Eu quero você só pra mim
4 Reencontrando velhos amigos
O vídeo do amistoso nos fez ficar populares entre outros colégios e no nosso próprio colégio! Descobri que ninguém lá levava o time de basquete feminino a sério. Principalmente por termos enfrentado Shikomoe, que era considerado um colégio muito bom no basquete. Como conseguimos ganhar delas? Isso só aconteceu pela visão da Kyoko. Nossa, ela era realmente incrível!
Marcamos de sair, mas todas deram o bolo e apenas Kyoko e eu fomos. No final, andávamos pelo comércio.
– Como você consegue analisar as coisas?
– Uh? – Ela não entendeu, minha pergunta veio do nada.
– No amistoso. Foi tão... Incrível!
– Hum, arigatou. – Ela ajeitou os óculos, parecia sem jeito – Eu apenas analiso. Olho para as jogadas dos outros e vejo a porcentagem do defeito da jogada. Depois calculo as probabilidades e os tipos de contra-ataques que seria melhor de se usar.
Engoli a seco e a olhei, abismada. Ela falava com tanta facilidade, eu apenas imaginava uma possível forma de contra-atacar e se desse errado eu pensava em outra! Kyoko era tão inteligente! Ironicamente pensei se ela poderia calcular pra mim um caminho fácil para conquistar Daiki. Ri sozinha, ela me fitou em dúvida. Continuamos a andar e ela a não entender o motivo dos meus risos.
Virando a esquina, Midorima e Kise vinham caminhando em nossa direção. Eu ainda ria, porém da expressão de dúvida dela.
– Uh? Hanakocchi! – Kise exclamou sorrindo e correu até nós.
“Hanakocchi”? “cchi”? Ele nunca me chamou assim antes? Parei de rir na hora e o fitei.
– Momoi nos contou que você voltou. E parabéns pelo amistoso, foi incrível!
– Hum. – Assenti sem jeito.
– Kon’nichiwa. – Midorima disse.
Kyoko desviou o olhar dele, percebi e não entendi.
– Hum, como vocês estão? – Perguntei, voltando a atenção para eles – Eu vi você nas revistas! – Apontei para Ryouta com um sorriso largo.
Ele riu sem jeito.
– Hum, hai. Trabalho como modelo.
– Que legal!
Ele corou levemente.
– Ne, ne! Kyoko é bem parecida com você! – Exclamei sorridente para Midorima ao ver as bochechas de Kise coradas.
– “Kyoko”? – Midorima perguntou em dúvida.
Peguei Kyoko pelos ombros e a pus na minha frente.
– Essa aqui! – Exclamei sorrindo, aparecendo por trás dela.
– Hum, Michiko Kyoko. – Ela disse quase gaguejando. Sua cabeça estava baixa e o reflexo dos óculos escondia seus olhos.
Abri um sorriso desconfiado.
– Ne, querem sair? – Perguntei animada.
– Eh?! – Kyoko exclamou encolhida me olhando.
– Que tal cinema? No escurinho. – Disse brincalhona em direção a Kyoko.
– Eh...! Hanako... – Ela gaguejou.
Eu ri.
– Hum, que tal um lanche? – Kise deu uma opção.
– Hai! – Fiz um sinal positivo, pondo meu braço em volta de Kyoko, que estava encolhida e corada.
Fomos para uma lanchonete e ficamos sentadas a frente dos meninos na mesa. Eu queria rir da Kyoko, mas se o fizesse engasgaria com a comida. Ela ficou de cabeça baixa o tempo todo e quase não falava.
– Nee, Kyoko-chan? – Kise a chamou – Aquela estratégia foi ótima. – Ele sorriu – Ne, Midoricchi?
– Hum. – Ele assentiu enquanto bebia no canudo.
– Hum, arigatou. – Ela disse de cabeça baixa.
Apertei os olhos em sua direção e na direção de Midorima. Apoiei o rosto na mão, Kyoko era muito envergonha!
