Euro DATS
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tentei fazer um prólogo, mas ficou tão grande que ficou impossível chamá-lo assim.
Primeira fic de Digimon que posto aqui, e espero que esteja do agrado desse fandom que eu amo de mais.
Alguns personagens que coloquei aqui, são baseados em pessoas reais, sendo eles a Mary (Eu), o Milton (Que é um grande amigo meu) e o Daniel (que em partes, foi baseado em um outro amigo meu). Outra coisa: Espero não ter viajado de mais na hora de criar os Digimons, como por exemplo, Cupidmon, Digimon que aparece nesse capítulo, não tem nada a ver com o Cupimon, que é a forma em treinamento do Lucemon. Bem... Sem mais delongas, espero que curtam o capítulo. Glossário no final do capítulo.
Ciaooooooooooooo!.
Colatina – Espírito Santo (Brasil).
Assim que Mary abriu a porta de casa e se lançou para dentro, suspirou. Não agüentava mais os olhares dos vizinhos e dos outros curiosos que a encaravam. Também, não era para menos. Ela estava horrível, admitia. Os cabelos loiros volumosos, bagunçados a pele clara vermelha de tanto correr e os olhos azuis, inchados de tanto conter as lágrimas que insistiam em banhar sua face.
Olhou em volta. Não havia uma alma viva ali. Sua mãe ainda devia estar no trabalho, e seus avós, estavam viajando. Ótimo, ela estava sozinha.
Caminhou pela casa até seu quarto, o lugar tão silencioso que seus passos até ecoavam. Abriu a porta com tudo e caiu sentada na cama, deixando que seu choro, até agora contido, escapasse por fim.
- Droga. – Esbravejou ela, batendo com tudo a mão na cama, sem se importar se iria ou não se machucar. – Odeio aquele cara, odeio... Quem ele pensa que é para julgar os outros?.
Permaneceu assim por um bom tempo. Já não era de hoje que o tal garoto implicava com ela, simplesmente por ser rico e se achar no direito de humilhar os outros. De início era fácil ignora-lo, mas aquilo começara a ficar insuportável, até que em fim ela explodiu, jogando na cara dele o que ele precisava ouvir. Mas não havia sido fácil, agora, seu nome era comentado por várias pessoas, e cada um fazia seu julgamento, sem se importar com a verdade.
Gritou, chorou, praguejou e em fim, parou, parou ao escutar a exclamação de alguém.
- Eim?. Fez ela, confusa. – Mas não é possível, eu to sozinha aqui.
Olhou em volta, tentando encontrar alguém. Levantou-se da cama, atenta a qualquer movimento. Olhou para todos os lados, até fixar seu olhar em sua própria cama, obrigando seus olhos a se arregalarem.
- Ai, meu, deus. – Sussurrou ela, pausadamente, aproximando-se para confirmar que não estava ficando louca. Sentado na cabeceira de sua cama, de pernas cruzadas, havia um pequeno anjo, observando-a com preocupação. Se fosse humano, não teria mais de seis anos de idade. Tinha a pele extremamente clara, os olhos azuis gélidos e o cabelo loiro cacheado. Em seus braços e pernas, usava uma espécie de bracelete dourado e possuía incríveis doze asas, todas em um branco puro. Vestia apenas uma túnica greco-romana branca.
Assim que percebeu ser notado, levantou-se e voou até onde a menina parecia ter congelado, tamanho o susto que levara. Tocou sua face, olhando-a nos olhos.
- Mary... – Chamou, sua voz tão infantil quanto sua aparência.
......
Liverpool (Inglaterra).
Angústia. Foi isso que Erick sentiu, ao entrar em casa. Suas pernas doíam de tanto correr, suas roupas estavam extremamente molhadas e sua face parecia inexpressiva. Ele havia corrido na chuva, sem qualquer proteção.
- Ótimo. – Balbuciou ele, em tom de escárnio. – Meu pai vai me encher o saco.
Deu alguns passos pelo corredor de entrada da grande mansão em que vivia com seu pai, desde quando sua mãe morrera, dois anos atrás. Desde então, sua vida havia se tornado um caos. Seu pai, inexperiente, não sabia de forma alguma criar um filho, principalmente um com a personalidade explosiva de Erick. O inglês suspirou ao passar na frente de um espelho, checando sua atual situação. Seu rosto, pálido de natureza, estava horrível, seus cabelos, negros como a noite, estavam desgrenhados, contrastando com a frieza de seus olhos azuis.
