Eu te amo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Me digam nos comentrios oque acharam pode ser?
Jeff um garoto de 11 anos com cabelos castanhos curtos e uma aparência de criança frágil estava internado no hospital de sua pequena cidade, seus dois rins haviam parado de funcionar e ele esperava por um transplante que parecia que nunca chegaria.
Ele tinha um irmão da mesma idade, Jake um garoto coberto de sardas dos pés a cabeça, com cabelos castanhos que batiam em seus ombros, um menino muito tímido que tinha Jeff como único amigo, ambos eram filhos de Marcela, uma jovem advogada de longos cabelos ruivos, que quase sempre estavam presos em um longo rabo de cavalo, a saúde frágil de Jeff obrigava a trabalhar até mesmo nos finais de semana, e mesmo sendo irmão de sangue Jake não era compatível com Jeff.
Jake passava todo seu tempo livre ao lado de Jeff tentando anima-lo de todas as formas possíveis, oque ajudava muito já que Jeff tinha que fazer um procedimento um pouco doloroso três vezes por semana para limpar o sangue, mas nem sempre foi assim.
Jeff já foi uma criança saudável, assim como Jake, mas herdou alguns problemas de seu pai que morrera pouco depois de Jeff ter nascido, esse problema só apareceu a pouco mais de um ano, Jeff começou a sentir dores fortes enquanto estava na escola e foi levado as pressas para o hospital, infelizmente os sintomas apareceram tarde de mais, os dois rins de Jack já haviam parado de funcionar e foram removidos, desde aquele dia ele tem que ficar no hospital para evitar que o próximo ocorrido seja fatal.
Os dois conversavam sobre como seria a vida deles no futuro, onde queriam morar, com oque trabalhariam e que continuariam amigos para sempre.
-Quando crescer quero trabalhar construindo prédios enormes! E bem altos! que de pra enxergar bem acima das nuvens e ver tudo que estiver em baixo — dizia Jeff animado- e eu quero morar no mais alto deles! Junto com você.
-Eu quero ser um artista, fazer quadros e desenhos que todos vão querer ver, e eu vou te dar os mais bonitos! – dizia Jake ainda mais animado – assim você vai se lembrar de mim quando eu não estiver por perto.
Normalmente as conversas duravam horas a fio, e só eram interrompidas ou pelas enfermeiras ou por Marcela, se nada disso acontecesse eles passavam a noite toda acordados falando, o momento mais triste do dia eram quando Jake tinha que se despedir de Jeff, durante a escola Jake era um menino muito solitário, não tinha amigos, então passava todo o intervalo na biblioteca lenda livros de aventuras do passado, onde vikings lutavam e conquistavam territórios, cavaleiros lutavam contra dragões e oque mais encontrasse.
Eles nem mesmo percebiam o tempo passar, as semanas voavam e quando perceberam Jeff já estava fazendo 12 anos, tudo oque Marcela e Jake conseguiram levar para a pequena festa foi um bolo, e alguns balões, algumas enfermeiras que já conheciam Jeff a algum tempo apareceram para cantar parabéns, foi tudo bem rápido e o final foi um pouco triste, quando Jeff foi sobrar a vela do bolo acabou não se segurando e todos ouviram seu pedido “ quero voltar a ser feliz ”.
Jeff ficou sem graça, as enfermeiras ficaram com expressões tristes, Marcela saiu do quarto e começou a chorar, os olhos de Jake se encheram d’agua e ele abraçou seu irmão fortemente, que rapidamente retribuiu o abraço.
Duas enfermeiras trocaram olhares rapidamente e logo em seguida olharam para Jake, o pequeno com um olhar confuso as encarou e perguntou oque havia acontecido, as duas enfermeiras chamaram Jake para fora da sala e começaram a falar.
-Olha Jake nós gostamos do Jeff e por isso vamos te contar uma coisa, mas você precisa guardar segredo de todos tudo bem?.
-Eu prometo.
-Tem uma pessoa que pode doar um rim e uma bolça de sangue para o transplante do Jeff.
