Eu por você, você por mim
5 Juntos somos fortes
Notas iniciais
Olá, gente, esse capítulo está diferente, não esqueço deixar a fic então escrevi assim pra da uma emoção na história, espero que gostem.
Obrigado a todas que comentaram eu amei, fiquem com Deus.
" Não me deixe ", " volte para mim ".
Acordei em um pulo. Estava de noite. Me levantei devagar, coloquei meu chinelo e desci para a cozinha, todos estão rindo e brincando, ou melhor, estavam. Ao entrar percebo que todos estão me olhando exceto León. – Já acordada? — Diego pergunta com seu tom brincalhão. – Tive um pesadelo, perdi o sono. — Respondo enquanto pego a jarra de água na geladeira. – Você perder o sono? — Fran pergunta surpresa. Concordo com a cabeça. — Milagre! Deus está fazendo mais um milagre. — Todos ri, exceto eu. Por que eu estou assim? Merda. Eu não sou assim. – Fran pare, por favor. — Reclamo.– Violetta, por favor, pare de ser careta, não é porquê está com um bebê a caminho que tem que se tornar careta. — Ludmila disse com maior tranquilidade.– Me desculpe Ludmila, eu não estou preparada para ter um filho agora, me desculpe se isso está me tornando careta. — Respondo com um tom elevado. – Puta merda. — León levanta. — Dá pra vocês pararem de falar disso? Ninguém diz mais nada, voltam ao assunto de antes. Fico assistindo American Horror Story, eu diria que é minha série favorita, mas depois que descobri The Vampire Diares isso mudou. " Me ajude! Ele está sangrando ". Grito desesperada vendo León caído de joelhos diante de meus pés. Ele só me olha com tristeza nos olhos, repete várias vezes a mesma palavra, " perdão ", me ajoelho ao seu lado e seguro em sua mão, com toda sinceridade de meu coração respondo-lhe, " você é meu homem, eu te perdôo, juntos em tudo se lembra? ", com um sorriso no rosto ele me beija, mas com o passar dos segundos ele vai sumindo e tudo vai ficando preto. LEÓN! ".Acordo com um barulho em minha direção, levanto assustada. León está parado à minha frente com um olhar de preocupação. – Você está bem? — Ele pergunta se sentando ao meu lado. — Você me gritou, achei que tinha acontecido algo. – Estou bem Lê. — Abaixo a cabeça envergonhada. Por que eu o chamei de Lê? Não somos mais amigos. — Quer dizer, León. – Me chama de Lê. — Ele me olha. — Esse apelido foi você quem colocou. Eu gosto. – O.K. — Sento-me para lhe dar lugar no sofá. Merda, merda, merda. Dormi no sofá. – Com que você estava sonhando que me chamou? Contei todo o sonho à ele, todos os detalhes, e por um momento foi bom, senti como se nunca tivéssemos nos distanciados. León ficou comigo novamente até que eu pegasse no sono. O que não aconteceu, quem pegou no sono foi ele. Queria saber como é possível amar tanto uma pessoa que te faz mal, um amor que não é saudável. Você é idiota, por isso. Meu subconsciente responde por mim. Rio por dentro. Nossa. Isso é tão estranho, saber que há um bebê se formando dentro de mim, um bebê que León colocou em mim, um bebê nosso. Me bate uma tristeza derrepende por lembrar dos acontecimentos, do dia em que ele abusou de mim, do dia em que ele me machucou, ele dizia me amar, porquê me machucou? León, porquê faz eu me sentir assim? Não consigo te esquecer. São quatro e cinquenta da manhã. Estou aqui em frente da casa com minha mala, pra quê? Bom, não posso mais ficar numa casa com um cara que me fez e faz tanto mal. Saio andando em direção a praça, a rua está um deserto, só se ouve barulhos dos cachorros latindo e alguns tiros. TIROS? Como assim tiros? Saio correndo para o meio da praça, que sinceramente parece bem mais sinistra de noite, os balanços parecem estar balançando sozinhos, mas isso é por conta do vento forte que está. Os tiros vão ficando cada vez mais perto, mais e mais. Dois homens vem correndo em minha direção, um está de calça jeans preta e o outro de jeans azul, a única coisa que os diferenciá. – Segure ela. — O de preto grita para o de azul que está um metro de distância de mim. Ele vem andando em minha direção, não consigo correr, minhas pernas travaram. Pai por favor, me ajude, me manda o meu salva vidas para me salvar mais uma vez. Oro em silêncio enquanto eles chegam cada vez mais perto.– Parece que a princesinha saiu da toca? — O de azul fala rindo. Tento correr, mas ele foi mais rápido, me joga no chão frio e duro. — Corre não, temos muito o que resolver. Principalmente com seu namoradinho.– Ele não é meu namorado. — Respondo entre os dentes. O de preto se abaixa e ergue meu rosto para que eu olhe para ele. Seus olhos são castanhos claros. – Não importa. Ele te ama, fará de tudo por você, parece que você não percebeu isso né. Como será que ele irá ficar quando ele souber que o amor dele ia fugir para bem longe dele? Ou quando ele souber que eu estou com você e que posso fazer o que eu quiser se ele não me obedecer? Ligue para ele. Não consigo enxergar já que estou com o rosto coberto por um saco preto. Estou em uma casa, acho. Escuto alguém se levantar e pegar algo. Meu coração parou por um segundo. Pai, me manda alguém pra me tirar daqui, não sou a melhor filha, mas prometo ir à igreja, prometo ficar mais ao teu lado, só me deixe sair bem dessa com meu bebê. Lágrimas escorrem pelo eu rosto pela primeira vez desde que cheguei aqui.
