Even Evil can Love
3 The red color
Notas iniciais
Tirei a venda que cobria meus olhos e pude ver uma bela cascata, conectada a nascente de um rio. Pequenas gotículas de água saltavam para perto do meu rosto, deixando-o molhado em apenas alguns segundos.
– Que lugar lindo! – exclamei encantada. Ele sorriu com a minha reação e pegou a minha mão puxando-me em direção a uma rocha de um tom terroso.
– Este aqui é o dentre de cronos... – disse ele tocando a rocha e pondo minha mão em contato com a mesma. Senti um leve choque ao tocar o material áspero mas logo me acostumei com ele como se eu já houvesse tocado-o antes. – e esta é a cascata de fogo... – disse ele dando a volta no “dente” e pondo as mãos em forma de concha debaixo na queda’gua pegando uma porção de água e bebendo-a. Ando até ele e faço o mesmo ingerindo a pura água vinda daquela fonte natural. – aqui... – diz Peter me estendendo um lenço que eu uso para secar minha boca.
– Isto é... fantástico! – digo aspirando o puro ar daquele lugar e em seguida olho para ele um pouco confusa – Mas... por que cascata de fogo? – pergunto. Ele dá alguns passos e se senta em uma rocha na beira do rio, eu faço o mesmo.
– Bom... – começou ele procurando algo na bolsa que carregava. – Eu não sei qual seu verdadeiro nome... ou se alguém realmente sabe de sua existência... — Ele pega seu portfólio e abre em uma página especifica — mas... eu a chamo assim por que... – Peter me mostra a foto, que retrata este mesmo lugar, mas durante o por do sol a água brilhava de forma intensa.
– Porque ao por do sol a água parece fogo... – murmurei encantada pelo acontecimento.
– Sim... – disse ele fuçando mais um pouco na bolsa enquanto eu virava as páginas curiosamente. Havia diversas fotos, mas uma me chamou a atenção, nela havia um garota loira de costas, assoprando um dente de leão. Examinei a foto mais minuciosamente e me dei conta que a garota era eu. – Sorria! – exclamou ele se virando para mim com uma câmera no estilo de um polaroide (instantânea), sorri espantada para ele. Peter pegou a foto e a balançou para que “secasse”, olhei para minha foto e comecei a rir.
– Só você mesmo não é? Tirar uma foto agora... – falei tentando me recuperar do surto de risos. Acabei por deixar minha sandália cair na água, no mesmo instante entrei em pânico e corri para recupera-la.
– Elsa espera! – gritou ele correndo atrás de mim.
Tentei manter a calma para não lhe levantar suspeita, pois alguns floquinhos de neve caiam sobre a minha cabeça. Quando já estava fora da floresta olhei para trás e notei que havia perdido Peter de vista, continuei correndo e acabei pisando em um balde, fui atingida por um cavalo e cai em um barco.
– Hey! – gritei para o homem montado no cavalo que me atropelara.
– Desculpe, você se machucou? – disse ele descendo do cavalo e subindo no barco estendendo a mão para mim.
– Seu maluco não olha por onde anda? — Gritei e olhei para ele, com olhos verdes, um cabelo ruivo impecável e um sorriso de galã. – Desculpe-me... eu... estou bem... – ele suspira aliviado enquanto eu me levanto.
– hum... eu sou Hans – disse ele estendendo a mão para mim eu fiquei encarando sua mão sem saber que fazer – e você é...
– ah, Elsa... desculpe – digo apertando sua mão, escuto passos vindos ao longe que imagino serem de Peter.
– Então, até mais mademoselle. – falou ele se curvando, mas foi peso demais do meu lado fazendo com que eu caisse de costas e ele caísse sobre mim.
– Ah! – exclamamos ao mesmo tempo. Quando começamos a levantar foi peso de mais para o outro lado fazendo com que eu caísse sobre ele.
– Você se machucou? – perguntou ele, seu rosto estava corado e eu sabia que o meu também estava.
– Sim, não foi nada de mais... — ele me ajudou a me levantar — você é lindo... peraí o que?! — droga! por que eu fico pensando alto nesses momentos. Senti as bochechas queimarem e ele sorriu para mim meio sem-graça.
– Eu queria me desculpar por te atropelar com o meu cavalo, e PR tudo que aconteceu depois... — ele corou violentamente me fazendo rir
– Não tem porque se desculpar, eu cai em cima de você também não foi? — disse finalmente em pé.
–Elsa! Graças os céus eu te achei e... – disse Peter, correndo por entre a mata, segurando a minha sandália. – vejo que está ocupada, então... – disse dando meia volta com uma expressão triste. Ai céus eu ainda estou segurando as mãos de Hans.
