Everlasting
1 Everlasting
Everlasting...
Sangue. Sim, havia muito sangue um cheiro pútrido de morte intoxicava suas narinas. Ele se sentia tonto... Enojado... Assustado... Solitário. Onde estava aquele rapaz? Apenas seu semblante calmo poderia ajudá-lo agora. Por que não um trocadilho ou um truque de mágica?
Mas ele não estava lá.
Por sorte, o cenário se dissolveu. Num repente, sentiu seu corpo se erguer involuntariamente da cama... Um sonho. Apenas um sonho ruim.
Tremulo e confuso, Teru apanhou o telefone e discou alguns números que pareciam surgir espontaneamente em sua cabeça.
Primeiro toque...
O espanto inicial começava a se dissipar. Havia sido um mero sonho. Estava tudo bem... Tudo bem!
Segundo toque...
Então, por que aquela sensação vazia permanecia?
Terceiro toque...
Era porque... Ninguém nunca atenderia ao telefone.
Quarto toque...
O que ele estava fazendo?! Por que não desligava de uma vez?!
Quinto toque...
O que era aquela esperança estúpida que lhe percorrera todo o corpo?
Sexto toque...
Não era esperança. Era a vontade... Sim, a vontade de ver seu querido companheiro outra vez.
Sétimo toque...
E as lágrimas rolaram.
Oitavo toque...
Elas costumavam ser salgadas, mas não... Dessa vez, elas eram amargas. Um sabor tão ridiculamente terrível como o rapaz nunca pudera antes provar.
Nono toque...
Tudo que ele queria era ouvir de Jasmine You que tudo fora um pesadelo. Que tudo estava bem. Que eles sempre seriam um quinteto... E que estariam juntos por toda a eternidade.
Décimo toque...
A voz se embargava. O que era aquele sabor subindo de sua garganta? Era o gosto da tristeza e do desespero misturados com a saudade e o carinho sem fim.
“Aqui é You-kun falando!”
A voz que ele tanto esperava ouvir... Um arrepio lhe percorreu a espinha e por um ou dois segundos as lágrimas cessaram.
“Não posso atender no momento. Por favor, deixe seu recado!”
A voz dele... Aquela voz que Teru ouvira por tanto tempo... Em um mês ela quase havia desaparecido de suas lembranças. Mas lá estava ela. Tão doce e gentil quanto ele pode se lembrar instantes depois.
- Y-You-san... Eu tive um pesadelo. Eu... só liguei para...
Por que deixar uma mensagem na caixa postal? Ele nunca iria recebê-la! Aquilo estava passando dos limites do ridiculo.
- You-san, por tudo que você fez... Obrigado.
Teru desligou o telefone. Curiosamente, ele não chorava mais. Lançou um leve olhar para o céu e... Ora, que tolice! Por um instante, o céu pareceu sorrir.
Notas finais
Dedicada ao nosso amado Jasmine You.
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