Everlasting Love
19 Nineteen
Notas iniciais


Os dias passaram e o meu primeiro mês na Vogue já chegara ao fim, fiz novos amigos no trabalho, principalmente o Marc que era uma grande companhia nos finais de tarde ou nas saídas para as compras. Mel e Nate estavam cada vez mais apaixonados um pelo outro prova disso era o pedido de casamento que se iria realizar daqui a uns dias no aniversário da minha melhor amiga, eu era cúmplice de Nathaniel e até ajudara na escolha do anel.
– Iris queria que viesses comigo até uma sessão fotográfica para a capa da revista deste mês. — ouvi Gavin dizer.
– Ok, pode contar comigo. — disse levantando-me da secretária pegando no essencial para a ocasião.
– A Elizabeth hoje está impossível, recusou-se a ir à sessão só porque o seu ex namorado está lá, acreditas? — disse divertido enquanto entravamos no elevador.
– Nunca devemos misturar questões pessoais com trabalho. — afirmei. — Não devias fazer o trabalho dos outros.
– Eu não me importo, assim sempre saio do escritório. — sorriu.
Dirigimo-nos até à Times Square num carro da revista e assim que saímos dele fomos abordados por questões de trabalho e assim. Enquanto Gavin dava a sua opinião na parte do sítio onde devia ser o que queria que o fotógrafo extraísse das modelos eu escolhia os conjuntos para que estas vestissem.
A sessão demorou cerca de três horas ultrapassando o meu horário de trabalho numa hora, despedi-me dos meus colegas de trabalho e de Gavin voltando para casa de metro como há muito já não fazia.
– Iris. — ouvi uma voz de homem atrás de mim fazendo-me virar na sua direção.
– Adam... — disse num sussurro não querendo acreditar na pessoa que via, vestido com umas calças de fato, um pólo cinza e um casaco de fazenda preto pelo joelho.
– Que fazes por aqui? — disse normalmente.
– Venho do trabalho. — informei.
– Não trabalhas na Vogue? — disse um pouco confuso.
– Sim, mas tive que vir até Times Square a uma sessão para a capa deste mês.
– Ah estou a ver. Estás com um ótimo aspeto, gosto do novo corte. — sorriu, aquele sorriso que me aquecia o coração todas a vezes que o via.
– Obrigada, também estás... bem estás igual um pouco mais formal apenas. — ri.
– Aceito isso como elogio. — e deu uma pequena risada.
– Bem eu já saio na próxima estação. Fica bem. — disse afastando-me do homem que uma vez amei.
– Tu também... — pude ouvir.
Depois de tanto tempo a pensar como seria o nosso primeiro encontro pós fim da nossa relação nunca imaginara que seria no metro que o ia encontrar. Mal tive oportunidade sai para a estação onde se encontravam algumas pessoas, subi as escadas rolantes e quando senti o ar frio das ruas de NY suspirei, estava a precisar de ar rapidamente este encontro tinha sido curto mas tinha feito danos ligeiros no meu coração que se encontrava aos pulos, já lá ia um ano mas o sentimento que pensei não existir mais tinha acordado de um sono profundo. Segui em direção a casa num passo apressado e assim que tive oportunidade mergulhei na banheira cheia de água tentando afogar aquilo que sentia.
– Que é que estás a fazer? — ouvi Mel perguntar assim que entrou no wc.
– A tentar matar emoções.
– Ahn?!? — disse ficando com uma cara esquisita.
– Encontrei o Adam. — assim que proferi o seu nome vi a interrogação na cara da minha amiga tornar-se preocupação.
– Ele disse alguma coisa?
– Perguntou-me o que estava a fazer ali, disse que eu estava bonita e gostava do meu novo corte de cabelo. Depois despedi-me e sai mal tive oportunidade na estação de casa.
– Uau, não tinha nada a ver com aquilo que pensaste. — sorriu — E ainda houve flirt.
– Pára, não houve nada disso. — ri — Apenas elogiamo-nos mutuamente. — sorri.
– Hum hum, e eu sou o pai natal. — riu. — Bem mas se tu o viste isso significa que ele vem à minha festa de anos. Que bom! Ele estava para fora, mas parece que voltou a tempo. — disse eufórica.
– Sim, parece-me que vais ter mais um convidado. — sorri.
– Vá, sai daí que eu tenho que tomar um banho, vou ter um jantar com o meu namorado.