– Ne, Hanakocchi?
– Hum?
– Eu tenho que comprar uma coisa e preciso de uma opinião feminina. Pode vir comigo?
– Hum, tá. – Disse – Ne, Kyoko? Você se importa?
– Ne, vamos! – Ele pegou minha mão e me puxou, indo embora comigo sem deixá-la responder. Exclamei em dúvida.
Kyoko se encolheu mais. Midorima a olhou, bebendo mais.
...
Kise e eu andamos por todo o comércio, mas não paramos em loja nenhuma. Quando ele me levou num parque e sentou num banco, comecei a rir.
– Esse era seu plano? Deixá-los sozinhos? – Ri.
– Hai! – Ele fez um sinal de paz.
Balancei a cabeça rindo e sentei ao lado dele. Olhei pra cima e ele me olhou algumas vezes.
– Anou...
– Uh? – O olhei.
– Por que... Você se transferiu da Teiko naquela época?
Desviei o olhar.
– Eu queria mudar um pouco.
– Por quê?
– Ne, Ryouta.
– Uh?
– Eu... Gostava de um garoto de lá, mas eu não era boa o suficiente pra ele. Então eu quis mudar.
– Hum. – Ele pensou e sorriu de repente – Eu queria que uma garota fizesse isso por mim.
O olhei em dúvida. Ele sorria, parecia mesmo querer isso.
– Mas tem tantas garotas que gostam de você. – Disse surpresa.
– Mas nenhuma delas faria algo assim. Só querem ficar comigo por causa da minha aparência.
O olhava, ele parecia um pouco perdido. Como se algo faltasse.
– Que triste! – Exclamei.
– Uh? – Ele me olhou surpreso.
– Ne, gomen. – Fiz um sinal de paz, sorrindo – Eu já gosto de alguém. Mas se não fosse isso eu com certeza iria querer ficar com você. – Sorri.
Ele corou.
– Ryouta é engraçado e legal. Seria um namorado perfeito!
– “Namorado”?
– Hai! – Sorri – Mas eu vou torcer pra você encontrar alguém logo. Ne? – Tombei a cabeça, sorrindo.
Ele me olhava surpreso, deixou uma risada escapar e começou a rir.
– Hanakocchi é tão sincera!
Eu ri e me inclinei até ele, beijando sua bochecha. Ele me olhou surpreso e corou.
– Mas eu vou torcer mesmo! – Sorri.
Ele acalmou o olhar e sorriu gentilmente.
...
No dia do treino, Kotori-senpai estava arrancando nosso couro com os exercícios na piscina. E depois de mais um jogo para ela analisar o equilíbrio do time, fomos tomar banho no vestiário. Eu terminei e saí enrolada na toalha em direção ao meu armário. Fitei Kyoko e dei um meio sorriso.
– Nee? Como foi o encontro?
Ela virou o rosto rápido na minha direção, franzindo a testa.
– Não foi um encontro. – Ela disse, voltando a se vestir – Conversamos um pouco.
– Hum. – Cantarolei – Mas bem que você gostou! – Eu ri – Eu vi como você olhou pro Shintarou.
Ela me olhou com a testa franzida e as bochechas coradas.
– Quem olhou pra quem? – Setsuko apareceu enrolada na toalha.
– Kyoko pra Shintarou. – Ri – Encontramos ele e Ryouta na rua ontem, depois que vocês deram o bolo na gente! – Pus a mão na cintura.
Ela riu.
– Então a estrategista gosta do cestinha? – Setsuko disse.
Kyoko bufou, se virando para o seu armário.
– O que vocês estão falando? – Jun apareceu com Sumiko logo atrás dela.
– Kyoko gosta do Midorima. – Setsuko disse.
– Não gosto! – Ela exclamou, vermelha.
– Olha! – Sumiko cantarolou – Ela demonstra emoções quando fala dele!
