Ever Since We Met
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Obrigada pelos reviews, POV do Geraldo, espero que gostem, mas ta uma merda.. auhsuahs
Tinha esse cap pronto então por isso postei mais rápido.
Boa leitura
Eu estava tomando café-da-manhã com meu pai, Lyndsey e meu irmão. Até que meu pai foi trabalhar e o clima ficou super-tenso, meu irmão me lançava olhares ameaçadores enquanto minha prima me lançava olhares sugestivos. Nossa! Mas o que porra está acontecendo?
Eu esqueci de explicar para o Mikey o que tinha acontecido na manhã anterior na cozinha com a Lyndsey! Pronto1 Era hoje que eu me ferrava de vez, ele deve estar pensando as piores coisas, se é que ele não contou para o Frank, porque ai a coisa muda de figura...
- Mikey, eu tenho que te explicar o que aconteceu ontem na cozinha, você deve ter interpretado errado o que você viu e... – Eu tentei falar até que Lyndsey me interrompeu.
- Eu já expliquei tudo para ele como você me pediu, Gerard. – Lyndsey disse prontamente, com um mínimo sorriso nos lábios.
Franzi o cenho e olhei para Mikey, ele não me olhou de volta, apenas continuou comendo sua panqueca silenciosamente. Suspirei, eu ainda duvidava que ela tinha explicado a história como realmente aconteceu, ela era louca e disse eu sabia bem.
Mikey se levantou, deixou seu prato na pia e saiu da cozinha. Eu o segui sem nem terminar meu café, ele parou de andar abruptamente e me olhou com os olhos faiscando de raiva.
- Você não tem vergonha? – perguntou ele erguendo o queixo e me olhando com desgosto.
- De quê? Eu não fiz nada de mais, Mikes... – Eu falei franzindo o cenho, implorando para que ele acreditasse em mim.
- Não me chama assim! – Ele levantou o tom de voz, me empurrou fazendo-me cambalear para trás. – Aliás, a noite de domingo foi boa, não? – perguntou ele cinicamente. – Acho bom você ter uma ótima desculpa para o Frank, porque ele já está sabendo de tudo nessa altura do campeonato... – Disse ele apoiando a alça de sua mochila em apenas um dos ombros. – Boa sorte. – Sorriu e saiu de casa.
Eu fiquei paralisado. Sabendo de tudo? Mas o que porra ele disse para o Frank? Eu não tinha feito nada, eu só estou com uma coisa louca na minha cabeça que me faz ver meu pequeno em tudo quanto é canto. Peguei minha mochila que estava apoiada no sofá e sai correndo pela rua atrás de Mikey, eu consegui alcançá-lo rapidamente segurei um de seus braços fazendo-o parar de andar.
- Michael! – Falei em voz alta obrigando-o a parar, ele me olhou com as duas sobrancelhas arqueadas, como se me desafiasse. – Eu não agarrei a Lyn com o intuito de trair o Frank, na verdade, eu juro, que na hora eu enxerguei o Frank ali e foi um impulso... – Parei de falar quando vi a expressão de deboche do meu irmão. Era claro que ninguém acreditaria no que eu dizia.
- Acho bom você inventar uma desculpa mais convincente. – Ele disse simplesmente e foi embora com os passos mais apressados.
Suspirei derrotado, acho que de agora em diante eu teria que me resolver com o Frank. Espero que a essa hora ele não esteja chorando, ou acreditando no que supostamente Mikey e Lyndsey tenham dito a ele. Não culpo Mikey por isso, ele simplesmente não quer o mal de Frank, culpo Lyndsey por mentir para o meu irmão.
Cheguei na escola, após uma longa corrida para não chegar atrasado e por sorte cheguei apenas quatro minutos antes do sinal tocar. Avistei Ray sentado sozinho no banco perto da escada, algo que já me fez entrar em desespero. Por que Frank não estava lá?
Corri em direção a Ray e sentei-me ao lado dele.
- Cade o Frank? – Perguntei preocupado.
- Ou ele ta atrasado ou... Vai faltar.- Ray respondeu balançando os ombros.
