Notas iniciais
Yo!
Evellynurie/Sutcliff-san está de volta para as senhoritas.
Demorei um pouco, porque eu estava no fim de um yaoi lindo :3 para ter mais criatividade para as senhoritas..
Agora, boa leitura!

Eu não sei como eu escapei do meu pai e do meu irmão, eu apenas ativei o botão “desculpa esfarrapada” e pelo que eu percebi colou! Quer saber que desculpa eu usei? A mais simples: tirei nota baixa, minha mãe pegou o meu celular e disse que faríamos um trato de ela devolver o celular assim que eu recuperasse a nota. E eles caíram direitinho e saíram do meu caminho.

Fui correndo para o meu quarto e me tranquei lá com a pior cara do mundo. Minha mãe havia acabado de me ameaçar, ameaçar o Frank e isso era algo que eu realmente nunca imaginaria que um dia ela faria, mas ela fez. Pensei que ela fosse querer me matar ao descobrisse sobre a minha opção sexual, bem... Ela ainda não fez nada.

Eu não tenho medo algum que ela fizesse algo comigo, só se ela fizesse algo com o Frank, isso era a única coisa que eu temia. Sendo assim, eu teria que ameaçá-la para que ela não fizesse nada contra ele, né? Mas ela está com o celular... Vou conseguir outra prova hoje à noite.

Claro que eu já havia juntado os fatos: Minha mãe sai para caminhar de noite todos os dias sem o meu pai, quando meu pai quer ir ela fica toda nervosa. Como eu nunca tinha suspeitado isso? Era óbvio que ela escondia algo, eu sempre dizia que queria ir com ela, mas ela sempre dizia que não. Sem falar de do dia para a noite ela ficou muito legal comigo e com Mikey, sem dar aquelas suas típicas criticas e patadas, fazendo tudo que queríamos, era realmente muito suspeito. Agora finalmente o caso está resolvido, mas o meu plano não.

Levantei da minha cama e fui tomar um rápido banho antes que a minha mãe viesse falar comigo ou fazer mais alguma ameaça para mim, eu definitivamente não quero que ninguém se ferre nessa história toda, só a minha mãe.

Sai do banho, me vesti e desci ao ouvir o grito da minha mãe anunciando que o almoço estava sendo servido. Ao chegar à cozinha vi meu pai sentado na mesa ao lado do meu irmão e na frente da minha mãe, eles conversavam como se tudo estivesse normal, esse seria o almoço mais estranho de toda a minha vida. Ver minha mãe tratando meu pai com a maior falsidade do mundo me dava asco, mas aquilo não duraria muito tempo, eu vou acabar com a brincadeira da minha mãe.

Sentei-me à mesa dando um leve sorriso para meu pai e lançando um olhar atravessado para minha mãe, ela com certeza se tocou e apenas sorriu sinicamente para mim, revirei os olhos e olhei para baixo, vi meu prato com um pedaço de torta de frango, minha mãe estava tentando me bajular, esse é minha comida favorita.

- Espero que não tenha veneno, mãe. – Falei levantando o rosto e sorrindo sinicamente para Donna, deixando assim meu pai e meu irmão com olhares assustados.

- O que é isso, meu querido, não fale asneiras. – Donna disse séria movendo minimamente os lábios vermelhos.

- Filho, por favor, ouça o que sua mãe disse e não diga mais coisas assim. – Meu pai disse me olhando sério, mas com os olhos levemente arregalados, provavelmente estava surpreso com o que eu acabara de dizer.

- Tudo bem pai. Que não tenha veneno na comida, amém! – Falei começando a comer a torta. Meu irmão apenas riu da piada que eu fiz, mas disfarçou o riso quando meu pai lhe lançou um olhar atravessado.

Eu sempre era aquele que acabava com o clima do almoço ou jantar –já que nem café-da-manhã eu costumava tomar- com as minhas piadinhas fora de hora e comentários inoportunos, meus pais dizem que comer junto comigo era uma vergonha, Ray e Mikey dizem que comer comigo é bem melhor – pelo menos pessoas que gostam de mim e riem das minhas piadas-.

