Even Love
2 Capítulo I - Talvez eu tenha sido abduzida.
Notas iniciais
Vai ser meio confuso. Okay. Só pra constar: Ela tem o mesmo cabelos e olhos da vida passada. Decidi colocar o mesmo nome também para não ter confusão. E a personalidade dela mudou COMPLETAMENTE. É os fãs do Patch e as do Eric vão me amaaaar nesse capítulo. Podem me esfolar depois. :))
Era meio dia de um domingo, o sol quase me tostava e eu ainda carregava uma mochila pesada.
Para que mesmo eu tinha inventado de ir á casa de Brian “estudar”, sendo que nunca fazíamos isso? Acabávamos jogados no sofá da sala comendo porcarias e jogando videogame, mas para que minha mãe super protetora deixasse eu sair de casa, tinha que dar a desculpa dos estudos. Ainda bem que ela conhecia e gostava da mãe de Brian, porque se ela fosse só julgá-lo pela aparência, jamais deixaria eu sair com ele – sair entre aspas, porque, apesar de eu ter uma “queda” por ele, o infeliz só me via como amiga – e muito menos ir á sua casa.
Finalmente cheguei á casa amarela, com janelas azuis. Nada á ver com ele. Pensei, antes de tocar a campainha e forçar um sorriso amistoso para a Sra. Hale.
Ela abriu a porta e deu um de seus sorrisos exagerados e incrivelmente brancos para mim. Seu cabelo castanho claro estava preso num coque perfeito no alto de sua cabeça. Os botões da blusa azul bebê abotoados perfeitamente e a casa atrás dela arrumada com perfeição. Como diria Brian: A miss perfeição.
– Oh, Nora querida! – Deu leves beijinhos em minha bochecha. – Pode subir. Brian está te esperando naquela toca de rato que é o quarto dele.
– OK. Até mais tarde. – Subi as escadas antes que ela me puxasse para a cozinha querendo me empurrar leite com alguns biscoitos.
Parei na frente de um espelho que ficava pendurado na parede, ao lado da porta de Brian. Meus cabelos castanhos – que todos insistiam que eram ruivos – estavam presos em um rabo de cavalo alto, a maquiagem preta pesada e carregada dos olhos tinha borrado um pouco pelo suor e minhas roupas estavam no mesmo estilo de sempre. Coturnos pretos, calça jeans colada e escura, e uma regata frouxa, que eu tinha feito questão de rasgar, com uma estampa do Asking Alexandria na frente.
Para minha mãe, era só uma fase. Uma fase que já durava mais de quatro anos. Pensei. Brian costumava nos nomear como rebeldes e delinquentes, ou brincava dizendo que nosso lema definitivamente devia ser “sexo, drogas e rock n’ roll”. Revirei os olhos e abri sua porta sem bater.
Ele pulou de sua cama, assustado, e empurrou-me para o lado. Trancou a porta com a chave para só depois para e me olhar direito. Ele tinha cabelos pretos e lisos, branco que chegava a ser pálido, e olhos verdes. Quem não o conhecesse pensaria algo como: “Que garoto revoltado com a vida” ou “Que mal gosto!”, mas isso era porque não o viam sorrindo. Era um sorriso lindo e convidativo que transbordava felicidade.
Uma nota: Não julguem um livro pela capa.
Olhei para uma de suas mãos e vi o motivo dele ter se desesperado todo quando abri a porta. Ele estava fumando. E pelo cheiro não parecia FOX e nenhum desses outros. Brian deu outra tragada e sorriu para mim.
– Não tem medo da morte? – Disse arrancando o cigarro de sua mão. – Se sua mãe te pega... – Dei uma tragada e quase tossi.
Brian riu.
– Forte demais para a princesa? – Pegou de volta o cigarro de minha mão e eu mostrei o dedo.
– Já disse para você que odeio esse apelido, “Princesa”. – Coloquei a língua para fora e fingi vomitar. Joguei minha mochila no chão e pulei em sua cama.