– Peter espera! – disse soltando as mãos de Hans, descendo do barco e correndo atrás daquele gótico maluco. – Eu tenho que ir... adeus! – grito me despedindo de Hans.
Saio correndo de forma desastrada sem me importar se alguém podia me ver ou achar estranho, já que era super normal uma garota correr descalça na floresta.
***
– E ai ele desapareceu de minha vista! – disse encarando Anna com os olhos vermelhos.
– Relaxa Loira, ele não vai se jogar da ponte ou algo do tipo, até por que aqui não tem ponte... – disse a ruiva tentando me animar, eu estava realmente preocupada com o que aquele maluco poderia fazer.
– Mas... – disse puxando uma enorme quantidade de ar para os meus pulmões, porem fui impedida, pois Anna colocou seu dedo indicador na frente dos meus lábios.
– Nada de “mas...” , vem vai ficar tudo bem agora vamos pro cinema senão vamos perder o ultimo horário de hoje! – falou a pimentinha ficando de pé na minha frente. Parei para pensar um instante e conclui que se eu não fosse por vontade própria ela me arrastaria, nem que fosse pelos cabelos então acabei concordando.
– É você tem razão.
POV. Peter.
Por que eu fui tão idiota a ponto de acreditar que uma garota como ela realmente iria se interessar por mim? Disse para mim mesmo com o sangue pulsando nas veias. O ódio realmente estava me deixando louco e a cada metro que eu andava pedia cada vez mais para nunca tê-la conhecido.
Eu estava no meu carro passando pelo centro, indo em direção ao estúdio no qual em trabalhava meio período, hoje eu tinha pedido uma folga mas depois dessa eu liguei pro meu chefe e avisei que eu iria. Parei bruscamente quando o sinal fechou e quase bati em um carro que atravessava o cruzamento. Olhei para minha direita e vi que quem descia do carro que eu quase bati era Elsa, acompanhada por Anna, decidi ignorar que as tivesse visto e me concentrar em ir trabalhar.
***
– Bom Peter... acho que já chega. – disse o senhor Dashner juntando os últimos papeis que estavam espalhados em sua mesa.
– Então tá certo... eu vou indo... – digo dando meia volta em caminho a porta.
– Peter... – disse ele chamando minha atenção.
– Sim?
– Quanto aquela garota... como é o nome... Elena... não... Elisa... não... – falou ele tentando lembrar o nome.
– Elsa... – falei de maneira melancólica – senhor Dashner eu não quero falar sobre ela...
– Entendo... vai em paz meu caro. – diz ele dando leves batidinhas no meu ombro.
Sai da construção onde ficava o estúdio e pretendia chegar ao lugar onde eu havia estacionado o carro, mas acabei me deparando com Elsa e Anna saindo do cinema.
– Peter! – gritou a loira ligando um turbo em minha direção. Não tive tempo de fugir, pois quando me dei conta a loira já estava na minha frente.
– Não temos nada para conversar! – disse, curto e grosso, tentando desviar dela, mas a mesma segurou meu braço.
– Temos sim! Em primeiro lugar, você ainda está com a minha sandália. – falou ela fazendo uma pequena pausa- e em segundo eu queria pedir desculpas. – fiquei surpreso pelo que ela havia dito e fiz um sinal para que prosseguisse, mas quem me respondeu foi a ruiva que parecia que ia explodir se não falasse.
– Foi tudo um mal entendido... primeiro o cara ruivo, o Hans, atropelou ela com o seu cavalo... depois, ele foi ajuda-la a levantar, mais ai “pla” o barco virou um pouquinho fazendo com que ele caísse em cima dela e depois “pleim” quando eles tentaram se levantar o barco virou de novo e ela caiu em cima dele... e ai você chegou... e a Elsa saiu correndo atrás de você... e nós estamos aqui! – falou a pimentinha. Eu estava embasbacado e também envergonhado por ter pensado coisas erradas sobre a Elsa.
– Me desculpa Elsa eu não deveria ter saído correndo... – disse me pondo na sua frente e por impulso segurei a sua mão, senti meu rosto inteiro queimar.
– Tá desculpado, mas você me perdoa? – perguntou ela com um tom doce. Olhei para ela e assenti, nossos rostos estavam próximos e eu queria aproximar o meu do dela e tocar os seus lábios, mas antes que eu pudesse pensar e fazer isso, fui atingido violentamente por um soco.
– Se afaste dela! – exclamou um vulto branco a minha esquerda, eu estava atordoado e não conseguia ver direito.
– Qual é a sua? Vá embora idiota! – gritou Elsa, empurrando o vulto para longe. A pessoa vai embora, mas eu só consigo focalizar os olhos oceânicos de Elsa se aproximando do meu rosto.
– Peter! Peter... – foi a ultima coisa que ouvi antes de apagar.
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