Após o almoço me levantei da cadeira falei umas palavras que nem mesmo eu entendi, deixei meus pais e meu irmão confusos e subi para o meu quarto. Tinha que pensar direito naquele plano, eu só sabia a hora e o mais ou menos o lugar onde ela se encontrava com aquele homem, nada mais, não sabia como eu chegaria lá nem como eu tiraria a foto...

Raaaaaay!!

Disquei rapidamente os números que correspondiam ao número de telefone do meu querido e lindo cunhado/amigo Ray! Ele manja nessas coisas de ser discreto, já que foi ele que desenrolou o flagra da Wedy, e me ajudou a desmascarar ela com aquele garoto que eu nem lembro o nome.

- Oi, seu lindo. – Falei fazendo uma bela voz sedutora.

- Oi gato. – Ray disse fazendo uma voz bem gay para que a nossa brincadeira não perdesse a graça. Ele estava de bom humor, obrigado Deus! – O que quer agora? – perguntou ele voltando ao seu tom de voz normal.

- Bem, eu preciso de você para mais um flagrante... – Falei me jogando na cama.

x-x

Lá estava eu esperando Ray um pouco antes do beco onde provavelmente a minha mãe e seu suposto amante estariam exatamente na hora que eu havia imaginado. Olhei para os lados e nada de Ray, onde estaria ele afinal?! Qual a parte do: Oito horas em ponto me encontrar ele não entendeu?

- Oi Gerard, trouxe a câmera. – Ray disse baixo, quase num sussurro me entregando a grande câmera que como disse ele era ótima para tirar fotos no escuro, mas usando flash, é claro.

Seria uma missão impossível tirar as fotos sem que a minha mãe me percebesse, mas como a câmera ficaria com Ray, eu não precisaria me preocupar. O meu único medo era que se eu a entregasse para o meu pai, ela fosse fazer algo contra Frank, e era exatamente isso que estamos tentando evitar.

Andamos em passos silenciosos até o lugar onde minha mãe estaria, incline-me um pouco para constatar que ela estaria ali com aquele homem. Sim, ela estava, e era o mesmo homem que eu havia visto mais cedo com ela no mesmo lugar. Eles poderiam ser mais cuidadosos, mas assim eu tinha vantagem. Posicionei a câmera focando exatamente os dois aos amassos, não era possível visualizar muita coisa pelo visor da câmera já que o beco estava com a iluminação apenas de um poste de luz bem fraco. Pressionei o botão para tirar foto e o flash disparou fazendo com que toda aquela ruela se iluminasse, o casal se separou rapidamente o olhou em minha direção.

Escondi-me atrás de uma grande placa de um restaurante, esperava que a luz do flash tivesse os cegado e que eles não tivesse me visto ali. Eu estava suando frio, com medo, entreguei a câmera a Ray e nós saímos correndo em direção a seu carro que estava um tanto quanto longe, entramos no carro e Ray acelerou.

- Conseguiu tirar a foto? – Perguntou Ray sem desviar o olhar do caminho.

- Eu não sairia de lá até que tirasse, claro que eu consegui. – Falei revirando os olhos ao pegar a câmera de seu colo e ligá-la.

Fiquei o percurso inteiro até minha casa contemplando a foto que eu havia tirado, eu estava me sentindo um pouco satisfeito por ter conseguido tirar, a foto tinha saído perfeita e dava para ver perfeitamente que era a minha mãe ali. Chegamos á porta da minha casa, deixei a câmera com Ray para que ele a escondesse com o maior cuidado do mundo, e se caso minha mãe fosse procurar a câmera em casa, não estaria lá.

- Até amanhã, e... Revela a foto para mim? – Pedi sorrindo docemente para Ray que apenas revirou os olhos e fez um gesto para que eu fechasse a porta do carro, então o fiz e fui em direção a minha casa com a cara menos suspeita o possível.

