Notas iniciais
Hello morecos, espero que gostem, capítulo único!

Estou despedaçada, eu amo loucamente uma garota que nunca ligou para mim, estou desesperada, me chamo Valéria Ferreira sou uma fotografa de sucesso, tenho 23 anos e nunca tive um relacionamento sério com alguém, até o dia que a conheci, e não se assustem, mais eu estou completamente por uma das minhas melhores amigas, eu a amo e tenho certeza disso, nunca senti atração por mulheres até uns dois meses atrás...

" Estava em casa, assistia um filme junto com Carmem, enquanto eu devorava um balde de pipocas percebi que ela me olhava atentamente, como se quisesse me dizer alguma coisa, vi seus olhos marejarem, pensei que fosse sua briga com Margarida, afinal elas desde os 13 anos assumiram um relacionamento, estava distraída com meus pensamentos, quando Carmem segurou meu rosto e colou nossas testas.

– Valéria: Carmem? o que você está... — ela coloca o indicador nos meus lábios e me beija.

Nos beijamos como loucas, eu não entedia o que estava acontecendo ali, minha mente estava parada, aquilo era errado, mais sua boca tinha um gosto bom, depois de nos beijarmos várias vezes seguidas, tomei coragem e me afastei tocando meus lábios com as pontas dos dedos.

– Valéria: o que foi isso? — disse ofegante — não deveria ter acontecido!

– Carme: eu sei, me desculpe por isso! — ela deu as costas e saiu, me deixando atordoada."

Foi com esse pensamento que eu chorei, Carmem desistiu de mim e agora estava noiva de Margarida, lágrimas escorriam pelo meu rosto, eu estava deitada sobre o chão do meu quarto com a cabeça sobre a parede, senti vontade de gritar.

– Paulo: isso é patético! — disse encostado na porta de cabeça baixa.

– Valéria: patético é você! — falei com a voz rouca, devido ao choro.

Ele apenas deu as costas e saiu, paulo guerra era meu vizinho, nós nunca fomos amigos, mais estranhamente ele sempre estava lá me xingando por eu ser tão idiota, me levantei daquela cama e sequei as minhas lágrimas, peguei o endereço de Carmem e sai para fora de casa, avistei paulo sentado sobre a calçada.

– Valéria: o que está fazendo aqui? — disse recebendo um olhar reprovador de paulo — porque me olha assim?

– Paulo: eu vou com você! — falou firme — sei que vai atrás dela...

– Valéria: porque? porque se importa tanto? — disse enquanto ele dava as costas e chamava um táxi — paulo me responda!

– Paulo: vai entrar no táxi ou não? — disse abrindo a porta do táxi.

Dei de ombros e entrei, no caminho gotas de chuva caíram, eu soava frio acho que era o fato de ter ido vê-lá, paulo estava estranhamente calado, queria entender o que se passa na cabeça dele, entender o porque de tudo isso, não era pra ele está aqui, mais ele está, senti suas mãos balançarem meus ombros.

– Paulo: chegamos... — disse com seu olhar reprovador de sempre.

– Valéria: ótimo! — disse encarado o grande hotel — finalmente irei me resolver!

Paguei o táxi, e adentramos no local, conversei com uma recepcionista muito simpática, Carmem estava hospedada no décimo andar no quarto 534, paulo me acompanhou até o elevador, ele se fechou e estranhamente minhas pernas bambearam, o elevador estava extremamente devagar, eu encarei paulo, e enchi o peito de ar, puxei um envelope amarelo de dentro da bolsa ele estava lacrado o abri e lágrimas desceram do meu rosto, era o convite do casamento de Carmem e Margarida, paulo segurou meus braços.

– Paulo: calma valéria... — disse nervoso e ofegante — vai ficar tudo bem!

– Valéria: eu só queria que alguém me amasse... — disse soluçando — eu queria ser a primeira opção na vida de alguém!

– Paulo: talvez você seja! — disse me olhando nos olhos — você é a minha!

– Valéria: quer dizer que... — abaixei a cabeça tentando absorver tudo aquilo.

– Paulo: quer dizer que... eu te amo, desde a primeira vez que cravei os olhos em você, eu te amo com todas as minhas forças, e eu odeio o fato de você ama-lá!

Não respondi mais nada, ele me apertou firme e me beijou com todo desejo possível, quando seus lábios tocaram os meus uma corrente elétrica percorreu do meu corpo, perdi minha total sanidade mental, seus lábios eram os melhores que eu já provei, poderia beija-ló por mil anos, nossas bocas entraram em uma perfeita batalha, e os corpos suados demostravam o nosso nervosismo, nos separamos e ouvimos a porta do elevador se abrir, revelando o quarto 534, paulo me encarou com os olhos marejados, e naquele instante eu tive uma única certeza...

– Paulo: pode ir! eu vou esperar você! — disse apontando para a porta do quarto.

– Valéria: aperte esse botão, nós vamos descer! — eu falei sorrindo.

E antes que eu pudesse dizer outra coisa, paulo apertou o botão e me beijou loucamente..."

" Não existe amor à primeira vista. O que existe é a pessoa certa, no momento certo. Você por acaso estava lá.”
Nicholas Sparks

Notas finais
Mereço comentários?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.