Everlasting
1 Everlasting
Notas iniciais
Snape aparatou abraçando Amanda de olhos fechados.
E abriu seus olhos negros opacos, para analisar o local.
Que quarto rosa. Tinha um leve cheiro floral. Uma penteadeira cheia de maquiagens, um espelho enorme, pôsteres com figuras que não se mexiam. Era tudo tão...
Diferente.
Amanda sentou-se na cama, que tinha um lençol felpudo e mais rosa que o papel de parede. Snape corou dada a insinuação. A cama era de solteiro. Mas afinal, onde eles estavam?
— Meu quarto. – disse Amanda, mordendo o lábio inferior e soltando um risinho.
Ele não conseguiu acreditar.
— Sua primeira vez aparatando e você chega na Califórnia?
Ela riu.
— Não consegui pensar em outro lugar.
E estendeu a mão direita.
Bem, era isso. Ele sabia o que queria dizer. Sabia que já tinha feito isso antes, muitas vezes. Mas era como num sonho.
Ele a beijou, timidamente.
— O que é isso? – ela riu.
Ele passou a mão pelos longos, oleosos cabelos.
— Professor, sou eu... – ela o abraçou pelas costas. – Não se lembra de mim? Não é a primeira vez—
Ah, quando ela o chamava de 'Professor'. Ele a agarrou pelos cabelos loiros e pressionou os lábios contra os dela.
Amanda acariciou a língua de Snape com a dela e ele gemeu. Perdeu completamente a inibição e começou a tocá-la, como se tivesse relembrado do que era óbvio. Ela arrancava a roupa do Mestre de Poções e os dois já estavam espremidos na cama da garota, se explorando.
— Eu ainda lembrava do quanto amava você. – disse Snape, beijando os seios de Amanda, que arquejou. – É que às vezes tudo parecia um borrão.
Amanda o beijou como se ele fosse sumir.
— Pra mim, sempre parece uma miragem.
— Ah, meu amor... – disse Snape. – O que você viu em mim pra se arriscar daquela forma?
Ela olhou para o rosto de Snape ternamente e o acariciou. Os olhos pretos dele faiscaram.
Snape penetrou Amanda com força e ela puxou-lhe os cabelos e mordeu o lábio para não gritar.
Enquanto ele se movia dentro dela, em êxtase, Amanda mantinha os olhos fechados.
— Olhe para mim, Amanda. — Ordenou Snape.
Ela abriu os olhos azuis e pareciam estar em outra dimensão. Os dois se movimentavam cada vez mais rápido, e suas bocas famintas se encontravam, confusas, Amanda arranhava as costas de Snape até que implorava e implorava por algo que não sabia o que era, e quando tudo acabou, foi pura magia, os dois criaram algo único.
A cama podia não ser tão grande, mas nem fez diferença. Eles puderam se unir ainda mais.
Amanda estava com os cabelos amarelos grudados no corpo, respirando superficialmente, encantada.
— O que foi isso? – ela perguntou, com uma voz rouca.
Snape estava extasiado, agarrado em Amanda.
— Mágica. – ele respondeu, beijando-lhe os cabelos.
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