Eu esperava que minha mãe não tivesse chegado antes que eu, pois seria um desastre se ela já estivesse em casa. Abri a porta da frente e entrei com uma das mãos no bolso enquanto assobiava despreocupadamente. Olhei para a mesa de jantar, lá estavam meu pai e meu irmão comendo uma torta de morango que parecia muito deliciosa.

- Nossa! Espero que tenha sobrado um pouco para mim. – Falei alto para que os dois ouvissem, eles olharam para trás e sorriram para mim.

- Claro que sobrou para você e também temos outra coisa para você. – Mikey disse sorrindo malicioso.

Franzi o cenho e sentei-me com eles á mesa. Quando de repente, Frank saiu da cozinha segurando uma nova torta de morango e colocou-a sobre a mesa, fiquei apenas observando-o boquiaberto, ele ficava muito sexy de avental...

Menos Gerard menos.

- Filho, assim você vai babar! – Disse meu pai colocando a mão no meu queixo e fechando minha boca.

- Nossa, está tão impressionado assim com a minha aparição? – Frank falou sorrindo docemente para mim. – Cheguei aqui para te entregar essa torta que eles estavam comendo, mas você não estava, então eles comeram tudo, daí eu fui para a cozinha e fiz outra para você! – Completou Frank sorrindo mais ainda me fazendo abrir um sorriso gigante.

Servi-me da torta de morango que Frank havia feito para mim, mas como disse meu irmão eu estava mais comendo Frank com os olhos do que comendo a torta de morango. Frank, a pessoa com a combinação mais perfeita de tudo que eu preciso, que bom que ele é só meu.

- E de mais ninguém. – murmurei contra minha própria mão fazendo todos que estavam comigo na mesa me olhasse como cenho franzido.

- Hãn? – Meu pai me olhou confuso.

- Nada não... – Fale voltando ao meu estado normal. – Terminei a torta. – Falei sorrindo. – Frank, vamos ali ao meu quarto eu estava mesmo precisando falar com você urgente. – Falei me levantando da cadeira e puxando-o pela mão sem nem mesmo esperá-lo me responder.

Entramos no quarto, eu apenas tranquei a porta só por precaução sabe... E puxei-o pela cintura para nos aproximar, Frank estava me olhando com os olhos arregalados e uma expressão muito confusa.

- Gerard, você enlouqueceu de vez! – Frank disse virando o rosto para tentar esconder a vergonha, seu rosto estava fortemente avermelhado.

Segurei seu queixo virando seu rosto para que ele olhasse nos meus olhos, ele continuava com vergonha e eu podia sentir seu coração quase saindo pela boca, ele não era assim, só quando eu fazia umas doideiras desse tipo, mas o meu principal motivo era deixá-lo com vergonha. Beijei-o apertando ainda mais sua cintura com os meus braços para que ele não conseguisse se soltar de mim, isso era o que ele estava tentando fazer.

- Gerard, você é louco?! — Frank disse virando o rosto de lado se afastando um pouco de mim.

- A porta ta trancada. – Falei voltando a beijá-lo enquanto o empurrava em direção a minha cama.

Cai em cima dele na cama e me separei para recuperar o fôlego. Sentei-me sobre seu quadril tendo a privilegiada visão de Frank com sua carinha de vergonha, ele não muda mesmo, eu amo isso. Desamarrei o laço do avental que ele estava usando ainda – pff... Maldito aventalzinho! – e me inclinei para beijá-lo novamente.

Frank empurrou meu corpo para o lado e ficou por cima sentando-se em cima de mim do mesmo jeito que eu estava nele antes. Levantou minha blusa enquanto arranhava levemente minha pele fazendo-me arrepiar com o toque, finalmente ele retirou minha blusa e se abaixou aproximando seu rosto do meu pescoço e mordendo-o algumas vezes.

- Gerard! Abre a porta, a mamãe ta te chamando. – Ouvi a voz de Mikey abafada e algumas batidas na madeira da porta.

- Droga. – Sentei-me na cama e Frank saiu de cima de mim. — Já volto, fica ai. – Falei.

