Notas iniciais
Finalmente, a terceira fase e o fim da competição de bandas. Acho que a partir daqui, as coisas começam a ficar realmente interessantes... *cara de quem sabe mais do que vocês + risada do mal*

“You wanta antagonize me. Antagonize me motherfucker, get in the ring motherfucker”

27 de março de 2003 – Teatro Rose Garden (Sala 008)

Willian P.O.V

- Here I am and you’re a rocket queen…

- Will, o que, diabos, você está fazendo? – perguntou Gabriel afastando os cabides empanturrados de roupas que o Paulo havia trazido para a salinha.

- Eu estou ensaiando. E o que VOCÊ está fazendo atrás da arara de roupas? – retruquei. O fato era que eu não estava realmente ensaiando e um segundo atrás eu estava colocando versos indecentes no meio da música, mas tudo bem.

- Hm, então, né... – disse ele saindo de trás da arara. O fato é que ele estava espremido dentro de um espartilho. – Dá uma ajudinha.

- Nem vou perguntar o que você está fazendo dentro desse treco – falei, tentando desamarrar o negócio, me segurando para não começar a gargalhar.

- Vai rápido, antes que alguém me veja assim – pediu ele.

- Certo, prende o ar.

- Mais? Desculpa, é impossível.

- Gabriel, seu gordo do inferno, porque, diabos, você foi vestir isso e COMO você amarrou isso? – perguntei, cogitando a possibilidade de ir atrás de uma faca.

- Ah, foi assim...

- AH, MEU DEUS! – gritou Suzannah abrindo a porta e interrompendo a história do século. Fala sério.

- Kyaah, eu tenho uma irmã! – surgiu Gabrielle com toda sua ironia. Acho que ela não estava num bom dia... estresse.

- Feeeia pra caralho! – completou J.C.

- Depois eu que sou a Maddona! – comentou Matheus.

- CADÊ, CADÊ A MADDONA? – chegou o desvairado do Paulo gritando, mas aí ele viu que era só o projeto falsificado de Maddona obesa – Ah, Gabriel. Se te interessar, eu tenho uma peruca e um par de stilettos que ficaria perfeito com esse espartilho!

- Isso, trás o estilete pra eu cortar essa bagaça! – gritou Gabriel. Não sei como, já que ele estava reclamando da falta de ar.

- Eu disse stiletto e não estilete! – reclamou Paulo.

- E qual é a diferença? – perguntou Gabriel tentando respirar uma quantidade suficiente de ar para variar.

– Stilettos são sapatos — respondi tentando desfazer aquele nó filho duma mãe.

- Como você sabe? – perguntou Maely surgindo da profundezas ocultas de sabe-se-lá-onde com a guitarra nas mãos.

- Você aprende algumas coisas quando vive a vida toda com uma socialite obcecada por sapatos – respondi me referindo a tia Anne e conseguindo finalmente desatar o nó, o que fez com que o Gabriel se estatelasse no chão praticamente sugando todo o oxigênio da atmosfera terrestre.

- Cabeludo, valeu, você é o cara! – gritou ele abraçando meus sapatos.

- Mas hein?

- Ah, oi, Marielle – disse Gabriel ficando de pé e respondendo à pergunta que Marielle mal tinha formulado.

- Certo, eu vou ignorar a cena anterior porque afinal de contas era o Gabriel. – disse ela tamborilando os dedos em uma prancheta – Vocês estão prontos?

- Sim! – dissemos.

- Não! – gritou Gabriel tentando passar a cabeça pela manga de uma camisa.

- E-ner-gu-me-no! – disse Suzannah dando um tapa nele e virando a camisa para que ele encontrasse o lugar certo para colocar a cabeça.

- Tudo bem, eu prefiro não comentar... – concluiu Marielle – Vão logo!

- Caralho, tem gente aos montes. – disse Maely espiando de trás da caixa de som antes de entrarmos no palco.

- Puta merda, esqueci de escovar os dentes! – gritou Gabriel.

- Você é nojento – informou Gabrielle – e o que isso tem a ver?

