Everland Gardens
2 Assassinatos
Sebastian
.*.*.
...O jovem mestre estava a ofegar. Pude ver o funeral gargalhando aos montes de dentro do local.
–- O que você fez? — perguntei-lhe, com a vontade enorme de soltar uma risada, porém me segurei.
–- Nem queira saber... — ele diz, voltando a sua postura normal.
–- Vejo que, no fundo, o Conde tem algum senso de humor...- ele dizia dentre sua risada sarcástica. Comecei a arrumar o jovem mestre, ajudando-o a se recompor. Dei um nó em sua gravata e ajeitei sua roupa, que estivera amassada. Afinal, como o mordomo da família Phantomhive, o que eu seria se não soubesse fazer tal tarefa?
–- Cale-se! Já dei o que você queria, agora me conte, agora me diga o que sabe sobre os assassinatos, alguma criança ou adolescente de 12 ou 16 anos passou por aqui? — ele pergunta, sério.
–- Sim, você. — ele diz, totalmente sarcástico e rindo. Ciel põe sua mão esquerda cobrindo o rosto.
–- Fale sério!! — exclamou o jovem mestre, estava vermelho de aparente raiva. Undertaker soltou um riso da face de Ciel, que se avermelhou ainda mais, com raiva. Ah, o jovem mestre precisa tomar mais chá de camomila...acho que irei preparar um pouco para ele quando chegarmos em casa.
Ciel
.*.*.
–- Tudo bem. Vou dizer o que sei. Jovens de aproximadamente as idades que você citou vêm passando por aqui. Porém quase nenhum deles esta morto, e sim em coma.
–- Em coma? — pergunto desconfiado, erguendo uma de minhas sobrancelhas.
–- Sim. Alguns dos corpos foram enterrados vivos e já morreram. Outros permanecem vivos, e ainda estão enterrados, com suas almas presas a seus corpos. — eu pus minha mão em meu queixo. Era realmente um pouco estranho que aquilo acontecesse.
–- O que você acha sobre isso, Sebastian? — num tom pouco mais baixo pergunto ao mordomo, que por sua vez arqueia uma sobrancelha, desconfiando.
–- Não sabemos ao certo. Até mesmo porque, algumas das pessoas estão mesmo vivas. — ele põe a mão em seu queixo e o alisa.
–- A maioria dos corpos mortos nem sequer sabe que está falecida. — Undertaker se pronunciava. — Pra falar na verdade, os jovens que vêm passando aqui, estavam em um mesmo lugar...- dá uma pausa.
–- Everland Gardens Park. — ambos os três dizemos em uníssono.
–- O Conde e seu mordomo já estão informados...gostei de saber isso...- ele diz. Parecia estar entusiasmado em ver nos ferrando.
–- Isso não tem a menor graça! — exclamo, com raiva. — E você deve-nos uma boa explicação! Você só contou metade da história!
–- Bem, isso é o único que eu sei. — ele deu um pouco de ombros. — Nem todas as pessoas estão mortas, e sim em coma. Há uma substância que é usada para adormecer pessoas.
–- Substância? — Sebastian pergunta, franzindo suas sobrancelhas.
–- Sim. Agora não me recordo o nome em exato, mas é algo muito eficaz. Consegue fazer as pessoas dormirem mais rápido do que com anestesias. — ele diz, seguindo de um sorriso.
–- Hum...acho que você já nos ajudou o bastante. — suspiro. — Vamos, Sebastian! — exclamo, saindo na frente do mordomo.
–- Entendido. — Sebastian se curva de leve, e me acompanha. Logo saímos da loja do funeral. Undertaker estava a rir detrás.
–- Você não acha que há algo estranho nessa história? — indago-lhe. Estávamos caminhando pelas ruas.
–- O fato deles conseguirem, de alguma forma, injetar essa tal substância nas pessoas para elas adormecerem...- diz.
–- E também por ninguém ter percebido até hoje... — completo.
–- Tem algo muito complexo por trás desse caso...- Sebastian põe sua mão esquerda ao queixo.
–- Concordo...acho que devemos ir mais além disto... — digo, em meu tom natural.
–- O jovem mestre deseja visitar o parque Everland? — pergunta, com um sorriso malicioso.
–- Exatamente...- respondo da mesma maneira. Ficamos nos encarando por um tempo, até chegarmos a carruagem.
Na mansão Phantomhive
.*.*.
Os três empregados haviam feito suas devidas tarefas, tais como Sebastian havia mandado. Ou quase... Bardroy tentou usar o seu lança chamas para limpar a carne, porém não mirou no local correto e acabou por queimar metade da cozinha. Meirin havia acidentalmente tropeçado numa ponta do tapete, donde a mesma estava dobrada, e acabou caindo em cima de uma estante, derrubando pratos e algumas canecas e xícaras. Finnian, acidentalmente, acabou por arrancar uma das árvores do jardim, ao encontrar uma simples joaninha habitando as plantas.
–- Er...acho que a carne não tá muito limpa não...- o cozinheiro dizia coçando sua nuca, observando o resultado da carne. Seu cabelo, como habitual após queimar a cozinha, estava freezado para o alto.
–- Bem...ficou mais ou menos...né? — a empregada dizia, olhando o que havia feito e com um sorriso sem graça ao rosto.
–- As plantas ficaram...bonitinhas...- o jardineiro observava seu trabalho "magnífico", com um olhar preocupado e sem graça, enquanto a autora dá risadas aqui.
Ambos os três se encontraram na sala principal, e ficaram discutindo uns com os outros o que haviam feito na mansão.
–- Vocês acham que o senhor Sebastian irá brigar conosco? — Meyrin pergunta nervosa, batendo as pontas dos dedos das mãos uns nos outros.
–- Eu só espero que não, pois do contrário, ele terá que enfrentar isso aqui! — faz um soco, mostrando seus "músculos".
–- Eu só espero que ele não brigue, porque senão...eu ficaria muito magoado...- Finnian dizia, fazendo bico.
–- Ei, ei, ei, parem de choramingar! Sabe o que temos que fazer em situações como estas? — Bard pergunta, decidido.
–- Sentar num cantinho e pensar na besteira que fizemos? — Finnian sugere, com seus olhos cheios de lágrimas.
–- Não seu tonto! — dá um tapinha leve na cabeça de Finny. — Nós temos que provar nossa capacidade de consertar todo o erro que cometemos! — anuncia o cozinheiro, com firmeza.
–- Isso! Ele está certo! — Meyrin concorda.
–- Yey!!! — Finny levanta um de seus braços e dá um pulinho.
–- Afinal...- Bard começa.
–-...como empregados da família Phantomhive...- Finny prossegue.
–- ...o que seria de nos se não soubéssemos fazer tais tarefas? — Meirin completa.
–- Esse é o espírito! Mãos a obra!! — Bardroy diz decidido.
–- Yey!!! — Meirin e Finnian gritam em uníssono. Logo os três partem a consertar os danos que haviam causado a mansão.
[...]
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