Every Part Of me

13 Uma notícia horrível.


Jo...

Conforme as semanas iam se passando, minha convivência com Zayn se tornava pior. Sempre que nos viamos, não importava onde fosse brigavamos. E isso estava começando a me chatear.

Ele parecia não se importar com as coisas que se dizia para mim, e eu fingia não me importar respondendo da mesma maneira agressiva. Eu nunca fui uma garota forte, mas aprendi a demonstrar menos. Zayn já havia me feito chorar, várias vezes pelas suas atitudes idiotas. Principalmente quando beijava Perrie.

O que é isso? Porque eu chorava ao vê-lo com ela? Ele era apenas meu amigo... ou nem isso. Para falar a verdade, acho que Zayn me odeia. Mas eu nunca quis faze-lo se separar de Perrie, pelo contrário se ele estivesse feliz com ela, que ótimo para os dois. Mas a unica coisa que me deixava aborrecida e chateada, era o fato de Zayn brigar tanto comigo e não se importar com o que eu sentia. Ele praticamente me humilhava em frente as pessoas com seus xingamentos infatis. Mesmo assim, eu não deixei de sair com os meninos, só passei a ignora-lo melhor.

Infelizmente já era segunda-feira é o pior dia já inventado, para mim a semana começaria na quarta. O pior ainda, era ter que ir ao colégio. Mas eu estava decidida a ficar em casa, mas uma vez.

Eu já havia tirado o gesso, e Lily a botinha. Voltamos as festas e saíamos sempre escondido. Pulávamos a janela, mesmo correndo risco de cairmos e nos marchucarmos. Já que os meninos não nos deixavam respirar em paz.

Zayn não parou de me provocar, e quando saíamos juntos começou a levar Perrie. E ela passou a me odiar mais do que o normal, em compensação virou amiga de Lily me fazendo sentir o maior ciúmes do planeta terra.

Coisas que nós faziamos juntos, apenas nós seis Perrie começou a fazer. Como por exemplo, dormimos na casa de Harry e Louis, irmos ao cinema, correr de fãs desesperadas, irmos a MilkShake-City e jogar video-game nas tardes chuvozas e frias.

Escola? Eu já não frequentava mais, era raro eu ir. Minhas notas? afundaram mais rápido que o titanic. Eu e Troy? Estávamos saindo juntos fazia algumas semanas, e ele era um garoto incrível. Lily saia conosco e Mat, e nunca deixa vamos de aprontar uma. E Zayn claro, se achava no direito de me dar broncas como se fosse meu pai. Patético.

– Jo! — uma voz alta e feminina atravessou a porta de meu quarto. — Está acordada?

– Estou.

– Ótimo, desça tem uma pessoa querendo te ver.

Levantei em um pulo da cama largando meu celular sobre a coberta desarrumada, penteei o cabelo e desci as escadas com um sorriso largo achando que era Troy. Mas era minha... mãe?

– O que houve? — falei franzindo o cenho e pulando o ultimo degrau da escada. — Mãe, que bom vê-lá. Estava com saudades. — sorri. — O que faz aqui?

– Vim te buscar.

– Me buscar? Para onde? — franzi o cenho.

– Você vai voltar comigo para o Brasil.

– Como é? — arregalei o cenho e senti meu coração acelerar, como se fosse sair da boca.

– Isso mesmo o que você ouviu.

– Jé, não seja tão dura. — falou Leni. — Ela errou, é verdade mas afasta-lá de sua felicidade é pior.

– Cuide da sua filha que da minha cuido eu.

Mamãe havia discutido com Leni logo após nosso acidente, ela queria vir me buscar mas Leni a convenceu de que ficaria bem. E cá está ela, shit.

– Porque você quer me levar? — falei aos prantos.

– Você já viu isso? — falou me entregando um papel. Meu boletim, merda diretor. — Isso chegou em casa a alguns dias, e eu vim direto para cá. Seu diretor queria conversar comigo, e eu não gostei nada da nossa conversa.

– Mãe, eu sei que errei. Mas eu posso melhorar, recuperar minhas notas eu faço qualquer coisa que você pedir. Mas não me leva embora, por favor. — supliquei a abraçando. Mas ela me empurrou para longe dela o que fez com que eu chorasse mais ainda.

– Confiar? — falou indignada. — Suas notas estão horríveis desde que você começou a andar com aqueles garotos.

– Os meninos não tem nada a ver com as minhas notas. Pelo contrário, Liam sempre me incentiva a estudar. Mas a culpada disso tudo foi eu.

– Se te incentiva tanto, porque diabos sua nota está péssima?

– Porque eu já disse, a culpada foi eu e não os meninos.

– Por este motivo mesmo vou te levar embora. Porque assim lá, eu posso monitorar suas notas de perto. — falou. — Sabe o que mais foi que me decepcionou em você?

Fiz que não a cabeça e esperei as palavras saírem de sua boca, como uma faca atrevessando meu peito.

– Que você fez com que Zayn traísse Perrie. Como pode?

