Ever Since We Met
40 Capítulo 40 - Final
Notas iniciais
Demorei um pouco, porque eu tive que viajar, mas enfim.
Aqui está!
O capítulo final! Não briguem comigo por que ta meio meloso.
Ah, e para aquela minha linda leitora FrerardIsReal, eu vou fazer uma oneshot depois do lemon, porque eu demoro um pouco para escrever lemons, e como o nyah vai excluir todas as fics de bandas dia 31, eu acho que é melhor eu terminar essa fic logo ;)
Boa leitura para vocês!
Anos depois...
Eu estava no quarto do meu pai, arrumando ele. Era um dia importante, depois de alguns anos de namoro ele finalmente tinha pedido a mão de linda em casamento. Parecia que tinha sido ontem que eu, Frank e Mikey estávamos chegando em casa na ansiedade para saber quem era a nova namorada de Donald, era Linda Iero, ninguém mais ninguém menos que a minha sogra.
Meu pai vestia uma camisa social branca, com uma gravata azul claro um paletó da mesma cor da gravata e a calca social da mesma cor. Ele se olhava no espelho e arrumava o cabelo sem parar, parecia que havia algo de errado, ele estava inquieto.
– Para quieto, pai. – Falei segurando firmemente seu pulso, dava para perceber que ele estava tremendo, seu rosto estava pálido. – Se acalma, Donald! – Falei segurando a minha risada, a expressão dele era mesmo muito engraçada. Eu jamais havia visto meu pai daquele jeito, meu pai era sempre tão calmo e nunca se preocupava com muitas coisas.
– E-eu não t-to nervoso não, G-gerar-rd. – Ele gaguejou arregalando os olhos verdes, eu não consegui conter o meu riso, mesmo que fraco eu dei uma risada. – Pa-para de rir! – Ele exclamou. – Cadê a Linda? – Perguntou ele rapidamente, eu mal consegui assimilar o que ele havia dito, mas com um leve esforço eu entendi.
– Não pode ver a noiva antes da cerimônia, dá azar. – Falei simplesmente me olhando no espelho, eu estava também muito bonito. Sem querer me gabar, mas era porque aquele dia também era muito especial para mim.
– Como você não está nervoso? – Perguntou ele.
– Depois que eu me formei não há mais nada para que eu me preocupe. — Falei colocando meus braços atrás da cabeça ao me sentar na poltrona do meu pai.
– Mas você... – Meu pai ia terminar de falar quando Frank abriu a porta do quarto.
Meu coração deu um salto e começou a se acelerar de um modo anormal, ele estava lindo, usava um terno preto todo formal, só que como ele não costumava usar sapatos formais ele estava com um Allstar preto. Ele deu um sorrisinho ao ver meu pai, e deu uma piscadela para mim, se aproximou de mim e me deu um selinho.
– Desculpem interromper, mas a minha mãe está cercada de mulheres maquiando e fazendo a unha e colocando detalhes no cabelo e aquela coisa! – Ele disse suspirando em seguida, eu ri nervosamente. Agora eu sabia o que meu pai estava sentindo, Frank nunca me deixava tão nervoso, só que hoje eu tinha uma coisa para falar para ele.
– T-tudo be-bem... – Gaguejei e Frank me olhou assustado.
– Você está bem, meu amor? – Perguntou ele me olhando preocupado, sua mão procurou a minha e segurou a firmemente. Seus olhos se arregalaram. – Você tá passando mal, tá suando frio! – Exclamou ele encarando meu pai e meu pai pela primeira vez sorriu sibilando para mim : “Tá vendo só”.
– Eu estou bem sim, eu só estou com sede e aqui tá calor né? – Falei esforçando-me para minha voz sair normalmente.
– Erh... Não muito... Mas eu abro a janela. – Frank soltou minha mão. Senti um vazio ali. Então ele foi até a grande janela do quarto do meu pai e abriu-a, logo uma corrente fria passou pelo quarto me fazendo estremecer.
– Obrigado, Frank. – Meu pai disse ajustando a gravata azul.