Jun riu. Takara apareceu junto com Hina, Akemi e Chiharu.
– Nani? – Takara perguntou.
Eu suspirei rindo.
– Depois que vocês deram o bolo na gente, Kyoko e eu encontramos Shintarou e Ryouta na rua. Ela ficou coradinha. – Dei um meio sorriso pra Kyoko, que franzia a testa seriamente – Ryouta e eu deixamos os dois sozinhos e ela ficou morrendo de vergonha! – Ri.
Kyoko terminou de vestir a blusa e pegou sua mochila, saindo do vestiário.
– Até amanhã.
– Ahh, qual é! – Sumiko exclamou – Conta pra gente o que aconteceu! Rolou beijo? Foi de língua?
Ouvimos apenas ela abrir e bater a porta, fazendo um estrondo. Sumiko riu.
– Você é má. – Akemi disse vestindo as roupas íntimas – Não viu que ela não gostou?
– Por isso que falei. – Sumiko riu.
– Você é tão desagradável às vezes. – Jun disse, vestindo a saia.
– Mas você riu!
– Run! – Jun resmungou.
Takara me olhou por alguns momentos.
– Anou... Hanako?
– Uh? – A olhei em dúvida enquanto colocava o sutiã.
– Uhm... Você conhece bem... Kise?
Franzi a testa em dúvida. Sumiko levantou uma das sobrancelhas, dando um meio sorriso.
– Hum, estudei na Teiko. Conheci ele lá. – Disse – É meu amigo. – Sorri.
– Por que, capitã? – Sumiko dava um meio sorriso – Gosta dele?
– Sumiko! – Jun a recriminou – Só quero saber de quem você gosta pra gente te sacanear também!
Sumiko revirou os olhos.
– Nee, Hanako-chan! – Akemi disse.
– Hum.
– Que tal marcarmos de sairmos com eles?
– Sair?
Sumiko a fitou, ela parecia interessada.
– É! – Akemi sorriu.
– Hum. – Pensei – Todos eles foram para colégios diferentes. Mas acho que posso tentar.
Akemi comemorou. Sumiko a olhou, desconfiada. Setsuko não comentou nada sobre a tentativa que eu faria, ela apenas se vestiu e se despediu. Achei estranho.
...
Eu caminhava procurando um cordão que Satsuki viu uma vez quando saímos juntas. Ela gostou e eu queria dar a ela, mas não o encontrava de novo de jeito nenhum! Passei direto por uma vitrine e voltei, abrindo um sorriso.
– Isso!
Comprei o cordão. Era dourado com um pequeno pingente de flor. Pedi para embrulhar para presente e quando saí vi Jun em frente a uma vitrine. Guardei o pequeno embrulho e corri até ela.
– Jun!
Ela me fitou. Eu ficava impressionada com o tamanho do estilo dela! Ela usava uma saia preta, cinto, blusa clara com um bolero preto e botas que chegavam até as canelas. Além daquele chapéu com uma fita vermelha em volta.
– Hum, oi! – Ela sorriu.
O cabelo dela estava solto e só quando cheguei perto percebi que ela estava usando brincos dourados de argola. Ela com certeza sem o uniforme do colégio era ainda mais estilosa!
– Nossa! – Ri – Me ensina a me vestir assim!
Ela riu.
– Arigatou.
Começamos a andar.
– Mas e então? O que você acha daquela saída? – Perguntei.
– Saída? Ah, aquele negócio da Geração dos Milagres? – Ela lembrou.
– É. Vou tentar falar com eles, mas minha irmã que tem todos os números deles.
– Entendi. – Ela disse – Ah, sei lá! – Ela deu de ombros – As garotas gostam deles, são incríveis mesmo, mas eu não estou afim de nenhum deles.
– Hum. – Sorri – E você gosta de quem?
Ela riu.
– Você é tão curiosa!
– Gomen, gomen. – Ri.
– Eu não gosto de ninguém, mas você pelo contrário... – Ela riu – Aomine, ne?
