos meus pais de entrar no transporte escolar. Eu sempre tive horror a isso, mas eu achava que era a única saída que eu tinha para recuperar a nossa amizade. Então, um dia eu pedi para o Louis me esperar para eu ir para a escola, e então fomos juntos. Durante o caminho, em uma curva que eu nunca conseguia passar tranquilamente e ficava sempre medrosa, fingi ter caído da bicicleta. De repente, Louis freou e jogou a bicicleta sem nem se importar para onde e com os outros e ficou parado, me encarando em pé e eu no chão, ele sem nenhuma expressão e eu totalmente confusa. Será que ele sabia que eu tinha planejado aquilo, será que eu não soubera fazer aquilo direito? De qualquer jeito, eu estava com muito medo de aquilo só atrapalhar mais ainda a nossa relação, e ele ficar irritado comigo. Foi quando aconteceu uma coisa incrível, que me deixou totalmente surpresa. Apesar de eu ter planejado tudo aquilo em casa muitas e muitas vezes, naqueles instantes que o Louis ficou parado diante a mim sem nenhuma expressão me fez esquecer tudo. Então, ele se ajoelhou do meu lado e uma lágrima saiu do olho dele. Eu percebi que ele estava tentando esconder aquilo, porque se os amigos dele o vissem chorando, ele sabia que seria chamado de gay, ou algo do tipo. Mas ele também sabia que eu não me importava com aquilo, e que eu até achava fofo, pois já tínhamos conversado sobre isso uma vez.

Nese momento quem interrompeu fui eu, mas eu não consegui ficar de boca fechada, porque eu sempre amei histórias de amor:

- Ai não! Você se beijaram? Ah que lindos!

Eu estava quase gritando no meio da rua, quando a Paulinha me chamou a atenção e eu lembrei que não era o local apropriado para fazer escândalos. Olhei para o relógio, porque estava completamente perdida no tempo, e já tinham se passado quarenta minutos.

Desculpe – falei. A Sonia respondeu que não tinha o menor problema, e que ela teria feito o mesmo, e depois de rir um pouco, ela continuou:

- Mas não, infelizmente não nos beijamos. Depois disso, ele falou que me conhecia bem e foi nessa hora que eu entrei mais em pânico do que antes. Eu tinha certeza que ele já sabia que aquilo tudo tinha sido planejado, e já ia começar a falar, mas ele me interrompeu e enquanto me ajudava a levantar e a lavar os meus ralados por todo o corpo, ele falou...

Bem quando ela estava na parte emocionante da história, a carona de volta para casa da Sonia chegou e ela teve que sair correndo... Nem conseguimos nos despedir direito, porque a única coisa que eu tive tempo para falar foi:

- Vamos ter que marcar de nos encontrar para você terminar a sua história!

E ela só riu e entrou no carro gritando:

- Vamos sim!

Depois disso, minha irmã me avisou que já estava quase na hora de nossas aulas, então nos despedimos e fomos cada uma até a sua sala.