Eu,ele e Suas Ex-namoradas
6 Cap.6 - Marcela
Eu funguei muito durante o caminho da casa de Dante, paguei o taxista e o deixei ficar com o troco, até porque a quantidade de lenços que ele me cedeu não estava na corrida, e ter de aturar uma garota chorando devia mesmo ser um saco.
Passei correndo na portaria conforme vi uma mulher entrar, ela não se preocupou em me impedir devido ao meu estado, mas o porteiro não queria se importar e insistia em ligar para Dante antes então eu simplesmente fugi dele quando ele se virou para interfonar
Toquei na campainha de Dante e nem olhava para a porta enquanto esperava, achei que ele iria demorar mais para atender, estava prestes a tocar de novo quando a porta de abriu e ouvi a voz dele assustada enquanto me via aos prantos:
-Mah?? – Eu olhei para ele em seguida, imaginava bem como eu deveria estar ridícula e horrorosa, com o rímel todo borrado, o nariz provavelmente vermelho e os olhos também vermelhos e inchados do choro.
-Dante!! – E então eu o abracei para não correr o risco de desabar ou algo do tipo, o abraço dele sempre me fazia sentir bem, me fazia sentir aquecida e certa com o mundo e era disso que eu precisava agora, e graças a deus pelo menos o abraço não me decepcionou.
Me senti exatamente como eu queria sentir, senti que não era eu a errada naquela briga, senti que não era culpada pelo fim do meu relacionamento com o Rodrigo, e senti que podia chorar ali quanto tempo eu quisesse que ele não me cobraria nem ficaria entediado disso.
Senti ele me abraçar depois de um tempo e sua pele ficando molhada por causa de minhas lagrimas, eu apertava o roupão que ele usava levemente e então tentei tomar ar
— Acabou... – Consegui sussurrar entre os meus soluços e podia sentir bem meu corpo tremendo como se eu fosse quebrar eu cair morta a qualquer momento.
-O que acabou?? – Ele perguntou naquele tom doce e baixo como se tentasse dizer que estava tudo bem,, senti as mãos dele em meu cabelo me consolando enquanto eu tentava ainda controlar meu choro para falar algo direito.
-Tudo... eu e o .... e o... – Me afundei de novo em seu corpo sem conseguir pronunciar o nome dele, doía demais sequer pensar em Rodrigo quanto mais dizer aquilo.
-Vêm Mah, entra em casa! – Ele me puxou para dentro e eu deixei ele se soltar de mim para trancar a porta, não estava mesmo interessada se estava no corredor ou na sala dele, o fato é que estando com ele já me sentia melhor.
-Ele tinha começado tudo tão bem, tava tudo tão... tão .. perfeito.. porque.. – Eu agora andava entrando na sala dele, já tinha estado aqui outras vezes, reparei que quase nenhuma sozinha de fato. – Por que ele tinha que estragar tudo?? Por quê?? Aquele idiota! – Dizia agora ficando brava
-Mah, para! – Ele falou mais sério também e se aproximou abrindo os braços para que eu o abraçasse de novo, mas dessa vez a raiva falou mais alo e até mesmo de seu abraço eu fugi.
-Não! Não, eu não quero parar, eu quero, quero odiá-lo! – Falava como se fosse uma criança mimada que tinha recebido um não – Eu não entendo como pude agüentar tanto tempo aquele estúpido, insensível, vagabundo!! – Comecei a bater os pés e me toquei do quão ridículo era EU chorar por ELE, Rodrigo que devia se debulhar em lagrimas por mim e não contrario, comecei a tentar limpar minhas lagrimas com os pulsos mesmo, Era fácil perceber que Dante estava me deixando simplesmente desabafar, que não ia me contradizer em nenhum momento então comecei a metê-lo no meio também.
-Como você agüenta? Como o agüentou por toda a faculdade?
-Ele era um cara legal... — Mas eu não consegui deixa-lo prosseguir e já fui me metendo e novo
-Legal? – Perguntei com um tom de quase ultraje, Dante deveria ter passados os anos da faculdade chapado demais para se sacar. – LEGAL?? – Falei mais alto, sério estava revoltada — O Rodrigo é um idiota, estúpido, grosso, inútil...
-Mah! – Eu percebi ele dando mais um passo para perto de mim. – Mah para! – Ele se aproximou mais uma vez e me puxou pelo pulso, e eu fiquei parada agora o olhando, ta devia estar parecendo uma louca mesmo, mas que ele queria de mim? – O que foi que aconteceu?