Eu ri, corando um pouco.
– Hai... Conheço ele desde criança. Aí comecei a gostar dele, ne. Mas ele não era muito legal comigo. Pelo menos até entrarmos na Teiko. E o pior é que acho que ele gosta da minha irmã mais velha.
Ela torceu a expressão, entendendo o dilema.
– O trabalho duro que você disse... Foi o basquete?
– Hai. Um pouco antes de me transferir da Teiko... Ele disse que eu era muito lenta, que não era páreo pra ele.
– E você ainda fez isso por ele?! – Ela perguntou abismada.
– Ele não era desse jeito. – Disse olhando para frente – Ele me ensinou a jogar basquete, me ajudou e me notava. Todo mundo confundi minha irmã e eu, mas ele sabe quem é quem e eu gosto disso. – Sorri.
Ela sorriu, achando graça.
– Você é tão estranha. Mas com certeza é persistente. – Ela riu.
Ri. Viramos a esquina enquanto conversávamos e nos deparamos com o motivo do meu grande plano.
– Hanako! – Daiki exclamou fazendo um aceno, estava com um garoto ao lado dele.
Abri um sorriso.
– Oi!
Fomos até eles.
– E aí?
– Bem. – Daiki disse – Esse é Kagami. Essa é a irmã da Satsuki. – Ele disse para o garoto.
– Yo, são bem parecidas. – Ele disse.
– Essa é Jun, minha amiga. – Eu disse.
– Oi. – Ela deu um aceno – Ne, Hanako. Preciso ir.
– Hum, tá. Vai pro ponto de ônibus?
– Hai.
– Eu vou com você. – Disse.
– A gente vai com vocês. – Daiki disse – Kagami já ia embora mesmo.
– Hai. – Ele confirmou.
– Hum, ok.
Fomos para o ponto de ônibus e esperamos. Kagami pegou o mesmo ônibus que Jun. Os fitamos ir embora e começamos a andar. Eu o fitei e sorri pra Daiki.
– Vai pra casa?
– Hum. – Ele deu de ombros, sorrindo – O que veio fazer aqui?
– Comprar um presente pra Satsuki.
– Hum.
Virei um pouco o rosto em dúvida. Queria perguntar se ele gostava de fato da minha irmã, mas não tinha coragem nenhuma! “Anda logo! Anda logo!”, pensava, “Se eu não perguntar e tudo der errado, o plano vai ter sido em vão!”.
– Anou... – Tentei.
– Ne, quer beber alguma coisa? Conheço uma lanchonete aqui perto que vende um milk-shake ótimo.
– Ah... – Corei levemente desviando o olhar – Tá bom. – Sorri.
Depois que compramos os milk-shakes, ele me levou para um parque perto dali e sentamos num banco. Eu bebia o meu no canudo, sem conseguir olhá-lo. Por que eu estava com vergonha dele?
– Ne, eu vi o seu amistoso. Parabéns. – Ele deu um sorriso leve.
– Hum, arigatou.
– Por que não me disse que era copiadora?
– Uhm... – O olhei – Você... Percebeu?
– Claro! – Ele riu – Foi o passo igual ao que a garota fez!
Fiquei feliz por ele ter notado.
– Foi legal pra um amistoso. – Ele disse.
“Pra um amistoso? Como assim?”, pensei. “Você é muito ruim. Não sabe jogar, é só uma garota. Você não é páreo pra mim.”, lembrava, “Você é muito lenta.”. Me lembrava do que ele disse pra mim e fiquei cabisbaixa. Ele me fitou e viu meu olhar baixo.
– Nani? – Perguntou.
– Hum. – Balancei a cabeça.
– Fala, cara.
Mesmo ele tendo me magoado e eu tendo lembrado daquilo, Daiki ainda me conhecia bem. Ele sabia quando algo me incomodava. Suspirei, mas não o olhei.
