Everybody Wants to Rule the World
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Era inevitável a sensação de derrota no retorno para o Santuário, todos queriam repostas, as exigiam, tentavam juntar os fatos para chegar a alguma conclusão, mas até o momento não havia explicação para o que haviam encontrado na residência de Ares.
(Shun)— Atena, o que você acha que aconteceu com Nike?
(Saori olhando pela janela do Santuário)— Eu não sei ao certo Shun, mas aquilo é fruto de algo muito maligno, algo que sugiro nem ousarmos em imaginar.
Todos ficam apreensivos com a resposta de Atena. Ao mesmo tempo, há a expectativa de alguma resposta ou opinião vinda de Shaka, mas este permanece calado desde o retorno.
(Ártemis)— O que nós sabemos é que a batalha final se aproxima e se tivermos alguma chance de recuperar Aurora só temos uma opção, a de vencer.
(Ariel com uma voz fraca)— Acha mesmo que isso seja possível mestra?
(Ártemis)— Nunca devemos perder as esperanças Tenente, não faz parte do nosso lema como Caçadoras, principalmente quando não sabemos ao certo o que aconteceu. Mas, se quisermos ter essa mínima chance necessitamos da vitória.
(Ikki)— Só estamos nos esquecendo que a Vitória não está mais conosco.
Todos olham repreensivos para o cavaleiro de fênix, mas este não se importa com a intimidação. Pois em seu íntimo sabe que está a dizer a verdade.
(Um chegando ao templo)— Mirella está se recuperando, o ferimento foi grave, mas ela está fora de perigo.
(Ártemis)— Ótimo, precisaremos de todos na batalha final.
(Aioria)— Qual o plano?
(Atena)— Eu e Ártemis temos conversado quanto a isso desde o sequestro de Aurora, e acho que chegamos a uma conclusão. Precisaremos que alguns de vocês fiquem aqui no Santuário para guarda-lo e proteger o vilarejo, nós o esvaziamos, mas temos que contar com a possibilidade de haver alguém no momento da batalha.
Foram escutados alguns protestos, todos queriam guerrear no grande confronto final.
(Ártemis interrompendo o tumulto)— Silencio. Este não é o momento de participarmos de uma batalha para inflarmos nossos egos e podermos falar futuramente que participamos de uma batalha entre os deuses, este é o momento de cumprirmos os deveres essenciais de Caçadoras e Cavaleiros, os quais são pautados na manutenção da paz na Terra. Aqueles que ficarem não serão inferiores por isso, estarão cumprindo a missão honrosa de proteger aqueles que estão indefesos. Não preciso lembrar a vocês que Aurora guerreou na Guerra Santa como protetora do Santuário enquanto muitos de vocês adentravam o inferno.
A fala de Ártemis fez com que todos se calassem, uma parte pela vergonha e a outra pela nobreza em suas palavras.
(Agatha)— Ártemis está certa e eu tenho certeza de que todos concordarão satisfeitos com o local os quais vocês no designarão.
Os demais concordam.
(Saori)— Pois muito bem, decidiremos assim. 7 cavaleiros de ouro ficarão no combate principal. Saga, Shura, Shaka, Aldebaran, Camus, Mu e Donko irão para a batalha contra Ares. Afrodite, Kanon, Máscara, Aioria e Milo realizarão a guarda do Santuário.
Os cavaleiros de ouro concordam com as escolhas sem relutância.
(Ártemis) – Quanto as Caçadoras, é necessário esperar o progresso do quadro de Mirella, mas por hora Ariel irá conosco e Agatha ficará.
Ambas consentiram.
(Saori)— Aos Cavaleiros de bronze ficará assim decidido, Seiya, Hyoga e Ikki irão, Shiryu e Shun ficarão.
(Ártemis)— Agora que todos sabem ondem irão atuar eu sugiro que descansem, amanhã teremos um dia intenso de treinamentos. Não é momento de pensar que sabem e dominam tudo, é hora de serem humildes e pensar que sempre há algo a melhorar.
Todos se retiram do templo e se recolhem para suas casas. Na descida das Doze Casas, Shura aborda Shaka, que continuava calado e de olhos fechados.
(Shura para Shaka)— Como você está, meu amigo?
(Shaka interrompe a sua caminhada)— Eu não quero buscar os porquês Shura, não me interessa como aquilo aconteceu, porque já aconteceu e não conseguimos evitar. Eu falhei com ela mais uma vez, eu vou descobrir os motivos e de como aquilo acontecer, mas só depois que ela estiver de volta ao Santuário, e em segurança.
(Shura tocando no ombro de Shaka)— Não perca a fé meu amigo e não seja tão duro consigo mesmo, as coisas podem ser maiores do que aquilo que pensamos.
O Cavaleiro de Capricórnio continua seu caminho, mas suas palavras fizeram Shaka meditar por alguns minutos.