— Eu, eu estava esperando você, porque você tinha me pedido lembra? – Eu agora tentava explicar mantendo o tom baixo e me atendo a historia, era simplesmente e fácil de ser contada e quando ele confirmou com a cabeça prossegui – E ele chegou lá, e eu disse que estava esperando você e em seguida ele disse que ele tinha pedido pra você me mandar aquela mensagem porque tinha medo de que eu não esperasse se fosse ele. O Rodrigo estava lindo sabe? Tinha se arrumado todo, disse que tinha ido me buscar pra fazer uma surpresa, me deu até um buquê de flores! De margaridas! Minhas flores preferidas! – Falei como se aquilo fosse uma loucura! Na verdade eu agora já estava achando mesmo, porque como raios ele sabia minhas flores e meu tipo de comida preferida se não sabia mais de nada!
-Eu sei.. – Falou confirmando com a cabeça e então me puxou para o sofá onde me sentei do seu lado, eu estava bem mais calma agora isso era totalmente perceptível .
-Eu nunca achei que ele fosse capaz de fazer algo romântico assim sabe? Achei que ele estivesse mesmo arrependido pelo que fez, me levou a um restaurante lindo, disse pra eu não me preocupar que ele mesmo iria pagar e...na hora do jantar, ele foi um completo idiota! – Percebi seu olhar assustado e confirmei com a cabeça como se aquilo que ele sentisse fosse do mesmo modo que eu havia me sentido.
-Como assim? O que ele disse?
— Tudo! – Fiquei irritada de novo – Ele disse tudo o que não podia! Me tratou como se eu fosse uma babaca, como se eu precisasse dele pra tudo, como... ele errou o nome do meu cachorro!! – Eu tinha mudado o final e meu tom também havia mudado para algo mais ultrajado como se aquilo fosse um absurdo, porque era mesmo.
— Ele errou o nome do cachorro? – Ele repetiu como se estivesse bobo, e me fez ficar sem graça por um momento.
-É, eu sei que não deve ser importante pra você mas, eu adorava aquele cachorro! – Eu desanimava no sofá enquanto me encolhia ali esperando ele dizer que tinha sido a maior besteira do mundo eu brigar com Rodrigo por causa daquilo.
-É você me contou o quanto chorou quando o Flufy morreu! – Ele respondeu tranquilamente com um leve sorriso nos lábios e meus olhos se iluminaram, não dava para acreditar que Dante, repito, DANTE, sabia o nome do meu cachorro e meu namorado não! Ta vendo! Eu disse que não era uma maluca paranóica!Ok eu não disse isso, mas to dizendo agora ué.
- Você se lembra! – Eu agora sorria abertamente e quase tinha vontade de abraçá-lo para agradecer por não me fazer sentir uma louca.
-Claro que eu lembro você adorava falar dele quando a gente se conheceu! –Ele riu de mim e eu fiz uma careta, logo voltando ao foco da conversa e me afundando no sofá. le riu de mim e eu fiz uma careta, logo voltando ao foco da conversa e me afundando no sofbrigar com Rodrigo por causa daquiloo
-Eu queria que ele lembrasse dessas coisas! – Me afundei mais como se fosse possível, e então o interfone tocou.
-Tá com fome mah? – Ele perguntou casualmente enquanto ia em direção a porta, mas eu já tinha me levantado, tinha ido para o quarto dele. – Já volto! –Escutei ele gritando, mas nem me dei ao trabalho de responder.
-Mah? – Eu escutei ele me chamar entre barulho de sacolas plástica e um cheiro que me parecia bem legal.
-Oi... – Disse ainda não tão animada quanto sempre era, mas pelo menos sem estar chorando que nem uma louca, e agora que tinha limpado meu rosto tirado aquele vestido e estava confortável com uma blusa e short dele me sentia mil vezes melhor, ele sorriu pra mim e por um momento fiquei sem graça de ter invado seu quarto e fuçado seu armário em busca daquilo, mas se eu não pudesse fazer isso na casa de Dante e de Luciana não saberia onde fazer.
-Tá com fome? – Ele perguntou de novo e eu suspirei olhando os potinhos confirmando com a cabeça.
-Eu até estou, acabei indo embora antes de comer alguma coisa de verdade, acho que não ia conseguir fazer a digestão mesmo. – dei de ombros me aproximando – Mas eu não sei se gosto de comer isso aí! – Apontei e tentei olhar por cima do ombro dele fazendo uma careta de nojo por nunca ter visto a comida.
-A qual é, nunca comeu chine in box? –Ele fez uma cara estranha como se me achasse um alienígena ou algo do tipo e eu ri de leve enquanto voltávamos a sala mais uma vez com ele carregando as caixas, o vi ajeitar os hashis depois de abri uma das caixas e fiquei olhando curiosa e observadora de lado.