-E POR QUE ELE NÃO ESTÁ AQUI!¿
-Não grite, olha há alguns anos atrás uma pessoa muito importante para a pessoa que estamos falando, sofreu um acidente e morreu nesse hospital, desde então ele nem sequer entra em um hospital, nós já tentamos falar com ele, mas ele diz que não vai entrar em um hospital de novo, se você conseguir convencer ele, o Jeff vai receber um rim novo e vai poder voltar para casa, mas como o hospital não pode revelar informações pessoais para qualquer um vai ter que manter segredo.
-Tudo bem, eu prometo que não vou contar para ninguém sobre isso, mas como eu vou convencê-lo ¿.
-Isso é por sua conta, pronto aqui está o endereço, daqui pra frente só depende de você.
O pequeno passou o resto do dia como se nada tivesse acontecido, ao chegar em casa foi direto para seu quarto e leu com mais atenção o pedaço de papel, estava escrito um nome “Jack” e em baixo um endereço que por muita sorte era perto do seu, na verdade era a casa em frente a sua, agora que sabia onde devia ir e com quem devia falar, só faltava saber como convencer o senhor Jack.
A primeira coisa a vir a sua mente foi comprar oque precisava afinal ele ainda era uma criança que só sabia do mundo, oque estava escrito nos livros, foi até sua cama e pegou uma pequena caixa de madeira que ficava embaixo de seu travesseiro e tirou de lá oitenta dólares, pensou um pouco e foi dormir.
No dia seguinte acordou cedo, avisou sua mãe que não poderia ir ao hospital hoje, tomou seu café e foi para a garagem, lá pegou uma pá que seu pai usava para retirar a neve da calçada, e foi para fora, limpou toda a entrada de sua casa, e até sua mãe admitiu que tudo ficou muito bem feito.
Feliz com o elogio de sua mãe, o pequeno se dirigiu até a casa de Jack e bateu à porta, um homem que aparentava não mais de trinta anos, com cabelos escuros curtos olhos castanhos escuros e pele branca atendeu a porta.
-Olá posso ajudar¿
-O senhor se chama Jack¿
-Sim.
-O senhor é do tipo sanguíneo O negativo¿
-Sim – disse um pouco surpreso – como sabe disso¿
-É um segredo, mas eu queria fazer uma proposta para o senhor.
-E qual seria¿
-Meu irmão Jeff esta internado a mais de dois anos, ele está esperando um transplante de rim, mas até agora ninguém compatível apareceu, eu fiquei sabendo que o senhor é compatível com ele.
-Olha desculpe, já me ligaram do hospital e eu disse que não posso fazer isso, eu não consigo entrar em hospitais.
-Jack, eu tenho aqui oitenta dólares, e sabe aquela casa ali na frente¿ fui eu quem limpou a entrada por esses oitenta dólares mais limpar a entrada da sua casa, eu quero comprar uma bolça do seu sangue e um rim seu.
Um pouco surpreso de como o garoto era direto e como falava sério sobre a proposta ele se ajoelhou até ficar a altura do pequeno e começou a falar.
-Porque está fazendo tudo isso¿
-Jeff é meu único amigo e irmão, se eu perder ele – dizia sem mais conseguir segurar suas lágrimas – eu não vou ter mais ninguém.
-N-não não, por favor, não chore, eu vou ajudar o seu irmão tudo bem¿.
-Você promete¿ — dizia o pequeno gaguejando sem conseguir segurar suas lágrimas.
-Sim.
-Me falaram que você passa mal em hospitais, então com isso pode comprar alguns remédios.
O garoto estendeu a mão com o dinheiro para o maior ajoelhado a sua frente que pegou o dinheiro e o guardou e logo em seguida segurou a mão do pequeno e foi com ele até a porta de sua casa.
-Sua mãe está ai¿
-Não está trabalhando.
