Notas iniciais
Victoria está um pouco confusa, mas David está ao seu lado! :)

Na manhã seguinte Victoria acordou enjoada, ela tentou ignorar a sensação ruim em seu estomago, mas ela só piorou a obrigando a correr para o banheiro novamente, após vomitar ela se olhou no espelho, estava pálida e tremendo, ela só lembrava de se sentir assim em duas ocasiões e a simples lembrança disso trouxe calafrios para sua espinha, isso não poderia acontecer, não naquele momento, com medo ela afastou o pensamento e voltou para a cama. Minutos depois Conrad entrou no quarto sorridente e falou:

“Bom dia querida!”

“O que quer aqui?”

“Eu não vi você chegar da casa do seu amante ontem!!”

“Conrad, não comece!”

“Eu só estava preocupado! Você está melhor hoje?”

“Estou ótima!”

“Que bom! Eu vou trabalhar e tentar resolver a situação...”

“Eu não quero saber nada sobre isso!!”

“Tudo bem! Tenha um bom dia.”

Ele se aproximou disposto a beijar sua testa, mas ela virou o rosto, ele riu, acariciou sua cabeça e saiu, ela suspirou tristemente e logo pegou o telefone ligando para David, ele atendeu preocupado e logo perguntou:

“Você está melhor Vee?”

“Bom dia, estou sim!”

“Mesmo?”

“Sim. Liguei para ouvir sua voz!”

“Oh Vee, eu queria tanto que você tivesse dormido lá em casa ontem!”

“Eu sei, mas eu não queria provocar o Conrad!”

Houve um silencio por alguns segundos, mas logo ele perguntou parecendo ansioso:

“Quando o Daniel volta?”

“Em dois dias. Está ansioso?”

“Muito! Preocupo-me com você nessa casa com o Conrad!”

“David... eu preciso muito, muito da sua calma!”

“Victoria, tem alguma coisa acontecendo?”

“Nada, eu só não quero dar munição para ele, então é melhor não nos falarmos por alguns dias!”

“O quê?!”

“David...eu preciso de um tempo, preciso ficar sozinha por uns dias!”

“Victoria, você não está falando coisa com coisa!”

“Falamo-nos mais tarde!”

Ela desligou o telefone disposta a fugir da conversa, tudo estava sendo demais para ela naquele momento, ela se sentia um monstro por estar apoiando Conrad, ela não merecia um homem como David, honesto e de bom caráter, merecia a vida fria e falsa que vivia ao lado de Conrad e era isso que diria a ele naquela noite, era melhor terminar tudo, até porque se o que estava suspeitando se confirmasse ele iria desistir dela, pelo menos era isso o que ela pensava.

Quando Victoria finalmente bateu a sua porta David correu para abrir, ele tentou abraçá-la, mas ela entrou friamente, ele então falou:

“Passei o dia todo nervoso Victoria!”

“Eu vim aqui terminar tudo!”

“O quê?!”

“David, não insista, eu não sou boa o suficiente para você e o Conrad vai acabar te prejudicando!”

“Mas eu amo você, estou disposto a correr todos os riscos!”

“Mas eu não estou David!”

“Então você não me ama?”

“Não é suficiente! Você teve uma vida normal, um pai e uma tia amorosos, entrou na faculdade, encontrou uma esposa que te fez feliz por algum tempo, é por isso que você acha tudo simples, mas eu não tive nada disso, com quinze anos eu estava na rua, gravida e lutando para me sustentar, você acha tudo romântico, mas eu... eu já vivi sem saber o que iria comer no dia seguinte David, e não quero passar por isso novamente!”

“Você acha que eu sou incapaz de cuidar de você?!”

“Se o Conrad te desmoralizar você será incapaz sim, e eu não posso fazer isso nem comigo, nem com você, muito menos com o Daniel e a Amanda!”

“Eu trabalharia em qualquer coisa para cuidar de vocês!”

“Qualquer coisa? Qualquer coisa não serve!”

“Ah claro, pra a Rainha dos Hamptons qualquer trabalho deve ser um desaforo!”

“Exatamente!! David a vida que você quer me dar não é o meu estilo de vida predileto!”

“Victoria eu não estou entendendo nem reconhecendo você!”

“Eu sinto muito, mas eu sou ótima em fingir, essa sou eu, como diria o Conrad eu não passo de uma vadia gananciosa! Adeus!”

Ela sorriu friamente e lhe deu as costas batendo a porta ao sair, ele sentou no sofá totalmente chocado, aquela definitivamente não era sua Victoria, de repente Amanda sentou ao seu lado e perguntou:

“Está tudo bem papai?”

“Está sim!”

“Era a Victoria?”

“Sim.”

“Vocês brigaram?”

“Não foi nada, só coisa de adulto, Amanda! Vá brincar, eu vou ligar para o tio Bill.”

A menina beijou a bochecha dele e voltou para o andar de cima, ele pegou o telefone e ligou para Bill, talvez o amigo pudesse ajuda-lo a entender o que estava acontecendo.