Balançou a cabeça para espantar aquela visão, rezando em silêncio para que seu pai não estivesse em casa. Infelizmente, seu pedido não foi o bastante, não demorou muito para os passos largos do adulto serem ouvidos pelo corredor onde Erick ainda estava.
- Porque está todo molhado?. – Foi a primeira coisa que o homem perguntou, ao entrar no campo de visão de Erick. Assim como o adolescente, seu pai tinha a pele clara, olhos azuis gélidos e cabelos negros e lisos.
O inglês suspirou, dando com a mão na testa.
- Talvez seja por que está caindo um temporal lá fora. – Foi a resposta de Erick, mais áspera que lixa de unhas.
O mais velho balançou a cabeça.
- Você não poderia ser mais... Gentil com as palavras?. – Pediu, simplesmente.
O inglês mais jovem deu as costas para o homem, já ia saindo do corredor quando virou-se bruscamente para o pai.
- Vou ser mais gentil quando você parar de me fazer perguntas ridículas. – Respondeu, antes de subir correndo as escadas que levavam para seu quarto. Erick, de forma alguma tinha uma boa relação com seu pai, que nunca soube dialogar com o garoto. O jovem sofrera muito após a morte da mãe, principalmente por que quando morrera, levara também um bebê em sua barriga. Desde então, Erick se tornara frio e distante.
Assim que pois o pé para dentro do quarto, fechou a porta, trancando-a, não queria conversa com seu pai, ao menos não até a hora do jantar. Deitou-se na cama, ainda meio encharcado e ficou observando a chuva que caía incessantemente lá fora, molhando tudo e todos, inclusive a pequena varanda acoplada ao seu quarto, que estava fechada.
- Eu só... – Gaguejava ele, o rosto escondido no travesseiro. – Só queria alguém que me entendesse.
- Auuuuuuu. – Fez-se ouvir algo ou alguém lá fora. O barulho lembrava algo como um uivo triste de um cachorro ou lobo e pelos cálculos de Erick, vinha da sua varanda.
O inglês deu um pulo involuntário da cama, espiando pela porta parcialmente feita de vidro. A varanda estava escura, tornando impossível ver alguma coisa.
- Quem está aí?. – Perguntou ele, a voz trêmula. – Trate de aparecer.
Porém, a única coisa que recebeu de volta foi outro uivo canino, repleto de dor.
Tomado pela curiosidade, abriu a porta da varanda e atravessou-a, levando uma rajada de vento gelado misturado com chuva em seu rosto, engoliu um palavrão e tateou com a mão a parede até encontrar o interruptor, ligando a luz em seguida. Quase ficou cego momentaneamente, mas agora podia ver o que se passava ali.
Viu, encolhido em um cantinho o que parecia ser um filhote de lobo. Ele era preto, somente com as patas, a barriga e a parte do focinho brancos. Era bem pequeno e tremia muito. Em seu pescoço, parecia usar uma coleira prateada.
- Oh Lord!. – Exclamou, antes de se abaixar para ver melhor o pequeno ser. – O que está fazendo aqui?.
O filhote levantou a cabeça, abrindo os olhos, que mostraram ser brilhantes e azuis. Arrastou-se até mais perto do adolescente, cutucando sua mão com o focinho.
- O que você quer?. – Perguntou novamente o inglês, sentindo o outro tentando subir em seu colo. – Gostou de mim, em?.
- Frio. – Respondeu a criatura, para a surpresa de Erick. Como em um impulso, o inglês pôs-se de pé, de olhos arregalados e tremendo da cabeça aos pés.
- V-você fala?. – Perguntou o de cabelos negros, gaguejando.
O outro pareceu assentir.
— Mas é claro, Erick. – Respondeu, como se fosse a coisa mais normal do mundo. – Agora me tire daqui, por favor?, eu to morrendo de frio.
O inglês, ainda assustado, sentiu-se obrigado a ajuda-lo. Pegou o pequeno ser nos braços, que tentava se aconchegar no colo do rapaz, ele realmente parecia gostar do garoto, e Erick notou logo isso.
