Evariny
3 - Garjzla du Evarinia! -
Ela luta bem – disse Saphira.
Verdade...– concordou Eragon – mas tem um temperamento...
Se coloque no lugar dela. Ela é filha de um elfo! Deve lutar desde pequena. Mas você, um humano, venceu a luta!
Não sou totalmente humano – reclamou o cavaleiro.
Mas tem menos de um terço da idade dela! – falou o dragão, como se explicasse algo óbvio a alguém que não entende.
Isso não significa nada... Já ganhei de Brom, que era um ancião!
Exatamente, Eragon. Ele era um ancião.
Dragão e cavaleiro rumaram em direção à tenda, ainda discutido. Exatamente ao mesmo tempo, outros tinham uma discussão semelhante.
Não acredito que ele conseguiu! Isso é horrível, Nelow. Será que eu luto tão mal assim?
Acalme-se, Evariny- tranqüilizou Nelow – ele é que luta melhor.
Você não está ajudando em nada, dizendo isso... – reclamou ela – agora tenho que provar que sou melhor em magia, de qualquer jeito!
Sim, sim, se isso é tão importante para você... - falou o dragão, desinteressado.
-Evariny– disse Arya, entrando na tenda –, vim informá-la que Nasuada está muito feliz com seu preparo, e que decidiu que de agora em diante treinaremos juntas.
-Fico muito feliz, Arya Drotingün – disse Evariny, aliviada – achei que seria obrigada a treinar com Eragon.
- Não gostou de ter ele como mestre, acertei? – disse a elfa.
-Acertou. Ele é só um bebê! – respondeu a amazona.
-Também pensei assim no começo. Mas hoje entendo o valor de Eragon, apesar de sua pouca idade ele foi treinado por Brom e Oromis.
-Brom? O Cavaleiro, responsável pela morte da maioria dos Renegados?- exclamou Evariny, assustada.
-Ele mesmo. –disse Arya, surpresa – como sabe de tudo isso?
-Ora... –falou a mestiça – ele era o único que sabia do paradeiro de minha família quando morávamos em Vroengard. Brom me visitava após a morte de meus pais, para levar alguns suprimentos, como roupas, e algumas plantas que não cresciam na ilha.
-Você realmente guarda muitos segredos... –refletiu a elfa.
-Assim como todos. – respondeu a outra.
Continuaram com essa conversa, até a hora do teste com Eragon.
-Melhor ir, já está na hora.
-Sim, sim, está certa. – respondeu a amazona.
Chegaram ao campo de treinamento a tempo, um pouco antes de Eragon, que havia estado conversando com Roran.
-Muito bem, vamos começar com algo simples – disse Eragon – faça essa pedra erguer-se 30 centímetros no ar.
-Stenr, reisa! –ordenou ela.
A pedra ergueu-se exatos 30 centímetros no ar, e pousou levemente na sua mão.
Continuaram com exercícios cada vez mais complexos, mas a amazona não demonstrou sinais de cansaço, pelo contrário: parecia cada vez mais ativa, mesmo com exercícios cansativos mesmo para o Cavaleiro. Após uma hora de testes, ela finalmente parecia começar a se cansar, mas ainda tinham muito que fazer. Enfim, chegaram ao último:
-Agora, para terminar, crie uma mágica que distraia ou confunda os sentidos de seu oponente.
Eragon esperava algo normal, como parar a luz, ou criar uma distração, mas ela o surpreendeu.
-Garjzla du evarínia! – ela ordenou.
A última coisa que ele viu foram diversos pontos de luz branca cercando-a, antes que uma forte luminosidade o cegasse completamente.
-Muito bom – disse ele, ofegante – agora tente manter o feitiço por alguns minutos
-Alguns minutos?- zombou ela – mesmo cansada como estou, poderia ficar assim o dia todo!
Após dez minutos sem enxergar nada, ele disse que ela poderia suspender o encanto, o que ela fez lentamente.
Assim que o encanto foi encerrado, Eragon foi parabenizá-la.
-Muito criativo esse encanto. E eficiente.
- Obrigada – disse Evariny.
- Sua magia é muito avançada, mais do que eu esperava... começaremos a treinar toda tarde isso...
- Sim... já posso ir?
-Já.
Como alguém com mais de noventa anos pode ser tão infantil?[/i]- disse Eragon a Saphira.
Ela tem mais de noventa anos, mas viveu quase o tempo inteiro sozinha, lendo sobre os segredos dos Cavaleiros e desvendando os mistérios de Vroengard, e a pesar de tudo sempre sob a sombra da ameaça de Galbatorix. E agora que se junta aos Varden, após ter fugido do Rei em pessoa, é vencida por um humano como você.
Eu não sou totalmente humano, Saphira.
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