Evariny

18 - Uma batalha silenciosa -


Notas iniciais

Eu sei, passei muito tempo sem postar, mas só agora vi que tinha reviews

Agradeço aos leitores que me "ressuscitaram", vocês são demais!!

Ignorem os números repetidos q o Nyah colocou, ok?

Evariny sentia a presença das pessoas ao seu redor, e percebia que estavam curando a ferida. Queria gritar, dizer para não fazerem isso, pois a maldição perduraria, mas seu sono encantado a impedia. O corte cicatrizou-se, para desespero da garota, que clamava para que suas suspeitas estivessem erradas.

Eragon estava para sair da tenda, quando ouve um arquejo, e vira-se: ela estava inquieta, seu rosto expressava dor, e a respiração saía de forma irregular.

-O que está acontecendo? — berrou Murtagh, indo até o irmão — Ela devia estar bem!

-Não sei — respondeu o Cavaleiro — Não era pra acontecer nada assim... vou falar com ela!

-Espere — disse Arya, segurando seu braço -, deixe Murtagh fazer isso.

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Evariny sentiu sua mente ser tocada, e criou uma barreira. Mas, então, ouviu a voz de Murtagh, dizendo-lhe:

Acalme-se, sou eu... precisamos saber o que está acontecendo.

Ela baixou suas defesas, e disse:

Ao curarem a ferida, esqueceram-se de procurar vestígios da magia. Antes de morrer, aquele maldito feiticeiro me disse que eu sangraria até morrer, ou sentiria a maldição dele consumindo minhas forças. A ferida foi curada, e agora não tenho muito tempo.

Mas... temos que procurar uma cura!

Não há cura, vasculhei minha mente, à procura de tudo o que poderia ajudar, mas nada encontrei. Só a marca do encantamento. Agora vá, em breve despertarei. Tranquilize-os, e diga que estou bem, mas que direi o motivo do que aconteceu assim que despertar.

Não podemos deixá-la assim, temos de procurar a cura, deve haver algum jeito de...

NÃO HÁ! Por favor, Murtagh, vá. Não quero preocupá-los ainda mais, e não quero que se perca. A mente de um elfo, ou meio-elfo como eu, é diferente da de um humano, e você pode se perder por seus caminhos. Vá.


O Cavaleiro sem dragão assentiu, e retirou-se, não sem antes sussurrar:

Eu já me perdi.

***/***

-Ela está bem, e disse que dirá tudo assim que acordar.

-Ótimo! — falou Eragon, dirigindo-se à entrada — Tenho que falar com Nasuada, e então retornaremos à marcha rumo a Belatona.

Tão logo ele saiu, Murtagh sente seu pescoço ser apertado contra a parede, e vê diante de seus olhos um Arya furiosa:

-Diga a verdade!

-E... Ela... Pediu... Para... Não... Dizer.... — falou ele, sufocando — E... Me solte!

-Certo — assentiu ela, largando-o, e saindo dali.

Logo, só ele e Nelow permaneciam no pavilhão, ambos conversando sobre como curá-la — Obviamente Murtagh não escondeu nada do dragão, afinal, o \"animal\" e a garota eram unidos por um vínculo muito além de todos, a ligação Cavaleiro-dragão...

Nenhum dos dois saiu de lá aquele dia, e a noite, ambos adormeceram ao lado do leito. Ao amanhecer, Murtagh acordou com um pequeno ruído, e viu que ela estava despertando. Nelow ainda dormia, mas ele o acordou com um grito mental.

ACORDE!!!!!!!!!

AI! Cavaleiro maluco, quer me matar?

Ela está acordando, prisma gigante...

VERDADE? E por que não disse antes, fihlote mal-humorado?

Porque você estava dormindo...


Interromperam a discussão ao vê-la abrir os olhos.

Nelow!

Ah, minha pequena, que saudades!


Suas mentes se uniram, abraçando-se. Ela então voltou seu olhar para Murtagh, que estava parado, ao lado do leito, olhando-a com um misto de felicidade e preocupação.

