Ever Since We Met
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Eu estou de volta, sim, EvellynUrie!
Minha mãe finalmente devolveu meu computador! Aleluia!
Agora vai ser mais fácil de postar para mim =D
Desculpem a demora é que eu tenho uns trabalhos de escola sem falar que a minha irmã mais nova também precisa de ajuda com os trabalhos então meu tempo fica curtinho :///
Esse capitulo não está la aquelas coisas, mas dá para o gasto.
Eu espero que voc~es gostem e eu falo com vocês nas notas finais ;)
Sábado, finalmente.
As pessoas normais saem com os amigos, andam por ai com seu par perfeito e blá blá blá. Eu não preciso disso, eu apenas preciso ficar deitado na minha cama assistindo televisão e tomando refrigerante o dia inteiro.
Ali estava eu, deitado na minha cama exatamente ás onze da manhã assistindo meu programa favorito enquanto comia meu chocolate favorito tomando o meu refrigerante favorito! Sim, eu teria sérios problemas de saúde futuramente. Bem, eu estava ali até ser bruscamente interrompido pelo meu celular tocando. Quem seria? Atendi.
– Quem é? – Perguntei e logo ouvi uma risadinha histérica de Ray do outro lado da linha. – Porra!
– Fala, colega! – Ray praticamente gritou. – Cara, seu irmão me fez um favor ontem, viu?
– Favor? Mas que favor? – Perguntei curioso, afinal, Ray não tinha ido comigo e com Frank no parque. Não que eu tivesse sentido falta dele.
– Ele me ligou dizendo que a Hollie queria sair comigo e eu fui. Não ficou chateado, né? – Perguntou. Há! Chateado? Na boa.
– Não, para falar a verdade, eu e Frank nos divertimos muito. Você só perdeu. – Eu gostava de ser sincero com os meus amigos e dessa vez eu fui. Eu não tinha convidado o Ray para ir com a gente.
– Perder? Porra, eu não perdi nada. Ver vocês dois de mãos dadas, que bonitinho. – Falou sarcástico do outro lado da linha. – Eu passei a noite com a Hollie e...
– Eu nem quero ouvir. – Resmunguei. – Agora diga o que você quer de mim dessa vez. – Falei entediado. Sempre que ele me ligava era para me pedir alguma coisa, era um clássico dele.
– Pow, carinha! – Suspirou. – Na verdade, eu queria que tu saísse amanhã com a Takada é que sabe... A amiguinha dela disse que só sai comigo de novo se você sair com a Takada.
– Na-na-ni-na-não! – Respondi. – Pode arranjar outro amigo para isso, aquela menina me dá nojo. Tchau. – desliguei o telefone na cara dele antes mesmo que ele tentasse argumentar. E eu sei que se ele tentasse argumentar eu iria ficar o dia inteiro com o telefone no ouvido.
Continuei á prestar a atenção na televisão enquanto tomava mais um gole do refrigerante. Fiquei um tempo ali, agradecendo por ninguém me interromper até que fui interrompido pelo meu querido irmãozinho Mikey.
– Que que você quer? – Perguntei rude e recebendo um xingamento de Mikey. — Eu estou ocupado aqui assistindo televisão.
– Tem visita para você. – Mikey sorriu de um jeito estranho me deixando curioso para saber quem era. Fiz um gesto com a cabeça para que ele dissesse logo quem era, mas ele apenas negou com a cabeça e continuou. – E você só vai saber se for se arrumar logo e descer.
– Ah, essa pessoa nem deve ser importante. As pessoas importantes saberiam que de sábado eu não recebo visitas. – bufei balançando os ombros, meu irmão sorriu maldoso e suspirou longamente.
– Tudo bem eu aviso para o Frank que você não quer ver ele. – Arregalei os olhos. Mas o que raios ele estava fazendo aqui? – Eu peço para ele esperar.