Estendeu meio desajeitado uma toalha por cima de sua cama, colocando o filhote em cima dela, os dois se encararam por um tempo, erick com um olhar desacreditado e o filhote com um olhar divertido, ele parecia feliz em estar ali. O inglês o examinou minuciosamente com os olhos, até ter coragem de toca-lo de novo. Levou a mão até sua coleira e tocou o pingente que ali havia. Era uma guitarra.
- Q-Qual o seu nome?. – Gaguejou o garoto, mantendo um olhar questionador. – E o que, exatamente você é?.
- Meu nome é Rockwolfmon. – Respondeu, agora com a voz mais forte. – Mas você pode me chamar de Rock. Sou seu parceiro Digimon.
Erick demorou um pouco para digerir a informação que lhe foi dada. Ele já havia ouvido falar de Digimon. Já havia assistido várias temporadas da franquia, mas nunca havia acreditado na existência de tais seres.
- Digimon, em?. – Fez ele. – Então vocês existem mesmo.
O lobo assentiu.
- Você é muito difícil, Erick. – Riu ele, em seguida se encolhendo.
- E você precisa de um banho quente. – Respondeu o garoto, em seu tom formal inglês. Foi até a porta de seu quarto e a abriu de vagar, andando silenciosamente para fora. Parou em frente ao grande relógio de parede que lá havia, constatando que eram 7:00 PM.
- Ótimo. – Fez ele, em tom triunfante, após voltar para o quarto. – Meu pai deve estar lá em baixo assistindo ao jornal. Temos meia hora até ele me chamar para jantar.
O inglês pegou seu novo parceiro nos braços, levando-o para outro cômodo próximo.
- Aonde vamos?. – Perguntou o filhote.
O inglês lançou a ele um olhar fuzilante, tanto que o fez se encolher ainda mais.
- Fique quieto. – Falou, em tom frio. – Meu pai não pode saber sobre você.
Assim que entraram no local desejado, Erick suspirou tristemente. Rockwolfmon estranhou o parceiro e olhou em volta. O lugar era um banheiro amplo, com paredes brancas. Ali havia uma privada e uma pia, ambas também brancas. Mais ao lado, um divã vermelho sangue, e ao lado o que parecia ser um trocador. Ao lado da pia, havia um local com algumas toalhas e em baixo, um sexto para roupa suja, que parecia estar vazio. A cima da pia um espelho grande, dentro do que parecia ser um armário, com alguns itens de higiene. Mais ao fundo, uma porta de vidro fume dava acesso ao chuveiro, e foi para lá que Erick se encaminhou. Abrindo a porta de vidro, constatou que lá dentro, havia uma banheira de coloração azul piscina, bem ampla, porém rasa, perfeita para bebês.
- Legal. – Falou, sincero porém triste. – Nunca agradeci tanto por isso ainda existir.
O tal banheiro havia sido construído para o mais novo irmão de Erick, que morreu junto com sua mãe. Mesmo sem utilidade alguma agora, por alguma razão, o tal banheiro ainda estava ali, intacto.
O inglês deixou seu parceiro no chão, e começou a encher a banheira com água quente, e assim que terminou, colocou o pequeno ser lá dentro, que gritou e pulou fora rapidamente.
- Ficou doido, Erick. – Ralhou Rock, assoprando-se. – Isso ta muito quente, assim vai me matar.
O garoto revirou os olhos, mas foi checar, assim que constatou que era verdade, ligou a água fria e deixou que as duas se misturassem.
- Você vai ser um péssimo pai. – Falou Rock, sincero.
O inglês o encarou.
- Cale a boca ou te jogo na água quente, e dessa vez te deixo cozinhar. – Ameaçou o garoto, dando seu melhor olhar psicopata, fazendo o outro se encolher, tremendo de medo.
- Não seja tão mau. – Pediu.
Erick bufou.
- Que seja. – Respondeu simplesmente, atirando o outro na banheira, dessa vez com a água morna.
Terminado o banho, Erick enrolou seu parceiro em uma toalha e o levou de volta para o quarto, colocando-o em cima da cama. O pequeno parecia feliz, pois se aconchegara na cama, enrolado em um lençol entregue por Erick. Não demorou muito para os dois ouvirem a voz do pai do garoto chamando-o.
- Erick. – Dizia ele. – Venha jantar.
O garoto suspirou.
- Tenho de ir. – Disse, encaminhando-se para a porta. – Trarei algo para você quando voltar.
...
Nápoles (Itália).