– Por nada. – Frank disse se jogando no meu colo. Senti todos os músculos do meu corpo ficarem tensos. – Então, Mikey me ligou dizendo que muitos convidados já chegaram no salão.
– Oh meu Deus! – Meu pai exclamou limpando o suor da testa com um lencinho. – Por favor, meninos, vão indo para o salão, por favor. – Pediu meu pai.
– Claro. – Frank se levantou do meu colo e esperou que eu levantasse. Espera... Eu não podia sair sem uma coisa... – Vamos?
– Espera só um segundo.- Me levantei e fui até a cômoda do quarto do meu pai, provavelmente estaria lá. – Pai cadê...?
– No seu paletó. – Meu pai disse revirando os olhos, Frank nos olhava desconfiado, eu tateei meu paletó e conferi estava lá.
Eu e Frank fomos então para um salão que meu pai havia alugado para o casamento, já que Linda não queria se casar na igreja. O salão estava repleto de rosas vermelhas, a cor favorita tanto de Linda quanto do meu pai, várias mesas enfeitadas com flores e suas toalhas de mesas brancas de cetim. As mesas estavam todas ocupadas pelos convidados, havia um grande tapete vermelho que separava algumas mesas e dava espaço para onde seria uma espécie de altar cheio da flores, e um lugar onde ficava o casamenteiro, ou seja lá o que era, só sei que era o meu tio Vincent.
– Olá Gerard! – Vincent disse me olhando por cima daqueles óculos finos. – Como vai? – Perguntou.
– Eu tô meio nervoso, mas tô bem. – Falei simplesmente. Frank me olhou pelo canto dos olhos, um pouco desconfiado.
– Esse deve ser o Frank! – Disse Vincent olhando para Frank sorrindo grandemente, Frank o cumprimentou meio sem-graça, e logo saiu para falar com Mikey e Ray que estavam sentados na mesa mais próxima ao altar.
– Ele é o sortudo então... – Vincent disse me lançando um olhar cumplice, minhas pernas ficaram bambas, eu nunca havia ficado tão nervoso. – Parece que eu terei um trabalho dobrado. – Ele riu me cutucando com o cotovelo.
– E-er... – Gaguejei olhando para Frank que ria junto a Ray, meu irmão estava emburrado com os braços cruzados contra o peito. – Eu não sei o que falar... – Falei mordendo o lábio inferior em seguida.
– Simples. – Vincent disse e eu o olhei apreensivo. – Diga tudo o que você sente, jovem. – Falou ele sorrindo minimamente bagunçando meus cabelos.
– Ah... Eu... Droga.... – Resmunguei cruzando os braços, Frank se aproximou e segurou a minha mão.
– Posso roubar o Gerard um pouquinho? – Perguntou Frank sorrindo docemente, minha mão continuava suando frio.
– Claro, eu tenho que esperar os noivos! – Disse Vincent sorrindo para nós dois.
Frank foi me puxando para um canto do salão, eu estava pouco me preocupando para onde ele me levava, estava mais preocupado em achar o momento certo para dizer o que eu precisava dizer para Frank. Logo senti seus lábios sento pressionados contra os meus e seus braços rodeando meu pescoço, arregalei os olhos com o repentino ato, mas logo correspondi ao beijo. Meu coração batia num ritmo anormal, Frank adorava fazer esse tipo de coisa do nada, nos separamos ao ouvir o anuncio que meu pai estava entrando.
– Vamos para a mesa. – Frank disse segurando a minha mão e me levando até a mesa onde estavam Ray e Mikey. Meu pai já estava ali ao lado do tio Vincent. – Nossa... Até que ele está bem calmo. – Disse.
– Isso é o que você pensa, as pernas dele estão tremendo. – Disse Mikey apontando para as pernas do meu pai, ele estava tentando manter uma expressão calma no rosto, mas não adiantava.
Ficamos conversando um pouco, já que a noiva estava demorando até que ouviu-se uma musica tocando e todos olharam para a entrada do salão. Linda estava lá com um vestido branco comprido, com alguns detalhes vermelhos combinando com a decoração, ela estava com os cabelos presos num coque elegante e segurava um buquê de rosas vermelhas e brancas.