– Valeu, mano. – levantei da minha cama em um pulo correndo para o meu armário para procurar alguma coisa para vestir. Agora sim, eu estava parecendo uma menininha, pff... Tratei de tomar um banho, me arrumar e descer o mais rápido possível.
Meu irmão e Frank estavam sentados no sofá conversando, ou melhor, rindo de alguma coisa muito engraçada. Aproximei ainda um pouco incerto dos dois para ver do que eles estavam rindo tanto, Mikey estava segurando uma foto.
– O que... O que é isso? – Arregalei os olhos ao ver uma foto minha de quando era menor eu estava... Eu estava... TOMANDO BANHO! Tirei a foto das mãos de Mikey sentindo minhas bochechas esquentarem tanto que por um segundo achei que fossem explodir. – Michael James Way! – Gritei e Mikey me olhou assustado tentando conter o riso.
– Gee, você demorou. – Mikey disse me olhando com um sorriso assustador. – Frank queria falar com você. – Lancei um olhar para Mikey que queria dizer: “Durma de olhos abertos”.
Guardei a foto no armário da sala e olhei para Frank, este estava vermelho de tanto rir, mas já estava se contendo. Arqueei as sobrancelhas esperando que alguma palavra fosse dita ali.
– Eu vim devolver sua jaqueta. – Falou estendendo-me a jaqueta de couro preta. Peguei a jaqueta sorrindo minimamente para Frank.
– Vou deixar vocês dois sozinhos e vou dar uma volta com o Ray. – Mikey disse se despedindo de nós. – Falô! – Saiu de casa e fechou a porta.
Ótimo hein, Mikey, me faz pagar esse mico para depois vazar e me deixar aqui com cara de taxo olhando para o Frank feito um tremendo idiota, isso ai, para que servem os irmãos.
Ficamos em silêncio e sentamos no sofá. Fiquei totalmente sem saber o que dizer se antes eu não sabia o que dizer para ele, agora eu não sabia depois desse mico que meu irmão faz pagar.
– Eu sei o porquê do Ray não ter ido ontem. – Suspirei tentando quebrar aquele silêncio.
– Hm, por quê? – Me olhou curioso.
– Ah, ele saiu co uma menina ai que o meu irmão arranjou para ele. – Revirei os olhos. Eu sabia muito bem o motivo do meu irmão ter feito aquilo.
– Nossa, pelo jeito seu irmão é bem legal. – Frank deu uma risadinha baixa e voltou a ficar vermelho.
– Não, ele não é. – Bufei cruzando os braços e estreitando os olhos.
– Ah, Gee, desculpa, mas aquela foto era realmente engraçada. – Frank disse tapando a boca em seguida. Olhei-o a atravessado, mas não pude conter o sorriso.
– O que você viu de engraçado naquela foto? — perguntei esticando as pernas e colocando os pés sobre a mesa de centro da sala.
– Bem... Er... Hm... – Frank voltou a ficar vermelho como um pimentão e eu comecei a rir descontroladamente. – Pára e rir, porra.
– Não dá. – Continuei rindo da cara de bravo de Frank. Ele fez um bico tão lindinho, que eu tive uma vontade muito grande de beijá-lo, mas não o fiz. Parei de rir e fiquei apenas analisando-o.
– E agora? Que foi? – Me olhou com o cenho franzido.
– Na-nada não. – Gaguejei e me levantei rapidamente do sofá.
– Aiii que chato você! – Falou se levantando também e me dando um tapa nas costas.
– Chato? – Segurei-o pelos pulsos aproximando-me dele, tão próximo que era possível sentir sua respiração quente contra o meu rosto o que me causava arrepios. Fiquei encarando aqueles olhos esverdeados hipnotizantes por longos minutos até que...
– Eu esqueci a minh... – A voz de Mikey foi ouvida junto com um alto barulho da porta sendo aberta. Frank virou para trás para ver o que estava acontecendo. – Oh, desculpe... – Sorriu torto e foi andando nas pontas dos pés até o móvel da sala para pegar sua carteira. – Tchauzinho. – saiu da casa e fechou a porta fazendo o mínimo de barulho.
