Ever Since We Met
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Dessa vez eu não demorei tanto, viram?
Mas eu ainda to de castigo.
E para vocês que perguntaram, eu to com colesterol alto '-' tenso (eu sou muito magra, não sei como isso aconteceu!).
By the way, eu to superando isso... Meus amigos e meu namorado me ajudam com isso.-pegam no meu pé para eu não comer nada que eu não devo-.
Enfim, esse capitulo não está tão grande como eu queria e nem tão bom como eu sonhei.
Enfim, vejo vocês lá embaixo.
Por que Deus? Por que Frank teve que presenciar isso, logo agora? Assim que eu consigo concertar as coisas e deixá-lo feliz vem o meu irmão e estraga tudo. Eu não devo culpar o Mikey por isso, além do mais ele está passando por um momento difícil de sua vida, não quero nem imaginar como é ser traído.
Respirei fundo várias vezes, aquilo estava começando a virar cena de novela. Eu não sabia o que dizer ou como explicar o que tinha acontecido. Eu não poderia simplesmente colocar a culpa no meu irmão e deixar ele se ferrar sozinho, sem chances!
Assim que eu arranjei palavras para explicar o que estava acontecendo ali, Ray se pôs a falar com uma expressão nítida de raiva.
– Os dois não vão explicar que porra estava acontecendo aqui não? – Perguntou me olhando com seus olhos faiscando, parecia que queria me matar. Como eu já imaginava, é claro! Ele morre de amores pelo meu irmão.
– Não precisa, Ray, eu acho que eu já entendi muito bem o que está acontecendo. – Frank falou rapidamente em um fôlego só. – Eu só... – Sua voz sumiu quando ia terminar a frase, ele desistiu de falar e se virou para ir embora o mais rápido possível.
Vamos, pense Gerard! O que você faz agora? Corre atrás dele, porra! Sai andando rapidamente em sua direção, abri a porta da sala e mesmo chovendo com um pouco de neblina pude ver Frank andando decididamente para longe da minha casa. Comecei a correr começando a sentir as minhas roupas ficando pesadas e encharcadas.
– Frank! Espera. – Consegui segurar o seu braço fazendo-o parar imediatamente. Ele me encarou, seus olhos claramente mostrando mágoa e seriedade, ele também estava muito encharcado. – Me deixa explicar, por favor. – Falei com certa dificuldade.
– Eu já entendi isso tudo! – Gritou em plenos pulmões, seu peito subia e descia rapidamente. – Agora me solta. – desvencilhou-se de mim e assim saiu correndo mais rápido para longe de mim.
Suspirei colocando as mãos na cabeça enquanto puxava alguns fios de cabelo. Voltei andando sem pressa para casa, eu não me importava se iria pegar uma bela de uma gripe, para falar a verdade a minha vida já estava toda ferrada.
Entrei na cozinha molhando o caminho por onde eu passava Ray ainda estava ali, mas nada de Mikey, ele olhava fixamente o chão da cozinha. Ele parecia pensativo, mas ele estava segurando uma sacola com muita força parecia estar ainda com raiva.
– Ray? – Perguntei me abaixando um pouco para olhar direito para ele. – RAY?! – Insisti espirrando algumas vezes depois.
Meu irmão apareceu novamente na cozinha segurando uma toalha e com um sorriso mínimo no rosto a entregou para mim. Provavelmente ele já tinha previsto o que aconteceria.
– O que deu nesse cara? – Mikey disse estalando algumas vezes os dedos na frente do rosto do Ray. – Raaayzinho! – Mikey tentou chamar a atenção dele se abaixando à sua frente. Só assim percebi que Ray acordou de sua hipnose.
– Michael, você pode me deixar sozinho com o seu irmão, por favor? – Ray disse educadamente, sem deixar de ser sério e levantou sua cabeça olhando em direção a mim.
– Tudo bem. — Mikey disse desanimado saindo da cozinha sem dizer mais nenhuma palavra.
Ficamos em silêncio por algum tempo, enquanto eu estava me secando com a toalha que o meu irmão havia trazido para mim. Assim que terminei de me secar, sentei n mesa apontando para a cadeira vazia do meu lado para que Ray se sentasse. Ray não se sentou ao meu lado, sentou-se do outro lado da mesa bem longe de mim.
– Por que vocês fizeram isso? – Perguntou me lançando um olhar desaprovador.
