Aeroporto de Londres, esperando o lerdo do Harry chegar, com certeza ainda estava dormindo, bem a cara dele. Harry Judd, conheci ele na escola primária, ele era o garoto mais bonito da sala, acho que da escola inteira. Foi a primeira pessoa que falou comigo. Quando abriu as vagas para baterista numa banda que iria se formar, eu falei com ele. Ele não queria, mas eu insisti, ele acabou indo e foi aprovado. Pelo o que eu fiquei sabendo, o nome da banda é McFLY. Estava tão distraída nos meus pensamentos que nem vi ele chegando com aquele sorriso de orelha a orelha, percebi depois que ele estava acompanhado, o garoto fofo estava com ele.

“demorei?”

“estava quase indo embora sem falar com você”

“você não seria louca” – ele me abraçou – “vou sentir sua falta pequena”

“eu também” – sorri – “já disse que eu sou mediana” – ele riu

“a gente não conhece muito bem você, mas... bom vôo”

“Julia” – eles riram – “ta, vou ver se eu lembro o nome de vocês... Danny, Dougie e Tom... acertei?”

“acertou” – o garoto loiro da covinha sorriu para mim – “posso te abraçar?”

“porque não, vem cá” – sorri e ele veio até a mim – “espero que algum dia eu conviva mais contigo”

“eu também” – sorri e larguei ele, meu vôo foi chamado

“boa sorte para vocês” – cruzei os dedos – “até algum dia”

“tchau Julia” – sai dali antes que eu chorasse, peguei minha bolsa e fui andando em direção ao portão de embarque, antes de entrar, olhei para trás e vi aqueles 4 garotos, no olhar de outros estranhos, mas para mim eu sentia que eles iriam ser importantes para sempre na minha vida, sorri, acenei para eles e entrei na área de embarque. Adeus Londres, olá Rio de Janeiro.

Alguns anos depois...


“Camarin do McFLY, aonde fica?”

“credencial?” – mostrei, a mulher ficou me encarando antes de falar – “segunda porta a direita”

“obrigada” – sai correndo, sabia que eles estavam a poucos minutos de entrar no palco, o pessoal já estavam gritando por eles. Vou resumir o que aconteceu depois que eu sai de lá. Perdi contato com eles, é, os putos mudaram de celular e não conseguiram me mandar o novo, por sorte eu conhecia um amigo que era produtor e estava produzindo esse show deles no Rio de Janeiro, e ele me colocou lá dentro, mas a idiota aqui esqueceu da hora. É sou uma retardada, eu sei. Entrei na sala, e lá estava os 4 rindo de alguma coisa, muita coisa tinha mudado. Mudado MUITO. Dougie ainda continuava baixinho, mas tinha ganhado mais corpo, Danny parecia que estava com mais corpo também e largou a pracha do cabelo, Harry continuava o mesmo, só que agora tinha o cabelo mais curto e sem aquelas luzes horrorosas no cabelo e mais musculoso. Agora o que mais me impactou foi o Tom, agora ele tinha uma estrela tatuada no peito, estava mais magro, mais forte, ele estava lindo, mais lindo do que ele já era. Decidi parar de babar neles e falar algo – “o bando de vagabundo, tem milhares de fãs esperando vocês lá fora, da para as donzelas se arrumarem logo?” – sorri, os 4 viraram para mim

“que?”

“não pode ser”

“JULIA!” – Dougie, é, ele não viveu muito comigo, mas já sabia que ele era o mais encandaloso – “meu Deus, quanto tempo. Nossa ta gostosa hen” – e descarado também

“nada sincero né Poynter” – ele riu – “vai ficar babando mesmo Danny, meus olhos são aqui em cima ta?” – ninguém mandou você ir com uma saia de babado curta Julia

“ta gostosa mesmo” – outro descarado – “mas vou parar de falar isso antes que os dois ali me matem”

“não entendi senhor Jones”

“depois eu que sou lerdo né.. ai” – dei um tapa na cabeça dele

“mais 4 morreram, pobre Jones” – ele riu, como eu soube, sempre ri de tudo. Na hora de abraçar o Harry ele só ficou me olhando – “vai ficar babando mesmo? Vem cá, vocês estão na seca? É isso mesmo?”

“para de falar merda e vem cá” – ele me abraçou forte – “eu senti tanto sua falta pequena”

“hey, agora eu to grande”

“claro com 30 cm de salto no seu pé” – dei um tapa nele – “e mais forte do que antes, au doeu”

“senti sua falta também Harold”

“não muda né?” – eu ri olhando para ele – “agora você não some, não vou deixar”

“shiu” – ele riu, Tom estava no canto, na dele, estranhei. Enquanto eles estavam terminando de se aprontar, Tom estava colocando o fone e treinando a voz, eu fui atrapalhar, sim sou dessas

“oi”

“ah, oi”

“ta tudo bem?”

“aham” – ele virou de costas para mim, pegou o energético e deu um gole

“tem certeza?”

“se for porque eu não falei com você, oi Julia” – ele sorriu e saiu com os outros, mas o que deu naquele garoto?