Notas iniciais
É a minha primeira fanfiction, espero que agradem a todos!
*Reviews e recomendações são sempre bem vindos...
Boa Leitura!!!

Calipso estava sentada em uma pedra na praia de Ogígia, olhando o mar. Desde que ele se fora ela sempre estava olhando o mar, na esperança de que ele, por um milagre, conseguisse voltar. Às vezes olhava o céu também. Se da ultima vez ele tinha caído do céu, o que o impedia de conseguir essa façanha novamente?

Há algumas semanas atrás ela tinha enviado uma carta pra ele. Já que nenhum outro meio de comunicação havia funcionado ela optou pelo mais simples. E mais imprevisível. Dificilmente a carta chegaria a ele. Tinha colocado a carta em uma garrafa, lançado ao mar e rezado a Hermes e Poseidon, para que eles levassem sua mensagem até Léo, no Argo II. Estava escrito na carta:

“Querido Léo,

Provavelmente essa mensagem não irá chegar até você, mas inda assim estou enviando essa carta, com a pouca esperança que ainda me resta, rezando a todos os deuses possíveis, ansiosa para que ela chegue até você.

Queria que soubesse que ainda me lembro do primeiro dia em que te vi. Juro, meu primeiro pensamento foi pular em seu pescoço e te bater, por ter destruído parte de minha ilha. Não consegui. Esses seus cabelos enrolados, seu jeito irritante de ser adorável não deixou. Resolvi que iria te mandar embora daqui. Não consegui de novo. Um dos motivos foi que estava intrigada, você era o primeiro herói que chegava aqui e eu não me apaixonava. Percebi, então que você não iria embora. Me desesperei! E se você continuasse destruindo tudo? Como a jangada teimava em não vir, resolvi que iria te ignorar. Também não consegui. Não por muito tempo. Achei extremamente gentil de sua parte concertar minhas coisas. Fiquei tão chateada comigo... Achei-me egoísta. Você havia feito favores a mim, mesmo eu te tratando tão mal! Aos poucos, quando te levava alguma comida e roupas, comecei a gostar do seu jeito. A gostar de você, apesar do barulho extremamente irritante que fazia com suas ferramentas.

Você andava todo sujo e chamuscado, trabalhava o tempo todo e quase não comia. A determinação com que trabalhava e toda a vontade de voltar para seus amigos, não deixava sobrar tempo para outras coisas. Senti uma vontade tão grande de cuidar de você!

No dia em que conseguimos ver algo que estava acontecendo lá fora, quando vi a preocupação tomar seu rosto ao ver aquela garota, Reyna se não me engano, me achei ridícula. Ridícula por achar que você iria gostar de mim, você tinha outra pessoa afinal. Pode me achar egoísta, mas não sabe como eu fiquei feliz em saber que você não tinha uma namorada. Naquela hora não sabia que era felicidade, alívio o que eu estava sentindo. Passei resto do dia me perguntando como nenhuma garota havia se apaixonado por alguém tão determinado a ajudar os amigos, tão gentil, engraçado e bonito.

Alguns dias depois, enquanto te ajudava a organizar as coisas para sua partida, percebi que não queria que fosse embora. Percebi que havia me apaixonado. Neguei este sentimento. Por mais que você tivesse feito coisas muito legais e de estar gostando de sua companhia você ainda era o garoto irritante que tinha caído do céu destruindo minha ilha.

Não consegui negar mais nada quando vi a jangada chegando. Aquele era o sinal definitivo de que tinha me apaixonado por você. Quando percebi que era recíproco, fiquei tão feliz! E tão triste... Era a primeira vez que eu era amada também! E essa pessoa precisava ir embora, para salvar o mundo e corria o risco de se machucar. De morrer! Ah Léo, quase te impedi de ir. Você não sabe a raiva que senti dos deuses naquele momento! A minha maldição era pior do que eu imaginava e a culpa era (é) toda deles.

Te beijar foi a melhor sensação da minha vida! E você jurou que voltaria por mim... Mas é impossível! Ninguém vem duas vezes a Ogígia. Não sei se odeio mais Gaia, por te levar, ou os deuses, por me prenderem aqui e não me deixarem ir ao seu encontro.

Espero que não se arrependa do juramento que fez. Espero que eu não esteja enganada e que ainda me ame. Espero que consiga te ver outra vez.

EU TE AMO LÉO!!!

Te amo...

Muito. Mesmo. Você não sabe como é bom dizer isso.

Da sua, Calipso.”

Calipso olhava a imensidão do mar e não via nenhum barquinho... Seus olhos já se enchiam de lágrimas. A falta de noticias era insuportável. Já se passava oito meses desde que Léo havia partido da ilha. Calipso tentava se consolar com a ideia de que o tempo em Ogígia ser contado de outra forma. Mas e se Léo tivesse encontrado outra pessoa? Talvez ele não gostasse mais dela. Talvez ele tivesse desistido. Talvez ele estivesse morto. Ela começou a chorar. Pensar nessa hipótese era horrível! Ela não importava se perdesse Ogígia, nem se perdesse sua imortalidade. Mas se perdesse o Léo... Ah... Perderia a razão. Se é que já não havia perdido.

O céu se coloria de laranja. Apolo estava levando o sol embora, e as primeiras estrelas já começavam a aparecer. Calipso levantou-se, ajeitou a calça, roupa que começou a usar só depois que Léo tinha aparecido em sua imortalidade, e foi andando de volta pra casa. No meio do caminho, virou-se uma ultima vez para olhar o mar... Nada. Só o azul imenso se fundindo com o céu. Mas, espere... Aquilo, lá longe se parecia tanto com um barco...

Derrepente um tímido arco-íris aparece em sua frente trazendo o rosto que ela mais queria ver nos últimos tempos. Léo sorria. Disse a sua amada, a sua Calipso, como ela já mesmo havia escrito em uma carta pra ele.

_ Só mais um pouquinho de paciência, Calipso. Já estou chegando! Vim te buscar!

_ Ah Léo... EU TE AMO! – A deusa gritou.

O sorriso no rosto de Léo aumentou ainda mais. A mensagem já estava ficando fraca, mas Calipso ainda pode ouvir um fraco, “Eu também te amo Calipso. Pra sempre!”

Como ele tinha conseguido mandar uma mensagem de Iris para sua ilha? O que ele havia feito para libertá-la? Ele havia sofrido muito?As duvidas consumiam sua mente, mas agora isso não importava, pois o barco estava cada vez mais perto... A sua felicidade também. E ela trazia um bônus. Léo Valdez.

Notas finais
E aí o que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!