Ever Since We Met
15 Capítulo 15
Notas iniciais
*se escondendo de possíveis tiros ou cadeiras que possam ser atiradas contra mim*
Pessoas!
Eu demorei, porque eu estava meio ocupada nesse feriado à procura de um presente ¬¬
Eu sinto muito não ter postado antes, meu pc deu pau e apagou o cap que eu tinha escrito... Deu para recuperar poucas coisas, mas deu.
Reescrevi o capitulo e ai está ;)
A campainha estava tocando fazia alguns segundos e eu estava gritando para a pessoa entrar, mas parece que a pessoinha detrás da porta é surda, burra ou algo do tipo.
- Entraaaaa! – Gritei dessa vez muito mais alto que as outras vezes. Acho que a pessoa entendeu o recado e abriu a porta da sala.
Era Frank.
- Oi. – Sussurrou Frank mordendo o lábio inferior. – Desculpe, é que vocês estão atrasados... E... Vocês dormiram juntos aí? – Perguntou. Ali tinha uma pontinha de ciúmes, mas acho que Frank não era de sentir ciúmes principalmente do meu irmão.
- Ah, sim... Só que ele é pesado. – Tentei tirar Mikey do meu colo sem sucesso. – Será que dá para o senhor me ajudar? –Pedi fazendo uma careta de dor.
Frank me ajudou a acordar Mikey que acordou resmungando alguns palavrões e nos xingando por tentar acordá-lo. Depois que o meu irmão estava normal, ele foi para o quarto dele se arrumar e eu fui para o meu quarto com o Frank.
- Ta emburrado. – Falei tirando a minha blusa para colocar outra roupa. – O que você tem? — Perguntei, percebendo que Frank desviara o olhar para a janela do quarto. – Hein?
- Nada. – Respondeu rapidamente cruzando os braços e virando-se para a porta, provavelmente para deixar eu me trocar. Esse menino ficou tímido assim tão de repente.
Terminei de me arrumar rapidamente e desci com a minha mochila nas costas e Frank emburrado andando do meu lado. Fomos andando lado a lado na rua, Frank me ignorou o caminho inteiro, rejeitou todas as minhas tentativas de beijá-lo ou de abraçá-lo. Aconteceu alguma coisa.
Chegamos na escola e eu ainda estava em dúvidas. Eu perguntaria para ele o que aconteceu? Mas ele pode me bater ou algo assim, é disso que eu tenho medo... Quando ele está bravo assim, nunca se sabe o que pode acontecer com quem tentar mexer com ele, eu conheço a peça.
- Gerard. – Takada veio atrás de mim apoiando o queixo no meu ombro. Desviei dela fazendo-a quase cair. – Você está ferrado na mão da Wedy, isso é só um aviso... Mas se bem que se nós nos juntarmos... – Falou arqueando as duas sobrancelhas.
- Aaah! Sai para lá, Takada! – Falei puxando Frank pelo pulso e indo para o pátio da escola. – Francamente, essa garota não se enxerga, né?
- É pode ser, vou para a aula. – Disse sem dar muito rodeio, saiu andando pelos corredores rapidamente. Ta achando que eu ia deixar desse jeito mesmo? Haha nem a pau.
Puxei-o pelo pulso fazendo-o se aproximar de mim novamente, encostei-o contra a parede e o beijei, ele no começo tentou se soltar, mas ele logo cedeu. Afastei-me dele e percebi que ele tentava segurar o sorriso.
- Você ta com ciúmes do Mikes? – Perguntei sem conter uma baixa risadinha.
- Eu já disse... Não! – Vociferou fazendo uma cara de bravo muito fofa. Senti uma vontade de apertá-lo até ele ficar roxo.
- Vamos, para a sala Frankie! – Puxei-o pela mão pelos corredores. Algumas pessoas nos olhavam com nojo, assustadas, horrorizadas, mas acho que era alguma coisa que já não fazia diferença para mim, essas pessoas nunca iam mudar de jeito iam continuar ridículas.
Chegamos à sala de aula, o professor já estava em sua mesa arrumando algumas folhas, a sala estava parcialmente cheia, com apenas alguns lugares vazios. Sentei no meu lugar deixando assim Frank ir para o dele, para aminha má sorte Wedy se sentava na minha frente, a garota se virou para mim com os olhos fervendo de ódio. Ah! Como eu tinha medo daquela garota.
Revirei os olhos e me concentrei nas aulas o máximo que eu pude, mas às vezes as pessoas comentavam comigo sobre a Wedy. Mesmo que ela estivesse quieta sentada no canto dela, sem olhar para mim ou me irritar, a simples presença dela me irritava e ela sabia disso... Usava aquele perfume forte que eu odiava, seus cabelos caiam em cima dos meus livros, ela fazia perguntas idiotas para os professores, e enfim... Me irritava!
