Eu só queria você pra mim
16 Capítulo 16
Notas iniciais
POV NARRADORA
– Ele terminou comigo na cama mesmo... Me disse que agora que tinha conseguido o que ele queria não precisava mais de mim! – Nathália diz chorando compulsivamente.
Flashback On
– Bom Dia amor! – Nathália tateia a cama a procura de Henrique – Henrique está aí?
– O que é? – ele responde grosseiramente ao sair do bainheiro.
– Vem me dar um beijinho de bom dia?! – ela diz carinhosa.
– Não! Mas e aí, gostou? – ele diz.
– Claro que sim! – Nathália diz, mas consegue sentir que algo não está bem.
– É deu pro gasto! É claro que se eu pagasse uma puta em qualquer esquina do centro ela faria um serviço de mais qualidade, mas você como iniciante não se deu muito mal não. – ele diz frio andando pelo quarto ajeitando a manga da camisa social – Parabéns! – ele diz batendo palmas em seguida – Vai cobrar quanto? – ele diz abrindo a carteira.
– Você só pode estar de brincadeira com a minha cara né? – ela diz já com os olhos marejados, levantando e colocando o resto de suas roupas.
– Vamos Nathália seja breve, eu sou um homem muito ocupado. – ele diz franzindo o cenho – Ah, e toma isso! – ele diz jogando a aliança nos pés de Nathália.
– O que eu te fiz Henrique? – ela diz indo pra cima dele.
– Você ainda pergunta? Me fez esperar meses por uma noite, sendo que já tinha dormido com o colégio inteiro. Ou acha que não sei? – ele diz alterando-se.
– Quem te contou isso? Você tá maluco? Ou é tão burro assim pra não ter percebido que eu era virgem? – ela diz arrasada.
– Chega Nathália, pega suas tralhas que eu preciso fechar a conta do hotel. – ele diz girando as chaves no dedo.
– Eu odeio você, com toda a minha vida! Você conseguiu estragar um dos momentos mais especiais da vida de uma mulher, te odeio, te odeio. Me arrependo amargamente de ter aceitado seus pedidos, ainda mais porque eu nem gosto tanto assim de você. – Nathália despeja.
– Melhor ainda, vai me esquecer mais fácil. – ele diz.
Flashback Off
– Eu odeio ele Alan, odeio! Com poucas palavras ele conseguiu destruir o momento mais especial da minha vida, e também do qual eu jamais esquecerei! – ela diz com ira nos olhos.
– E você ainda gosta dele? – Alan pergunta.
– JAMAIS! Passei a odiá-lo naquele momento. Ele me ligou algumas vezes depois arrependido, mas eu troquei de número, mudei minhas redes sociais, depois mudamos de bairro e eu nunca mais o vi. Graças a Deus! – ela diz – Eu gosto é de você Alan, e é disso que eu tenho medo!
– Não tem que ter medo de nada! Ele te machucou por que ele é louco, isso não significa que todos os homens farão o mesmo! – Alan diz abraçando Nathália.
– Sabe, eu prometi pra mim mesma que se eu chegasse a ficar com outro homem, ele que realmente seria o primeiro, do qual eu lembraria com todo amor! – Nathália diz ofegante.
– Porque a gente não fica junto hoje e eu cuido de você? – Alan propõe envergonhado.
– Eu adoraria, não tem nada pra fazer em casa mesmo! – Nathália diz.
– Que tal a gente ir pra rodoviária, já deu nossa hora! –ele diz.
POV NATHÁLIA
Depois da conversa com Alan, me sinto até melhor, Henrique foi a pior pessoa que poderia ter entrado na minha vida! Mas, enfim, ele não é mais nada pra mim. Ele é um transtornado, descobri meses depois que ele foi internado numa clínica psiquiátrica, já era tempo!
Eu e Alan trocamos a roupa do casamento por roupas mais leves, nos despedimos da dona Helena e da Bia que só viajarão de volta no dia seguinte e recebemos o cachê bem recheado dos noivos, partimos para a rodoviária e embarcamos em seguida. Estávamos com tanto sono que dormimos até São Paulo. Quando desembarcamos, pagamos um táxi pra nos levar em casa, na casa de Alan no caso, ele me chamou pra ficarmos lá e eu fui, não tenho nada a perder, e outra, sou maior de idade.
– Pode entrar! – Alan diz e dou risada.
– Até parece que eu nunca vim aqui! – eu digo.
– Você parece melhor! – ele diz colocando nossa malas em um canto da sala.
– É porque estou. Estar com você me faz bem! Sempre. – eu digo sinceramente.
– Que coincidência! – Alan diz.
– Tô com fome! – eu digo passando a mão na barriga.
– Vou ver o que temos aqui! – ele diz abrindo a geladeira e eu prendo meu cabelo no alto.