-Então entre e durma um pouco amanhã de manhã estarei no hospital tudo bem¿
O menor concordou enquanto secava as lágrimas que escorriam de seus olhos enquanto mostrava um sorriso tímido, o pequeno entrou em casa e foi dormir, na manhã seguinte acordou animado foi correndo até a cozinha e encontrou sua mãe muito alegre falando ao telefone, ao desligar pode ouvir as palavras que esperava a mais de dois anos “encontraram um doador para o Jeff” e menor se alegrou imensamente, foi correndo até seu quarto e trocou de roupa, em pouco tempo ele já estava com sua mãe no carro indo para o hospital, durante todo o caminho eles conversaram sobre tudo que poderiam fazer agora.
Ao chegar no hospital encontraram com Jeff e Jack conversando no quarto, Jake nunca tinha visto um sorriso tão alegre em Jeff como o de agora, ele se aproximou dos dois que estavam distraídos conversando, o pequeno abraçou fortemente Jack que ficou um pouco sem graça.
-Obrigado por vir.
Demorou um pouco para que Marcela percebesse que o doador compatível era seu vizinho, mas ao perceber começou a falar.
-Você não é nosso vizinho¿
-Sim moro na casa em frente a sua.
-A desculpe eu não consigo prestar muita atenção nos vizinhos.
-Tudo bem.
A conversa durou algumas horas até que a enfermeira avisou que tudo estava pronto para a cirurgia, no tempo em que Jeff e Jack se preparavam para a cirurgia Jake e sua mãe ficaram conversando.
-Que bom que o senhor Jack vai ajudar o Jeff, finalmente vamos poder voltar para casa não é mãe¿.
-Sim agora vamos ter muito mais tempo juntos, agora não vou precisar trabalhar tanto e vamos até mesmo poder tirar férias.
-Sim, mas eu ainda não entendo, porque eu não sou compatível com o Jeff¿
-Jake, acho que devia ter contado a vocês a algum tempo, mas, você e o Jeff não são irmãos de sangue.
-Oque¿!
-Desculpe querido eu queria ter contado antes, mas Jeff é filho da minha irmã, ela e o pai do Jeff morreram no mesmo acidente do seu pai, desde então eu cuido de vocês dois.
-Acho que isso não importa agora não é¿ afinal eu ainda amo o Jeff, e agora ele vai voltar para casa e vamos voltar a brincar juntos não é¿.
Marcela concordou com os olhos cheios de lágrimas e abraçou o pequeno, algumas horas depois Jeff estava dormindo no quarto, a cirurgia tinha sido feito sem nenhuma complicação, e ambos Jeff e Jack estavam bem.
Jack acordou antes de Jeff, se arrumou e saiu do hospital, Marcela o seguiu até o estacionamento do hospital e o agradeceu, mas não pode segurar a curiosidade, e perguntou.
-Porque não gosta de hospitais¿.
-Bem, há alguns anos a única pessoa que eu amei sofreu um acidente, quando me ligaram avisando eu vim correndo para hospital e ao chegar aqui, bem eu entrei em choque.
-Porque¿
-Bem, deixe-me explicar direito, era um homem, eu o chamava de Toth, eu nunca amei ninguém como ele, e no dia do acidente ele me chamou pra sair, mas eu disse que estava cansado, e quando eu cheguei aqui nossa...
Houve um silêncio por alguns segundos enquanto Jack tapava sua boca tentando segurar o vomito.
-Bem eu o vi numa cama, ele estava todo coberto com faixas ensanguentadas, vários tubos entrando pela garganta vários tubos nos braços e maquinas que faziam seus pulmões funcionarem, eu nem sequer pude entrar no quarto, ele estava com tantas feridas que qualquer contato poderia dar uma infecção, mas no fim ele não resistiu.
O silêncio ficou ensurdecedor, até que Marcela voltou a falar e agradeceu Jack por tudo, ela voltou para o quarto de Jeff e parou na porta para observar a cena que acontecia, Jeff estava acordando e Jake estava extremamente animado, quando Jeff se sentou Jake segurou a gola da camiseta do irmão e selou seus lábios aos de Jeff.
Jeff ainda meio sonolento, corou violentamente, Marcela ria no tom mais baixo possível, e Jake ainda segurava Jeff, o pequeno estava sem jeito, mas precisava continuar oque tinha começado, tudo oque conseguiu dizer naquelas circunstâncias foi um simples e sincero “ eu te amo “
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