-Eu sempre achei super legal quem consegue comer com esses palitinhos! – Comentei com o ar meio vago ainda observando ele mexer com tanta praticidade, para quem estava vendo parecia até fácil.
-Depois de um tempo você pega o jeito! – Ele deu de ombros e pegou um frango e se virou pra mim e eu cheguei com o rosto um pouco para trás para a comida não bater na minha cara. – Toma! – Ele parecia querer colocar na minha boca, e eu fiz uma careta de insegurança olhando desconfiada para o frango como se ele pudesse saltar. – Anda abre a boca aí mulher!
-Tá, ta! – Resmunguei e então abri a boca sentindo ele colocar o frango nela, quase ri da situação, era até bonitinho ele me alimentando...
-E então??
-É bom! – Falei quando tinha acabado de mastigar já tirando o pote da mão dele e tentando acertar os palitinhos na minha mão, mas como eu disse SÓ pra quem via parecia fácil e ele riu da minha cara, bem justo para falar a verdade.
-Tenta comer com isso! – Ele me mostrou o molho e eu quase xinguei-o por tirar minha concentração, eu tava quase conseguindo acertar com os palitos, se ele me mostrasse um garfo em vez de um molho...
Eu comi, ou tentei comer com os palitinhos até me encher dele e começar a pegar com as mãos mesmo, riamos enquanto víamos o filme e eu até mesmo já tinha esquecido do fiasco que tinha sido meu jantar com Rodrigo, eu percebia ele me olhando de vez em quando e implicava quando ele tentava pegar comida do MEU potinho, cutucava-o constantemente e rimos como das crianças de quase tudo. Pelo menos até quando rir demais ficou cansativo pela quantidade de comida que ingerimos, eu ia acabar tendo uma indigestão por comer demais sério.
Estávamos deitados no sofá um do lado do outro, espremidos para que eu não caísse, olhávamos o teto como se estivéssemos sonhando acordado, um sonho em conjunto porque parecíamos tão compenetrados naquilo quanto o outro.
-Eu vou vomitar! – Eu disse e ri de leve levando a mão a minha barriga, se eu nem tinha conseguido engravidar e era capaz de comer aquilo tudo, nem queria imaginar quando tivesse com uns 7 meses, imagina?
-Nem pense em fazer isso perto de mim, nem em vomitar no meu sofá! – Ele riu e depois me empurrou de leve como se quisesse me jogar para fora dali, e então eu virei em cima dele e simulei que estava vomitando bem na cara dele – Sai você ow! – Ele falou como se fingisse estar indignado me segurando pelos ombros para que não me aproximasse mais dele, mas ainda me sorria tranqüilo.
Ela riu da minha cara voltando a posição inicial dela e soltou um suspiro.
-Achei que você tinha passado mal hoje! –Disse depois de rir e suspirar de novo pensando em como minha barriga estourava.
-É, mais ou menos! –Ele desligou a TV mas não liguei para isso – Acho que eu só não queria ver a Anna!
-Também depois da gritaria de ontem nem eu iria querer ver, apesar de que eu acho que ela tem uma queda por você! – Ri divertida e com um tom sugestivo ao dar um tapa no braço dele.
-Ah ta! – Ele basicamente desprezou o que eu havia dito.
-Ah vai, bem que a Anna é bonita, você podia acabar pegando ela, você tem esse seu jeito de santinho mas eu sei Dante, você deve ter uma tantas garotas afim..
-Eu?? – Parecia memso descrente que logo eu estivesse dizendo algo do tipo a respeito dele – Nunca, eu não, eu sou um garoto sério!
-Ah certo, você é sim.. – Continuei agora irônica, será que ele queria mesmo que eu acreditasse que ele era um cara “sério”? Porque no meu ponto de vista alguém sério não tem duas garotas... – Exatamente por isso você tem duas mulheres! A Sayuri e aquela outra do restaurante lá, apesar de eu achar que agora você deve ter só a Sayuri né?
-Ah se bobiar nem a Sayuri eu tenho! – Ele suspirou e me pareceu chateado, então me preocupei
-Nossa, porque?? – Estava até mesmo espantada, Sayuri era tão amorosa e tão apaixonada por ele que não a via brigando e terminando com ele por nada no mundo.
-Ah, porque ela começou com aquelas paranóias, falando que eu tava apaixonado por você! E que eu não gostava dela e blá blá blá!Lembra? – Ele gesticulava como se representasse a lenga lenga e então passou a me encarar;
-Gente, que mania que esse pessoal tem! – disse mais inconformada, quase brava até. – A gente não pode ter um bom amigo que já vira paixão! O Rodrigo era cheio dessas também, dizendo que você era o meu protegidinho!