-Pare de olhar para mim como se estivesse em meu enterro! Não quero sua pena, nem de ninguém!

Ela sorriu, abandonando a expressão zangada.

-Que bom que acordou. Eu estava preocupado.

-Achou que eu ia dormir eternamente? — zombou ela, mas com um toque de seriedade no fundo.

-Temi que isso pudesse acontecer — respondeu ele, absolutamente sério.

O riso desapareceu do rosto de Evariny, deixando transparecer tristeza, e até mesmo culpa.

O que foi, minha pequena?

Foi tudo culpa minha, Nelow... Eu devia ter-me esforçado mais, ter treinado com mais afinco, aceitado os conselhos de Eragon... Poderia ter feito tanto...

Você ainda pode. Basta querer.


-Murtagh! — disse ela, num ímpeto — Lembra do que te prometi?

-Sim. Você disse que resgataria Thorn comigo. Mas sei que não poderás fazer isso, e...

-Vamos amanhã!

***/***

A Amazona teve uma noite conturbada. Sua mente era atacada por forças estranhas e enormes, e ela tinha de erguer suas barreiras mais fortes, ou ficaria muito fraca. Nelow ajudava, bem como Murtagh, mas mesmo assim ela amanheceu sentindo-se frágil. Apesar disso, esforçou-se para levantar, e andou até sua tenda, seguida por seu dragão, e pelo Cavaleiro.

Uma vez lá, deixou-os esperando do lado de fora, discutindo como sempre, e vestiu uma de suas túnicas, com a armadura por cima, seu arco, sua aljava e Garjzla.

... eu sei que brilho um pouco, mas isso não é motivo para...

... claro que é, seu prisma tamanho família!

Olhe aqui, filhote abusado, não se esqueça que sou um dragão!

Ha, olha o adulto falando...

Eu...

PAREM, AGORA, OS DOIS!


Foram até a tenda de Eragon. Ela bateu, e ouviu um \"entre\", baixinho. Entrou, e viu seu mestre guardando o livro que ganhara de Jeod.

-Evariny! O que faz aqui?!

-Vim pedir-lhe permissão para seguir rumo ao castelo do Rei, resgatar Thorn. Antes, porém, que diga qualquer coisa, espero que tenha consciência de que Murtagh não me pediu isso, apenas quando eu ainda não havia partido em missão. E também esteja ciente que isso que faço agora é mera formalidade, pois irei de qualquer forma, independentemente de ser punida depois, ou mesmo expulsa. Tenho minhas prioridades. Ah, e Murtagh, não fique de boca aberta desse jeito, está parecendo um tolo.

Murtagh rapidamente fechou a boca, que abrira sem ele perceber, mas continuou com olhos arregalados, assim como Eragon. A Amazona reprimiu um risinho, imaginando se era de família...

-Não seja maluca! — disse seu Mestre, recuperando-se do susto — Não deverias nem estar de pé! Não dou-te minha permissão.

-Então me acuse de insubordinação perante Nasuada, mas eu vou mesmo assim. Ha, e tente me impedir! Já provei que minha magia é forte, mais do que a sua, e tenho a ajuda de Nelow, Murtagh, Arya e Shuruikan, no mínimo. Murtagh, feche a boca!

-Por que isso, garota? — perguntou Eragon, com um suspiro.

-Porque quero viver! Percebi que nunca fiz nada sem pensar, nada emocionante, impropositado... preciso disso, antes de... — interrompeu a frase, percebendo ter falado demais.

-Antes de que?

-Na...Nada, eu...

-Fale, Evariny-finiarel.

Ela respirou fundo, encarou seu mestre, e respondeu, mais baixo que o som de uma agulha que cai:

-Antes da maldição agir.

-Que maldição?

Ela contou-lhe tudo, desde a fala do mago, até o feitiço. |E implorou para que ele não contasse a mais ninguém.

