Eu te Amo, Para SempreII!!!
29 Capítulo XXIX
P.O.V. Dinho
Tudo bem que ela é marrenta, mas egoísmo já é demais! Eu disse que é só por um tempo, mas não, com a Lia é ou 8 ou 80! Como ela pode ser tão inflexível?Eu não amo a Valentina, eu só estou topando isso por que ela está doente, por minha causa! E a Lia ainda teve coragem de dizer que isso pode ser uma armação! Eu acho que ela está se aproveitando disso prame dar um fora e ficar com aquele tal de Gustavo. E ainda tem essa história de eu viajar pra lá e pra cá, nem morto! Estou muito chateado com a marrentinha! Mas que barulho é esse na sala?
Fim do P.O.V.
–Quando eu saí isso era uma rua e agora virou um rio!
–E vai encher mais ainda, a chuva continua forte.
–Verdade, eu acho melhor ir logo antes que a água chegue ao pescoço!
–Não minha filha! É muito perigoso sair assim!
–Não tem outro jeito! Você quer o que? Que eu durma aqui?kkkkkk
–...
–Alice, eu falei brincando não tem condição de...
–Que gritaria é essa aqui? Barata?
–Se fosse barata eu já teria a matado! Olha pela janela.
–Noss! A Baía de Guanabara ta de mudança é? Tudo bem, é horrível, mas essa gritaria, por isso?
–Não! De qualquer forma, eu vou indo!
–Lia pirou? Não é por que eu vou cuidar da Mel uma noite que eu vou cuidar dela sozinho a vida toda! Nem morto que eu vou deixar você sair nessa chuva!
–Então ta decidido! Lia, você vai dormir aqui hoje!
–Mas eu...
–Mas nada Marrentinha! Você sabe que é perigoso! Pelo amor que você tem a nossa filha, você vai ficar!
–Depois de um argumento desses...
–Você dorme na minha cama, eu vou pegar o colchonete.
–Filho...
–O que?
–Hoje eu botei seu colchonete... pra pegar... um sol...
–Você tirou antes da chuva né?
–não...
–Eu vou ter que dormir no sofá?
–Olha, eu tenho uma idéia...
Dinho e Lia se olharam. Tiveram medo de que a idéia de Alice fosse a mesma que ambos pensavam que seria. E era!
Ela disse que era uma idéia, uma sugestão, mas o tom era de ordem. Sem querer admitir, os dois queriam sentir mais uma vez, pelo menos a ultima vez, seus corpos juntos, o cheiro um do outro, confusão de sentidos que tirava ao mesmo tempo que embalava o sono.
Pouco tempo depois Lia fechou os olhos. Dinho que fingia estar dormindo não resistiu, pôs se a velar o sono de sua amada. Por mais que estivesse chateado, por mais magoado, nada importava. Ele a amava! E muito! Talvez essa seria a ultima chance de olhá-la assim. Talvez a ultima chance de beijá-la, mesmo que um beijo não correspondido. Ele fechou os olhos e a beijou. Podia jurar que sentiu o coração de Lia bater mais forte, pensou ser apenas o seu, e virou-se para dormir. Os olhos esverdeados abriram-se e verteram uma lágrima. Um sussurro q inaudível, dito por ambas as partes:
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