Eu te amo

2 Ainda não esqueci


Notas iniciais
oi gente, estou aqui novamente, espero que gostem :) boa leitura

No dia seguinte eu acordei já com o despertador tocando, eu havia esquecido de mudar meu toque e já acordei de mau humor. Não somente pelo fato de estar começando tudo novamente, mas por ser uma música barulhenta logo pela manhã, e eu de alguma forma não suporto isso! Eu até muitas vezes me assusto com o fato de eu ser tão bipolar, não há explicação coerente. Durante o dia o que eu mais quero é escutar aquelas músicas barulhentas até doer o ouvido, mas pela manhã, sinceramente a música tem de a ser calma.

Resolvi tomar um café, antes de sair, apesar de eu já estar atrasada, mas eu sabia que não faria diferença, pois geralmente no inicio do recesso escolar o assunto mais “bombado” é de como foi as férias, só que de fato minhas férias resumiram-se apenas no Jack.

Eu já estava cansada e assustada com o fato do Jack me pertencer dessa maneira, mas era incontrolável eu fechar os olhos e vir aquele belo olhar, aquele lindo sorriso, seus maravilhosos traços. Minhas amigas sempre definiram o Jack ridículo, mas eram os seus traços tão mal desenhados que tornavam-se incrivelmente perfeitos para mim.

–Ashley chega de pensar no Jack e vamos para a aula. – gritei a mim mesma enquanto engolia um pão e pegava minha bolsa para ir a caminho da escola.

Nesse momento eu poderia dizer que estava pensando no Jack, mas por incrível que pareça eu estava aos poucos conseguindo esquecê-lo.

Não, eu estava sim pensando no Jack, pois se eu realmente não estivesse mais pensando nele, obvio que eu não mais citaria o nome dele.

Não adiantaria de nada eu querer me enganar e fingir que já nem penso mais nele porque...

Eu olhei para o lado, meus pensamentos todos se embaralhavam, e percebi que alguém bem distante me observava, mas eu não sabia ao certo quem era, me olhava atentamente, de um modo que meninos só me apreciam quando eu estou de shorts (pelo fato de minha pernas possuírem belos traços), mas ele não ousava vir iniciar conversa nem acelerar o passo para tentar me alcançar, ficava apenas me observando, parecia-se com o... Jack.

Olhei novamente para trás e percebi que o menino não era estranho, mas ele ainda estava muito distante. Retirei meu celular de dentro da bolsa e coloquei os fones de ouvido, foi quando senti passos acelerados pelas minhas costas, meu coração disparou, e mais uma vez não se enganou, era Jack, que havia vencido seu orgulho e me procurou!

Mas ele somente me deu um oi, me abraçou e atravessou a rua. Filho de uma figa, aquele abraço, meu deus, ele tinha o melhor abraço do mundo, e ele me abraçou de um modo que me provou somente o que eu já sabia, seria impossível esquecê-lo.

Eu dei as costas e optei por não ir á aula, pois de que adiantaria se seria somente mais uma aula em que o Jack ficaria perambulando pela minha cabeça. Voltei para casa com a intenção de dizer exatamente tudo o que eu sentia pelo Jack, desde quando o conheci até hoje, o meu amor por ele já tornara-se platônico e secreto.

Eu sempre escondi o que eu sentia. Nunca possui uma melhor amiga daquelas que sabe exatamente tudo da gente, eu era comunicativa, conversava com todos, mas falar o que eu sentia, nada.

Foi engraçado o modo qual conheci o Jack, foi em uma sorveteria, eu era uma criança, possuía 12 anos, um ano passou-se e descobri que ele seria meu colega em minha antiga escola. Cada vez mais fomos nos conhecendo, nos aproximando, nem lembro ao certo se foi desde esse momento em que eu percebi que estava gostando dele, ou se foi quando ele ficou doente e eu não soube ao certo o que faria.

Cada vez mais me pegava pensando em nós, mais ele entrava no meu pensamente, e fixava. E foi tão estranho quando o pude considerar meu melhor amigo, quando ele me abraçou apesar dos espinhos e quando foi o único por qual eu senti uma vontade imensa de mudar, mudar para melhor. É que eu de alguma forma sempre fui horrível com as pessoas, nunca dei valor sabe, e todos sempre aceitava ser a minha “última opção” menos o Jack. Jack exigia atenção redobrada principalmente quando ele estava me contando sobre suas novas namoradinhas, o que de fato me irritava muito, mas eu precisava esconder o que eu sentia, não poderia me revelar assim, eu preferia tê-lo como amigo á que ficar sem Jack algum para me abraçar.

Continua...

Notas finais
e ai, gostaram? criticam, elogiam, sintam-se a vontade. Obrigada, beijos e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.