Notas iniciais
Oiee!
Eu estou um pouquinho melhor :)
Então estou motivada e escrevi esse capitulo.
Acho que esse fim de semana eu posto ACHO, não tenho certeza, mas ok.
Depende do meu humor, sabe.
Eu fui dar uma pausa de escrever para jogar Mário, mas a Ierowaay não DEIXA!
hunf u.u então eu estou de volta
Espero que vocês gostem.

O sinal do fim da aula havia acabado de tocar, eu e Frank esperamos até diminuir o fluxo de pessoas saindo da sala. Eu mesmo sabia que aquela vadia da Wedy fica na frente da escola paquerando os caras da minha sala, aquela pirralha devia era mesmo se ligar. Se meteu com o meu irmão, se meteu comigo!

Levantei da minha cadeira puxando a minha mochila com brutalidade e colocando-a nas costas.

- Gerard, não vai fazer... Besteira. – Frank disse um pouco desconfiado arrumando as alças da mochila. – Não quero que você se meta em encrenca. – Parou na minha frente antes mesmo que eu saísse da sala, ele ficou me encarando sério e eu assenti. – Promete?

- Tudo bem, não farei nenhuma besteira. – Falei sem nenhuma expressão. Frank finalmente me deu passagem e saímos da sala de aula, os corredores estavam parcialmente vazios, dava para caminhar até correr.

Eu não me lembrava muito bem da ultima vez que eu havia encontrado com as três vadiazinhas juntas, mas se eu não me engano elas ficavam na parte exterior do pátio debaixo de uma árvore. Corri para aquele lugar puxando Frank pela mão, o mesmo não conseguia me acompanhar muito bem.

Assim que avistei aquela patricinha sentada debaixo da árvore com suas amiguinhas conversando e dando umas risadinhas irritantes. Obviamente Takada parou de conversar e me encarou com um sorriso enorme, mas assim que viu que eu estava de mãos dadas com Frank seu sorriso desapareceu. Respirei fundo soltando a mão de Frank, tentei manter o meu autocontrole. Gerard, não se bate em mulheres, lembre se disso.

- O que foi aquilo que eu vi hoje Wedy? – Falei com o meu coração quase saindo de dentro de mim, era impossível conter tamanha raiva. A ruiva me encarou desentendida depois deu um largo sorriso. – Você ainda SORRI? – Gritei, dessa vez todos que ainda estavam no pátio me olharam assustados. Frank segurou meu braço tentando me fazer parar. – RESPONDE!

- Do que é que você está falando cunhadinho? – Perguntou erguendo uma das sobrancelhas, formando um sorriso perverso. – Esqueceu de tomar seus remédios? – Estreitei os olhos ainda a encarando fixamente.

- Você... – Não consegui terminar a frase, a ruiva se levantou de onde estava dessa vez séria.

- Way, não quer que seu irmãozinho sofra da mesma doença que você, né? – Olhou-me. Dessa vez eu não agüentei, tive que empurrá-la fazendo-a esbarrar em suas amigas. – Michael não vai acreditar em você... Ele ainda acha que você é louco. – Sussurrou a palavra ‘’louco’’. Ela não sabia com quem estava mexendo, mas se ela tentou aquilo para me atingir, conseguiu.

- CALA A MERDA DA SUA BOCA! – Gritei furioso, meu peito subia e descia. Não sabia diferenciar mais nada na minha frente, aquela garota não deveria ter tocado nesse assunto tão... Pessoal. Puxei-a pela manga da blusa cinza que ela usava e aproximei-a de mim ameaçadoramente. – Se você acha que você pode trair meu irmão desse jeito e acha que ele não vai ficar sabendo... A senhorita está muito enganada. – Falei entre dentes e a soltei fazendo a ruiva cair na grama. – Vamos embora, Frank.

Abracei Frank pelos ombros e fui andando com ele até a saída da escola. Olhei algumas vezes para trás e vi apenas Hollie e Takada ajudando Wedy a tirar algumas folhas que estavam em seu cabelo. Sorri e voltei a andar com Frank.

- Você pode ficar em casa comigo? – Perguntei fazendo a melhor cara do gato do Shrek possível.

- Posso sim, Gee. – Sorriu apoiando a cabeça no meu ombro. – Sabe, você ta muito nervoso. – Falou calmamente.- Não briga com o Mikes, tá?

- Eu só vou falar o que aconteceu. – Falei pegando a chave do meu bolso. Frank me soltou e eu abri a porta da minha casa.

Meu irmão estava jogado no sofá com vários pacotes de salgadinhos e latinhas de refrigerantes jogados no chão. Observei bem a bagunça, e meu irmão sorriu para mim e levantou uma latinha de refrigerante como se oferecesse para nós. Neguei com a cabeça e tranquei a porta da sala.

- Frank, pode me esperar no quarto, por favor? – Perguntei. Frank assentiu com a cabeça, me deu um beijo na bochecha e subiu as escadas.

- Nossa, parece que agora a porra ficou séria. – Michael disse com a boca cheia de salgadinho, bebeu um gole do refrigerante e fez um gesto para que eu falasse. – Vamos, manda bomba!