-Murtagh, saia, por favor — pediu ela. O Cavaleiro hesitou, mas atendeu ao pedido, e saiu (N/A: Uau, o Murtagh foi bem adestrado...).

A Amazona pegou uma pequena bolsa de seda, que carregava no cito, e entregou-a a Eragon, cuidadosamente. (N/A²: atendendo a pedidos da Isa, essa bolsa é de seda...)

-Esse é o meu maior segredo... confio-o a você, Eragon, pois acho que não vou ver muitas primaveras... Aqui dentro está um pequeno mapa, traçado sobre um pétala de Loivissa, e mostra a localização de um dos lugares mais antigos da Alagaësia.

-Qual?

-A Rocha Sagrada, conhecida por alguns como Pedra de Kuthian.

***/***

...e voando desse jeito, vão nos ver em poucos segundos...

Estás querendo ensinar um dragão a voar?

Vejamos... ESTOU!

Estou te avisando, já cansei de suas piadinhas e insinuações...

E eu dos seus reflexos coloridos. Empatamos.

Cavaleiro...

O que foi, dra...

QUANTAS VEZES AINDA VOU TER QUE CHAMAR A ATENÇÃO DAS CRIANÇAS? ISSO ESTÁ ME CANSANDO! SERÁ QUE VOCÊS...


Ela foi interrompida por uma dor de cabeça insuportável, ao ponto de fazê-la perder os sentidos, caindo em rente a Murtagh e Nelow.

-Evariny!

O Cavaleiro acorreu, antes mesmo de Eragon sair da tenda, e tomou-a nos braços. subiu no dragão, e foram até a tenda dela. Lá, ele a colocou deitada no catre, e sentou-se ao seu lado, como tantas outras vezes. Logo ela abriu os olhos, e sentou-se.

A dor, lentamente, passou, dando lugar à tristeza. Como ela poderia lutar assim?

-Você está bem? — perguntou Murtagh, preocupado.

-Estou... — respondeu ela, tentando falar no tom normal, mas não conseguindo nada além de um sussurro -Foi só uma tontura, já passou... vamos.

Fez menção de se levantar, mas foi detida por Murtagh, que segurou levemente seu ombro, dizendo:

-Espere. Se for assim, morrerá. Amanhã poderemos ir. Descanse.

Ela sorriu, olhando nos olhos dele, e tocou sua mão, levemente:

-Obrigada.

Pousou sua cabeça sobre o travesseiro e, ainda segurando a mão dele, adormeceu, em seu sono desperto.

Dessa vez, os dois cuidaram da proteção de sua mente, permitindo-a descansar. Às 8 da noite, ela despertou, e percebeu que os dois haviam sucumbido ao cansaço, e dormido.

Que bom. Assim podem se preocupar um pouco consigo mesmos... precisam disso.

Soltou cuidadosamente sua mão da de Murtagh, e saiu, em direção a uma clareira, a mesma aonde treinara Katrina por algum tempo, um bom lugar para se admirar as estrelas. Olhou para a imensidão acima, e teve vontade de poder voar de encontro a elas, fazer jus a seu nome, e juntar àquelas que haviam inspirado sua mãe...

-Olhando o céu?

Sobresaltou-se ao ouvir a voz de Murtagh, ao seu lado. Assentiu com a cabeça, e olhou para ele, convidando-o a sentar-se ao seu lado, o que o Cavaleiro fez.

-Como será a morte? — surpreendeu-se dizendo algo que somente pensara até então.

-Não sei — respondeu ele -, mas sei que não estarás sozinha. Nunca. Nunca mais.

Seus olhos fixaram-se um no outro, e eles lentamente se aproximaram, tocando os lábios levemente. O coração de Murtagh parecia que ia explodir do peito, tal como o dela. Foi apenas um suave beijo, mas selava o que ele dissera: estariam juntos. Sempre. Deram-se as mãos novamente, e continuaram a observar o céu, mais leves do que se sentiam há muito tempo.

Notas finais

Com Reviews eu posto mais!!