– Lembrei de uma coisa.
– O que?
– Da última vez que falei com você antes de me transferir.
Ele me olhava. Tentei sorrir pra deixar menos tenso, mas não consegui.
– Gomen. – Ele disse.
O olhei, surpresa. Ele estava olhando para frente com o olhar baixo.
– Eu... Magoei você. Ne? – Ele perguntou.
Arregalei levemente os olhos, não conseguia dizer nada.
– Foi como se eu tivesse enganado você, ne? Eu dizia que você era boa, mas depois naquele dia eu disse que era lenta. – Ele disse – Desculpe, eu era um babaca.
Quase deixei escapar um suspiro. Era o que eu mais queria ouvir dele!
– Ba...kayarou. – Suspirei.
Ele me olhou, surpreso. Meus olhos estavam marejados.
– Onegai... Não me diga que você se transferiu... Por minha causa?
Queria muito dizer que não, mas em parte era por causa dele sim.
– Eu... Só queria mudar.
– Por minha causa?
“Sim.”, pensei em dizer. Mas não disse, apenas fechei os olhos. Ele me olhava.
– Hanako...
– O que houve com você? – O interrompi.
– Eu... Pensei que ninguém me alcançaria, pensei que eu era o mais rápido e que ninguém era páreo pra mim. – Ele dizia calmamente.
– Eu não quis dizer isso. Como... Você voltou?
Ele me olhou em dúvida.
– Como você voltou a ser o Daiki que eu conheci? – Perguntei olhando para ele, meus olhos marejaram de novo.
– Alguém me ganhou. Agora ele é meu amigo. – Ele deixou escapar uma risada leve.
O olhei surpreso. Alguém o alcançou? Eu... Cheguei atrasada? Fiquei um pouco triste. Daiki viu minha expressão e suspirou. Pôs a mão na minha nuca e me puxou em sua direção.
– Nani...? – Gaguejei em dúvida.
Ele aproximou meu rosto e beijou minha testa de repente. Arregalei os olhos, surpresa e paralisada. Acalmei o olhar aos poucos, aquilo era bom. Ele cessou o beijo e eu senti sua respiração quente.
– Gomen. – Ele disse tirando a mão da minha nuca. Quando a tirou, passou a mão pelo meu cabelo e o fez cair no meu ombro.
Eu o olhava, extasiada. Ele percebeu e corou um pouco. Despertei ao vê-lo corado.
– Eu... Tenho que ir para casa. – Disse de repente.
Ele ia dizer mais alguma coisa, mas eu saí andando dizendo “Até mais”. Quando virei a esquina, corri. Cheguei em casa ofegante.
– Uh? Nani? – Satsuki perguntou.
– Uhm... – Gaguejei. Pus a mão dentro da bolsa e tirei o pacote – É que corri pra achar. – Menti.
Ela não entendeu, abriu o pacote e deu um sorriso largo. Me abraçou quase me sufocando. Fiquei feliz por ela ter gostado. Depois disso fui para o quarto. Deitei na cama me perguntando por que saí de lá daquele jeito. Não era aquilo que eu queria? Eu quero ele! Então por que fiz aquilo?!
Meu celular tocou.
– Moshi, moshi?
– Hanakocchi!
– Ryouta? – Disse surpresa.
– Você nem sabe o que aconteceu!
– Uh? Nani? – Exclamei preocupada.
Ele riu.
– Não é nada sério! É que naquele dia que nos encontramos, alguém nos viu e tiraram fotos nossas no parque. Mas não do beijo na bochecha! – Ele riu.
Deixei uma risada escapar.
– Enfim, – Ele continuou – colocaram a foto na internet e meu agente viu. Ele queria falar com você.
– Hã? “Agente”?
– É! – Ele sorriu – Da agência de modelos.
– Hã?! Nani?! – Gaguejei nervosa. Não conseguia acreditar.
“Agência... De modelos?”, pensava, “Nani?”, ri.
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