O recreio foi como sempre, eu, Frank e Ray fazendo algo de errado na escola que poderia nos encrencar depois, dessa vez foram bexigas de água nas inspetoras e entrar no banheiro... Depois disso, os inspetores entraram no banheiro para nos buscar e nos levaram para a diretoria. Nos fudemos.
- Senhor Way, senhor Toro e senhor Iero... – Começou a dizer a diretora. – Esses rostinhos não me são nada estranhos, quer dizer... Vocês já fizeram muitas visitinhas para a senhora aqui... – Balançou a cabeça negativamente incrédula. – Senhor Iero, pensei que se enquadraria com alguém menos rebelde como o Gerard. – me olhou com desgosto.
- Bem... – Frank abaixou a cabeça parecendo arrependido, mas não continuou a falar.
- Diretora, não o culpe... Eu pedi que ele o fizesse. – Falei torcendo mentalmente para que ela liberasse o Frank da detenção. Afinal, a culpa não era dele, as únicas pessoas que deveriam ficar de castigo eram eu e Ray.
A senhora me olhou balançando novamente a cabeça negativamente. Não faria diferença mais uma suspensão, mesmo que eu perdesse o meu vídeo-game... Oh Deus!
- Senhor Iero, você pode sair. – Falou a senhora fazendo um gesto com a mão para que Frank se retirasse da sala.
- Mas... – Frank falou se levantando incerto.
- Senhor Iero, por favor. – Pediu gentilmente dando-lhe um sorriso falso.
Frank se retirou da sala como a diretora havia lhe pedido, ouvi um click da porta sendo fechada e já soube que eu estaria ferrado. Da última vez que eu vi uma expressão igual daquela diretora, eu fui expulso da escola e tivemos qe chamar um advogado para que aceitassem a minha matrícula.
- Eu peço que vocês dois se afastem do garoto. – Falou a diretora entrelaçando os dedos na frente do rosto.
- De quem? — Perguntei olhando-a incrédulo. Por um momento eu havia pensado que ela havia me pedido para me afastar do Frank, nossa, que susto.
- Se afastem de Frank Iero, para que ele possa se concentrar melhor na escola. – Sorriu cinicamente, fazendo assim com que eu franzisse o cenho.
- Olha aqui, senhora... – Eu ia terminar a frase quando ela me interrompeu se debruçando na mesa para me olhar de perto.
- Ou você se afasta dele, ou eu terei que indicar para a sua mãe um internato em Nova York... E você sabe que uma indicação de uma psicóloga como eu, ela aceitaria. – Seu sorriso estava um pouco trêmulo, de algum jeito ela me parecia nervosa, suas mãos estavam tremendo em cima da mesa.
- Os dois estão namorando, você não pode fazer isso, senhora diretora. – Ray tratou de se pronunciar antes que a mulher me engolisse.
A diretora voltou a sentar-se em seu lugar e pegou um copo descartável juntamente com uma jarra cheia d’água, ela despejou o líquido no copo e bebeu um gole deixando derramar respingos de água no chão devido a sua tremedeira.
- V-vocês são gays? – Colocou agressivamente o copo vazio na sobre a escrivaninha, amassando de leve o copo.
- Algum problema, por acaso? – Perguntei arqueando uma das sobrancelhas, a mulher me encarava com uma expressão de absoluto horror.
- Ne... Nenhum... – Falou respirando fundo e balançando o livro perto do rosto parecendo recuperar o ar. – Vocês podem sair da sala e peçam para que o senhor Iero entrar.
- Sim senhora. – Dissemos em uníssono e saímos da sala da diretora. Assim que saímos, Frank não estava mais na porta.
Olhei para Ray confuso como se perguntasse onde Frank estaria Ray apenas balançou os ombros e começou a andar apressadamente para o pátio vazio da escola, provavelmente o sinal do término das aulas já teria tocado. Assim que chegamos no pátio pudemos perceber os cabelos vermelhos de Wedy e os cabelos negros de Takada, elas estava viradas para a parede, Johnny estava ali segurando o que parecia ser um garoto na parede. Aquele valentão não tomava jeito mesmo. Assim que me aproximei do “grupinho” pude perceber algo que me perturbou profundamente.
- AH! VOU QUEBRAR A CARA DELE! – Corri em direção a eles e comecei a desferir vários socos no rosto do valentão que logo soltou Frank deixando-o caído no chão.
- Qual é a sua, cara? – Me olhou cobrindo a boca com a mão onde provavelmente eu teria machucando-o. – Você vai dedurar a Wedy, quebrou o coração da Takada e ta achando que pode vir me bater? – Deu um passo em minha direção nos aproximando mais.
- Não suporto sentir o seu bafo de carniça podre. – Falei entre dentes e logo após dei um sorriso cínico.