– Ela ta linda. – Frank disse boquiaberto.
– Nossa... – Ray estava também bem surpreendido.
Sim, ela estava linda, como o próprio nome dizia, mas eu ainda estava preocupado com o que eu teria que fazer instantes depois da cerimônia.
Foi normal a cerimônia, o tio Vincent fez as mesmas perguntas que um padre normal faria e no fim os dois se beijaram.
Pareceu passar mais rápido do que uma cerimônia normal, então começou a festa, uma música alta tocava e as pessoas estavam dançando na pista de dança, eu pude ver Lyndsey com um cara alto e loiro, provavelmente era esse tal de Oliver que ela citou na carta que me enviou de Natal, ou talvez não, depois de tantos anos talvez ela tenha mudado de namorado.
Meu pai e Linda estavam dançando ali no meio de uma roda, era vergonhoso ver meu pai dançando daquele jeito, sinceramente, ele não dançava muito bem. Linda, dançava muito bem e dava para ouvir uns gritinhos histéricos de umas tias solteironas quando meu pai tirou o paletó e jogou no alto.
A música cessou e a voz do meu tio Vincent foi ouvida pedindo a atenção de todos, não acreditava que ele faria aquilo comigo, não estava cedo... Respirei profundamente tentando pensar nas melhores maneiras possíveis de dizer o que eu queria dizer, mas eu comecei a tremer e meu coração começou a bater forte, Frank me olhava um pouco assustado.
– Meu sobrinho tem algo a dizer. – Vincent disse olhando para mim de cima do altar, eu andei até ele sem nem conseguir sentir as minhas pernas. – E posso dizer que é algo muito importante. – Ele disse me entregando o microfone em seguida.
Todo mundo ficou em silêncio me encarando, eu estava assustado vendo todas aquelas pessoas, mas se era para dizer tudo o que eu sentia por Frank seria ali mesmo.
– Frank... – Falei e logo todos que estavam perto dele deram um passo para trás dando uma visão de Frank para mim, ele estava com o olhar confuso e um pouco assustado, nesse momento algumas pessoas olhavam para mim e para ele, ou então cochichavam algo. Eu respirei fundo ainda olhando para Frank. – E... Eu... – Olhei para os meus pés. E todos ainda me olhavam apreensivos, então olhei para Frank, que estava um pouco assustado com aquela situação, mas eu apenas falei tudo que eu precisava falar. – Frank. Nos últimos anos você tem feito de mim o cara mais feliz desse mundo. E você sabe o quanto eu te amo, não há palavras que descrevam o que eu estou sentindo. – Eu fazia esforço para a minha voz sair normalmente. Desci os degraus e fui até Frank, dava para ver seus olhos cheios de lágrimas, segurei sua mão e fiquei de joelhos. Bem, aquilo foi meio brega, mas ainda tá valendo. – Frank, você aceita se casar comigo? – Falei tirando aquela caixinha que estava no meu bolso.
Todas as pessoas do salão ficaram pasmas com o meu pedido, algumas disseram “que bonitinho”, já alguns parentes desprezíveis meus disseram “que absurdo!”. Eu não estava nem ai, eu apenas prestava atenção na expressão de Frank, suas bochechas estavam rubras e ele estava com um sorriso maior do mundo.
– Claro que aceito. – Ele disse com a voz falha. Eu me levantei e o abracei levantando-o do chão.
– Olha que maravilha pessoal! – Meu tio disse alegremente segurando um outro microfone. – Parece que temos outra cerimônia para fazer! – Ele disse andando de um lado para o outro no altar, eu e Frank nos viramos para ele e sorrimos.
Bem, como ele disse, realmente teve uma cerimônia. As pessoas continuaram onde estavam, apenas prestando atenção em nós. Segurei a mão de Frank e levei-o até o altar.
– Frank Anthony Thomas Iero Junior. – Falou Vincent alto com um sorriso no rosto. – Você aceita Gerard Arthur Way como o seu legítimo esposo? – Perguntou ele, Frank deu uma risada baixa.
