Ever Since We Met
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Desculpem a demora para postar, mas é que eu tive uns problemas pessoais que tiraram toda a minha vontade de fazer qualquer coisa...
Enfim, a vida continua e eu pensei em vocês, que me deram até que bastante reviews/comentários, no último capítulo... Estavam me imploraaando por um lemon...
Mas nesse capítulo não terá lemon...Sinto muito...
Espero que vocês me entendam, eu não estou nada bem para escrever um lemon logo agora!
Obrigada pelos reviews, continuem me enviando reviews sempre, isso me motiva bastante, hai?
Desculpem a demora para postar e os possíveis erros. Boa leitura, vejo vocês lá embaixo.
Abri os olhos lentamente com uma preguiça danada de acordar, mas eu tinha que fazer isso, pois meu celular não parava de tocar. Olhei para Frank deitado sobre meu peito pelo canto dos olhos, ele dormia que nem uma pedra, só se for, fazia quase uns dez minutos que meu celular estava tocando e nada dele acordar.
Estiquei o braço por cima do pequeno tentando alcançar meu celular sobre o criado-mudo sem que acordasse Frank, assim que consegui, no visor estava escrito “Donald”, era meu pai. Atendi o telefone.
- Fala... – Eu falei meio sonolento.
- Bom dia, filho. – Disse meu pai do outro lado da linho parecendo segurar a risada. – Dormiu bem? – Perguntou ele.
Revirei os olhos, provavelmente era agora que ele começaria a me zoar, isso sempre acontece quando eu durmo na casa de Frank, ou seja, quase todos os dias.
- Dormi sim e o senhor? – Perguntei sarcasticamente.
- Claro. – Respondeu ele prontamente. –Então, filho, a sua prima Lindsey vai vir passar umas semanas aqui, então eu quero que o senhor venha já para casa, porque ela já está chegando e você vai ajudar o seu irmãozinho a arrumar o quarto de hospedes.
- Pff... Sério?- Perguntei entediado. Era claro que eu não queria ir para casa.
- Sério mesmo... Então trate de colocar uma roupa e vir para cá. – Ele disse rindo histericamente.
Novamente, ele me enchendo o saco! Mas como ele sabia que eu estava sem roupa? Enfim... Ele é mesmo um chato quando quer hein.
- Tô indo... – Falei com a cara mais emburrada do mundo, por mais que ele não pudesse me ver, provavelmente ele já sabia que eu estava assim.
- Ótimo, até logo. – Disse ele e então desligou o telefone.
Suspirei largando o celular no chão. Olhei para o lado, e me deparei com os olhinhos de Frank me olhando atentamente, eles brilhavam de um jeito muito fofamente estranho. Sorri para ele e dei um beijo em sua testa.
- Bom dia luz do dia. – Falei e Frank riu me desejando bom dia. – Dormiu bem? – Perguntei.
- Aham. – Disse ele sorrindo grandemente. Era adorável quando ele fazia isso, mas era insuportável o fato dele fazer isso porque sabe que eu ia embora e quer me complicar a vida me fazendo ficar com ele.
- Meu amor, eu tenho que ir para casa... –Falei, nesse mesmo instante seu sorriso se desfez e deu lugar a um bico manhoso. Ri e balancei a cabeça tentando não achar aquilo adorável. – Ah, Frank, facilita a minha vida, vai... Minha prima está chegando e eu tenho que arrumar umas coisas com meu irmão lá em casa.
Ele suspirou me abraçando fortemente sem deixar eu me mexer. Oh Deus... Como a vida é cruel! Abracei-o também.
- Não sei se você já reparou, mas... De nove a cada dez noites eu durmo com você. – Ouvi sua risada baixa. – Eu não sei como nessa uma vez eu consigo dormir...
- É mesmo... – Disse ele levantando o rosto e sorrindo. – Gee... Eu só deixo você ir embora se você me prometer voltar aqui mais tarde. – Disse ele.
- O que eu posso dizer sobre isso? – Ri balançando a cabeça negativamente. – Claro, Frankie... Depois eu volto aqui, combinado?
- Combinadísssimo. – Disse ele.
Levantei de sua cama e recolhi minhas roupas, fui me vestindo e percebi que ele estava me encarando, agora ele já havia vestido sua boxer. Tentei não ligar para seus olhos presos a mim, e continuei a me vestir. Assim que eu estava pronto, me olhei no espelho e arrumei meu cabelo.
- Gee... – Sussurrou ele ao rodear seus braços em minha cintura e me abraçar por trás. – Precisa se arrumar tanto para ver a sua prima? – Perguntou ele manhoso.