-Affe, fala sério, deve ser por isso que ele foi falar merda pra Sayuri, foi por isso que ela começou com essas paranóias!
-Eu não acredito ainda que ele foi falar coisa pra ela! – Eu falei de novo quase chocada, Rodrigo era um estúpido mesmo quando queria.
-Ah, esquece isso! – Ele comentou como se não desse mais importância e tentou desvalorizar a opinião deles – Nada haver, já imaginou, a gente juntos?
-Né? Nada haver, a gente é tão diferente! – Tentava me imaginar junto de Dante, ele era totalmente o oposto de mim, tinha suas qualidades, grandes qualidades, mas... não, não conseguia pensar daquele jeito, ou preferia não pensar?
-Né? A gente nem combina, chega a ser engraçado pensar nessas possibilidades!
-Sim, imagina, eu procurando casamento e acabar me envolvendo com você? Que parece fugir de relacionamento como diabo foge da cruz! – Ri como se aquilo fosse uma piada e de um certo modo até que era, infeliz era a garota que se envolvesse com Dante.
-Deus me livre, nada de casamento! –Ele riu divertido e quase senti pena da Sayuri. – Seria muito estranho acordar ao lado da mesma mulher, todos os dias!
-Ah e eu não te imagino como um bom companheiro! Não que você não seja legal e tudo mais né? Mas você entende, você é o Dante! – disse pensativa demais viajando nas minhas próprias teorias, não imaginava que o Dante fosse um cara legal para se apresentar a família, não que ninguém não fosse gostar dele, mas não gostaria de apresenta-lo a minha irmã ou minhas primas, seriam pessoas que eu preferiria que ele ficasse bem, bem mesmo distante.
-E daí? – Percebi ele me encarando como se o fato de eu ter dito que ele era ele não era o suficiente, dei de ombros meio sem jeito antes de começar a falar.
-Ah não sei, questão de confiança Dante, eu adoro você, mas sei lá, acho que nunca ficaria com você! – Ri de novo dele enquanto me encolhia de leve mais uma vez, não queria me aprofundar em minhas teorias.
-Eu também nunca ficaria com você! – Ele respondeu também com um sorriso e então paramos de nos olhar mais uma vez, encarávamos de novo o teto e o silencio tomava conta de uma forma intensa e meio constrangedora.
Aquele silêncio trazia junto dele um tipo de vazio, ou pelo menos eu estava sentindo algo vazio em mim, não vazio, mais queimando... Queimando e eu percebi que minha temperatura estava subindo, Dante estava assim tão colado comigo e eu sempre tinha tido certa curiosidade, balancei de leve a cabeça para afastar meus pensamentos e então momento seguinte ao olha-lo todos voltaram com mais força ainda e quando percebi nós já estávamos nos beijando de um modo que eu nunca tinha beijado ninguém, porque meu beijo costumava ser algo calmo, algo que desse para tirar proveito, mas no momento o único proveito que eu queria tirar era o de sentir bem a boca dele.
Minhas mãos já entravam em seu cabelo e o puxavam mais para mim, minha língua roçando de forma forte e rápida na dele, algo quente, extremamente desejoso, me assustei ao perceber que tinha tanto desejo por Dante assim e nunca ter percebido. Só de sentir ele me abraçar me arrepiava e eu podia sentir ele muito melhor agora que tinha se encaixado por cima de mim mesmo que desajeitadamente, a mão dele se arrastava em minha coxa, como se quisesse perfurar minha pele, eu suspirava já forte e ofegante com tudo aquilo, enquanto minhas mãos passavam por seu roupão para deixá-lo só de shorts.
Fui puxada em seguida sendo levada para seu colo e fui sem reclamar, menos ainda quando ele me tirava a blusa, interrompemos o beijo pelo mínimo de tempo necessário e então voltávamos a nos atracar de forma impressionante.
As mãos dele em meu cabelo puxando-os daquela forma meio bruta como só um homem sabia puxar me fez soltar um gemido meio desejoso, queria mais e nem ligava para como errado podia ser fazer aquilo tudo.
