Eu odeio amar você
24 Capítulo 22- Consertando os erros
Notas iniciais
Consertando os erros
Em meu portão o conglomerado de toda a imprensa, estava fodido, Jake estava temendo pelos contratos.
Claro que eu também temia, sem contratos sem dinheiro.
Entretanto, o que eu mais estava preocupado era com Bella, isso estava em todos os locais, tabloides são rápidos, os abutres sabem trabalhar quando a noticia é ruim.
Interessante como a mesma imprensa que te ajuda a crescer te derruba com apenas uma foto, o que não era esse o caso, pois a infinidade de fotos e de posições que Bella e eu estávamos na piscina era como se fosse um ensaio fotográfico.
− Me diga que não fora Rose a fazer isso! – Alice entrou apavorada em minha sala.
Eu observava o liquido girar em meu copo de uísque tentando achar uma saída.
− Não creio que fora ela, nem daria tempo eu acabara de expulsa-la quando Jake me ligou.
− Você tinha uma víbora dentro de casa, não acha que deve desconfiar? – ela insistia.
− Alice! Não vou justificar o que minha irmã fez, acredito que ela tenha feito para que eu tivesse minha carreira, ela fora egoísta talvez com seus desejos sórdidos de estar ao lado do irmão famoso, mas vir a lançar essas fotos na rede, isso ela não faria.
− Se analisar por esse lado! – ela me encarou – e seu outro problema?
−Por mim eu invadia a casa ao lado e arrastava Isabella para termos uma conversa, mas não posso. Esse bando de abutres está acampado a noite toda.
− Você dormiu?
− Claro que não! – como eu iria dormir, tantos problemas e minha mente só tentava evitar pensar em como Bella estava diante de tudo.
− Edward, eu não posso ficar muito, tenho um ensaio fotográfico hoje, mas se quiser vá até minha casa, fuja um pouco dessa loucura.
− Se eu conseguir fugir desses abutres eu vou.
Alice saiu e eu fiquei com meu companheiro, o copo de uísque , a imagem de Bella invadia minha mente, depois de tantas revelações e escândalos, a única pessoa que eu desejava estar ao lado era ela. Senti as lagrimas querendo sair pela borda de meus olhos, minha mão fora até eles e eu apertei forte em uma tentativa inútil de conte-las. Eu estava fodido!
Eu perdera a melhor coisa que me aconteceu, sentia um vazio dentro de meu peito, observar ao redor e ver tudo que conquistei não valia de nada se agora eu tinha essa merda de buraco em meu peito e eu não poderia fazer nada para fecha-lo.
Será que se eu realmente tentasse falar com ela e explicasse toda situação ferrada que ambos estivemos ela entenderia? Estava me sentindo impotente, a verdade de nada iria adiantar, Bella estava quebrada e parte disso ainda era minha culpa.
Você a ama! A voz em minha cabeça gritava, o único Edward que agora ocupava o espaço era imponente como um Dom e apaixonado.
Evitei o sentimento durante anos, e hoje eu tenho a resposta em minha frente, eu sempre a amei, somente não prestei atenção, deixei o antigo Edward enterrado e amordaçado por muito tempo.
Dizem que o verdadeiro amor só se tem uma vez na vida, eu a encontrei bem de inicio, entretanto eu a abandonei.
Porra de mente fodida, se eu soubesse do bebê, e se ela não o tivesse perdido, e se hoje eu tivesse uma criança aqui me chamando de pai?
Ideias tolas, isso é passado, eu era imaturo demais para assumir alguma coisa, de uma forma ou de outra Bella estaria quebrada, isso não tenho duvidas.
O que me restava era levantar a minha bunda desse acento e tentar entrar em contato com ela.
Estava quase fazendo parte da mobília, pois as horas se passaram sem ao menos eu perceber.
A decadência estava evidente em minhas roupas, minha camisa branca estava amassada, e não fiz questão de me tornar apresentável, somente deixei o copo vazio em uma mesa próxima a porta. Senti o ar quente da noite abafada em meu rosto assim que abri a porta de minha casa.
Os abutres estavam lá, em menor numero mas estavam.
Ignorei tudo ao meu redor, caminhei a paços largos em direção ao portão, eles estavam jogando flashes, e perguntas idiotas que eu ignorei.
Meus seguranças estavam caminhado atrás, eu raramente saia de casa com algum, mas acho que a situação se fez a necessidade, eu continuei pela calçada ate´ chegar ao portão recém arrumado da casa dos Newton.
Pressionei o interfone desesperadamente, eu deveria vê-la, custe o que custasse, o álcool estava sim fazendo efeito em meus sentidos, mas estava ciente que novamente minhas ações eram impulsivas.