- Cheguei, Mamma. – Gritou Daniel, assim que entrou em casa. Infelizmente, ninguém respondeu.
Daniel era o tipo de filho exemplar. Fazia de tudo por sua mãe, assim como ela fazia de tudo por ele. Era um jovem bonito de aparência bem européia. Tinha a pele extremamente clara, os cabelos loiros cacheados descendo até os ombros e os olhos da cor do céu, com um brilho constante de curiosidade.
Caminhou pelos corredores da casa, até chegar na sala de estar, onde encontrou um bilhete escrito a mão em cima da mesinha de centro.
“Filho.
Tive um imprevisto. Amanhã bem cedo terei de ir a uma outra cidade para resolver uns problemas da escola e portanto, não voltarei para casa hoje. Vou dormir na casa de uma colega do trabalho. Espero que entenda. Tentarei o possível para voltar o mais rápido possível para casa.
Atenciosamente.
Da sua mãe que te ama”.
- De novo. – Suspirou ele, tristemente. Daniel já se cansara de ficar sozinho em casa, sua mãe trabalhava muito e por isso, ficava pouco com ele. Ela era pedagoga em uma escola de ensino fundamental e médio e sempre tinha reuniões, cursos da escola e pepinos para resolver em alguma outra cidade. Mesmo sabendo que ela precisava trabalhar, às vezes se sentia triste por não poder passar muito tempo com ela.
Deixou o papel ali mesmo e rumou para seu quarto, que ficava no segundo andar da casa. Mesmo não sendo uma mansão, a casa era bem grande e confortável, com uma decoração baseada nos ideais do renascimento. Nas paredes destacavam-se várias pinturas dessa época e réplicas de algumas esculturas ornamentavam os corredores da residência. No segundo andar, haviam vários quartos, que serviam em sua maioria para visitas de seus parentes, que eram muitos. Já o quarto da mãe do jovem, era o penúltimo do corredor, enquanto o de Daniel era o último, e foi lá que ele entrou.
Seu quarto era um tanto quanto simples, tinha paredes brancas e o chão, assim como o de toda a casa, também branco. Na parede direita, havia um grande guarda roupas em um tom de marrom madeira, combinando com a cama e a escrivaninha do outro lado. Em cima da escrivaninha havia um notebook e alguns livros. Já na parede onde estava encostada sua cama, destacavam-se os diversos posters de artistas como os Beatles, Linkin Park, Elvis Presley, Guns N’ Roses entre outras bandas, além da bandeira da Itália pendurada na parede oposta. As janelas estavam fechadas, porém a persiana branca estava aberta, o que deixava bem à mostra o céu azul da bela Nápoles.
Ficou ali observando o céu, tão azul quanto seus olhos, até dar-se conta de que não estava sozinho. Virou-se bruscamente para a cama, onde o que mais parecia ser uma criança alada o encarava com olhos chorosos.
O pequeno tinha o tamanho e a aparência de um bebê com no máximo dez meses de vida. Tinha a pele clara, os cabelos loiros bagunçados e os olhos celestes, além do pequeno par de asas brancas de anjo. Ele tremia, pois ali estava frio e o pequeno ser usava apenas uma fralda e uma túnica branca com bordados em dourados, que por sinal parecia ser um tanto quanto fina.
Daniel empalideceu gradativamente em questão de segundos, não sabia o que fazer em uma situação como aquela. Ao analisar a criança, ou o que parecia ser uma, notou que parecia muito com um Cupido do dia dos namorados, o que era uma visão um tanto quanto fingida, visto que o verdadeiro Cupido era um deus romano, mais precisamente, o deus romano do amor.
O Napolitano caminhou para mais perto, escorando inconscientemente em sua escrivaninha.
- Quem, ou o que é você?. – Perguntou, sem rodeios, recebendo apenas um olhar mais choroso ainda em resposta, não demorou muito para o pequeno começar a chorar de verdade.
O italiano deu com a mão na testa, soltando um palavrão italiano em seguida, que abafou com a mão rapidamente, obviamente, não queria ser um mal exemplo para crianças.
Ele se abaixou, tomando o bebê em seus braços, para tentar acalma-lo.
- Se os vizinhos vierem perguntar... Oh, dio santo. – Lamentou-se, sentando-se na cama. Não demorou muito para o interfone de sua casa tocar. – Ai, cazzo.