– Ahn... Então, vou ver se tem café na cozinha. – Falei andando em direção á porta da cozinha. Respirei fundo para não sair correndo e quebrar a cara do meu irmão em duas por ele ter interrompido, na verdade não iria acontecer nada, mas... Acho melhor eu esquecer isso.
Fui até o armário da cozinha abri as portas e o que eu me deparei? Nada de café. Sem café. Eu vou ficar sem café! Procurei em todo canto da cozinha, desesperadamente atrás de café, alguma coisa.
– Sem café? – Frank perguntou encostando-se no batente da porta, fiz que sim com a cabeça e ele riu. – Precisa desse desespero?
– Eu sem café... Não sou eu. – Falei, um tanto quanto psicopata, maluco ou algo parecido. Frank riu mais ainda.
– Aqui perto tem uma cafeteria, vamos lá. – Frank falou me olhando sugestivo. Suspirei ao lembrar que na mesma rua tinha uma Starbucks, uffa.
– É, isso. – falei pegando meu casaco de cima do sofá e vestindo-o. – Vamos logo.
Saímos de casa e fomos andando até a cafeteria que não ficava muito longe. Como eu pude esquecer da Starbucks, eu sou maluco mesmo. Entramos na fila e esperamos até chegar a nossa vez.
– Hmmm... Eu vou querer um café expresso e você Frankie? – Perguntei, Frank colocou a mão sobre o queixo e fez cara de pensativo.
– Chocolate quente. – Sorriu.
Paguei a balconista, fomos pegar nossas bebidas e depois sentamo-nos em uma mesa próxima á janela. Ah, café, tudo que eu precisava.
– Ah... Queimei a língua. – Frank disse fazendo uma careta.
– Só podia ser. – Revirei os olhos e logo senti um chute de Frank debaixo da mesa. – Eu mereci.
– É. – Resmungou Frank colocando a língua para fora. – Então, o que você faz além de dormir?
– Bem... Eu desenho. – Fiz uma careta ao lembrar as coisas que eu desenho. – Assisto seriados, jogo vídeo-game...
– Hmm... Você poderia me mostrar um dos seus desenhos né? – Frank murmurou enquanto brincava com o copo agora vazio.
– Não, sem chance. – Frank riria, com certeza.
– Vai, por favor. – Fez aquele maldito bico, não tinha como negar a ele. – Por favor, Gee. – Fez uma voz fina de criança e eu balancei a cabeça negativamente. – Você, com o eu disse, é um chato! – Cruzou os braços e virou o rosto.
– V-você não vai gostar. – Gaguejei sentindo minhas bochechas esquentarem. Se e ele ousasse abrir a minha pasta sagrada e visse um desenho dele, não ficou ruim, mas é que seria estranho. – Tudo bem, eu te mostro um desenho. – Cruzei os braços derrotado.
– Ebaa! – Sorriu quase dando um pulo da cadeira. – Você gosta de Harry Potter?
– É claro. – Sorri. – Quem não gosta?
– Só os trouxas. – Frank riu e eu ri também.
Ficamos jogando conversa fora, rimos muito e falamos cada besteira que eu nunca imaginei que Frank poderia falar. Isso, besteiras, já dá para imaginar quais.
– Acho melhor a gente ir antes que comece a chover. – falei reparando que o céu lá fora já estava muito acinzentado.
– É. – Concordou Frank.
Levantamos e voltamos para a minha casa e ficamos conversando até o meu irmão chegar.
– O Ray ta me enchendo o saco dizendo para eu pedir para você sair com a Takada. – Revirou os olhos e suspirou. Assim que ele viu Frank arqueou as sobrancelhas. – Mas eu sei que o meu irmão tem coisa melhor para fazer.
– Coisa melhor para fazer? – Frank me olhou com o cenho franzido. – Por exemplo?