(Shaka em seu pensamento)— O que tem por trás disso Aurora?
Mu retorna a enfermaria para ver como estava Mirella, ao chegar lá encontra a Caçadora sentada em seu leito.
(Mu)— Eu te deixo sozinha por alguns minutos e você já está querendo forçar.
(Mirella olhando para o chão)— Preciso me recuperar logo, tenho consciência de que a luta final está para chegar e Ártemis precisará do maior número que puder reunir.
(Mu)— Você lutará, mas não adiantará forçar uma recuperação. Seu corpo é ágil, fará o que for preciso em prol da sua melhora. Trouxe uma sopa para você comer.
(Mirella com um leve sorriso) – Obrigada Mu.
Ela toma um pouco da sopa e em seguida se volta novamente para Mu.
(Mirella)— Eu não consigo entender o que aconteceu com ela, fico aqui tentando chegar a algum lugar, mas... eu simplesmente não entendo.
(Mu) – Você a conhece ela a mais tempo do que a maioria de nós, talvez saiba de algo que não saibamos.
(Mirella)— Aurora sempre foi muito forte, não só fisicamente, mas especialmente mentalmente. Não é atoa que ela foi a única a suportar os treinamentos de Ártemis e realizar tudo com excelência, além de conseguir administrar a solidão naquela terra longínqua no Canadá. É por saber de tudo isso que aquilo que vocês viram no templo de Ares não faz sentido em minha cabeça.
(Mu)— Descobriremos a verdade por trás disso, agora é melhor você descansar. Precisa recuperar as energias, Ártemis conta com você e eu também.
Ocorre um singelo rubor no rosto de Mirella e ela fica torcendo para que o Cavaleiro de Áries não tenha reparado.
No dia seguinte, as atividades começaram cedo no Santuário de Atena, todos foram para o centro de treinamento, não importando se eram cavaleiros de ouro, bronze ou caçadoras. Os treinamentos estavam sendo supervisionados por Ártemis e Atena.
Ao observar o treinamento, Ártemis não conseguiu evitar que as lembranças invadissem sua mente.
Flashback on
Ártemis estava treinando Aurora, ela já estava no Santuário da deusa a quase dois anos. O treino dia era feito em um dos lugares mais altos da região, o ar era muito rarefeito e a caçadora se encontrava em um safio de saltar de picos formados em meio a um desfiladeiro, o qual parecia ser conectado com o infinito, uma vez que não era possível ver o fundo dele.
Aurora estava saltando de pico em pico, ao mesmo tempo em que disparava flechas para acertar alvos posicionados pela deusa. Seu rosto estava parcialmente coberto por um pano, a fim de evitar os impactos do ar rarefeito.
Em um dos saltos, Aurora pisa em falso e desloca seu joelho do lugar e segura na beirada da estreita montanha para não cair.
(Aurora soltando um grito)— Arh! Ajude – me mestra, por favor!
(Ártemis a observando)— Você é quem precisa se ajudar Aurora, já está aqui há quase dois anos e eu não estarei presente sempre em sua vida para te tirar de situações como essa. Ou você mesma encontra uma saída para isso ou desista e caia do penhasco, eu não irei de puxar daí.
Os braços da caçadora pareciam chamas, ela tremia por inteiro e não sabia por quanto mais aguentaria.
(Ártemis)— Não subestime o poder do cosmo de uma caçadora, você deve honra-lo.
Aurora fecha os olhos e começa a se concentrar em cada átomo de seu corpo, buscando sua explosão cósmica. Aos poucos as auroras boreais começam a surgir pelo céu e ao redor da caçadora. E depois de alguns segundos, ela simplesmente explode para além do sexto sentido. A força foi tamanha ao ponto não apenas ela conseguir sair daquela posição, mas também para chegar até o outro lado dos pilares, completando o desafio. Ela chega ofegante ao outro lado, mas recebe o olhar aprovação da deusa da lua.
Flashback off
(Ártemis para si mesma, de modo determinado)— Eu trarei você de volta.
Nesse momento um silêncio é instaurado pelo pressentimento de uma ameaça chegando.
(Saori firmemente) – Cavaleiros, a seus postos de defesa.
Todos assumem posições de defesa e se preparam para o que está por vir, mas nada os prepara para o que veio. Uma bola de fogo vinda do céu acerta o solo do Santuário com tamanha intensidade que foi capaz de jogar os cavaleiros e caçadora para além de 3 metros.
Do fogo começam a subir uma imagem e logo a figura de Ares é reconhecida.
(Ares)— Cavaleiros e caçadoras, o fim está próximo. A batalha final se aproxima e eu os convido a duelar comigo em quinze dias nos antigos templos romanos. Todos querem governar o mundo, mas apenas um poderá. Espero que todos estejam a minha altura, a Vitória está em jogo.
E, com isso, subitamente o fogo desapareceu.
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