– Aceito. – Disse Frank voltando a ficar sério, se meu coração batia rápido antes, agora eu nem sentia ele batendo de tão rápido. Eu estava colocando a aliança dourada em seu dedo.
– E você Gerard Arthur Way aceita Frank Anthony Thomas Iero Junior como seu esposo? – Perguntou.
– Ahn... – Fiz uma expressão pensativa e ri. – Sim.
Frank ficou me encarando com um sorriso bobo e o Vincent estava inquieto do nosso lado.
– Não vai agarrar o seu homem? – Perguntou Vincent olhando para Frank com a expressão entediada. Deu para ouvir então os risos das pessoas que assistiam a gente ali.
Frank rodeou meu pescoço com os braços e me beijou, um beijo que me deixara sem ar, eu já estava nervoso o suficiente, aquele beijo havia me deixado bem mais calmo.
Saímos dali e fomos para fora do salão, não é bem uma coisa normal que um casal recém casado faz em sua festa de casamento, não era bem nossa, na verdade era do meu pai. Então ficamos fora dali, aquele lugar estava me sufocando. Frank me encarou com um mínimo sorriso nos lábios.
– Que foi? – Perguntei sorrindo bobamente.
– Era isso que você estava tramando? – Ele riu balançando a cabeça negativamente. – Por isso estava suando frio. – Seu sorriso estava enorme, eu não podia deixar de corar, eu realmente tinha ficado nervoso com aquilo.
– É... – Eu abaixei a cabeça. Ele segurou meu queixo e levantou meu rosto, ficou encarando-me por uns tempos, eu adorava aqueles olhos, amava aquele sorriso, amava aquele rosto... Amava tudo.
– Você tá vermelho. – Ele riu e me deu um selinho rápido.
A porta do salão se abriu e logo eu vi Mikey sorridente.
– Olá cunhado e irmão. – Ele disse com um sorriso de orelha á orelha. – Venham! Já! – Mikey pegou meu braço e me puxou, Frank, como o esperado, veio me seguindo. – O que é um casamento sem valsa?
– Sem chances, eu não sei dançar . – Arregalei os olhos e algumas pessoas que
– assistiam a cena riram, foi ai que eu percebi que todos os convidados, meu pai e Linda nos olhavam impacientes. – Droga...
Peguei a mão de Frank e puxei-o até onde meu pai e Linda estavam, não tinha cabimento eu dançando.
– Eu não sei dançar. – Falei entre dentes para o meu pai, que, logo em seguida, riu da minha cara. – Eu não contei piada.
– Vai logo. – A musica começou. Droga. Rodeei a cintura de Frank com um dos meus braços e segurei sua mão com a mão livre.
– Isso vai ser hilário. – Ele sussurrou.
Então começamos a dançar, foi bem engraçado, eu tentei pelo menos, algumas vezes eu pisei no pé do Frank, coitadinho. Mas logo eu consegui acompanhar a música e não pisei mais no pé dele.
No fim da música, um montão de gente tinha ido dançar, inclusive meu irmão e o Ray, meu Deus... Saímos de fininho e Frank ficou na ponta dos pés se aproximando da minha orelha.
– Agora você é só meu, né? – Perguntou ele rindo.
– Sempre fui, bobo. – Falei baixo mesmo assim ele deve ter conseguido ouvir apesar do barulho da festa.
– Hmmm... Que ótimo... – Ele disse me beijando em seguida, eu dei uns passos para trás encostando-me numa parede. – Eu te amo. – Ele disse ao se separar de mim, afundou ao rosto na curva do meu pescoço.
– Eu também te amo. – Eu dei uma risada baixa e sem graça, era difícil eu saber o que responder na hora.
Nunca havia me sentido tão bem.
Notas finais
o que vocês acharam?
Eu pensei em fazer um epilogo, então eu não colocarei a fic como finalizada, certo?
Mas eu quero bastante reviews nesses últimos 2 capítulos! Poooooooor favor! :3
Agradeço até o epilogo então ;)
---->>>>> AIIINDA TEM EPIIIILOGO! <
Au revoir *3*
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