Eu o arranhava pelo tórax e então desci minhas mãos até seus shorts, e eu confesso que não sabia o que estava dando em mim, na verdade eu até sabia, sabia que ficar com Dante havia me feito despertar um desejo muito estranho e muito forte dentro de mim, sabia que o tratamento que fazia minha temperatura subir não estava ajudando, ou no caso estava, mas não entendia o porque de eu estar tão desesperada por ele entende? Nunca tinha sido uma garota “fácil” podia contar nas mãos com quantos cara eu tinha me deitado a vida inteira, na verdade se acontecesse mesmo o que estava parecendo eu passaria para a outra mão com Dante. É, eu só tinha dormido com 5 caras diferentes, eu não gostava de me entregar na primeira vez a um cara que mal conhecia, por isso estava estranhando meu comportamento, porque tudo bem que eu conhecia Dante há anos, mas era a primeira vez que eu ficava com ele... E toda aquela pressa e desejo parecia simplesmente normal e certo.
Minha boca deslizasse por seu pescoço agora, e eu chupava-o e mordia-o com certa vontade, mas sem força para deixar marcas, e então ouvi um barulho de algo vibrar na mesa, eu parei de beija-lo para olhar por cima do ombro e então me voltei para ele como se fizéssemos aquilo todo dia e estivéssemos completamente tranqüilos, a verdade é que eu sabia que aquela altura eu estava já até meio febril, e bem, se continuasse eu não sabia bem até que ponto poderia me descontrolar.
-Você não vai atender?? – Eu sorria de leve meio travessa enquanto me ajeitava em seu colo e me esticava para pegar o celular na mesa – Sayuri! – Disse entregando o celular a ele com uma cara muito inocente pro que eu pretendia fazer.
-Alô? – Foi o suficiente para minha imaginação começar e eu sentir meu fogo voltar e aumentar mais um pouco, e eu sempre culpando o tratamento, aham é sim, eu que devia estar endiabrada isso sim, eu me reajeitei em seu colo e voltei a beijar seu pescoço de forma mais intensa mais desejosa, deixava ele sentir minha respiração minha boca se arrastando por sua pele
-Ahm? – Escutei ele falar fraco enquanto eu subia minha boca por seu pescoço até sua orelha, queria por algum motivo deixa-lo fora do controle, mostrar pra ele que eu podia ser melhor que Sayuri, senti ele se contrair inteiro conforme a ponta da minha língua arrastava em seu lóbulo, mordi de leve sua orelha abrindo um sorriso malicioso.
-Eu to sim! Eu to bem! – Dizia todo atrapalhado e então eu soltei um riso falando próximo a orelha dele em que antes eu havia mexido.
-Pena que ela não faz idéia de com quem você está né? Dante... – Eu dizia de forma atrevida e ao mesmo tempo desejosa, principalmente o Dante, sim eu mesma tinha arrepiado conforme disse seu nome, só porque me lembrava da mania chata de Sayuri de chamá-lo de David.
-Aham... o que?? – Eu passei a descer meus beijos pelo seu peito, mas encarava-o de vez em quando vendo-o me observar, era claramente um desafio a ele a resistir a mim. Eu comecei a mordiscar a barriga dele e já estava até mesmo de joelhos no chão, e arriscava sempre descer mais um pouco cada vez mais lentamente e tentadora só para faze-lo sofrer e imaginar o que viria a seguir.
-Puxa que legal! – Ele arrastava e tentava baixar o tronco no sofá.
-Adivinhar o que?? – Eu nem prestava mais atenção no que ele dizia, e pelo jeito ele também não, estava ocupada demais provocando-o mexendo em sua virilha com minhas mãos e então no elástico de seu short, excitando-o até ele fazer ele querer desligar o telefone na cara dela.
-Não sei, onde? – Senti as mãos dele em meu cabelo em seguida me puxando e então me beijando de novo, eu mordi e por fim chupei sua língua com gosto, estava me sentindo quase superior a Sayuri por ele te-la trocado no telefone para me beijar, mesmo que eu estivesse jogando meio, ok totalmente, sujo. Terminei o beijo afastando meu rosto do dele.
-Legal legal Sá! Parabéns! – Ele dizia sem ter a mínima noção do que, disso eu tinha certeza já que ele estava me beijando enquanto deveria escutá-la.
-Aham, muito! Amanha a gente até comemora depois do seu trabalho ta certo? –
Eu me levantei do colo dele, queria mudar meu modo de provocá-lo sabendo ter vários jeitos e formas de fazê-lo como ameaçar fazer um strip ou algo do tipo, já que era basicamente aquilo que fazia ao ameaçar baixar meu short e o deixar ver minha calcinha preta.
-Esquece isso Sá, mas agora eu preciso desligar eu tenho umas coisas pra terminar amanha pra minha Chefe, to um pouco ocupado! – Eu ri de leve do desespero dele para desligar o telefone.