Levantei bufando da cama, recoloquei a blusa que Frank havia tirado e abri a porta com a maior cara de poucos amigos possíveis. Ao ver quem estava na minha frente, meu sangue ferveu com raiva.

- O que foi Donna? – Perguntei erguendo uma das minhas sobrancelhas e encarando-a com o olhar de tédio. – fala logo o que você quer, eu estou ocupado conversando com o Frank. – Menti.

Ela já foi me empurrando e entrando no meu quarto sem nem pedir autorização. Saiu abrindo as portas do meu armário com brutalidade, parecia procurar algo, e eu já sabia o que era. Encostei-me no batente da porta e fiquei apenas a observar a louca procurando loucamente a câmera pelo quarto.

- O que você tanto procura aqui dentro? – Perguntei como se não soubesse de nada, afinal... Ela não podia sequer desconfiar.

- A câmera, Gerard, a câmera que o senhor usou para tirar a foto de mim. – Minha mãe disse nervosa olhando-me com os olhos levemente arregalados e era notável seu cabelo bagunçado.

- Eu não tenho câmera, mãe... – Falei entediado, não menti, afinal... A câmera não era minha, era do Ray.

- Então quem foi o condenado que teve a cara de pau de ir tirar uma foto minha hoje? – as mãos de Donna tremiam nervosamente, ela parecia suar frio, estava realmente em um estado de dar dó.

- Desculpe, Donna, mas você está insinuando que eu ando espionando você? – Perguntei sorrindo sarcástico e dando uma risada de deboche, virei meu olhar para Frank e lhe dei uma piscadinha rápida e discreta.

- Claro! Você tirou a foto de manhã, era óbvio que tiraria novamente. – Donna disse entre dentes se aproximando de mim.

- Acho que não vale apena te entregar... E eu estava aqui como Frank o tempo todo. – Sorri para ela que virou para Frank para conferir, Frank cooperou e balançou a cabeça em sinal positivo.

- Trocando totalmente de assunto. – Disse ela respirando profundamente e dando alguns passos em direção à minha cama onde Frank estava sentado. – Não pensem que eu já engoli essa história do namoro de vocês dois... – Segurou firmemente o rosto de Frank fazendo-o olhar para ela, dei alguns passos em direção a ela, temendo que ela o agredisse.

- Donna... nem pense em machucá-lo. – Falei ameaçadoramente arregalando os olhos.

Ela deu um tapa no rosto de Frank fazendo-o cair na cama, escondendo o rosto fragilmente. Peguei o braço da minha mãe erguendo-a um pouco do chão, com a intenção de machucá-la.

- Como ousa fazer isso com ele, sua louca? – perguntei olhando a com fogo nos olhos.

- Vocês dois... São as criaturas mais ridículas que eu já vi na minha vida! Gays! – Disse ela alto desencilhando-se de mim e caindo no chão. – Devem morrer! – Disse ela erguendo a cabeça para me encarar com um olhar de reprovação.

- Saia daqui antes que eu decida bater em você! — Gritei em plenos pulmões apontando para a porta, ela apenas riu e se levantou com dificuldade. – Anda! O que está esperando?! – Perguntei gritando.

- Você é uma vergonha. – Disse ela antes de sair do meu quarto. – Você tem sorte de eu não ter matado esse outro bicho. – Disse ela referindo-se a Frank.

- Cala a boca! E suma da minha frente! – Gritei pegando-a pelo braço e jogando-a para fora do quarto.

Fechei a porta fazendo um barulho alto e a tranquei para que ninguém passasse mais por ali e acabasse me irritando ainda mais.

Fui em direção a Frank sentei-me do seu lado e abracei-o do modo mais acolhedor possível. Senti que Frank soluçava baixinho então apenas virei seu corpo para mim e levantei seu rosto limpando suas lágrimas.

- Não fica assim, ela nunca mais encostará um dedo em você. – falei abraçando Frank novamente. – Vai ficar tudo bem. – Sussurrei.

Notas finais
Então?
Estão com tanta raiva da Donna quanto eu???
Enfim, estamos quase n fim da fic... :/
nos vemos no próximo capitulo!
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