Even Evil can Love
15 Even Evil van Love
Notas iniciais
Pov. Narradora (again, gomen)
Depois de terem tomado sorvetes, os casais andaram juntos até a floresta onde Elsa e Peter (vulgo, Pitch, vulgo, Breu) haviam se encontrado.
Nessas horas, Peter e Elsa estavam sentados sobre uma das rochas ao lado de Thoot e Jack. Elsa tinha a cabeça apoiada no ombro de Peter que lhe afagava a cabeça enquanto Thooth e Jack trocavam olhares e palavras curtas.
— Parece que faz anos desde que perdi minha sandália aqui... — murmurou a rainha da neve, distante. Peter sorriu ao virar o rosto e ver Jack e Fada com os dedos entrelaçados.
— My Queen, temo que tenhamos um assunto inacabado em um lugar próximo daqui. — disse-lhe o seu amor sombrio, dando como uma leve desculpa para deixar o novo casal a sós.
— Claro... — disse Elsa lançando um olhar de cumplice para Jack que agradeceu com um leve aceno — na verdade... creio que sejam dois — ela suspirou — ou três, lamento mas nós temos que nos retirar agora. — disse Elsa com um leve pesar, que poderia se jurar ter uma pontinha de alívio.
— Vão... ficaremos bem — disse fada acenando de leve para eles que já se distanciavam por entre as arvores.
Jack observou fada de uma maneira diferente da que ele a observava quando estava na companhia de outros, aquele simples olhar quando percebido por fada fez com que suas bochechas corassem. O silêncio ensurdecedor a queimava por dentro, o desejo, a paixão, o amor... tudo poderia ser tão simples.
— Tooth... eu... nem sei... como dizer... — murmurou Jack quebrando o silêncio. Ele encarou os olhos violetas da fada, agora vestida de humana — Eu... não sou muito bom... com essa coisa de... palavras...
— nada precisas me dizer, apenas prove... — sussurrou Tooth com os lábios próximos aos ouvidos do guardião.
Jack Frost ergueu o rosto e tomou o queixo delicado de Tooth, com o polegar ele acariciou uma de suas bochechas, logo deslizando a mão para a nuca da fada e puxando-a para mais perto de si colou seus lábios em um profundo beijo.
***
Enquanto isso, não muito longe dali...
Embaixo do salgueiro estava Elsa, sentada com a cabeça recostada no peito de Peter. Ela respirava tranquilamente sem tirar os olhos oceânicos dos olhos negros como as trevas de seu amado.
— Creio que seja a hora... — disse Peter tomando a mão de Elsa na sua, entrelaçando seus dedos. Um sorriso triste despontou nos lábios levemente rosados da loira.
— Sim... Anna deve estar nos esperando... — murmurou ela afastando-se de Peter para que ele pudesse se levantar.
— Elsa... não é sobre isto que eu estava falando. — disse-lhe tentando ser o menos indelicado possível.
Ambos já estavam em pé, mas antes que Peter pudesse terminar sua fala, do meio da mata surgiu Anna correndo em direção a Elsa. Nos segundos seguintes as duas jovens se encontraram e se abraçaram.
— Você está bem minha irmã? — perguntou Anna com um tom verdadeiramente sério e aflito.
— Sim irmãzinha... como você...
— Acho que da mesma forma que você... Peter me disse que você desmaiou e depois começou a falar umas coisas sem sentido — disse-lhe esbaforida, ainda abraçada a mais velha — segundo o Kris, eu fiz a mesma coisa... — Elsa lançou o olhar para trás da muito recentemente descoberta irmã, lá estava “Kris”, Kristoff o namorado de Anna.
— Obrigada por trazê-la aqui — sussurrou a loira, o rapaz assentiu com um sorriso. Enfim elas se separaram e cada uma se encolheu nos braços de seu amor.
— Peter... — murmurou a loira de tom morango — dê a ela... não tenha... medo — disse ela como num sussurro entregando algo reluzente as mãos pálidas de Breu.