Frank NUNCA faltava nem chegava atrasado. Eu tinha quase cem por cento de certeza que Mikey ou Lyndsey havia contado a grande mentira para ele, ótimo. Eu não poderia ir atrás dele, afinal, se faltasse mais uma vez na aula ligariam para o meu pai e eu ficaria trancado em casa por bastante tempo.
Fomos para a sala de aula, eu sem falar nada, acho que Ray estranhou muito isso. Sentei-me na minha cadeira, e fiquei ali esperando as aulas passarem, parecia que quanto mais você precisa que o tempo passe, mais o tempo demora, é por isso que o tempo é meu pior inimigo.
Última aula, eu estava apoiando a minha cabeça sobre minhas mãos enquanto massageava minhas têmporas. Urg, aquela ansiedade estava me matando. E se quando eu fosse falar com ele, ele me ignorasse e me mandasse sumir da vida dele. Eu tinha prometido que não faria mais nenhuma merda desse tipo, mas a culpa era dele por ficar na minha cabeça sempre daquele jeito! Droga!
O sinal tocou, quando eu estava saindo da sala, Ray me segurou pelo braço e me olhou preocupado.
- O que está acontecendo? –perguntou ele indicando uma mesa vazia par que eu me sentasse. A sala se esvaziou e ficamos só nós.
- Frank acha que eu o trai. – Falei fazendo uma careta. Eu não esconderia nada de Ray, ele era meu melhor amigo. – Mikey também acha isso, Lyndsey deve ter contado para ele algo que na verdade não aconteceu, ninguém acredita em mim. – Falei suspirando e puxando alguns fios do meu cabelo.
- Não se preocupa... Mikey só acredita em algo vendo... – Ray disse erguendo as sobrancelhas.
- Bem... – Soltei meus cabelos e olhei-o fazendo uma cara de criança que aprontou. Ele me lançou um olhar de reprovação. – Eu estava com o Frank na cabeça e eu tive tipo uma ilusão...
- Prossiga. – Ray disse me olhando atentamente. Ele me olhava assim porque ele conseguia captar cada mínima mentira só me olhando, era incrível.
- Então eu meio que vi o Frank na cozinha e abracei-o, mas quando eu fui me dar conta era a Lyn... E Mikey já tinha visto. – falei, grunhi batendo com força na mesa.
- Calma, eu acredito em você, eu vou falar com o Mikey. –Ele disse se levantando da mesa e indo em direção a porta da sala.
- Hm... Use preservativo. – Falei maliciosamente, Ray se virou com os olhos arregalados, como se me perguntasse “como você ta sabendo?”. – É obvio que vocês estão tendo algo ai..
- Ah... Voltando ao assunto principal, vá até a casa do Frank AGORA! – Ordenou ele me olhando ameaçadoramente.
Obedeci, peguei minha mochila e fui para a saída do colégio, na frente dele. Provavelmente ele estava indo para a escola do Mikey falar com ele. Uffa, uma parte já está feita.
Ao passar pelo portão do colégio, já comecei a correr à caminho da casa do meu pequeno, eu parecia um louco na rua, eu já não pensava, as minhas pernas pareciam se movimentar sozinhas por aquele caminho. Parei ofegante na frente daquele portão branco que eu já conhecia bem, memórias daquela noite que conheci Frank invadiam minha cabeça... Balancei a cabeça tentando não perder o foco, nem começar a chorar ali, eu sou meio sensível quando se trata do Frank.
Apertei a campainha e logo Linda apareceu abrindo o portão, ela me olhou com o cenho franzido, como se me pedisse uma satisfação para eu estar ali ofegante, quase morrendo.
- Desculpe... Mas... Eu queria falar com o Frank, é urgente. – Falei colocando a mão sobre o peito tentando me recuperar.
- Ele disse que não quer te ver. E eu não quero que você faça mais mal a ele. – Linda disse seriamente me olhando de um jeito, que me dava até arrepios.