Realmente, aquela criaturinha era pequena, mas conseguia gritar muito, ‘deve ter sangue italiano’ pensava Daniel, enquanto deixava-o na cama, ainda aos berros, e ia atender o maldito aparelho que, em poucos instantes, desejou atirar da janela.
- Ciao. – Atendeu, tentando não parecer desesperado.
- Dani. – Veio a voz de uma senhora do outro lado da linha. – O que está acontecendo aí?.
Realmente, o garoto estava ferrado. Aquela era dona Federica, uma senhora fofoqueira que morava ao lado, fochiqueira que só ela, era a pior da rua e a última que poderia saber o que se passava ali.
- Está se passando alguma coisa. – Começou ele. – Uma coisa normal que os adolescentes fazem.
- E essa coisa normal tem a ver com choro de bebês?. – Perguntou ela, curiosa.
- Claro. – Fez ele, como se fosse algo fantástico. – É um jogo novo na internet, chama-se “Baby Cry”, é uma competição, quem inventar o choro mais criativo ganha.
Em seguida, tapou a boca para não soltar outro palavrão, que droga de desculpa era aquela?.
- Tudo bem... – Soltou ela, com a voz decepcionada. – E você está ganhando?.
- Claro, donna. – Respondeu, convicto. – Eu sou o rei entendeu?, o máster, o lord dos choros. Ninguém me vence nessa, capisce?.
- Está bem... – Fez, a voz de quem não se convenceu. – Bom, boa sorte aí então.
E desligou o interfone, o que fez o italiano soltar a respiração contida. Ele, que agora se encontrava no corredor do segundo andar, olhou pela balaustrada, perdendo-se novamente em seus pensamentos, sem notar que o choro havia cessado. Ficou ali, por um tempo até sentir uma pequena mão segurando sua perna.
O loiro deu um giro de trezentos e sessenta em uma rapidez assustadora, quase despencando de uma altura considerável. Quando recobrou os sentidos, notou a pequena criatura sentada no chão, parecendo rir de sua reação.
- Isso não tem graça. – Protestou, fechando a cara. o anjo, parecendo entender a mensagem, parou de rir e abaixou a cabeça.
- Desculpa. – Fez o pequeno, tentando pronunciar corretamente a palavra. Para Daniel, aquilo foi tão fofo que obrigou o italiano a rir.
- Droga. – Falou, em voz baixa. – Não da para ficar com raiva de um ser tão inocente.
Ele se abaixou, pegando o pequeno no colo, olhando-o nos olhos.
— Quem é você, em?. – Tornou a perguntar.
O anjo apenas estendeu para ele um pequeno aparelho, semelhante a um Ipod, vermelho com detalhes em dourado. O italiano pegou o objeto, analisando-o. Acessou algumas propriedades e, em um impulso, apontou o objeto para a criança em seu colo. Logo, uma imagem dele surgiu na tela e em baixo, alguns dados.
(Cupidmon).
(Digimon no nível rookie).
(Este Digimon, de natureza infantil e inocente é uma espécie extremamente rara, de origem divina, se apega a aqueles de quem gosta. Ele sabe quando uma pessoa é boa ou ma. Seu principal ataque é a flecha da ilusão).
...
Veracruz (México).
Milton acabara de chegar da faculdade. Estava cansado e o que ele mais queria nomomento era poder deitar em sua cama e dormir até a outra semana.
Caminhou silenciosamente pela casa, todos já estavam dormindo e a última coisa que ele queria era acordar seu sobrinho, que caso despertasse, não voltaria para a cama nem tão cedo.
Milton era um rapaz encantador. Possuía feições latinas, como se tivesse várias descendências. Tinha os cabelos cacheados, de tom castanho claro e olhos da mesma cor. Sua pele era clara e ele não parecia ter mais de vinte anos. Sua personalidade era única; amiga e divertida, porém extremamente tímida, e sinceridade era o que não lhe faltava. Dizia o que pensava, isso era verdade, e mesmo que fosse gentil, não era o que pode se chamar de paciente.
