Every Teardrop Is A Waterfall
9 Capítulo 08
Notas iniciais
enjoy
“então? Não tem nada para me falar?”
“Juh”
“não vem com essa de Juh... porque você não me falou que estava namorando Judd?"
“quem te falou isso?”
“não interessa... então? Tava esperando o que para me contar?”
“Julia...”
“EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ” – respirei fundo – “eu não acredito que você esse tempo todo me enganou”
“não! Eu não estava te enganando”
“não? Então ficar falando que me amava, que gostava de mim, me beijar e fazer eu acreditar nisso tudo não é enganar para você?”
“Julia eu ia te falar”
“quando? Quando você tivesse enjoado de mim? Quando já tivesse me feito de idiota o bastante?”
“Julia me escuta...”
“quer saber, cansei, cansei de você... me esquece” – sai correndo dali, fui em direção ao meu quarto para pegar minhas coisas e sair daquele hotel quando eu trombei com alguém – “me deixa”
“hey hey, o que houve?”
“me deixa ir Tom, sai” – ele continuou me segurando – “porque vocês estão fazendo isso comigo? Não tem graça nenhuma” – comecei a empurrar ele
“Julia calma, o que aconteceu?”
“você é outro, sai de perto de mim, vocês dois estão em destruindo aos poucos” – comecei a bater no peito dele – “vocês estão brincando comigo, isso não é nada legal”
“Julia para, para” – comecei a chorar, ele me abraçou forte, ficamos ali por alguns minutos até eu me acalmar o que estava sendo difícil. Ele entrou comigo no quarto e ficou ali comigo. Ninguém falava nada, eu ainda chorava, será que eles não percebiam que aquilo estava me machucando? – “está melhor?”
“aham, eu acho” – levantei
“você vai fazer o que?”
“sair daqui, voltar para casa”
“hey, espera” – ele levantou e me segurou – “não vai assim”
“Tom entenda, eu preciso fazer isso, vocês dois já tem uma vida construída, olha só, você vai se casar” – sorri – “sério, eu quero deixar vocês livres de mim”
“mas eu não quero me livrar de você”
“mas você tem que fazer isso, olha, eu confesso, eu não consigo esquecer aquela noite lá no hotel em São Paulo, mas foi bom que o Harry atrapalhou, a gente poderia se arrepender daquilo mais tarde”
“Julia eu..”
“não fala nada, por favor” – cheguei perto dele e segurei seu rosto – “seja feliz, eu sei eu você vai ser, você ama ela não é?” – sorri
“Julia me escuta...”
“Tom sério, eu já estou com as passagens é só eu mudar para...”
“EU TE AMO” – parei e fiquei olhando para ele – “eu sempre te amei, mas nunca tive oportunidade de falar isso para você”
“Tom... porque você, então...”
“o único motivo para eu estar casando era para tentar tirar você da minha cabeça, desde a primeira vez que eu te vi eu não consegui mais te esquecer e agora a única coisa que eu não quero é que você saia da minha vida outra vez” – ele seguro meu rosto – “não agora que eu consegui ter você”
“mas...”
“shiu... eu só quero ter você, sempre quis isso” – aquelas palavras, eu não agüentei, eu mesma beijei ele, e ele correspondeu na hora. Uma coisa era estranha, o beijo do Tom me fazia ter choques pelo meu corpo, meu coração acelerava de uma maneira anormal, minhas pernas tremiam. O beijo foi se intensificando e ele me deitou na cama, dessa vez eu não interrompi, eu vou confessar eu queria aquilo muito mais que ele, desde aquela noite em São Paulo. Ele começou a beijar meu pescoço, eu já estava toda arrepiada, quando escutamos alguém batendo na porta, levantamos na hora nos ajeitando. Eu fui abrir e dei de cara com o Dougie na porta me olhando desconfiado
“cabelo desarrumado, ofegante... ok eu atrapalhei algo?”
“ham... não”
“posso entrar?” – deixei ele entrar, ele parou no meio do quarto quando viu Tom sentado na cama, com os lábios vermelhos e cabelo bagunçado – “eu realmente atrapalhei vocês, eu volto depois”
“não, tudo bem, Tom depois a gente se fala, ok?” – ele sorriu, me deu um beijo no rosto e saiu do quarto
“então, o que aconteceu?” – só vi aqueles olhos se enchendo de lágrimas – “Dougie?”
“eu não consigo esquecer ela” – ele começou a chorar ali na minha frente, o que eu ia fazer?
“Dougie, calma”
“eu já tentei de tudo, eu juro”
“Dougie, olha para mim” – segurei o rosto dele – “eu sei o que você passou, eu fiquei arrasada quando soube e com vontade de matar aquela vadia, mas você é um cara lindo, tem varias garotas atrás de você, você merece ser feliz, ou pelo menos tentar”
“eu não sei se consigo”
“você consegue sim, cadê aquele Dougie que eu conheci? Pode devolver ele por favor?” – ele sorriu – “Dougie, você sabe minha situação agora não é a das melhores para dar conselhos”
“é, eu sei... mas você me ajudou um pouco” – ele limpou o rosto – “eu já estava cansado de falar com os caras e eles falarem a mesma coisa, Danny fala que eu tenho que pegar mulher, Harry fala que eu to ficando gay e o Tom fica filosofando... ter um conselho feminino é diferente” – abracei ele – “vai embora não”
“Dougie eu tenho que ir” – sorri – “mas pode deixar que eu vou amanhã com vocês, arrumei um motivo para ficar essa noite”
“Fletcher? O que ele tem hen? Todas ficam apaixonadas por ele” – eu ri
“pede a porção dele Poynter”
“para que? Para eu ficar daquele jeito... não, prefiro ficar com esse rostinho lindo” – dei um tapa nele – “vou deixar você me paz... obrigado” – sorri e abracei ele. Dougie era como se fosse uma criança mal compreendida, ele só merecia esquecer aquela que fez o coração dele se quebrar, e eu prometo que se eu encontro essa vadia e a mato. Ele saiu do meu quarto, e logo depois Tom entrou, sorri e ele sorriu de volta.
"nem disfarça né?"
"não é preciso mais" — ele sorriu, me puxou pela cintura e me beijou
Fale com o autor