-Um beijo, tchau.. – Ele disse e em seguida eu já me sentia contra a parede com ele me abraçando forte fazendo nossos corpos baterem e eu ir e voltar na parede mas não de forma muito brusca. Me deixei ser beijada por ele de novo enquanto sentia minhas pernas sendo erguidas e eu sentia o volume dele me prensando soltando mais um gemido desejoso e mais uma vez me senti satisfeita comigo mesma, sentia a boca dele caminhando para meu pescoço enquanto eu erguia-o e puxava mais seu cabelo, e basicamente me contorcia de excitação e vontade na parede, quando ele me puxou de novo dali para ir a algum lugar, cruzei minhas pernas em sua cintura para me prender mais a ele, quando dei por mim já estava sendo jogada na cama, e eu o puxava para cima de mim de novo.
Meu desejo por Dante era algo diferente de quase tudo que eu já havia sentido, só de abraçá-lo sabia que esquecia de meus problemas, estar fazendo aquilo com ele então, bem o apartamento poderia começar a pegar fogo ali do meu lado que eu não ia dar a mínima.
Ele tentava tirar meu short e eu tentava erguer minha cintura conforme podia e ao mesmo tempo chutar as pernas para que ele se soltasse de mim mais rápido. A boca dele agora percorria meu corpo, traçava um caminho firme por meu pescoço em direção a meus ombros, enquanto ele puxava as alças de meu sutian, e então o telefone da casa dele começou a tocar, olhei para o lado observando o aparelho implorar por atenção então eu o empurrei e ri da cara dele de incrédulo sobre a situação.
-Atende! Eu me afastei dele o suficiente para conseguir me sentar na cama, vendo-o revirar os olhos e atender meio impaciente e bravo.
-AlÔ? Sarah!?! – Ele ficava de joelhos na cama enquanto eu ainda sentada longe o suficiente comecei a deslizar as mãos pelo meu corpo e ameaçar tirar o sutiã só para provocá-lo e fazer ele se livrar daquele telefonema logo.
-Eu não to em casa! – Ele disse respondendo algo que a garota tinha dito e eu ri de forma tão divertida que quase achei que tinha sido alto demais e ela pudesse ter escutado. Ele olhou o telefone de casa e fez uma careta me fazendo soltar mais um riso.
-É que eu vou sair, eu vou ver um amigo, a mãe dele faleceu! – Eu tinha acabado de abrir meu sutiã e agora o baixava lentamente quase o arrastando na cara de Dante, então o soltei e me ajoelhei na cama, eu tocava meus próprios seios já rígidos de uma forma que nunca tinha feito antes, enquanto passei a morder meus lábios numa cara de desejo que nem era forçada, sabia bem que ele não ia demorar muito, não depois disso.
-Eu prometo passar aí quando sair da casa do meu amigo eu te ligo pode ser? Eu preciso mesmo ir Sarah! Eu não tenho medo do seu pai! Beijo, tchau! – Disse para mim num intervalo de tempo mínimo e logo me depois de colocar o telefone no gancho me abraçando e me fazendo cair para trás na cama.
-Ai.. – Eu ri empurrando-o para que eu pudesse me ajeitar debaixo dele – Medo do pai?? Como assim? – Minha cara curiosa entregava que tinha prestado mais atenção na conversa do que eu pretendia.
-É, o meu irmão é um pouco ciumento! – Ele dizia conforme passava a boca em meu pescoço e descia de novo até chegar em meus seios, eu reprimi um gemido e puxei seu rosto com um pouco de força para fazer ele me olhar
-Você ta pegando a sua sobrinha?? Que safado! – Ri divertida, nem ligava para aquilo não tinha nada com Dante mesmo. – Era ela a garota do restaurante??
— Esquece isso! – Ele disse com aquele ar de impaciência que percebi achar meio sexy, enquanto eu não parava de me mexer e empurra-lo até conseguir me virar de costas, simplesmente por doce, sentia bem as mãos dele arranhando minhas costas e então tirando o meu cabelo do caminho para poder me beijar eu podia sentir bem já o volume dele entre minhas pernas e a cada segundo gostava mais daquilo, queria que fossemos finalmente para o ato final em si, já estava me sentindo totalmente em êxtase, suspirei de um modo desejoso e satisfeita pelo que estava por vir... não ia demorar muito agora. Sentia as mãos dele em minha cintura puxando minha calcinha para baixo e permiti que fizesse o movimento, e então o telefone tocou de novo, afundei a cara no travesseiro para evitar soltar um grito frustrado e ao mesmo tempo de desespero.
-Deixa tocar! – Escutei-o falando, deveria estar tão frustrado quando eu, mas ele não se deixava abalar e continuava puxando minha calcinha. Ri de leve dele olhando-o por cima do ombro agora sabendo que estava totalmente nua, ele mostrou minha calcinha e riu para mim e eu fiquei meio sem graça, mas não deixei transparecer.