– Eu não fiz por que eu quis... Eu... – Não consegui terminar a frase e apenas abaixei a cabeça, reconhecendo o quão errado eu estava.
– Você acha que eu apenas “gosto “do seu irmão, não é? – Disse Ray fazendo as aspas com as mãos. Acenei com a cabeça fazendo-o desaprovar com um gesto. – Eu só sou maluco por ele! – Completou apoiando os cotovelos sobre a mesa e a cabeça sobre as mãos.
– Me desculpe... Na hora eu não pensei. – Falei dessa vez sentindo mais culpa do que estava sentindo antes.
– Você não pensou no seu namorado? Que estava muito feliz hoje, por que tinha dormido com você essa noite e tals... – Franziu o cenho me olhando com mais desprezo e raiva do que antes.
Senti uma fisgada forte no peito e logo as lágrimas invadirem meus olhos. Vi os pingos de água da chuva caindo na mesa, encarei onde estava molhado tentando segurar firmemente as minhas lágrimas. Por mais que eu estivesse muito mal pelo que fiz, eu não gostava de parecer fraco perto de ninguém. Afinal, eu sempre estava certo, SEMPRE.
– Ray, eu não pude deixar de ouvir o que vocês falaram... – Mikey entrou na cozinha, suas bochechas estavam levemente coradas. – Mas o Gee... Não fez nada.
– Como assim? Vai dizer que... – Ray alterou a voz se levantando da cadeira, Mikey não o deixou completar a frase e logo o interrompeu.
– Eu o beijei... – Confessou olhando diretamente para Ray. – Por que... Eu amo o meu irmão, mas eu entendo que ele ama o Frank então eu esqueço. – Completou.
Ray dessa vez não teve mais argumentos. Pelo que eu conheço meu amigo, Mikey acabou de partir o coração dele em pedaços e jogar na fornalha todas as esperanças dele.
– Tudo bem então... Me desculpe, Gerard. – Ray disse erguendo sua cabeça e me encarando firmemente. – Mas você deve se desculpar com o pequeno Iero. – Deu um mínimo sorriso e se retirou da cozinha não sem antes pegar seu guarda-chuva.
Suspirei encarando o meu irmão, me aproximei dele e o abracei pelo ombro. Ele, cabisbaixo, me deu um leve sorriso.
– Vá para cama, não queremos arranjar confusão com a mamãe. Eu estou certo? – Perguntei fazendo o meu irmão afirmar com a cabeça.
Subimos as escadas, Mikey foi para o quarto dele e se trancou ali. Eu fui para o meu quarto colocar um pijama quente, provavelmente eu ficaria doente e não aproveitaria o domingo fora da minha cama.
Liguei a televisão em um canal aleatório, comecei a assistir o que passava sem muito interesse até que acabei pegando no sono.
x-x
Tossindo e espirrando, foi assim que eu acordei. Não consegui levantar da cama direito, pois eu estava me sentindo tonto e com muitos calafrios.
Lembrei que era domingo, era o dia em que Linda Iero vinha á minha casa de manhã para ajudar minha mãe com seu clube de receita ou algo assim. Cambaleei até a cozinha, com muita dificuldade na hora de descer as escadas. Abri a porta da cozinha bruscamente e olhei para o lugar, nada do meu pequeno.
– Anh... – gemi sentindo uma forte dor na minha cabeça.
– Gerard, querido! Você está bem? – minha mãe correu em minha direção me segurando antes que eu caísse. – O que você tem? – Perguntou me olhando preocupada.
– Ah... Eu não to me sentindo bem. – Falei fungando e logo recomeçou uma série de espirros e tosses.
– Querido, eu vou te levar de volta para a sua cama e já te levo os remédios. Linda me ajuda aqui. – Pediu mina mãe. Linda veio me ajudar a caminhar até meu quarto, minha mãe ficou na cozinha algumas coisas.
Entrei no quarto ainda com a ajuda de Linda, e logo me joguei na minha cama. Esperei algum tempo sem conseguir enxergar muita coisa, senti a mão da senhora Iero na minha testa.
– Você está com febre. – Ela disse me olhando preocupada.
A porta do meu quarto foi aberta sem fazer muito barulho. Minha mãe entrou no quarto com uma bandeja com algumas coisas, acho que ali tinha meu café da manha e umas aspirinas.
– Querido, você está pelando de febre. – Falou minha mãe colocando a bandeja no meu colo. Tomei os remédios que ela mandou, todos com gostos horríveis, mas logo fez efeito.