- Está com ciúmes? – Perguntei arqueando as sobrancelhas, eu percebi que ele me encarava pelo espelho.
- Claro que não, mas sabe... Eu só queria dizer que se você demorar mais, seu pai vai brigar com você. – Ele sorriu inocentemente e eu arqueei ainda mais as minhas sobrancelhas.
- Está me expulsando daqui? – Perguntei fazendo uma expressão falsa de chateação, pois eu sabia que ele só não queria que eu me arrumasse demais para a minha prima. Eu conheço Frank Iero muito bem para saber quando ele está com ciúmes. – Não me quer mais? Não me ama mais? – Meus olhos se encheram de lágrimas, eu me virei para ele e encarei-o com uma expressão muito triste. Aplausos para mim, sou um ótimo ator.
- Não! Ficou louco!? – Ele disse parecendo um pouco assustado ao ver que eu estava prestes à chorar. –Nunca mais pense uma merda dessas! – Disse ele, então selou nossos lábios demoradamente.
Separei-nos e encarei ele, agora ele me olhava atentamente como se perguntasse “está tudo bem?”. Acenei com a cabeça e abracei-o tão forte que senti suas costas estralarem, ele dava socos em minhas costas como se me pedisse para soltá-lo, então, o soltei.
- Ai Gerard! – Resmungou ele colocando uma das mãos em suas costas, fazendo uma leve expressão de dor.
- Own, meu amor, que dó de você! – Falei rindo e depositando um beijo em sua bochecha. – Agora eu tenho que ir, acho que meu pai deve estar me esperando querendo me matar. – Falei.
- Ah... – Ele olhos para os próprios pés. – Então tá... Tchau.
Antes de ir embora beijei-o deixando-o um tanto quanto assustado, porque assim que nos separamos eu fui embora sem dizer mais nada, eu adorava deixa-lo assustado assim, era engraçado.
Fui à caminho da minha casa, eu não encontrei ninguém de interessante na rua, quase todos os estabelecimentos estavam fechados pelo fato de ser Domingo. Então, após uma longa caminhada, cheguei em casa, abri a porta e vi meu irmão e meu pai sentados no sofá, assim que eu entrei, eles me olharam parecendo bravos. Aí fodeu.
- Bom dia, pai... – Falei me preparando para a bronca dele. Affe! Eu nem tinha demorado tanto.
- Demorou muito. Vão logo os dois arrumarem o quarto de hóspedes e sem briguinhas. – Disse meu pai um pouco severo demais para o que ele é de verdade. Dá para entender, afinal, é a primeira vez que recebemos visitas depois da separação dos meus pais, visitas de familiares são importantes demais para o meu pai.
Subi as escadas para o quarto de hóspedes com Mikey do meu lado. Eu não entendo, o motivo de termos brigado, foi a queda de Ray pelo Mikey, parece que eles já tinham se acertado na festa, então por que meu irmão continuava me tratando tão mal?
Chegamos no quarto sem trocar nenhuma palavra nem olhar. Ele parecia que nem estava no quarto, por mais que ele estivesse me ajudando. Ao terminarmos a arrumação do quarto, eu desci as escadas e fui para a sala, com a intenção de ir direto para a casa do Frank, mas assim que estava perto da porta ouvi a voz do meu pai.
- Onde o senhor pensa que está indo? – Perguntou meu pai. Virei-me e dei de cara com ele de braços cruzados e uma expressão carrancuda.
- Na casa do Frank, ué... Eu já arrumei tudo lá... –Falei balançando os ombros despreocupadamente, acho que isso deixou meu pai ainda mais bravo.
- Não, você não vai. – Falou ele respirando fundo. – Você vai esperar a sua prima e vai trata-la bem como uma hóspede merece, acho bom o senhor não ficar largando ela por ai só para ir lá com o Frank e bla bla bla... Você fica sempre com esse garoto, pelo menos essa semana você tem que ficar nessa casa, recebendo bem a nossa hóspede. – Falou meu pai tão seriamente que me deu medo.
- Tudo bem então. – Falei decepcionado, eu não gostava de passar muito tempo com gente da minha família. Era um saco, a Lindsey era a pior, ela tinha uma queda por mim!
Bufei e fui diretamente para o meu quarto pisando forte no chão, sem dizer mais nada para o meu pai. Às vezes ele me deixava irritado, uma semana sem ficar com o Frank? Era um absurdo! Ele queria mesmo que eu ficasse direto com a minha prima e largasse o MEU FRANK de lado? Não tinha cabimento.