- Eu juro, isso foi tudo um mal entendido, eu tenho que esclarecer as coisas. – Falei sentindo uma pontada forte na minha cabeça. A mulher revirou os olhos bufando.
- Olha, meu filho não está bem, mas se for para você esclarecer, esclareça e vá embora. Eu não quero mais meu filho perto de você.- Ele disse friamente. Eu juro que jamais esperava ouvir algo desse tipo vendo de Linda Iero, ela sempre era tão doce e meiga, mas eu podia entender, ela só queria proteger o Frank.
Entrei na casa, estava silenciosa, subi as escadas e cheguei finalmente a frente do quarto de Frank, bati na porta e nada de ele abrir.
- Frank, a gente precisa conversar. – Falei encostando minha cabeça na porta. Bati mais algumas vezes e nada. – Por favor, eu preciso esclarecer toda essa história. – Falei bufando.
Fiquei uns dez minutos ali implorando para que Frank abrisse a porta para mim.
- Sai daqui... – Ouvi sua voz chorosa vinda de dentro do quarto.
- Não, por favor, Frank. – pedi, me humilhando ali naquela porta, meus pés já estavam ficando dormentes. – Eu preciso falar com você! – Dei três batidinhas.
- Para com isso, já ta enchendo. –Ele disse, sua voz parecia mais próxima, acho que ele estava encostado na porta também.
Suspirei, eu teria mesmo que fazer aquilo, era a última tentativa.
- All I want is you to understand
That when I take your hand
It's 'cause I want to
We are all born in a world of doubt
But there's no doubt
I figured out
I love you
Cantarolei baixinho na porta, na expectativa que ele me ouvisse e abrisse a porta de uma vez por todas. Eu apenas ouvi um soluço vindo do outro lado da porta, ele estava chorando.
- Frank não chora, por favor. – Pedi, sentindo meu coração pesar por ele estar chorando por algo tão ridículo.
- Vai embora. – Ele pediu mais uma vez, logo senti que algo acertou a porta. Arregalei os olhos. Não funcionou.
- Frank, acredita em mim, o que disseram para você era tudo mentira, meu amor... Por favor... Eu não quero que você chore por isso. – Falei dando duas batidas na porta.
- Deixa eu pensar um pouco Gerard. – Ele murmurou, mesmo assim eu pude ouvir.
- Tudo bem, mas pensa nisso... Eu jamais faria nada que te deixasse mal, eu não quero ver você assim. – Falei sinceramente.
Sai de lá, Linda me esperava no pé da escada de braços cruzados, ela batia um dos pés contra o chão de madeira, fazia o barulho de seu sapato ecoar.
- Demorou demais, parece que também não convenceu, pode ir embora. – Ela disse me indicando a porta.
- Obrigado. – Falei baixinho e sai da casa.
Ao chegar na minha casa, avistei Lyndsey sentada no sofá com os pés apoiados na mesinha de centro, ela sorriu para mim e me ofereceu um salgadinho de queijo. Fiz cara de nojo, o cheiro era desagradável, e recusei.
- Tire os pés da mesinha, que falta de educação. – Falei erguendo o meu queixo. – Agora eu vou para o meu quarto, não ouse inventar nada sobre mim, sua vadia. – Finalizei, subi as escadas e a deixei ali, com cara de idiota.
Ela merecia isso mesmo, ser tratada como vadia, assim como ela é. Fica se vestindo tão vulgarmente, tentando me separar do meu pequeno, destruindo minha vida em menos de dois dias. Se era isso que ela queria conseguiu, só que se o objetivo principal fosse me ter só para ela, ela quebrou a cara, porque eu sou gay e sou propriedade de Frank Iero.
Cheguei no meu quarto e me tranquei ali, fiquei ali no silêncio até ouvir uns barulhos estranhos... Puta merda... Não acredito nisso... Mikey tem visita. Por que eu tenho que ouvir isso?!
Notas finais
eu descobri que em outra fic Frerard a menina colocou o Gee cantando aquela música o.o Espero que saibam que nunca foi minha intenção plagiar, ok? Espero que ninguém me mate o.o
Até os reviews!
o/ *3*
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