— vamos? — questionou Elsa, que não havia percebido a ultima ação da irmã. Anna concordou com a cabeça e cruzou um de seus braços com o da irmã.
***
As duas moças tinham pequenas lágrimas nos cantos dos olhos. Inspirando e expirando devagar estavam elas diante dos túmulos de seus pais. De mãos dadas, Elsa continha suas lágrimas apertando os dedos da irmã. As flores, rosas e azuis, que elas tinham depositado sobre as lápides balançavam suavemente de acordo com o sopro da brisa suave.
Já era pelo final da tarde quando elas se separaram, Anna ia para casa e Elsa, juntamente com Peter, voltaria para o riacho onde havia deixado Jack e Fada, pois o combinado se estendia até o jantar.
Elsa caminhava calada, com os dedos enroscados nos de Peter, ela estava triste por saber que os pais com que tantos anos sonhou estavam mortos, mas estava feliz porque encontrou Peter para estar ao seu lado, junto com Anna.
Peter suspirou e fitou o horizonte por entre as arvores. O por do sol está próximo... pensou vendo o sol.
— Sabe... — murmurou ele quando já se aproximavam do riacho — eu achei que passaria o resto da eternidade sozinho... — Elsa o olhou apertando ainda mais firme sua mão — preso no meu reino de pesadelos, medo e angustia... — ele a olhou com um pequeno sorriso — mas eu te achei... no meio de tanto medo e desespero... eu te encontrei... — agora ele estava na frente de Elsa segurando suas duas mãos com a cabeça inclinada para baixo com seus olhos mergulhados nos dela.
— Você me resgatou... me tirou do fundo do poço... mesmo distante... sua presença já era o bastante... — disseram juntos como se tivessem ensaiado para aquilo durante muito tempo.
Nesse momento Peter notou que Jack e Fada os espiavam em segredo, sorrindo com os olhos ele tirou um pequeno objeto de seu bolso.
Era dourado e tinha uma safira incrustada em uma parte bem pequena ornamentada.
— Elisabeth Arendelle, você é minha estrela guia... quer se juntar a mim pelo resto da eternidade? — Elsa, Jack e Fada arregalaram os olhos, surpresos.
— não... — disse ela calmamente enquanto Peter permaneceu imóvel, paralisado.
— MAS OQUE? — gritou Jack saindo de trás da arvore rebelando-se contra aquela atitude.
— Jack que grosseria! — exclamou fada — Desculpa Breu, a gente já ta indo embora. Vamos Jack — falou ela tentando arrastar o guardião que estava pasmo.
— N-não? — murmurou breu sentindo-se terrivelmente mal. Arrependendo-se de ter lhe jurado amor, de ter arriscado sua própria vida por uma...
— Não sei porque precisou pedir — falou ela interrompendo os pensamentos malignos que se desenvolviam na mente dele que agora a encarava com uma expressão perplexa.
— Então... .. . — disse ele franzindo o cenho confuso e... feliz.
— Não quero ficar com você pelo resto da eternidade... é muito pouco... quero estar em seus braços até as estrelas pararem de piscar, até as mentiras se tornarem verdades, até a morte se tornar vida... até que... — ela dizia o que vinha do fundo de seu coração, mas as ultimas palavras soaram como um sussurro e ela não ousou preferir a maldita palavra.
— Ah Muleke! — exaltou Jack batendo no ombro de Peter.
— Parabéns aos dois, mas agora nós dois temos que ir... Norte está chamando— Fada já tinha jogado um globo no chão e empurrava Jack para dentro do portal
— Espere! — Protestou Jack abrindo os braços — Ela deveria ...
— Não é necessário... acredito que ela se atrasar algumas horas não fará muita diferença — interrompeu fada piscando para Elsa que sorriu em agradecimento.
O portal finalmente se fechou e levou com ele os dois guardiões.
— E... o que faremos agora? — perguntou a loira puxando a gola da camiseta negra que Peter vestia. Que tal...Ele não pôde terminar seu pensamento antes disso seus lábios já estavam colados naquele beijo desejado e esperado por ambos, pois: Até os maus podem amar...
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