Victoria entrou na mansão arrasada, chorando compulsivamente, sentia tanta dor, nunca imaginou ter de deixar David dessa maneira, mas se sentia um monstro e agora sabia do que exatamente Conrad era capaz e não queria arriscar David, abalada ela foi para o quarto e se jogou na cama.

Após a ligação de David, Bill foi para a casa dele, que lhe contou tudo, Bill ponderou e afirmou:

“As coisas que ela disse foram absolutamente confusas!”

“Eu sei Bill, nem parece a minha Victoria!”

“Talvez seja melhor assim!”

“Melhor?”

“David, onde você acha que essa relação iria leva-lo?”

“Nós iriamos fugir juntos!”

“A Victoria tem razão, você vê tudo muito fácil, o Conrad nunca ficaria de braços cruzados deixando você levar o filho e a mulher dele!”

“Eu sei disso Bill, mas não sou nenhum moleque, eu enfrentaria tudo até o fim, tudo por ela, eu a amo!”

“Mesmo depois de hoje?”

“Eu ainda não sei o que pensar sobre hoje!”

No dia seguinte Victoria não levantou da cama, se sentia fraca e não tinha vontade de ver ninguém, lhe doía ignorar as inúmeras ligações de David, mas tinha de se manter firme.

David estava com raiva, quanto mais ligava para Victoria mais irritado ficava, ele não merecia ser tratado assim, precisava pelo menos de uma boa explicação, mas não tinha como fazer nada naquele momento. Algumas horas depois Conrad saiu da empresa e avisou que iria para Washington, David comemorou, era sua chance de falar com Victoria.

Assim que chegou em casa David ligou para a Manor confirmando que Conrad já havia viajado, depois correu até lá. Martha o recebeu e foi avisar Victoria que estava na cama, ela ordenou que Martha o dispensasse, mas ele já havia subido e invadiu seu quarto afirmando:

“Vou falar com você de qualquer jeito!”

“David!”

“Vou chamar o segurança senhora!”

“Não precisa, apenas nos deixe á sós!”

Ela saiu rapidamente, Victoria levantou, ela e David se encararam e ele logo falou:

“Obrigada por não chamar o segurança!”

“Não faça eu me arrepender, vá embora!”

“Victoria, eu estou enlouquecendo, a maneira como você agiu ontem foi absurda!”

“É difícil encarar a verdade David!”

“Eu não estou vendo a verdade, o que eu vejo é uma farsa, a mulher que eu conheço fingindo ser a vadia gananciosa que ela não é!”

“Quem garante?”

“Seus olhos! Seus olhos te entregam, entregam a sua dor e o seu medo!”

Ela desviou o olhar instantaneamente, mesmo assim as lágrimas rolaram por seu rosto, ele se aproximou disposto a secá-las, mas ela se afastou e perguntou com raiva:

“Por que você está fazendo isso?”

“Eu, eu Victoria?!’

“Sim, porque vir aqui, me dizer essas coisas, porque não aceitar minha decisão?!”

“Porque você está agindo como louca!”

“Vá embora!”

“Não! Eu quero saber o que está acontecendo e só saio daqui com a verdade!”

Ela não tinha mais forças para continuar com aquilo, era impossível, ela amava David e não poderia mais viver sem ele, ela estava frágil, confusa e principalmente assustada, por mais que quisesse proteger David ela não podia ficar longe dele, abalada ela se jogou em seus braços, ele a abraçou fortemente e deixou que ela chorasse por um bom tempo.

Quando parou de chorar Victoria estava exausta, ele acariciou sua bochecha e a pegou pela mão em silencio, a levou para o banheiro, ligou a banheira, tirou a camisola dela e a ajudou a entrar na banheira, ela sentou e ele massageou seus ombros e suas costas calmamente, lhe proporcionando um tempo de relaxamento.

Depois do banho eles sentaram na cama de mãos dadas, não haviam falado mais nada, Victoria apenas o olhava ela queria falar, mas não sabia o que dizer, na verdade estava cansada demais para falar qualquer coisa, David finalmente quebrou o silencio:

“Eu te amo Victoria, aconteça o que acontecer eu sempre vou te amar!”

“Eu também te amo, David!”

“Vem cá, Vee!”

Ele a puxou para seu colo, queria garantir que ela se sentisse segura, ela deitou no peito dele e se sentiu melhor, estar nos braços dele fazia com que todos os seus medos desaparecessem, se sentia em paz, aos poucos foi adormecendo em seu lugar favoritos, os braços de David.

David abraçou Victoria ainda mais forte ao perceber que ela havia adormecido, sabia que precisavam conversar, mas não iria pressiona-la, pelo contrario queria que ela se sentisse segura com ele, ele sabia que as coisas eram difíceis, mas eles sempre conseguiriam enfrentar tudo enquanto estivessem juntos e ele jamais iria deixa-la ir.

Notas finais
Espero que tenham gostado.