- Mikey, você sabe que eu não quero ver meu irmãozinho sofrer de jeito nenhum, né? – Perguntei e meu irmão balançou positivamente a cabeça enquanto lambia os dedos. Eu não podia simplesmente dizer: “A sua namorada vadia te traiu!” então iria devagar. – Então, Mikes, também sabe que eu não gosto da sua namorada, sim?

- Ah, Gerard, essa coisa de novo não! Pensei que quando ficasse com o Frank poderia parar de odiar a Wedy. – Falou dando um salto do sofá. Puxei-o pelo braço fazendo cair sentado novamente no sofá.

- Só... Me escuta. – Falei sério erguendo as sobrancelhas. Meu irmão ficou em silêncio, mesmo assim com a cara emburrada. – Hoje eu estava passando na sala... Do zelador... E eu vi o que eu não queria ver.

- Onde é que você quer chegar com isso? – Me olhou com a cara ainda mais fechada. Dava para perceber que ele já estava ficando nervoso com a situação.

- Calma... Eu quero dizer... – Eu já sabia que ele não acreditaria em mim, e sabia o quanto aquelas palavras doeriam para ele, mas eu não ia guardar o segredo sujo daquela garota. – Ela... Te traiu com outro cara. – Falei rapidamente, vi a expressão do meu irmão se contorcer para uma de confusão.

- Ela o quê? – Olhou-me com uma das sobrancelhas arqueada. – Acho que eu não ouvi direito... Eu...

- Ela te traiu, Mikey, te traiu! – Falei quase em um grito. Mikey levou as mãos até a cabeça puxando alguns fios castanho-claros.

- Eu não acredito. – Se peito subia e descia, ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro. – Não acredito no que eu acabei de ouvir.

- Mas é verdade! – Por um momento achei que ele fosse acreditar, mas ele veio em minha direção com passos largos e me olhou com ódio. – Mikey...

- Cala a... Boca! – Disse dando uma pausa. – Eu não posso acreditar como o meu irmão é mentiroso! Mentiroso! – gritou.

- Mikey, eu juro que... – Fui interrompido por ele.

- Você não se contenta em me ver feliz? Você a odeia! Nunca gostou dela. – Falou puxando meu braço com força para que eu me levantasse. – Você tem problema. Eu a amo e isso NUNCA vai mudar!

- Você tem que aprender a não acreditar só naquela barata sanguessuga! – Gritei empurrando-o para que ele caísse de costas no chão. – Você nunca acreditou em mim, eu sabia que isso iria acontecer.

- Como quer que eu acredite com você? Tem provas? Não. Seu namoradinho não vale! – Falou se levantando com dificuldade. – Acha mesmo que eu vou acreditar que a garota com quem eu namoro a três anos me traiu? HÁ! Por favor né.

- Tudo bem! Acredite em quem você quiser, mas saiba que eu não vou aceitar essa garota na sua vida. – Sequei umas lágrimas que corriam pelas minhas bochechas. Me virei em direção a escada mas na mesma hora Mikey me virou atingindo-me com o soco no rosto. – Nem doeu. – Sorri debochado empurrando a vareta no sofá com força. – Sai para lá pirralho.

Quando eu fui subir as escadas pude ouvir meu irmão resmungar alguma coisa, assim que virei para trás ele me encarou ainda no sofá.

- Eu te odeio. – Sibilou. Fiz um positivo com o dedo polegar e subi as escadas rapidamente.

Abri a porta do meu quarto fazendo um barulho alto. Frank me olhou assustado e veio em minha direção.

- ‘Cê ta bem? – Perguntou me olhando preocupado.

- Meu irmão não acredita em mim! Ele é o pior irmão de todos! – Falei histérico andando de um lado para o outro no meu quarto. – Aquela vadia só faz a cabeça dele... – Frank tentava me acompanhar e eu continuava a andar em círculos. – Eu não sei o que eu fiz para merecer isso, ele acha que eu sou um irmão ruim, mas ele não quer me ouvir! – Falei. – Frank, ele disse que me odeia! E eu queria só ajudar.

- Se acalma amor! – Segurou meu braço me fazendo parar de andar. – Fica calmo. – Pediu me dando um selinho.

- Eu... Eu... – Frank me interrompeu me beijando de novo. – Me rendo.

Frank sorriu vitorioso e se sentou na minha cama espalmando as mãos na coxa. Deitei na cama colocando a cabeça em seu colo e fiquei encarando-o com o sorriso bobo enquanto ele ficava mexendo no meu cabelo.

- Ai que sorrisinho bobo méis fofo! – Frank disse como aqueles olhinhos brilhando. – Eu sempre achei que você fosse fumado ou algo assim.

- Só tenho esse sorriso quando você está perto. – Falei mordendo o lábio inferior. Frank riu baixinho e se inclinou me beijando em seguida.

- Acho melhor dormir um pouco, né? – Falou se separando de mim. – Prometo que não saio daqui.

- Ah, então assim sim! – Imitei a voz do Quico fazendo o menor rir.

Fechei os olhos e em pouco tempo adormeci.

Notas finais
Desculpem os possíveis errinhos, certo?
Obrigadinha por lerem e pelos reviews ^-^
Beijokas até logo!