Every Heart
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que aproveitem. Como a história é mais voltada para a Ruki, decidi colocar ela como narrador em primeira pessoa
– Ótimo, já é Segunda-feira, mais uma vez minha vida voltando à rotina – Disse isso ao levantar da cama. Como eu tenho aula, decidi primeiro ir tomar um belo de um banho, lavei meus cabelos com xampu e condicionador e depois me ensaboei, peguei minha toalha e fui me secar. Terminando de me secar, coloquei meu uniforme escolar, que era uma blusa branca com detalhes em vinho e a saia também era da cor vinho, com duas listras brancas nas laterais (detesto ter que usar essa saia, mas não tenho outra escolha não é mesmo?). Terminando de me arrumar, peguei o secador que ficava em meu quarto e sequei meus cabelos. Não os prendi, não estou mais usando eles presos (pelo menos não a maioria das vezes). Depois, fui até a cozinha onde estavam minha mãe e avó. As cumprimentei como sempre.
– Bom dia Ruki-chan, está muito arrumada hoje – Disse Rumiko, conhecida também como minha mãe. Detestava quando ela me chamava assim, mas fazer o que, ela era minha mãe e eu tinha que respeitar isso.
– Bom dia mãe – A respondi, friamente como sempre, não posso negar que ainda tenho esse lado.
– Ruki querida, vai querer algo de especial para o café da manhã? Hoje eu preparei tempurá – Disse minha avó, que como sempre era muito boa na cozinha.
– Vou querer sim vó, muito obrigada – Minha avó então me serviu e eu a agradeci.
– Itadakimasu! – Foi o que eu disse antes de comer o delicioso tempurá. Ao terminar de comer, me levantei e fui ao banheiro para escovar meus dentes. Ao terminar, peguei minha mochila, coloquei meus sapatos e me despedi das duas.
– Bem, preciso ir para a escola. Até mais tarde.
A escola não era tão longe assim de minha casa, então decidi ir a pé. Eu ainda morava do outro lado da estação e não estava na mesma escola que Takato e os outros. Nossa, por falar nisso já se passaram sete anos desde as aventuras que eu tive no Digimundo. Agora minha preocupação eram os vestibulares. Estava dando o melhor de ir, mas nem sempre obtinha os resultados esperados. Mesmo assim era considerada uma das melhores alunas da classe.
Ao chegar à escola não cumprimentei ninguém, não tinha muitas amizades por lá. Não que eu não gostasse de alguns deles, mas é que eu sempre fui uma pessoa reservada e ainda sou um pouco fria. Quando o professor chegou, começou a dar a aula. Ele é professor da matéria que eu mais detesto: Física. Mas como o professor Yaten era um bom professor eu fiquei prestando atenção na aula.
As aulas iam passando até chegar a hora do intervalo. Eu costumo ficar sozinha nesses momentos, precisava refletir um pouco e eu não sou a pessoa mais social do mundo. Peguei meu celular e coloquei no modo aleatório para tocar as músicas. A maioria eram músicas de rock e algumas de pop (confesso gostar de algumas desse gênero). Mas sabe aquela música que você não quer ouvir tão cedo, mas não tem coragem de apagar do celular por se lembrar de alguém? Pois é.
Quando menos esperei começou a tocar ‘’Every Heart – BoA’’ e logo veio em mente a imagem de uma pessoa e o momento que passamos juntos: Ryo Akiyama. Sim, eu e ele namoramos por um tempo, no entanto acabamos terminando. Não, nós não brigamos, ele não me traiu e nem nada do tipo. Mas assim como eu, ele se tornou uma pessoa muito focada nos estudos e estava cada vez mais difícil mantermos nossa relação. Eu ainda converso com ele, mas meu coração dói por não poder tê-lo de volta, pelo menos não agora.
Tocou o sinal do intervalo: era hora de voltar à sala. Agora eu teria aula de Educação Física, uma matéria neutra para mim, não gosto nem desgosto. Tivemos um jogo de Futebol e eu fui a goleira, pois tenho preguiça de ficar correndo atrás da bola e sempre me escalam nessa posição por ser ‘’boa’’.
Depois do jogo tive aula de História Mundial e estava anotando tudo o que professor estava falando. Ou melhor, quase tudo, até a hora que eu senti meu celular vibrando. Era uma mensagem de texto. Ao pegar o celular, escondida do professor, li a mensagem e fiquei feliz por saber quem tinha me mandado, por mais que essa pessoa me irrite às vezes.
– Bom dia Ruki! Tudo bem? Eu, Lee e os outros queremos ir ao shopping, gostaria de vir conosco?
– Bom dia Takato. Eu estou bem, só um pouco cansada. Bom, acho que não tem problema se eu for ao shopping com vocês. É o Megane Top que vocês pretendem ir? – Mandei a mensagem em resposta.
– Sim, é ele mesmo. Nós estaremos em frente ao Mc Donalds e iremos asism que acabarem as aulas. Contamos com sua presença.
– Pode deixar .
Nós dois trocamos mais alguns sms até terminar as aulas. Droga, eu acabei não anotando todas as explicações, com certeza perdi coisa importante! Mas bem, isso não é o mais importante agora, eu vou ver todos os meus amigos e é isso o que importa.
Como o shopping também não era nem tão perto e nem tão longe da escola (aproximadamente uns 30 minutos), decidi ir a pé mesmo, assim aproveito e perco um peso que é sempre bom. Coloquei novamente meu celular para tocar e dessa vez eu tive sorte: Começou a tocar ‘’Castle Of Glass – Linkin Park’’.
Eu já estava na metade do caminho e tinha me esquecido de avisar à minha avó que chegaria mais tarde em casa. Pausei a música (que era ‘’Neutron Star Collision – Muse’’) e liguei para ela.
– Vó, aqui é a Ruki, como pode ter visto pelo número de celular. Estou ligando para avisar que Takato me convidou para ir ao shopping com ele e os meus amigos. Espero que não tenha problemas.
– Claro que não querida, é até bom você sair às vezes. Tem estudado demais ultimamente, precisa aproveitar um pouco com seus amigos. Avisarei sua mãe quando ela chegar. Não se preocupe com nada, viu? – Disse minha avó, com uma voz bem alegre. Ela ficava muito feliz quando eu socializava, mesmo que fosse raramente.
– Ok vó, muito obrigada – Depois de dizer isso, desliguei o telefone. Coloquei meu fone de ouvido para ouvir música novamente, que estava terminando de tocar. Sem querer acabei esbarrando em uma pessoa, que acabou segurando meu braço. Como fiquei preocupada com essa reação, me virei para pedir desculpas a ela. Ao ver quem era a pessoa eu gelei, sem contar que a música que começou a tocar também não ajudou. No mesmo instante tirei meus fones de ouvido. Ele me cumprimentou com uma expressão meio séria.
– Ruki, não pensei que te encontraria aqui nesse horário...
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