“Você ligou pro telefone do David, no momento eu não posso atender mas deixe o seu recado após o sinal que se pá eu até te ligo, valew!”
Escutei a secretaria falar e o que veio em seguida me deixou quase em choque.
-“Dante!! Aqui é a Anna!” – Eu encarava a secretaria enquanto Anna, A MINHA CHEFE Anna falava com ele, de inicio juro que pensei que fosse algo profissional sabe? Do tipo “olha me desculpe, mas você vai ter de vir trabalhar amanhã de qualquer modo, as coisas tão ficando acumuladas” mas NÃO era – “Eu passei a tarde inteira pensando em você. Me desculpa por brigar com você de verdade, eu te achei tão caidinho de manhã. Se estiver bravo comigo me desculpa eu fiquei com ciúmes de você, você sabe que eu te amo! Me liga.”
Eu quase soltei um riso quando o choque passou erguei três dedos como se indicasse a pergunta e então comecei a me virar lentamente para ele, estava na cara que estava constrangido também, pelo menos eu achava que estava, porque ele deveria ficar, e pelo seu sorriso estar tão forçado imaginava que pelo menos uma ponta de constrangimento tinha.
-Nem a Anna você perdoou! – Eu o empurrei com uma cara ainda divertida, mas no fundo me sentia já desconfortável com a situação, ele estava ficando com 3 garotas ao mesmo tempo, eu ia ser uma quarta... tentem entender meu lado.
-Não é assim, aconteceu, simplesmente aconteceu! – Ele tentava se explicar e a cada momento eu parecia estar mais incrédula diante a situação.
- Três mulheres?? Como é que você não confunde?? – Falei ainda meio confusa e estupefata. – Com três mulheres no seu pé como é que você ainda se lembra do nome do meu cachorro?? – Agora eu estava séria, porque três garotas e se lembrar do nome do MEU cachorro, cachorro o qual ele nem tinha conhecido! Ele era estúpido ou o que?
-Não sei Mah, eu sou bom em decorar as coisas, sei lá.. – Deu de ombros e então se sentou e esticou a mão para mim, queria me puxar para perto dele retomar as coisas, queria saber como ele conseguia, sério, tipo... ter fôlego? – Mas será que agora a gente pode terminar o que estava fazendo?? – Eu até que queria fazer um doce, mas sabia bem que a vontade que eu estava não ia passar tão facilmente então não resisti muito e me deixei levar de volta para seu colo, abracei-o carinhosamente enquanto o observava.
-Eu não consigo acreditar... – Rocei meus labios nos dele enquanto mantinha um sorrisinho de canto de boca nele, eu rebolava lentamente mas de forma forte em sua cintura só para faze-lo me querer mais.
-Esquece isso.. – Disse baixinho antes de morder minha boca e então voltar a beijá-la o nosso beijo tinha tido uma química imensa, era algo que parecia extremamente difícil não só de resistir, como também de parar. Dava opara perceber que estávamos retornando o fôlego da cena quando então o maldito telefone tocou mais uma vez.
— Ah desisto!! – Agora já estava com raiva, o empurrei e sai de cima dele agora ficando em pé, começava a andar para o outro lado da cama a fim de caçar minha roupas.
-Mah calma!! – Ele estava assustado e não era para menos, mas qual foi? Meus hormônios estavam gritando a flor da pele “me possua! Me possua!” mas a cada minuto que se passava outra garota fazia a mesma coisa? Nem pensar! Que ele estava pensando?
-Calma??? O telefone não parou nem um minuto a cada segundo uma mulher diferente!!
-Você nem sabe se é uma mulher que ta me ligando!! – Ele engatinhava atravessando a cama enquanto eu parei por um momento para dar uma chance a ele, mas eu duvidava que não fosse ser uma mulher.
“Você ligou pro telefone do David, no momento eu não posso atender mas deixe o seu recado após o sinal que se pá eu até te ligo, valew!”
-“ Gatinhooo?? ...” – Eu estava olhando para secretaria séria, e dessa vez não estava mais surpresa– “Eu to com umas saudades de você Gatinho, quando você vai vir me ver em??” – Olhei para ele o vendo abaixado, como se tivesse sido derrotado, apontei para a secretaria
-Viu!!! – Peguei minha calcinha do chão e então comecei a me vestir. – Eu não vou ser a quinta mulher!Não vou, eu devo dizer a sexta ou sétima?? – Já estava impaciente, como ele tinha a cara de pau de fazer aquilo comigo? – Olha Dante uma eu suportava, tava disposta, duas eu já achei ruim, mas duzentas não vai rolar! – Agora eu vestia meu sutiã tentando ser mais rápida e não me atrapalhar em nada.