– Acho que vou cortar meu cabelo! – eu digo.
– Ta maluca? Não ai ser você de cabelo curto! – Alan diz.
– Ah, sei lá. – digo sentando-me no piano.
“Chove lá fora e aqui, tá tanto frio
Me dá vontade de saber
Aonde está você
Me telefona
Me chama, me chama, me chama
Nem sempre se vê
Lágrimas no escuro, lágrimas no escuro
Lágrimas, cadê você”
Alan vem da cozinha com dois pratos e dois copos, coloca em cima do piano e canta comigo:
“Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica sem porque
Aonde está você, me telefona
Me chama, me chama, me chama
Nem sempre se vê
Mágicas no absurdo, mágicas no absurdo”
– Okay, chega de espalhar beleza pela minha sala, vamos comer! – Alan diz.
– Ebaaa! – eu me levanto do banco e devoro tudo.
Depois ficamos conversando por um tempo no sofá e eu pego no sono, acordo com o Alan subindo as escadas comigo no colo e me espanto.
– Me leva pro seu! – eu digo quando vejo que ele iria me deixar no quarto da Bia.
– É... M-mas... Okay. – ele gagueja e eu dou risada da cara dele.
Entrando no quarto ele me deita na cama e me olha acariciando meus cabelos.
– Você é linda! – ele diz.
– Tem noção de quantas vezes você já me disse isso só hoje? – eu brinco.
– Nossa, sem graça! – ele diz.
– Você que é lindo Alan! Me encanta! – eu digo e o puxo para um beijo.
Nos beijamos, calmos, sem pressa, tudo se encaixava perfeitamente, como se nossos corpos tivessem nascido para ficar juntos e que longe um do outro fossem se decompor. Alan estava sobre mim, e em minutos estava sem camisa e eu também, porém estava de top, tipo aqueles de ginástica. Então minha sanidade volta repentinamente...
– Bom, vamos com calma... – eu digo saindo-me do beijo.
– Tudo bem! Me desculpe... – Alan diz cabisbaixo.
– Não tem do que se desculpar, acho que era melhor eu ter ido pro quarto da Bia, ou pra casa... – eu digo tentando me levantar.
– Fica? – Alan diz e me beija novamente.
E assim ficamos durante horas, até pegarmos no sono, abraçadinhos, eu não poderia estar em um lugar melhor, não mesmo!
No dia seguinte...
POV NARRADORA
– Ai mãe, ta pesado! – Bia reclama do peso das malas enquanto abre a porta de casa.
– Não tenho culpa se sua tia mandou tanta coisa pra gente! — Helena responde.
Helena fica do lado de fora pagando o táxi enquanto Bia entra em casa e percebe que Alan não está só, devido ao dois pratos, dois copos e... as malas de Nat. Larga suas malas no meio do caminho e corre até seu quarto, que está intacto como ela deixou, ela bagunça toda a cama e corre pro quarto de Alan, onde encontra também Nathália, de short e top, e Alan apenas de short. Ai meu Deus...
– Filha!!! – Helena chama por Bia.
– Nat, acorda, acorda! – ela tenta acordar Nathália.
– Que isso Bia? – Alan diz sonolento.
– A mãe ta lá embaixo e ela não vai gostar de saber que vocês passaram a noite juntos e aqui! – Bia diz puxando Nathália que neste momento acorda.
– Ai, que foi Bia? – Nathália diz.
– Vem comigo, logo, não pergunta nada! – Bia diz puxando-a.
– Beatriz! – Helena grita novamente.
– Ai meu Deus, minha blusa! – Nathália diz pegando a blusa do chão e correndo pro quarto de Bia.
– Pronto, deita e dorme! – Bia diz ao entrarem em seu quarto, depois sai de lá e desce para atender a mãe.
–Onde você estava? – Helena pergunta ao ver Bia descer as escadas – Quase caio em cima das malas.
– Fui ver o Alan! – Bia diz.
– Hum... – então Helena vê uma mala familiar, a de Nathália – A Nathália está aqui não está? – Helena pergunta séria.
– Ah mãe não sei, só vi o Alan! – Bia mente.
Helena sobre rapidamente até o quarto de Alan, e o vê dormindo, ou fingindo pelo menos, depois segue para o quarto de Bia e vê Nathália deitada acordando, ou fingindo no caso...
– Quero os dois em meia-hora na sala! Avise o Alan. – Helena diz e se retira do quarto.
– Me ferrei! – Nathália diz a Bia.
– Bom, vou avisar o Alan! – Bia diz isso e se retira do quarto.
Nathália se arruma, e no horário determinado estava na sala sentada com Alan e Bia no sofá, em seguida Helena chega na sala.
– Podem começar a falar! – Helena diz e se senta esperando a resposta.
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