– Já vai... — e peguei na toalha abrindo o ralo da banheira deixando assim a água sair.
Após vestir o meu pijama fui preparar uma lasanha pré-cozinhada e coloquei-a no forno, despedi-me de Melodie e tranquei a porta ficando com a casa só para mim esta noite. Liguei a televisão no meu quarto e o portátil e assim que ouvi o tlim do forno retirei o prato e levei-o num tabuleiro juntamente com um sumo pousando-o na mesinha de cabeceira.
– Vamos lá ver o que dá na tv. — disse para mim mesma enquanto dava uma garfada no meu jantar.
Estava mesmo a finalizar o meu pequeno manjar na cama quando fui interrompida pela campainha de casa, provavelmente seria a Mel que se tinha esquecido de alguma coisa e só dera pela falta já na casa de Nate. Levantei-me e caminhei em direção à porta abrindo-a sem mesmo ver quem era.
– Que é que te esqueceste agora Mel? — disse antes de olhar para a pessoa que me fitava. — Oh és tu Adam, pensei que fosse a Mel.
– Não tem mal, posso entrar? — sorriu.
– Claro, se vens falar com a Mel ela não está cá. — avisei.
– Não, queria falar contigo. — disse um pouco mais sério.
– Ok, vamos para o meu quarto estava a acabar de jantar. — informei.
– Desculpa ter interrompido. — sorriu caminhando a meu lado.
– Não tem mal. — e sentei-me na cama sendo imitada por Adam. — Então o que querias falar-me?
– Ahm... não sei como dizer isto mas... Antes demais desculpa.
– Porquê?
– Porque não devia ter feito o que fiz contigo... acabar daquela maneira foi errado, principalmente sabendo que ambos ainda gostávamos muito um do outro. — fiquei surpresa. — Eu sei que a relação estava do pior, mas não devia ter desistido de nós tão facilmente. Desculpa-me por isso.
– Apesar de ter ficado muito magoada já te desculpei há muito. — sorri.
– A sério? — acenei afirmativamente — Obrigado, sabes que desde que te vi hoje no metro não parei de pensar em ti, reparei que trazias o anel que te ofereci e fiquei surpreso por não o teres deitado fora.
– Era demasiado bonito para o deitar fora. — disse sorrindo — Mesmo já não tendo o significado que tinha eu gosto dele.
– Podia voltar a ter... — sussurou. — Como estão as coisas na tua vida? — disse mudando de assunto.
– Vão bem, adoro o meu trabalho… É aquilo que sempre…
– Quiseste fazer. — concluiu. — Realizaste o teu maior sonho, certo?
– Sim, grande parte dele está realizado. — admiti. — E tu?
– O meu sonho ainda está por realizar assim como o de Nate. Está difícil deixar a firma do meu pai. — desabafou.
– O Nate contou-me. Com tempo vocês conseguem o dinheiro necessário para a vossa própria empresa. — sorri.
– Assim espero... — sorriu também.
– Adam... — disse chamando a sua atenção.
– Diz.
– Ahm... Vais à festa da Mel? — perguntei algo que nada tinha haver com aquilo que queria perguntar.
– Sim, claro. Porquê?
– Por nada, sabes que o teu melhor amigo vai pedi-la em casamento certo?
– Sim, foi eu que lhe disse para não perder tempo. E segundo ele foste tu quem escolheu o anel.
– Não sabia que a ideia tinha sido tua. Sim escolhi. — afirmei.
– Foi uma boa escolha. — disse fazendo uma pausa de seguida. — Iris será que aceitavas ser a minha acompanhante na festa da Mel?
– Ahm, já vou com o Marc. Desculpa Adam. — disse reparando na deceção no seu olhar.
– Não tem problema. — sorriu tentando disfarçar. — Eu acho que devo ir embora agora. Amanhã levanto-me cedo... Deixa-te estar eu sei o caminho até à porta. — sorriu mais uma vez. — Vemo-nos na festa da Mel. — e desapareceu do meu campo de visão e em segundos ouvi a porta bater.
Ainda pairava na minha cabeça toda a conversa que tivera com Adam no meu quarto até conseguir adormecer, mais uma vez o meu coração disparou e despoletaram borboletas no estômago assim que vira que quem era, mas apesar de todas estas reações nunca dei a entender que ainda sentia algo por ele, ou será que ele reparou em alguma coisa?
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