– O que será que fez você e Frank ficarem gripados no mesmo dia? – Linda ergueu uma das sobrancelhas me indicando que já sabia sobre o acontecido. – Donna, você poderia me deixar sozinha com o Gerard para nós conversarmos? – Perguntou com um sorriso simpático no rosto.
– Tudo bem, eu vou ficar lá embaixo esperando as outras. – Minha mãe disse e logo se retirou do quarto.
Fiquei encarando Linda Iero por um tempo, ela parecia preocupada, mas minha intuição dizia que ela já sabia...
– O Frank me contou o que aconteceu. – Linda disse de uma vez só, arregalei os olhos e fiquei olhando fixamente para Linda.
– Olha, Tia Linda... Eu não beijei o meu irmão. – Tentei falar, mas aquilo já estava soando muito mentira! Eu tinha que explicar osso direito e não como um jumento. – Meu irmão me beijou e como ele anda meio depressivo... Eu não quis deixá-lo chateado. Eu sei que impossível acreditar em mim...
– Eu acredito em você. – Me interrompeu com um sorriso mínimo enquanto afagava meus cabelos. – Mas você tem que ir pedir desculpas para ele, você nem sabe como Frank é orgulhoso. – Se levantou sorrindo e saiu do meu quarto fechando a porta com cautela.
Fiquei quieto ali com os meus pensamentos. Pensei do jeito como Ray tinha saído da minha casa, ele estava totalmente acabado, assim como Frank e não era justo deixá-los daquele jeito.
Tomei um banho rápido, mas com muita dificuldade, pois escorreguei algumas vezes no banheiro devido à tontura. Sim, eu sou um desastrado. Vesti uma roupa e fiquei tentando me arrumar na frente do espelho. Assim que eu me senti bem, fui cambaleando até a casa dos Toro toquei a campainha e esperei até que a mãe do Ray atendeu.
– Oi senhora Toro. – Falei educadamente não tentando mostrar o quão doente eu estava. Ela deu um sorriso amarelo para mim olhou e virou-se para trás chamando o Ray.
Esperei uns instantes e ela me mandou subir para o quarto do cabeludo apaixonado pelo meu irmão. Fiz o que ela mandou, assim que entrei no quarto, vi Ray sentado em sua cama com sua guitarra na mão tocando alguma música um pouco depressiva.
– Eae cara? – Dei um aceno com a cabeça e sentei ao seu lado. – Como tu ta? – Perguntei.
– Vou indo, já sei que não tenho nem um por cento de chance com o Mikey. — Disse tirando a guitarra do colo e colocando-a delicadamente -ele jogou- no chão.
– Não pense desse jeito... –Comecei a falar enquanto fitava o chão. – Ele diz que me ama, porque ele é o meu irmão e eu fui o que mais fiquei ao lado dele nesse meio tempo.
– Mas eu... Não adianta, cara... Vou esquecer ele de uma vez. – Ray disse parecendo desapontado, e eu me desapontei com ele. Esse cara nunca desistiu, não tão fácil assim.
– Espere. Quem sabe ele te dá uma chance? – Falei dando-lhe um sorriso encorajador. Abracei-o pelo ombro fazendo-o dar uma risada baixa.
– Quem sabe? – Sorriu.
– É esse o espírito! – Me animei dando um salto da cama. – Bem, eu estou meio resfriado e eu tenho que ir. – Lacei um beijo no ar para ele –bem gaaay-.
– Seu GAY! – Gritou dando uma gargalhada alta.
– Hey, você ta apaixonado pelo Mikey! – Sai do quarto deixando-o sozinho.
Agora só me faltava a parte mais difícil: Fazer com que Frank voltasse a falar comigo.
Notas finais
O que as senhoritas acharam?
Desculpem os erros, é que nunca da tempo de corrigir direito :s
Bem para a leitora
Remember me, que ama WayCest, eu vou tentar escrever uma fic WayCest, maaaaaaaaas... Isso pode demorar, porque eu estou pensando em postar uma outra frerard depois dessa - se bem que eu posso postar as duas ao mesmo tempo-. E eu também tenho que pensar como vou fazer talz... irei tentar ;)
Será que o Frank vai entender o Gee? Será que o Mikey irá dar uma chance para o senhor Toro ?
Descobriremos nos próximos capítulos de Ever Since We Met.
Reviews?!=D
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