Entrei no meu quarto, tranquei a porta e agarrei o meu celular. Comecei a discar os números que eu já estava acostumado, então esperei que atendesse.
- Alô? – Ouvi a doce voz de Frank do outro lado da linha.
- Oi amor... – Falei suspirando.
- O que foi? – Perguntou ele.
- Bem, não poderei ir te ver hoje, por causa daquela minha prima... – Falei um pouco desanimado, logo ouvi um suspiro de Frank do outro lado da linha.
- Ah... Tudo bem então. – Ele disse, mas seu tom de voz não mostrava muita animação. – Pelo menos podemos conversar pelo telefone? – Perguntou ele, sua voz retomando um pouco de sua animação.
- Tudo bem, até meu pai me mandar desligar... – Falei revirando os olhos.
Ficamos conversando por volta de uma meia hora, mas logo ouvi batidas insistentes e fortes contra a porta do meu quarto. Tive que desligar o telefone e fui atender a porta, meu pai estava me encarando com a expressão mais estressada de todas.
- Ele já chegou, vá cumprimenta-la! – Ordenou ele.
- Okay, okay... Já vou. – Falei entediado. Desci as escadas e encontrei uma garota que usava um shorts muito curto de couro preto, uma blusa regata verde e usava óculos escuros. Ela estava cercada de malas, esparramada no sofá como se fosse sua casa.
Bufei do jeito mais discreto para não parecer grosso e não ficar de castigo. Estendi minha mão para ela que sorriu quando percebeu a minha presença, ela não correspondeu meu aperto de mão, simplesmente saltou do sofá e me abraçou, na verdade, se jogou em mim.
- Gee! – Exclamou ela me abraçando, eu estava começando a me perguntar quando aquela garota iria me largar. – Eu estava morrendo de saudades!
- A-ah... Lyn... Eu também. – Falei um pouco incerto, eu não estava lá com saudades dela, mas eu não queria fazer aquele momento se transformar de um belo momento familiar, para um momento bizarro entre estranhos.
Mikey apareceu com uma expressão cansada e recolheu umas últimas malas que estavam próximas ao sofá, aquelas malas pareciam muito pesadas. Ele estava se matando para subir as escadas.
Desfiz o abraço e fui em direção ao meu irmão, tirei uma mala de seu colo e fui levando essa mala passada até lá em cima no quarto de hóspedes. Meu irmão me olhava pelo canto dos olhos estranhando a minha ajuda.
Larguei a mala no pé da cadeira da escrivaninha do quarto e suspirei cansado, meu irmão fez a mesma coisa. Quando eu pensei que ele fosse dizer algo eu interrompi.
- Não tem para quê continuarmos brigados. – Falei quase num sussurro, sentando na cadeira. Ele não me respondeu nada, então eu continuei. – Sabe, essa besteira toda do Ray, foi porque eu não queria te ver sofrendo mais... E sabia que ele faria de tudo para te ver feliz. – Finalizei e meu irmão ficou me encarando com os olhos levemente arregalados.
- Tudo bem, eu só pensar um pouco nessa situação maluca... – Ele disse abaixando a cabeça.
- Entendi, vocês estavam conversando sobre o que? – Perguntei parecendo curioso, ele deu um leve sorriso e depois voltou a ficar sério, mas não me respondeu. – Posso saber, senhor? – Perguntei bem-humorado dando um soco leve em seu braço.
- Bem... – Ele suspirou sentando na cama e olhando para as próprias mãos. – Eu pedi desculpas, ué... — Ele riu .
- Só? – Perguntei desapontado.
- É-é... – Gaguejou ele. Estava me escondendo alguma coisa de mim, eu sabia pois estava escrito na sua testa.
- Hum... – Murmurei. Eu descobriria mais tarde, se continuássemos papeando ali, meu pai nos mataria.
Fui para a cozinha sozinho, já que meu irmão disse que queria ficar no quarto dele. Acho que ele estava chateado de novo com a Lyn, ele sempre foi apaixonado por ela, e ela sempre o tratava tão mal, talvez fosse isso. Cheguei na cozinha e vi meu pai e a Lindsey almoçando sozinhos.
- Desculpe o atraso, eu tava falando com o Mikey, ele precisava de ajuda com umas lições de casa. – Falei abanando a mão como se não fosse nada demais.
Servi-me e juntei-me à mesa. Comecei a comer em silêncio, o que eu mais queria era acabar o almoço e ir para o meu quarto ficar trancado lá o dia inteiro falando com Frank no telefone, mas quando eu tinha terminado de comer, Lindsey começou a puxar assunto.