– Alô? — Escuto a voz de León. – Fale com ele. — O cara manda e me da um tapa na cabeça. — Anda sua puta.– Le...León. — Falo com a voz falha. – Violetta? — Percebo o espanto em sua voz. — Cadê você? – Eu não sei o que eles querem, não sei aonde estou. — Digo aos prantos. Me salva, grito para mim mesma. — Eles quer algo de você. – Cala a boca sua infeliz. — Grita o cara. Sinto algo se chocando contra minha cabeça. Dói. Sinto algo escorrendo pelo meu rosto, imagino que seja sangue. Dói demais. — Olha aqui León, você acabou com a minha mulher, você a matou, e eu irei matar a sua namoradinha se você não me der o que eu quero. — Ele grita.– O que você quer?- León pergunta, calmo? Como ele pode estar calmo? Quero gritar, chorar, sumir, mas dói, minha cabeça está doendo demais. — Por favor, solte ela, ela está grávida, te dou tudo o qur você quiser.– Grávida? — O cara pergunta surpreso. — Que ótima notícia León. — Sua voz é falsa, sinto que está rindo. — Foda-se. Eu faço ela perder esse bebê na porrada se você não me der o que eu quero.– Então fala o que você quer porra. — León grita. Não! Não grite, eu vou apanhar. Meu subconsciente grita para ele. Senti um soco na boca do estômago, grito por conta da dor. — Tá legal, desculpa, me fale logo por favor. – Quero seu filho. — O cara diz calmamente. O que? Meu filho não. Não! — Ou melhor, só o corpo dele, os órgãos quero que você suma, sua namorada putinha irá ficar aqui até ele nascer. Meu sangue parou de circular, tudo parou, as vozes, meu choro, meus batimentos, tudo. Senti tudo ficar tremido. Apaguei. Senti alguém me jogando contra algo duro. Já não tinha mais o saco preto em minha cabeça. Eu estava em um quarto, ou porão, não sei bem, é pequeno, há apenas um colchão de solteiro no qual estou agora e uma tigela com ração de cachorro, a uma porta a direita aonde espero que seja o banheiro e outra a esquerda que não sei o que é, a saída talvez. Começo a ficar em desespero. Meu filho não, tudo menos ele, ele é o único inocente de todos nós. – Ele quer falar com você. — O cara entra com o celular na mão e me entrega. — Seja rápida. Estou ouvindo tudo. — Ele se senta na bera do colchão e fica me encarando. – Oi León. — Falo meio baixo, estou fraca.– Vilu! — Ele grita. — Vilu, me escuta, eu estou indo te buscar, preciso que você me fale quantos caras tem ai, se for mais de dois fale que está bem, se mais de cinco fala que está com dor, se for dois ou menos fala que não preciso me preocupar, se não souber mais ou menos quantos tem, fala que me ama. — Ele diz totalmente apressado. Ele sabe o que faz, sorrio por dentro. – Eu te amo, acho que estou bem. — Responde nervosa, e se estiverem ouvindo lá de cima?– Você não sabe, mas acha que tem mais de dois né? — León pergunta. – Sim. – O.K. Olha, me escuta, todos estamos indo te buscar, preciso da sua ajuda, fica do lado deles, fingi que brigamos e que você vai fazer e entregar o bebê pra eles, conte o que eu fiz, se misture com eles, irei te tirar daí. — León diz e dá uma pausa. — Eu te amo, por favor, se cuida tá. – Tá bom. — Respondo. – Agora fingi que brigamos, irei desligar. — E desligou." Do que você está falando León? Você não vem me buscar? O.K. irá se arrepender, você ficará sem filho, e eu não estou nem ai, você colocou isso em mim a força, e eu não quero mais, vou fazer o que eles quer, não quero esse bebê idiota ". O cara que estava a minha frente está assustado, ele levanta com um sorriso, e me da um beijo no rosto. – Boa menina, está fazendo o certo. — Ele sorri, sorrio de volta. Por dentro eu rezo. Me perdoe pai, eu não disse isso de coração, nos proteja. — Venha, vamos contar para o chefe.
Notas finais
Comentem!!!
OBS:::::::::: Vou escolher quatro leitoras que comentarem para participar nos próximos capítulos, deixe os seus nomes ( talvez irá ficar até o fim da fic ). COMENTEMMMMMM!!!
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