Eu só estou confuso
1 Capítulo 1 - O jogo
Notas iniciais
O despertador tocou. Que droga... Ter que acordar cedo pra ir à escola. Só de pensar nisso eu já me desanimo. As férias de julho acabaram e Agosto estava começando. Eu me chamo Rafael, tenho 13 anos e estou no oitavo ano (Sétima Série).
Tomei café da manhã e cheguei um pouco atrasado na escola. Acho que isso era normal, visto que era o primeiro dia de aula. Chegando lá, vi todos com as caras “amassadas” por causa do sono e ri sozinho. Apesar de ser amigo da sala inteira, tinha pessoas que eu gostava mais de conversar. Na verdade não era AMIGO da sala inteira, só conversava com o resto da sala mas nada especial.
Estava muito feliz em rever todos os meus amigos. Mas, quando cheguei até a roda em que fizeram, todos estavam falando de futebol. Não é que eu odeie futebol, simplesmente não gosto. Além disso, sou muito ruim. Então só cumprimentei todos e fiquei lá, boiando.
Alice me abraçou por trás, me surpreendendo. Ela era minha melhor amiga e, tenho que confessar, era linda. Eu já tive uma quedinha por ela. Abracei-a também e ficamos conversando sobre as férias. Ela começou a me contar como tinha sido suas férias, mas antes de terminar o sinal tocou e todos fomos para a sala.
Os professores perguntaram o que tínhamos feito nas férias para tentar dar uma descontraída na aula e todo aquele “blablabla”. Eu gosto de estudar, só não gosto muito de acordar cedo. A semana estava passando rápido. Pude conversar com todos os meus amigos sobre as férias e outras coisas, foi até que legal. Conversei bastante com Matheus. Nós não somos melhores amigos mas conversamos bastante, gosto de conversar com ele. Conversamos sobre as férias, séries, músicas entre outras coisas. Nos conhecíamos desde pequenos e ele voltava de carona comigo todos os dias porque morávamos no mesmo bairro. Pedro e Renato também voltavam da escola comigo porque todos morávamos no mesmo bairro também. Os três ficaram conversando sobre o campeonato de futebol e eu fiquei entediado até chegar a minha casa.
Os outros dias se passaram rápido e todos só falavam do campeonato. Que tédio, espero que esse negócio passe logo. Sexta-feira era o dia do jogo e como não tinha escolha, eu fui. Também queria ver meus amigos jogando. Alice sentou perto de mim, com outra amiga nossa chamada Nicole. Ela não fala muito, porém é legal.
Foi aí que meu pesadelo começou. Matheus ia jogar mas subitamente apareceu do nosso lado. Começou a implorar para que eu jogasse no time. Um jogador tinha ficado com catapora e não pôde ir ao jogo. Eu disse não até ele se cansar de perguntar. Então ele fez uma cara triste e disse “ Vamos ter que cancelar o jogo então.” Eu não queria desapontar ele e nem um dos meus amigos então acabei descendo a arquibancada. Disseram que eu ia jogar como goleiro. “Ótimo, além de ter que jogar futebol foi ter que ser goleiro. E se a bola vir muito forte?” Perguntei.
“Não se preocupe.” disse Matheus sorrindo. “ Eu não vou deixar eles chegarem perto do gol. Bom, nisso ele estava errado.
O jogo ficou empatado e seria decidido nos pênaltis. Era o último pênalti. Se eu pegasse, meu time ganhava. Se fosse gol, meu time perdia. Pressão, que isso? Óbvio que não... EU ESTAVA MORRENDO DE MEDO!
Mas no final, para minha surpresa eu peguei a bola. Matheus veio em minha direção e me abraçou. A felicidade estampava seu rosto. Foi aí que, não sei porque, meu coração acelerou. Aquilo era bom....
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