- É meu ritual pra dar sorte! Eu não vou conseguir atuar fodasticamente como nos outros shows!

- E desde quando você é foda? – perguntou Matheus rindo da cara de paspalho do Gabriel, que mostrou o dedo do meio pra ele.

- Puta que pariu, dá pra vocês fecharem a matraca? Eu to tentando ouvir anunciarem a gente! – gritou Suzannah lá de baixo. Credo, onde eles aprenderam tantos palavrões?

- Tá legal, agora é a hora, a gente vai lá pra fuder com todas as outras bandas que se apresentaram hoje, mostrar praqueles juradinhos filhos duma puta o que a gente é capaz de fazer! Cadê a animação, porra?! É isso ai, vamo lá e vamos arrasar com esses filhos da mãe!

Pulamos para o palco, sob os gritos da platéia e, pensando bem, acho que eu tenho uma vaga ideia de onde esse pessoal aprendeu tantos palavrões.

Agarrei o microfone, olhei para o mar de pessoas pipocando aos meus pés e comecei a cantar. Conforme os refrões contagiantes de Garden of Eden iam e vinham, a adrenalina tomou conta totalmente de mim. É isso ai, nem precisei do Red Bull.

Comecei a analisar o resto da Shotgun Blues e fiquei ainda mais empolgado ao perceber que aparentemente todos compartilhavam a mesma emoção. Maely solando de joelhos, Gabriel indo encher as paciências da irmã pulando num pé só, J.C e Matheus pipocando e tocando notas ao acaso. Corri e me ajoelhei ao lado da Suzannah – sabe como é, para tentar igualar as alturas – e começamos a berrar:

“Lost in the garden of Eden (“An we ain't talkin'

Yeah we're lost in the garden of Eden about no poison

Said there's no one's gonna believe this” apple or some missin' rib ya hear”)

- Said we're lost in the garden of Eden! This fire is burnin' and it's out of control, it's not a problem you can stop, it's rock n' roll!

Quando a última nota soou, me levantei e, involuntariamente, levantei os braços na tentativa de fazer a onda de adrenalina se espalhar.

Foi quando a Gabrielle começou a tocar o comecinho de Rocket Queen que aquela ideia passou pela minha cabeça. Cacetada, vai dar certinho!

- Here I am and you're a Rocket Queen, oh yeah! I might be too much, but honey you're a bit obscene…

Assim que terminei de cantar essa parte, Maely foi solar pra frente do palco, fazendo uma distorção com a música e eu vi a oportunidade perfeita. Fui pra perto dela e fiz um sinal para que ela mantivesse o ritmo, porque eu ia brincar!

“My name is Will, but you already know

We’re putting on to boil, so let’s make it slow

With these some bands here (little shits), tonight we don't even shake.

Come on, let's repeat the chorus.

Here I am

And you're a Rocket Queen

I might be a little young

But honey I ain't naive

Here I am

And you're a Rocket Queen oh yeah

I might be too much

But honey you're a bit obscene”

Aparentemente, era isso que faltava para a platéia entrar no clima de verdade, porque eles começaram a berrar e pular mais do que nunca enquanto eu continuava a música.

“No one needs the sorrow
No one needs the pain
I hate to see you
Walking out there
Out in the rain
So don't chastise me
Or think I, I mean you harm
Or those that take you
Leave you strung out
Much too far
Baby, yeah

Don't ever leave me
Say you'll always be there
All I ever wanted
Was for you
To know that I care”