Abriu a porta de seu quarto, entrando como se estivesse adentrando um portal para El Dorado. Espreguiçou-se, pronto para deitar-se, porém notou rapidamente não estar sozinho. Viu uma criatura curiosa sentada na beirada de sua cama, mirando-o com um sorriso discreto. Se não fosse observador, diria que era um jovem de no máximo quatorze anos. Ele tinha a pele extremamente pálida; os cabelos negros e lisos, descendo até o ombro e brilhantes olhos azuis. Parecia ser um garoto tranqüilo e tradicional; talvez inglês ou romeno, não fosse as presas de vampiro escapando de sua boca. Ele vestia uma roupa do estilo britânico rockeiro. Usava uma jaqueta preta por cima de uma blusa roxa escura, acompanhada de uma calça jeans preta e um all star da mesma cor. Apesar do visual um tanto quanto rebelde, o que mais chamava a atenção, eram as asas de vampiro em suas costas.
Milton soltou uma exclamação, o que chamou a atenção do jovem sentado na cama, que se levantou e caminhou até ele.
- Olá, Milton. – Disse, a voz calma e simpática. O mexicano, por sua vez, não sabia como reagir. Sentiu a mão fria do estranho vampiro tocar em seu ombro e notou que ele flutuava alguns centímetros a cima do chão para conseguir colocar-se à sua altura, devido aos 1,82 do latino-americano.
- H-Hola. – Foi o que o latino conseguiu dizer. – Quem é você?.
O outro sorriu, exibindo ainda mais suas presas.
- Meu nome é Vladmon. – Respondeu, abrindo suas asas. – Mas você pode me chamar de Vlad. Imagino que agora, você já sabe o que eu sou.
E por fim, entregou a ele um aparelho, extremamente parecido com um ipod, nas cores roxo e dourado. O mexicano nada disse, apenas analisou o que, agora, seria seu parceiro.
(Vladmon).
(Digimon no nível rookie).
(Apesar de possuir aparência, tamanho e força de um Champion, este Digimon raro ainda está um nível a baixo. Mesmo tendo aparência meio assustadora, este ser é um parceiro gentil e sincero, além de muito esperto. Seu nome é derivado de “Vladimir” primeiro nome do Conde Drácula).
- Interessante. Muito interessante. – Comentou o latino-americano, antes de abrir a mensagem em seu novo aparelho, que Milton sabia bem que se chamava Digivice IC.
“Guten tag, caro escolhido.
Imagino que agora esteja pensando no que está se passando contigo. Pois bem, vou lhe explicar com detalhes.
Para quem não me conhece, o que acredito que seja o seu caso, me chamo Thomas H. Norstein. Sou austríaco e trabalho como agente da DATS, uma organização especializada em manter em paz o mundo real e o digital que, atualmente, mantém maior parte de suas forças na Europa, mais precisamente na Itália. No momento, estamos buscando novos membros. Então, minha pergunta é apenas uma: Você aceita ser parte dessa missão?”.
() Sim. () não.
Notas finais
Os Digimons também é algo que preciso comentar. O Cupidmon me veio na mente por causa do fandom de Percy Jackson, onde conheci o Daniel, e para quem não sabe, Cupido é a forma romana de Eros, deus grego do amor. O por que de eu ter feito o Cupid assim, é simplesmente para mostrar a imagem que maioria das pessoas tem dele, o que não tem nada a ver. Já o Vlad, é simplesmente por que eu queria criar um vampiro que me lembrasse o tio Myotismon, que pelo que lembro, é o vilão favorito do Milton, e meu segundo favorito ehuehuehuehuehuehuehuehue... Realmente, pelo que eu lembro o primeiro nome do tio Drácula é Vladimir. E o parceiro da Mary, dou um prêmio pra quem adivinhar quem é ehuehuehuehuehue esse não foi criado por mim.
Glossário.
Oh, Lord: Oh, senhor (Inglês). Muito usado na Inglaterra, é como o (Oh,
Deus) que usamos no Brasil.
Mamma: Mamãe (Italiano).
Dio santo? Santo Deus (Italiano).
Cazzo: Um palavrão muito usado na Itália. Não vou traduzir aqui, mas
para quem nunca ouviu e quiser saber o que significa, chama no MP que eu
digo.
Ciao? Olá (Italiano). Pode ser usado como "Tchau" também, e tem a
mesma pronúncia da palavra em português.
Donna: Mulher (Italiano).
Master: Mestre (Inglês).
Lord: (senhor (Inglês).
Capisce?: Você entendeu? (Italiano).
Hola: Olá (Espanhol).
Guten Tag: Bom dia (Alemão).
Então... Espero que tenham gostado, de verdade... Até o próximo cap.
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