- Você ta falando de quê? Magricelo! – Me empurrou fazendo-me cair no chão e me arrastar até bater a cabeça em um banco próximo à cantina. – Ta se achando o fodão? Que pode me bater, hein? Sua bicha! – Me chutou uma vez me fazendo sentir uma forte dor na perna.
Ray puxou-o pelo tecido da camisa e deu um soco muito forte em seu rosto, por um segundo pensei que Johnny fosse ficar deformado.
- Não se mete com agente, não se mete com os meus amigos, entendeu? – Ray chutou as partes baixas dele fazendo-o se curvar. – Isso foi pelo Mikey. – Concluiu Ray ajudando assim Frank a se levantar.
Levantei-me do chão e sorri para Ray em forma de um agradecimento. Fomos andando pelo pátio e fomos para o portão do colégio. Pudemos ainda ouvir os gritos da s garotas.
- Ah Johnny, seu bicha, pare de choramingar! – Wedy reclamou.
- Ah! Era para ter batido mais no Iero! Matasse ele logo de uma vez! – Takada berrou histérica.
Abracei Frank pelo ombro e saímos todos juntos pela rua.
- O que aquele idiota fez com você? – Perguntei olhando-o preocupado.
- Nada, só me ameaçou e me seu um soco no braço. – Falou abaixando a cabeça. – Obrigado por aparecer. – Parou na rua ficando na ponta dos pés e me deu um selinho.
- Que foi Ray? – Perguntei ao perceber que ele segurava alguma coisa imaginária.
- TÔ segurando a tocha olímpica. – Sorriu.
- Obrigado você também por ter nos ajudado, Ray. – Frank disse dando uma gargalhada em seguida. Ray e suas piadas.
- A diretora pediu para você ir lá. – Avisei olhando para Frank de soslaio.
- Tsk... Estamos tão longe da escola já... Eu tô com preguiça, foda-se ela. – Riu.
Chegamos até um ponto juntos e depois cada um foi para sua casa, eu não queria deixar Frank ir para a casa dele. Ainda insisti que ele ficasse na minha casa um pouco, mas ele se recusou e apenas me beijou e voltou para sua casa.
Entrei na minha casa, nada de Michael na sala, apenas o meu pai e nada de Donna também.
- Oi pai! – Sorri para ele dando um breve aceno com a mão e jogando a minha mochila no canto da sala.
- Oi filho... – Sorriu, mas seu sorriso logo desapareceu ao ver minha mochila jogada no chão. – Pegue isso já do chão e guarde no seu quarto. – Falou me lançando um olhar amedrontador.
Assenti com a cabeça e assim o fiz, levei a minha mochila para o meu quarto. Chegando no meu quarto, tinha algo muito estranho ali... Meu quarto estava arrumado, minha roupa passada e arrumadinha no meu armário e tinha um prato com uma fatia de bolo de chocolate com chantily do jeito que eu amo, ao lado um bilhete. Deve ter sido o surto de bondade da minha mãe, né? Ela ta louca.
Peguei o papel e comecei a ler: “Hoje não vou poder te ver, eu tenho reforço de matemática até o fim da tarde e depois eu tenho a minha aula de espanhol. Como eu chegarei em casa apenas de noite, quis deixar um agradecimento por você ter me ajudado tanto, espero que goste do bolo que eu fiz para você.
Mikes
Ps:. Caso quiser mais bolo tem mais na geladeira!” .
Eu fiquei pasmo ao ver a autêntica assinatura do meu irmãozinho naquele papel, não acreditava que ele havia feito aquilo por mim. Sorri, peguei o prato e comecei a comer o bolo á caminho da cozinha.
- Ei, filho! Quem fez bolo? – Perguntou meu pai quase babando por ver o meu bolo.
- Mikey, ele fez um bolo só para mim. – Fiz expressão de convencido. – Mas eu divido com você, vem aqui na cozinha. – Falei indo para a cozinha rapidamente.
- Ae, filhão! – Comemorou indo até a cozinha comigo.
Coloquei uma fatia de bolo para ele, nós comemos conversando, como fazia tempo que eu não conversava com o meu pai daquele jeito. Sem broncas, sem gritos e sem desentendimentos.
- Eu hein, to achando que o Michael ta fazendo muita coisa para você. – Falou com a boca cheia de bolo. – to estranhando isso.
- Eu só acho que foi um modo de ele agradecer por eu ter apoiado ele quando ele precisou nada de mais. – Respondi me levantando e levando meu prato para a pia.
- Tudo bem, pense como você quiser! – Disse meu pai sorrindo.
Sai da cozinha me despedindo do meu pai após ter lavado o prato que sujei. Liguei meu computador e fiquei a tarde inteira ali, fuçando no meu Facebook.
Notas finais
Vejo que tem gente que não gosta de Waycest... Acalmem-se não terá nada de mais!!!!!!!
Enfim, espero que tenham gostado e desculpem pelos possíveis erros.
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