As luzes se apagaram e nós deixamos o palco sob aplausos e gritos. Parecia que agora, finalmente, todo mundo sabia o nome da nossa banda.
— Cara, ainda bem que você é roqueiro – comentou Gabriel me dando um soquinho no ombro enquanto se enforcava na frustrada tentativa de tentar se livrar da guitarra. Olhei para ele sem entender nada e ele revirou os olhos – É só que eu achei que seria interessante você saber que você não tem futuro nenhum como rapper.
— É isso ai – gritou Suzannah pulando nas costas do Gabriel e o arrastando para o backstage. – Vocês viram só a reação do público? Eles ficaram tão, tão...
— Animados! – gritou Matheus.
— Ah, Gabriel, minha lente de contato caiu!
— Ah, deixa que eu pego! – respondeu ele abaixando para pegar a lente de contato da Gabrielle – Espera ai, você não usa lente de contato!
— Ah, é mesmo – respondeu ela com a maior cara de inocente – Mas aproveita que você ta ai e amarra o meu tênis, vai!
— Sensacional. Vou te denunciar para a sociedade oculta protetora de irmãos explorados por irmãs gêmeas malvadas, tiranas, insensíveis e...
Acontece que ele não conseguiu terminar a frase, porque a Marielle apareceu das trevas ocultas e o usou como trampolim para conseguir alcançar o J.C. Acho que eu já vi essa cena em algum lugar...
— Nyaaaan, foi tããão bonito! – gritou ela pendurada no pescoço do varetão, com um sorrisão de orelha à orelha. – Ah, Will, mal ae, bebi seu Red Bull! E o da Gabrielle... e o do Matheus, do J.C e de todo o resto.
Puta que pariu, justo o Red Bull?! Pelo menos ela não descobriu o novo esconderijo secreto do Jack Daniels.
— Certo, já sabemos o resultado da votação. – disse uma voz no palco – Em terceiro lugar...

