Everything

2 Ele vai ser meu. ~


01-07-2009

\"Atenção fãs, eles já estão no Brasil. Isso mesmo, eles chegaram antes!!\" dizia a reporter. Fernanda assistia com os olhos cheios d\'água. Depois de pesquisar na internet, descobriu o hotel onde eles estavam: Hazzengam. E, por coincidência, ele fica a caminho da casa de seu padrasto. Fernanda então, pediu para sua mãe para poder ir ao hotel. Sua mãe negou friamente, deixando Fernanda a beira da loucura! Ela então voltou ao computador, e conversou com sua amiga Camille:

Fernanda diz: amiga, o que eu faço pra ver eles? *-*

Camille diz: ué, foge! eu fugiria pra ver o simple plan :D

Fernanda diz: kkkkkkk mas vc é doida! eu ñ. :P

Camille diz: ñ é doidera, é amor de fã. se vc ama eles, vai atras mulé! *-*

Fernanda diz: bom, mas como e qnd eu vou? ><

Camille diz: eu tenho um plano! 8D

Fernanda anotou tudo o que sua amiga lhe disse. Depois, preparou uma mochila, pegou com muito remorso alguns muitos trocados da bolsa de sua mãe, e o endereço do hotel. Fingiu ter esquecido do assunto, mas cada vez mais pensava que estava mais perto de se encontrar com seu amado Joe.

03-07-2009

A caminho da casa de seu padrasto, Fernanda começou a por o plano em prática. Disse que queria ir ao banheiro, e eles pararam em um posto que ao lado havia uma loja de revistas, onde sempre que passava por esse \"aperto\", ela comprava algo sobre os Jonas. Entrou no banheiro que sempre vai, e lá ficou um tempinho até achar um modo de sair dalí sem que a vissem. De repente, uma luz bateu do alto. Isso! Uma janela. Fernanda então se arriscou, subiu na tampa do vaso sanitário, e escalou aquela parede suja até conseguir alcançar a janela. Deixou para trás um bilhete já feito em casa, que dizia:

\"mãe, estou com o Joe... ou seja, estou bem. não se preocupe comigo, eu voltarei logo. mas só depois que conseguir o meu objetivo. queria a sua ajuda mas você me negou, então eu estou seguindo sozinha. te amo\".

Assim que pulou a janela, ela estava na parte de trás do posto, onde havia uma estrada bem perigosa. Haviam vários caminhões passando, e alguns parados. Mas ela não quis se arriscar tão cedo, e entrou em uma pequena sala que havia ao lado da cozinha do posto. Lá, se escondeu em um dos cantos, já que não havia ninguém estava segura. Podia ouvir de lá mesmo, os gritos de sua mãe. Sentiu um aperto no peito, uma vontade enorme de voltar, mas sabia que se voltasse naquele instante, ela não perderia só um sonho, mas também levaria uma bronca enoooorme de sua mãe! Estufou o peito e continuou alí, chorando baixo. Quando percebeu que não havia mais escandalos vindo de fora, saiu devagar e deu de cara com um caminhão. Para sorte de seu destino, havia um bilhete escrito \"entregas para rua das cabritas, 512\". Fernanda pegou de seu bolso o endereço dado pela sua amiga Camille, e se deu conta de que era apenas uma rua antes do hotel onde Joe e seus irmãos estavam. Não pensou duas vezes, e entrou na parte traseira do caminhão.

**

- Ele parou... acho que já posso descer. — pensou Fernanda.

Ela então abriu uma das portas, e desceu devagar. Realmente, estava no lugar certo! Antes que o motorista descesse, ela saiu correndo e seguiu até a rua do hotel. Para sua \"surpresa\" haviam várias fãs histéricas assim como ela (ou piores). Seguiu para a frente do hotel, quando de repente foi pega por um carro preto. Quase. Ficou parada, imóvel. Quase havia sido atropelada, quem sabe morta. Sem reação naquele momento, tentou continuar andando até o hotel quando o passageiro ao lado do motorista abriu o vidro e disse \"entre\". Fernanda sabia que conhecia aquela voz, mas não quis se iludir. Se moveu até a porta, quando ela se abriu na sua frente. Sim, a porta de trás. Não havia ninguém na parte de trás, mas Fernanda pensou que já que estava desobedecendo as regras, não faria mal receber a ajuda de quem quase a matou. Ou será que ela morreria mesmo assim? Perguntas frequentes em sua mente, mas que foram todas apagadas quando um rosto angelical e um sorriso perfeito se curvaram em direção a ela.

- Por favor, não grite, nós queremos privacidade. — ele disse, com um sorriso tão simples mas ao mesmo tempo tão encantador.

- Aham. — Fernanda não sabia o que falar, nem como respirar.

- Ei, não fique assim. Eu não mordo. Só se você pedir, rs.

- Tá.

- Prazer, eu sou o Joe... bom, isso você já sabe né. Pelo seu cordão, acho que você gosta mais de mim... rs. — ele era tão simpático.

- É. — fala Fernanda, é sua chance!!

- Não fique tímida, espere um pouco Carlos — esse era o motorista. — Eu vou me sentar aqui atrás, será que consigo pular de banco? — Joe então pulou para a parte de trás, se sentando ao lado de Fernanda.

- Oi... — Fernanda abaixou a cabeça.

- Olá. — disse Joe rindo da expressão de Fernanda.

Fernanda sabia que aquilo não era um sonho, mas não sabia o que fazer! Em sua cabeça passavam mil coisas, de agarrá-lo até gritar. Mas preferiu ficar quieta, na sua, e aproveitar os momentos em que as palavras de Joe eram feitas apenas para ela.

- Ei... qual seu nome? — ele perguntou, com sua voz calma.

- Fernanda. — ela respondeu baixo.

- Fale alto, acho que estou velho..

- Rs, meu nome é Fernanda. — ela respondeu de cabeça alta.

- Assim está bem better.

- Melhor* — ela o corrigiu.

- Thank you darling. Você irá ao show?

- Estou sem os ingressos pois minha mãe não comprou, mas eu vou sim.

- Bem, se quiser, eu te dou especialmente dois ingressos. Um é todo seu, o outro você decide pra quem você dará.

- Vou guardar de recordação. — ela disse tímida.

- Não precisa, você pode guardar outra coisa.

Então Joe se aproximou para beijá-la no rosto. Enquanto ele chegava mais perto, Fernanda sentia seu coração bater mais rápido. Ou será que ele já havia parado de bater? Carlos, um motorista muito bom, para não dizer o contrário, estava dirigindo no meio da pista, quando foi obrigado a jogar o carro para a direita. E no empasse do freio, Joe, que estava colando seus lábios nas bochechas macias de Fernanda, se curvou um pouco demais, e com esses mesmos lábios beijou os lábios de Fernanda.

[continua...]