– O quê? — falei arregalando os olhos. — Eu nunca o beijei mãe.

– Nunca? E estas fotos? — falou me entregando recortes de revistas, com várias fotos nossas. E realmente parecia que iriamos nos beijar, mas não houve. Digo, houve beijo sim... mas não naquela noite.

– Nós não estávamos nos beijando, e sim discutindo.

– Discutindo? — falou franzindo o cenho. — Porque?

– Porque ele é um otário. — falei revirando os olhos e cruzando os braços.

– Dane-se, você vai voltar comigo daqui dois dias.

Nem minha mãe acreditava em mim, o que eu fiz de errado? Joguei pedra na cruz? Isso é tão injusto, eu odiava Zayn Malik apartir daquele momento como eu nunca odiei um alguém antes. Senti meu estômago embrulhar, e um nó subir a garganta. Meu queixo começou a tremer... oh merda, lágrimas? Não.


Agachei no chão e me sentei, apoiei minha cabeça sobre minhas mãos e chorei. Eu queria bater em minha mãe, tacar um vaso em sua cabeça só não o fiz por estar na casa de Leni.

Ouvi passos apressados na escada, era Lily. Ela se aproximou de mim e abaixou, eu a abracei e chorei em seu peito.

– O que aconteceu amiga? — perguntou preocupada.

Mas eu não a respondi, não conseguia pronunciar uma palavra sequer. E isso a desesperou.

– O que foi Jo? Meu Deus do céu, quer me matar de preocupação? Me diga.

Eu apenas a ignorava. Ela me sentou no sofá e correu para a cozinha e voltou com um copo de água com açúcar. Me fez beber o copo todo, e isso me acalmou.

– Está mais calma?

Fiz que sim com a cabeça, e respirei fundo sentindo um alívio enorme invadir meu corpo. Aquele alívio quando se chora tudo o que estava engasgado em sua garganta sabe?

– Vai me contar o que te fez chorar assim?

– Vou.. — respirei fundo e contei.

Ela ficou desesperada, se levantava e sentava conforme eu contava a história. Não, não chorou. Lily se fazia de forte o tempo todo e quando chorava na frente de alguém era por não aguentar mais segurar.

– Tia pelo amor de Deus, deixe Jo ficar. Nós vamos fazer tudo certo de agora em diante, eu prometo. Te dou minha palavra. Por favor não a leve de mim.

Os olhos de mamãe, Steve e Leni e André que estavam na sala se encheram de lágrimas ao ver a cena, ao ver Lily implorar algo daquela maneira, mas mamãe se fez de forte e engoliu o choro.

– Eu já me decidi, ela volta comigo depois de amanhã. E não adianta implorar.

– Porque tia? Você não confia em mim? Sabe que eu jamais faria mal a Jo, eu só quero vê-lá bem.

– Confiar? — riu pelo nariz. — Confiança é como um papel, amassado uma vez não volta mais. Se você quer vê-lá bem, deixe a ir. É o melhor a ser feito.

– Melhor a ser feito. — a imitei. — Só se for para você, eu tenho uma vida aqui. Amigos, colégio, uma vida entendeu?

– E no Brasil você também tinha uma vida, mas não se importou em sair de lá.

– Claro me importei, mas eu vim atrás do meu sonho!

– De ver cinco garotos sem futuros? — riu pelo nariz.

– Eles tem um futuro garantido, eles são talentosos, e você sabe disso pois já o viu cantar no X factor lembra? — falou Lily cruzando os braços.

– Chega, eu já falei que você vai embora e ponto final.

Subimos até o quarto de Lily batendo o pé, me joguei na cama e abracei seu travesseiro, pode parecer bobagem mas eu o cheirava e observava cada detalhe daquele quarto, para memorizar em minha mente.

Uma lágrima escorreu e Lily a secou depressa. E logo em seguida se levantou, e começou a se vestir.

– Onde você vai? — falei franzindo o cenho.

– Vou viver sem minha melhor amiga daqui dois dias. — suspirou entre os lábios. — Então acho que tenho direito de sair com ela por Londres, como na primeira vez. Posso?

– Não faz mais que sua obrigação. — sorri de canto.

Levantei e fui até meu quarto me arrumar. Como estava um pouco quente, vesti um shorts cor salmão, uma blusa branca com bigode, uma sandalinha branca e um óculos de sol.

Lily vestia um shorts preto, com uma blusa caída sobre o ombro e o coturno que ganhará de Liam. Com o cabelo preso em um coque e sua bolsa.

– Vamos? — falou sorrindo. — Um táxi já nos espera.

Assenti e descemos as escadas correndo.

– Onde vão? — perguntou mamãe.

Mas a ignoramos, Leni sabia onde estariamos. Não exatamente, mas sabia que voltariamos tarde.

Entramos no táxi e Lily deu um papel ao motorista com o endereço de onde iriamos, não entendi porque não falou alto.

– Onde vamos posso saber?

– Não, não pode. — sorriu. — Mas garanto que você vai gostar.