- CALEM A BOCA! – berrou Suzannah enquanto o cara que estava anunciando os ganhadores fazia um suspense idiota.
— Mas não tem ninguém falando! – retrucou Gabriel. Ela só colocou o dedo na boca e fez “shii” pra ele. – Não faça “shii” pra mim!
— SHII! – respondemos em coro; pelo menos ele ficou quieto.
— ...a banda Black Leater!!
O povinho da banda – que aliás eu nem sabia quem era, mas belê – foi lá pro palco, enquanto todo mundo gritava. Aliás, o terceiro lugar ganhava alguma coisa? Ah, foda-se.
— Em segundo lugar... – continuou o carinha – Senhoras e senhores, tivemos um empate com as bandas Shotgun Blues e HellCats...
— MAS É O QUE, HEIN, COLEGA? – gritaram Suzannah, Maely e Gabrielle ao mesmo tempo e pularam para o palco. A única coisa que podíamos fazer era seguir as loucas.
— Por favor, a banda HellCats, apresentem-se ao palco.
As morcegas passaram por nós com cara de superior e começaram a tocar I love Rock & Roll.
— Eu detesto admitir, mas essas coisinhas tocam bem – comentou Maely emburrada.
— Gabriel, o que você está fazendo? – perguntei, vendo-o lutar contra um emaranhado de chicletes.
— Mascando chiclete – respondeu ele tendo que tirar o chiclete da boca e depois colocando de volta.
— Que você está mascando chiclete eu estou vendo.
— Eu já disse que você é extremamente... nojento?! – comentou Gabrielle quando Gabriel tirou o chiclete da boca novamente.
— Então por que pergunta? – disse ele em resposta ao que eu dissera. Ah, fala sério.
— O que eu quero saber é POR QUE, ó Senhor, você está mascando chiclete numa hora crucial dessas?
Gabriel revirou os olhos e tirou o chiclete da boca outra vez, sob o olhar enojado da Gabrielle... e da Suzannah... e da Maely... do J.C... do Matheus... da Marielle... e, se eu pudesse me ver, aposto como estaria do mesmo jeito.
— Deus, porque você coloca tanta gente com cérebro de pudim de passas no mundo? – comentou ele olhando para o céu, provavelmente achando que estava conversando com Deus (isto é, como se Deus fosse prestar atenção num cara que usa a expressão “cérebro de pudim de passas”. Tá, o pudim até que tudo bem, mas e as PASSAS? O que é que isso tem a ver com cérebro? Eu nem sei porque eu dou ouvidos ao Gabriel... aliás, por que eu to falando com ele mesmo? Ah, é, o chiclete.) – Vocês não entendem mesmo, não é?! Por que esse bagulho deu empate?
Demos de ombro. Credo, o que esse cara tem na cabeça?
— É tão óbvio que chega a dar dó – continuou ele – Esse empate ocorreu porque eu estava com os dentes sujos, de modo que agora eu estou mascando chicletes com o intuito de fazer a sujeirinha do vão dos meus dentes grudar no chiclete, para que assim eu possa jogar o chiclete fora e me livrar da sujeirinha, ficando assim com halitozinho de menta.
— Eca, acho que eu nunca mais vou querer mascar chiclete na minha vida – concluiu Suzannah.
— Eca – concordou Gabrielle e, bem, o resto de nós.
— Cara, a gente perdeu todo esse tempo falando do chiclete nojento do Gabriel – comentou Maely quando as HellCats cantaram seu último “Yeah” lá no palco. – E, tipo, a gente vai ter que cantar alguma coisa.
— Beleza, o que a gente vai tocar? – perguntou Matheus procurando seu reflexo no baixo da Suzannah e ajeitando o topete.
— Vocês tem que mexer misticamente com a criança interior que existe dentro de cada um desses marmanjos aí fora! – disse Marielle, ainda pendurada no J.C. O legal é que ele nem liga mais, com certeza porque já se acostumou... principalmente partindo o princípio de que ele convive com a Suzannah todos os dias. É, legal.
— Mas hein? – perguntou Gabrielle.
— É, é, ela ta certa! É por isso que a gente vai tocar Don’t cry – respondi puxando-os para o palco, onde o carinha já havia nos anunciado. Povo lerdo.
Nos posicionamos na frente do público e me permiti um suspiro... credo, que coisa mais, hm, Paulo de se pensar. No começo foi legal, eu tava lá de boinha, como sempre, botando pra quebrar com meus super dotes em atuação, até que eu resolvi ficar sério pra cantar a bagaça. Foi bem aí, nesse momento que, bem, fudeu tudo. É sério, eu me impressionei comigo mesmo, eu fiquei lá meio que em transe, eu sei lá, cantando e balançando de um lado para o outro de olhos fechados, realmente concentrado na letra da música. Mas foi só quando eu voltei a abrir os olhos que a coisa ficou bonita de verdade, porque todo mundo na platéia estava me acompanhando na dancinha.
— ...and please remember that I never lie; and please remember how I felt inside now, honey...
Foi uma coisa até estranha, eu lá repetindo “don’t cry” e as pessoas lá, com cara de quem estava se segurando pra não chorar mesmo. Então eu pensei, claro, que se alguém derramasse uma lagrimazinha que fosse, todo mundo ia abrir um berreiro coletivo, de modo que a primeira coisa que me veio na cabeça foi dar um chute na canela do Gabriel... ou talvez um outro lugar específico que fosse mais eficiente para fazê-lo chorar – o estômago, é obvio; certeza que vocês pensaram o que não deviam... hm, claro que lá seria ainda mais eficaz que o estômago, mas vamos ficar com o estômago -, mas quando me virei pra banda, eis que estava todo mundo vazando aos montes.
É isso ai, missão cumprida, salvei os filhos do Gabriel. Mas foi olhar pra cara deles e uma sensaçãozinha estranha começou a rastejar dentro de mim e quando eu dei por mim, caralho, eu tava chorando que nem uma menininha. Axl, seu grande filho da puta.
— ...don’t you cry toniiiiiiight!
— Odeio você – gritou Maely me batendo quando deixamos o palco sob gritos e lágrimas.
— Que é? O que foi que eu fiz dessa vez?
— Odeio, odeio, odeio, porque você nos fez chorar! – respondeu ela pontuando cada “odeio” com um tapa. E, vixi, dói.
— Alguém ai sabe onde eu encontro Red Bull? – perguntou Marielle se pendurando novamente no J.C.
— Já temos o novo resultado – a voz do juiz se fez ouvir do palco. – E a banda vencedora é...
— Eu odeio essa porra dessa pausa dramática – comentei. Maely me socou pra eu ficar quieto. Puff.
— ... a banda vencedora é... HELLCATS!
As morcegas passaram voando por nós, sem nem aquela história de “oi, eu sou um bom vencedor, então vou apertar as mãos dos perdedores”. E, quer saber, BACK OFF, BITCHES!
A questão é que quando as morcegonas subiram no palco outra vez, a platéia começou a gritar em protesto.
— Viu só, eles querem a gente! – gritou Matheus quase nos atropelando para tentar voltar para o palco quando a platéia começou a berrar “Shotgun Blues”.
— Não adianta – disse Gabrielle puxando-o pela cintura – Quem decide isso são os juízes. A gente já era.

