Eve: Minha Maligna Namorada.

10 Questões de relacionamento


As pessoas custumam acordar felizes depois de festas, as memórias de pessoas correndo, gritando e muitas vezes gastando alguns hormônios faz com que sorrisos brotem na face dos convidados.

Comigo não era diferente, eu sorria. Tá era um pouco diferente, pois eu sorria MUITO! Mas fala sério, eu estava perdidamente apaixonado por aquela garota havia meses, e bem, acreditava que agora estaríamos juntos. Não conversamos muito quando acordei, apenas trocamos alguns olhares e sorrisos, ela era linda ao acordar.

Santana disse que havia ficado muito feliz com a minha presença em sua festa. Ela e as meninas me adicionaram à família, não, obviamente não a uma família de verdade, mas sim aquelas de brincadeira onde alguém é pai de alguém, e tem tios e tias, o que importa é que fiquei no papel de avô da Rafaela, o mais velho da família e o mais importante, bisavô de Eve. Essa posição me garantiria um novo apelido dado por minha querida amiga baixinha de olhos avermelhados, passamos a ser Bisavô e Bisneta, ou como futuramente passaríamos a nos chamar, "Bisa"(Sim, ambos éramos apenas "Bisa", sem distinção de masculino e feminino.

Saímos todos juntos, descemos toda a avenida da casa de Santana, cada garota foi ficando em um ponto de ônibus, no final só sobrou eu e Eve, levei-a até sua casa.

Aquilo era mágico, os olhares, as palavras, os sorrisos e por último... Os beijos.

Não era muito experiente para ter certeza, mas sábia que aquela garota daria em mim os melhores beijos da minha vida, e no que sei dela até agora, eu estava certo (tudo bem que nunca mais beijei ninguém depois dela, mas isso não vem ao caso, pois acredito que se beijasse continuariam sendo melhores)

Depois de uma longa despedida fui pra casa, as coisas deram totalmente errado, minha tia que estava brigada com minha mãe há meses resolveu passar em casa para se desculpar e durante a conversa as duas chegaram à conclusão de que eu havia sumido durante a noite, ao me verem elas começaram a chorar de alívio e me darem broncas misturadas com promessas de que eu poderia confiar nelas caso precisasse.

É claro que esse momento cheio de lágrimas não ficou barato, passei pouco mais de uma semana de castigo, só sai por que a conta de telefone estava ficando altíssima, afinal, a cada segundo em casa eu estava no telefone com Eve.

Na minha cabeça os adjetivos cabíveis a ela variavam pelas mais belas coisas possíveis, minha "Bisa" era um presente dos céus, descobriria que o presente não vira dos céus em pouco mais de dois meses. Se isso faria diferença para um homem apaixonado como eu? Sim, faria.

Após o termino do meu castigo passei a visitar a minha querida Bisneta com freqüência, pelo menos três vezes por semana passava na casa dela. Algo curioso é que nunca havia ninguém alem de uma prima, da avó e do irmão menor, a casa possuía três andares sendo que ficávamos sempre no térreo, no andar de cima ficavam os quartos e o no de baixo morava a avó, como não queríamos a presença de pessoas olhando enquanto estávamos juntos eu nunca descia para ver a avó dela, afinal era melhor que ela não soubesse de minhas visitas.

Certa vez vi a mãe de Eve, era uma versão maior da filha, com o cabelo maior, um rosto mais envelhecido e sério. Era uma mulher bonita, mas particularmente eu preferia a filha, não só por ser Eve, mas também porquê havia algo de sobrenatural no que sentia por ela.

Os dias foram passando, as visitas na casa de Eve eram acompanhadas de muitas risadas e idas a sala do computador onde podíamos ouvir música alta e é claro, utilizar o sofá para darmos beijos longos e prazerosos.

Uma vez estava sentado no sofá e ela parou sentando de frente para mim, no meu colo, devo admitir que ela era bem criativa, aquela maluquice toda me animava. Muito.

Muito mesmo.

A cada dia íamos nos aproximando mais, quando não estávamos juntos estávamos no telefone, ligávamos um para o outro de madrugada, chegava sempre o mais tarde que podia em casa para ficar mais tempo com ela. Mas queria mais, mas não sabia se estava na hora, queria tornar oficial, mas não sabia se ela aceitaria, queria que Eve fosse minha namorada.

Essa idéia foi ficando cada vez mais presa na minha cabeça à medida que o tempo passava, o final do ano estava chegando e Eve iria viajar com os pais para o sul.

Uma vez enquanto estávamos no portão da casa dela ela disse algo sobre não ter mais o que comemorar depois do natal. Queria dar isso a ela, alguma data para ela se lembrar. Eu ia pedí-la em namoro antes que ela partisse. Eve G. Woiciekoski seria minha namorada antes da virada do ano! E não descansaria enquanto não conseguisse.

Notas finais
Oi! Espero que tenham gostado desse rápido capítulo narrando os primeiros acontecimentos do relacionamento de Eve e Michael, comentem por favor, responderei a todos, adoro os comentarios de vocês! Obrigado por lerem, e um duplo obrigado aos que sempre comentam na minha humilde história, um forte abraço! Vejo vocês em breve!