– Erm... – Olhei para Mikey pedindo ajuda o mesmo apenas sibilou “se vira” e saiu da sala. Frank continuava me olhando curioso.
– Fala, eu não conto para ninguém. – Fez como se fosse um zíper na boca, ri balançando a cabeça negativamente. – Contaaa! – Puxou a manga da minha camisa.
– Não, hoje não, Frankie. – revirei os olhos e me afundei no sofá.
– Tudo bem. – me olhou de soslaio fazendo um bico que foi impossível não fazer cara de bobo.
– Não vai ficar bravo comigo, né?? – Perguntei me aproximando dele, Frank não respondeu nada. Comecei a fazer cócegas em sua barriga e ele não conseguiu conter o riso. – Não vai ficar bravo, né? – Perguntei sem parar de fazer cócegas no pequeno.
– Para, p-por... favor. – Pediu em meio de risos. – Ta b...
– Meninos? – A voz da minha mãe foi ouvida parei de fazer cócegas no pequeno e olhei-a com um sorriso de orelha a orelha. Ao seu lado estava Linda sorrindo, já minha mãe não parecia muito feliz. – Como foi a tarde de vocês? – Perguntou minha mãe.
– Legal. – Eu e Frank respondemos juntos.
– No fim da tarde o Gerard tem que matar meu pequenino? – Linda disse bem humorada, acho que minha mãe não entendeu bem a piada e revirou os olhos pegando as sacolas de compras e saindo da sala. – Frank, querido, vamos para casa?
– Ah, vamos. – Frank se levantou do sofá e se aproximou de mim beijando minha bochecha rapidamente, logo foi para o lado de sua mãe. – Tchau Gee! – Frank disse então ele e Linda saíram.
Esperei que a porta se fechasse, não pude conter o suspiro e o sorriso bobo que já estava virando típico de Gerard Way.
– O que foi aquilo? – Minha mãe perguntou franzindo o cenho e me olhando desconfiada.
– O quê? – Olhei-a confuso.
– Você sabe, quando eu cheguei você estava em cima do Frank. – Estreitou os olhos.
– Aff, mãe, a gente só tava brincando. – Infelizmente. Revirei os olhos e subi as escadas ainda pude ouvir um murmúrio da minha mãe: “Acho bom mesmo”.
Cheguei no corredor do meu quarto e ali estava meu irmão de braços cruzados e tentando conter o sorriso.
– Você tem que falar para ele. – Mikey disse mantendo a expressão séria.
– De jeito nenhum, eu não vou fazer uma burrada dessas, vai que ele não gosta de mim, vai ser estranho. – Fiz uma careta tentando entrar no meu quarto, porém Mikey segurou meu braço antes que eu conseguisse entrar.
– Gerard, e se ele encontrar alguém que ele goste aqui? – Perguntou arqueando uma das sobrancelhas. – Não duvido nada que você vá ficar louco se isso acontecer.
– Eu não tinha pensado nisso. – Abaixei na cabeça e ouvi Mikey resmungar “Viu? Eu to sempre certo” – Eu vou dormir Mikes. – Balancei meu braço para que ele soltasse e então entrei no meu quarto.
Depois daquilo, eu não iria dormir mesmo. E se isso acontecesse? Eu teria que ter coragem para falar. Mas e se eu não conseguisse, se eu fosse covarde? Então eu teria que aceitar a derrota, a qual eu não aceitaria facilmente.
Notas finais
Eu só irrito, né?
Enfim acho que eu vou demorar um pouco para postar, por mais que eu tenha tempo de hoje até segunda, mas é que eu ainda tenho que postar o epilogo da minha outra fic :)
Mas não fiquem estressadas comigo, eu acho que nem vou demorar muito.
Ih, será que o Gee toma coragem depois que o Mikey disse isso? Será? Será? Será? A resposta no próximo capitulo hehehe.
Byebye
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