- Eu ainda acho que fomos injustiçados – comentou Suzannah sentada em cima de uma caixa de som (e balançando os pés).
— Totalmente – concordou Gabriel – Porque as morcegas foram demais, mas eu sou muito mais a gente.
— A gente fez o povão chorar! – concordou J.C.
Eu sei, vamos cortar o sermão e o falatório de que “o importante é participar”, porque eu fiquei chateado, mesmo, pra caralho. A gente perdeu, ta. Então eu fiquei bravo. Quero dizer, a gente merecia ganhar!
— Não tem problema deixar todas essas coisas aqui? – perguntou Maely apontando para a arara de roupas extravagantes do Paulo e nossos instrumentos.
— Problema? – riu Marielle, ainda totalmente drogada. Será que eu fiquei desse jeito? – Claro que não, tudo aqui é meu! Esse chão é meu, essa sala é minha, o Paulo é meu! Até aquele cabelo horroroso me perten... Perai, o cabelo, não!
— Há-há – riu sem humor a morcega-mór entrando na sala 008 com o resto das HellCats no encalço.
— Veio esfregar na nossa cara que vocês ganharam? – gritou Suzannah pulando na frente dela com o nariz empinado. Oh, menininha barraqueira!
— Hey, não, calma ae – disse Aline levantando as mãos em sinal de rendição. Eu quase podia ouvir Suzannah rosnar. – É só que... quando a gente subiu no palco, era como se aquilo não fosse para a gente...
Juro que quase tive um troço. Quero dizer, as morcegas? Eu esperava qualquer coisa delas, menos isso... aliás, o que era isso? Qual era o objetivo daquelas coisas macabras?
— A gente recebeu o prêmio e tudo – continuou Alice (era esse mesmo o nome dela?) – Mas quando a gente desceu do palco, ouvimos os jurados conversando e um deles estava falando sobre como vocês tinham sido melhores, mas que “o garoto laranja com bracinhos” havia sido muito mal educado na primeira fase e por isso não merecia o primeiro prêmio.
— Onde vocês querem chegar com essa conversa? – perguntou Gabrielle.
— É o seguinte, sem rodeios, a gente ta afim de dividir o prêmio – respondeu Aline – Vocês escolhem, o dinheiro ou abrir o show da Rita Lee.
Ficou um silêncio tenso depois disso. Era o tipo de informação que ficava difícil de ser processada assim de repente. Olhamos para Suzannah quando a ficha caiu, porque afinal, o dinheiro ia ser muito bom pra gente, mas ela era a maior fã da Rita Lee e tudo. Sem ter a intenção, na verdade, acabamos deixando isso ser uma escolha dela.
— Ficamos com o dinheiro – disse Suzannah sem corresponder os nossos olhares. Foi visível a onda de alívio que se apoderou das morcegas. O mesmo não aconteceu conosco.
— Você tem certeza? — perguntou Maely chamando a atenção de Suzannah – É a Rita Lee!
— Claro – respondeu ela, pulando de volta para a caixa de som – Só não se esqueçam de pedir um autógrafo dela pra mim! – completou com uma piscadinha.
Ri, aliviado, e me apoiei no Gabriel. Ele tava meio estranho – isto é, mais que o normal -, sabe, meio paralisado, sabe-se-lá-porque. Estalei os dedos na frente dele e cutuquei o ombro, mas nem sinal de vida. Até que eu pisei no pé dele e ele gritou. Hm, to sacando as atitudes desse moleque...

Notas finais
É isso ai. Então, vocês também estão como o Will? Quero dizer, sacando as atitudes do Gabriel? hm :D