- Então Gee... – Começou ela. Aposto que aquilo era o começo de uma longa conversa. – Você não poderia me mostrar a cidade hoje? – Perguntou ela sorrindo grandemente.
Virei-me para trás e me encontrei com aquele olhos castanhos pidões. Suspirei rendendo-me, eu não poderia dizer não, afinal... Qual seria a desculpa? “Vou ficar conversando com meu namorado a tarde inteira no telefone”. Meu pai me mataria.
- Tudo bem, claro. Eu só... – Pensei em alguma coisa para demorar um pouco e ficar menos tempo sozinho com ela possível. – Vou tomar um banho.
- Tudo bem, eu te espero aqui. – Ela disse sorrindo.
Percebi que meu pai me encarava aliviado por eu aceitar o convite dela. Ele nem precisava ter se preocupado, eu era obrigado a fazer isso de qualquer maneira. Sorri minimamente para meu pai e sai da cozinha em passos bastante lentos.
Subi as escadas e fui direto para o banheiro. Me tranquei lá dentro e fiquei bastante tempo no banho, demorei o máximo que pude, mas se eu demorasse mais, eles perceberiam que eu não queria sair com a Lyn. Sai do banheiro me secando, então fui para o mau quarto me vestir, escolhi qualquer roupa e vesti daquele jeito, sem me preocupar em secar o cabelo.
Quando eu cheguei na sala, meu irmão estava sentado com a Lindsey no sofá. Os dois nem se olhavam. Teriam eles brigado de novo? Para variar um pouco né... Alguém tão metida como ela ficar arranjando confusão com o meu irmão.
- Oi Gee! — Lindsey levantou muito rápido. Percebi que ela havia trocado de roupa e de maquiagem também. Ela vestia uma calça de couro preta, muito colada, uma blusa azul-marinho com um decote gigante, sua maquiagem estava mais clara.
- Oi... – Falei um pouco sem animação nenhuma.
- Gerard, você pode me deixar na frente da casa do Ray? –Perguntou Mikey seriamente.
Eu tinha escutado aquilo mesmo? Mikey vai para a casa do Raymond ? Ai tem coisa! Sorri maliciosamente e meu irmão corou instantaneamente. Eu não pude conter a risada.
- O que o senhor vai fazer na casa do meu amigo querido Raymond Toro? – Perguntei empinando o nariz, sem perceber muito bem que Lyn nos olhava com a sobrancelha arqueada.
- Eu tenho que conversar com ele. – Falou Mikey normalmente, como se não fosse nada de mais.
- Sei... Tudo bem, eu te levo. – Falei sorrindo.
Fui até a garagem sendo seguido por Mikey e Lindsey, que para variar, Lindsey começou a brigar com Mikey para se sentar do meu lado.
- Gente, tirem par ou ímpar. – Falei revirando os olhos.
- Isso é jogo de criança imbecil. – Falou Lyn franzindo o cenho.
- Pois eu sempre jogo par ou ímpar quando é necessário. – Falei fazendo um bico infantil. – Mikey, vai para trás, você vai ser o primeiro a sair, então...
- Tudo bem. – Falou Mikey bufando.
- Obrigada Gee! – Disse Lindsey se sentando ao meu lado, ela se inclinou e beijou minha bochecha carinhosamente. Eu não gostei muito disso...
Fomos o caminho todo até a casa de Ray ouvindo as músicas que a Lindsey gostava de ouvir... Basicamente Demi Lovato, Selena Gomez, nada que eu entenda muito... Francamente, eu não fazia ideia por que ela tinha umas blusas de bandas de rock no armário.
Estacionei o carro na frente da casa de Ray e deixei meu irmão lá na frente. Eu fiquei apenas observando os dois conversando na frente da casa de Ray pelo retrovisor e eu vi uma coisa que parecia... Mikey segurando a mão de Ray?
Notas finais
Entãão... está chegando no fim agora, senhoritas, eu disse que ia prolongar, mas agora vai ser esse capitulo e mais uns 3 ou 4 se não me engano...
Sei que vocês devem estar querendo me matar por colocar a Lyn na fic, vocês já devem estar prevendo que vai dar merda, mas eu sou malvada mesmo!!
Talvez no próximo capitulo eu esteja mais criativa e coloque algo mais... Interessante.
Alguém aqui já assistiu Brokenback Mountain????
--hihihi
Mais reviews hein, senhoritas...
Au revoir!
Fale com o autor