Everyday Is A Second Chance
1 Prólogo
Notas iniciais
E só pra constar, as vezes eu deixo aviso nas notas finais tá? Em fim sem tomar o tempo de vocês, apreciem :*
Meus olhos ardiam, e estavam inchados eu acho. A noite passada não foi nada do que eu esperava eu chorara quase o tempo todo, e a minha cabeça doía mais que tudo, eu estava com cortes no pulso feitos por minhas unhas propositalmente por mim , mesmo jurando a psicóloga Suzi, que não os faria mais.
E de todo aquele sentimento me sufocando, me dilacerando aos poucos, eu sabia apenas de uma coisa, eu não desistiria do meu sonho, mesmo que ele custa-se o desacordo familiar entre meu pai de Dallas, e minha mãe do Brasil, que bom era exatamente o que avia acontecido a horas atrás. Eu tinha chegado até aqui, eu não desistiria agora, e graças a meu bom Deus, eu estava na etapa final, as passagens já estavam compradas, eu e Milena iriamos para Londres.
Meus cabelos estavam espalhados perigosamente no travesseiro que eu avia ganhado a três meses atrás da Tia Lori. Era rosa e estava escrito em português e em siglas grandalhonas PARABÉNS PARA A CHARLIE . Eu lembrava da aquele dia “horrível” de aniversário de 18 anos. Eu estava tão grogue aquele dia, que para mim nada fazia sentido.
– “Calma agora você pode sair daqui, você trabalha e é de maior, se acalma, mantem o foco, e sorri menina, assim eles confiaram em você, apenas SORRIA”. Aquilo era realmente bem forçado, mais consegui fazer sem que eles percebessem de nada. E aquela altura, meus pais nem sabiam que eu, bem, tinha comprado passagens para a Europa, e essa confusão começou depois que eles ficaram sabendo de tudo.
Eu juro que essa confusão que se chama Charlie,-eu me chamo de Eu tá ?- Era bem mais calma a pelo menos TRÊS MESES ATRÁS, quando meus pais ainda poderiam me impedir de sair das asinhas deles. Mais agora ? Bem agora eu faria o que eu sempre sonhara, e isso é muito, infinitamente, muito Legal. Eu os amo, mais não vou ter eles para sempre, e parece que o apoio deles muito menos.
Me levantei da cama e passei minhas mãos macias nos olhos, na esperança de enxugar eles, mais tudo que consegui foi mais um arranhão na testa por causa das minhas unhas. Elas estavam pintadas de azul, e no dedo indicador da mão direita tinha eu “tentado” fazer umas bolinhas brancas, estavam grandes e pontiagudas. Meu relógio de parede dizia que era 5horas da manhã, e amanhã eu tinha que ir para o aeroporto meio dia, para o meu tão esperado voo para Londres. Era tarde mais eu estava com insônia.
– Lilo, é você Lilo ?- Zach ? O que aquele irmão cabeça de batata estava zumbindo pela casa uma hora dessas?, droga terei de responder ele agora.
– Pô Zach, aonde você tava ?- Falei, sem desanimo algum, pois aquela não era a pergunta que eu queria realmente fazer, então eu aproveitei o que tinha dito para levantar irônia. Mas quando me dei conta Zachary apontava uma lanterna forte sobre meus olhos caramelo, isso me fez gemer de dor.
– Eu ... Eu ....- ele abaixou a lanterna para mim não ver a mentira em seus olhos, mais a uma altura dessas eu percebia qualquer coisa. Ser irmã mais nova de parte de pai, era ótimo. – Eu sai com a Agnes, só isso.
– Tenho certeza que só. – Disse eu revirando os olhos, claro que menti, sabia que tinha algo a mais na história, mais não queria prolongar aquela conversa chata. Apenas passei por ele como um vulto leve, e voltei para o meu quarto. Zachary era meu único meio irmão. Ele era totalmente americano, de certa forma bem diferente de mim, que bem, me considerava bilíngue, é. Estamos na casa do Brasil, mais especificamente na casa de minha mãe Patrícia e da minha tia Larissa*Lori* (as duas moravam juntas), meu pai Tyler(Ele era americano, crescido no Texas), não era casado mais com minha mãe, mas eles se davam totalmente bem como se fossem marido e mulher ainda, bem davam até saber da minha escolha de abandonar tudo aqui no Brasil e lá em Dallas, e ir fazer faculdade em Londres. Minha mãe nunca se importou do fato de Zachary ir para onde eu for, e passar as férias ali com agente, ela o tratava como seu filho, e isso fazia com que eu me sentisse “meio” que com uma família completa, mas essa paz avia acabado a partir do momento em que disse – “ Mãe, Pai, vou terminar os estudos longe daqui, eu não aguento mais”.
Agora sim minha cabeça avia acabado de pestanejar excesso de pensamentos, consegui dormir pensando em minha família sem nada doer, aquilo era uma sensação boa, apesar dos pensamentos serem negativos, me transmitiu paz ao ver que um dia iriam me perdoar sobre aquilo.
Meus olhos se fecharam levemente enquanto eu olhava a sombra da janela pela parede branca do meu quarto, consegui murmurar alguma coisa sem entender, mais ai pensei que fosse algo parecido com :
– Londres até mais ver.
Flashback do futuro de Charlie :
"-Eu me senti assim em torno de ninguém antes.É uma sensação incrível e assustadora.Você me faz realmente feliz." — Eu estava chorando enquando olhava para Louis. Então ele me abraçou.
- Tudo bem Charlie, eu não...não vou partir — Aquelas palavras pareciam uma promessa"
Flashback of.
Eu acordei assustada e suando, que sonho... foi aquele ?
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