-“ Eu to louca pra ver você, sentir esse seu corpinho sobre o meu David...”
Eu estava ficando cada vez com mais raiva, principalmente dessa garota que agora falava obscenidades no telefone para ele, qual foi? E se ele estivesse tendo uma reunião em casa com os amigos? E se os PAIS dele estivessem aqui? Ninguém queria saber como ela queria ou deixava de querer o corpo dele, pelo amor de deus. Eu nem pensei nele, nem pensei em nada, no instante seguinte já tinha pegado o telefone e podia escutar ele continuar me falando obscenidades pelo fone.
-Eu sinto lhe dizer querida!! Mas o Dante ta ocupado demais comendo mais umas vinte mulheres pra te dar atenção!
-MAH!! – Ele gritou tentando avançar para tirar o telefone da minha mão mas eu desviei dele e continuei falando destinada.
- Mas não fica triste não meu bem, ele vai procurar um tempinho na agenda dele pra você! – Desliguei o telefone na cara daquela idiota e então joguei o fone contra ele – Você estragou tudo! – Eu quase chorava de novo, tinha dado tudo errado mais uma vez tudo errado.
- Eu o que?? – Ele se fazia de desentendido e aquilo me dava tanta raiva mais dele, não sabia se ia conseguir segurar as lagrimas que vinham.
- Era pra minha noite ter terminado ótima! Era pra ser legal e você estragou tudo, vocês homens são tão.. tão desprezíveis!! – Eu estava brava, todos eles sempre erram SEMPRE primeiro o idiota do Rodrigo agora o cachorro do Dante, eu devia virar lésbica isso sim...
-Mah não faz assim me deixa explicar!! – Ele se levantou e fez menção de me segurar mas eu cheguei para trás
- Não encosta em mim David! – Percebi ele parando, sabia que havia pegado pesado, chama-lo de David, e não de um modo apaixonadinho como Sayuri dizia, mas sim de um modo frio, de um modo que eu nunca havia falado antes com ele, muito menos chamando-o por seu nome verdadeiro, eu não suportava chama-lo de David, para mim ele era o Dante e sempre tinha sido, mas agora não era mais. Eu terminei de me vestir enquanto ele ainda estava parado meio estático e assustado – Eu não quero conversar com você agora!! Não quero conversar com ninguém agora! – Eu sai do quarto dele e ele me seguiu, mas com uma distancia razoável.
-Eu não te obriguei a fazer nada! – Gritou acusador em seguida o que me magoou mais – Você quis me beijar do mesmo jeito que eu!! Eu nunca disse que seria só seu!! – Ele dizia irritado e sem paciência como se achasse ridículo o que eu estava fazendo, pois eu lhes digo uma coisa, ridículo é enganar QUATRO garotas de uma vez só e tentar fazer isso com uma quinta! Isso sim era ridículo
-Eu reparei bem Dante!! Eu reparei bem nisso você não precisa me informar, porque já deu pra perceber que você não vai ser de ninguém! – Tinha ficado mais brava ainda com aquele tom que ele tinha usado. – NUNCA, você vai acabar sozinho, sem ninguém e não me procure quando esse dia chegar, porque deus queira que eu esteja muito bem casada e feliz! Só não sei como pude ser tão burra em achar que você sentia alguma coisa por mim, imagina o Dante, o todo gostoso... gostando de alguém... – Eu tinha sido muito irônica, muito mesmo, o que acontece é que em algum momento naquela noite eu cheguei a acreditar que o que todos diziam sobre ele estar apaixonado por mim e eu por ele podia mesmo ser verdade, que estávamos meio predestinados um ao outro, Luh nunca me deixava esquecer que no encontro ao qual ele me apresentou Rodrigo eu só tinha ido porque ele tinha me convidado, porque pensei que ELE queria ficar comigo era o principal motivo dela me perturbar até hoje com meu namoro... Sai do apartamento dele como uma bala ainda, bati a porta com força, quem ligava? Eu é que não mais.
Pedi ao porteiro para chamar um táxi, e não demorou muito até que eu conseguisse ir para casa, Dante não desceu para tentar conversar comigo mais uma vez, e mesmo se o tivesse não sabia se o escutaria, então acredito que tenha sido melhor assim. Só queria chegar em casa, tomar um banho quente, tirar o gosto e o cheiro dele de mim, tomar um remédio forte para dormir e não acordar mais.
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