Seu quarto era realmente um ninho de rato. As coisas ficavam jogadas por todo o canto, duas das paredes eram pretas e as outras duas brancas eram cheias de pichações e pôsteres de bandas de rock. Seu guarda roupa ficava sempre aberto e as roupas transbordavam dele. Tinha um cheiro forte de tabaco e bebidas alcoólicas.
– Prefere que te chamem como? Gostosa? – Ele tinha apagado o cigarro e o jogado no jardim pela janela. Fechou-a de novo e o ar puro se esgotou.
– Ás vezes sim. Não gosto muito de apelidos carinhosos. Princesa, amor, querida, pequena... Anjo. – Alguma coisa se revirou em meu estomago quando eu disse o ultimo apelido, apenas ignorei, de vez em quando isso acontecia. – Parece tudo tão falso.
– OK, gostosa. – Brian riu, brincando, e veio se sentar ao meu lado na cama. – E o que vamos estudar hoje?
– Para minha querida mãe, estamos estudando para o teste de matemática de amanhã.
– Poxa, que responsabilidade a minha. Ter que enfiar todos os exercícios nessa sua cabeça oca. – deu tapinhas em minha testa e eu pulei para cima dele, tentando estapeá-lo.
Brian passou os braços pela minha cintura e me prendeu junto dele. Ele deu aquele sorriso conquistador dele e eu sabia o que estava preste a vir. Claro que eu já tinha beijado Brian, éramos amigos, melhores amigos talvez, mas ele já tinha me beijado várias e várias vezes para cinco minutos depois fingir que não tinha acontecido nada.
Dizia ele que era só amizade, mas também não podia conter o desejo que sentia. Eu simplesmente ficava quieta, eu sentia um pouco mais do que amizade por ele. Sabia que parecia que Brian estava apenas brincando comigo, mas eu não ia empurrá-lo para longe se ele quisesse me beijar.
E lá estava eu, como uma patética adolescente cheia de frescuras decidindo se beijava ou não o garoto que gostava. Eu não era assim, também me aproveitaria um pouco da situação. Amigos que sentem somente atração um pelo outro? Que seja então.
Beijei de leve seus lábios, apenas para provocá-lo. Brian sorriu e me jogou na cama, logo ficando em cima de mim. Senti a ponta de sua língua passando de leve sobre meu lábio inferior, para logo depois me beijar com delicadeza.
Por fora, ele podia parecer um cara selvagem e rebelde. Mas, como eu disse, nunca julgue um livro pela capa. Brian era um garoto calmo, carinhoso e até delicado quando se tratava de caricias físicas. E aquilo ás vezes me deixava sem paciência. Não que eu fosse uma vadia que quer sexo selvagem á casa duas horas, mas esses beijinhos sem graça deixavam muito á desejar. Até parece que eu já fiz coisas assim... Um beijo com luxúria e desejo, sendo que Brian foi a única pessoa que eu já beijei.
Mais uma vez, alguma coisa revirou meu estomago, como “borboletas”. Era sempre assim, eu parecia preste a me lembrar de alguma coisa importante ou algo do tipo, mas simplesmente sumia. Talvez eu tivesse sido abduzida ou coisa do tipo.
Dei os ombros, mas outra sensação tomou conta de mim. Um leve odor pareceu se espalhar pelo ar. Um cheiro de hortelã, terra úmida e charutos, um cheiro delicioso e quase irresistível. Respirei fundo tentando me agarrar naquela lembrança, mas ele sumiu, junto com minha linha de raciocínio.
Agora Brian beijava meu pescoço dando leves chupões e mordiscando vez ou outra. Suspirei baixinho e sorri. Mas por dentro ainda tentava pensar nessas lembranças que fugiam de mim toda vez.
Ah, que se dane. Ele era meu primeiro amor, e eu vou curtir um pouco isso.
Notas finais
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