− Pois não? – uma voz diferenciada do que eu estava acostumada atendeu
− Presciso falar com a senhora Newton – minha voz estava a alguns tons acima do normal.
− A senhora Newton não se encontra.
Merda, minha mão fora de encontro as grades, isso iria doer muito amanha.
De duas opções uma estaria certa, Mike estava a escondendo, ou ela realmente saiu, como Bella jamais saia sozinha, a primeira opção seria mais valida.
Voltei a minha casa novamente dando trabalho ao meu segurança de entrada, como eu faria?
Alice! Sim ela seria uma ótima solução em entrar na casa dos Newton e ver como Bella estava.
Subi em minha moto e ao passar pelos portões eu ignorei todos os fotógrafos sabia que algum deles iria me seguir, tratei de andar o mais rápido que pudesse, a minha vida já estava fodida a um grau extremo.
Costurei a infinidade de carros pelas ruas, eu não queria ser seguido, fiz várias voltas sem sentido algum, até que ao chegar em frente a casa de Alice constatei que a imprensa não estaria aqui, ela já não era o foco deles, nosso suposto relacionamento sempre espalhado ficara em segundo plano depois do escando.
Estacionei a moto inspirei o ar tentando acalmar as reações da adrenalina da corrida, cheguei a sua porta e bati intensamente.
− Edward! – Alce abriu a porta e pude perceber seus olhos inchados.
− O que ouve? – ela retirou a lagrima que escorria em seu rosto me encarando firme.
− Eu... – nesse instante eu avancei ara dentro da residência e avistei sentada na sala ela: Isabella.
Sabia os motivos das lagrimas, elas estavam conversando, minha cumplicidade e forte amizade com Alice me fizeram tomar a atitude mais viável, sem nenhuma palavra a ser dita eu a envolvi em meus braços.
Ela deitou sua cabeça em meu peito e pude sentir os soluços dela, tentei não olhar para Bella naquele momento.
Assim que Alice se acalmou ela levantou seu olhar em minha direção se afastando de meu corpo e esboçou aquele sorriso que só pertencia a ela.
− Desculpe eu sou uma boba emotiva. – sorri em resposta e acariciei sua bochecha.
−Você é somente Alice, isso é parte de você.
− O que faz aqui? – ela disse ainda tentando limpar a sua maquiagem borrada.
−Queria sair de meu cativeiro, e precisava de um favor, que vejo já não ser necessário.
− Alice! – a voz de Bella me fez virar em sua direção e contemplar a garota que eu amava.
Bella estava em pé, usava um vestido branco de tecido leve, sues cabelos caiam como um véu sobre seu ombro delicado.
−Bella, fiquei a vontade...
− Não, acho que devo ir...
− Não mesmo! – fora eu a me intrometer, eu não deixaria essa oportunidade passar.
− Mas...
− Nada de “mas”, eu vim para que Alice pudesse entrar em contato com você, entretanto você está aqui, e temos que conversar!
Bella ainda estava irredutível, observei que mesmo Alice estando naquele estado Bella não mantinha nenhum vestígio de que chorou ou de estar abalada.
O que houve com ela? Estava tão quebrada a ponto de não sentir nada, a ponto de se manter fria.
− Eu vou deixa-los a sós! – Alice disse pegando sua bolsa e indo em direção a porta.
− Não se incomode Alice a casa é sua! – Bella falou ainda mantendo seu olhar preso ao meu.
− Eu realmente tenho que ir ao estúdio. Edward, eu vou demorar, mas acho que vocês devem ter uma longa conversa.
Alice saiu sem ao menos esperar alguma resposta, deduzi que Bella a magoara de alguma forma, Alice é emotiva, mas se algo a fez chorar é porque a afetou muito.
− Então ... – Bella falou ao virar-se em direção a sala.
− Você tem que me deixar falar...
− E então? – ela virou-se em minha direção novamente – você fala, assim como Alice o fez e espera o que? O passado não volta!
Que merda de mulher difícil!
− Foi por isso que ela estava chorando? – Bella somente firmou seu olhar duro – Sabe que Alice somente quer o bem das pessoas! Ela é de longe a pessoa mais bondosa que eu conheço.
− Tão bondosa que tramou um plano para me colocar em sua cama! – ela gritou.
− Porra Bella, dá para parar com essa pose de mulher de fria! – cheguei próximo a ela – ela te contou das cartas?
−Sim! – ela ainda estava prendendo seu olhar ao meu.
− Então que merda! – segurei em seus braços e foi minha vez de encarar seu olhar duramente – Escute uma vez só Bella, eu não sabia de porra de carta nenhuma, mas não posso dizer que seria diferente, eu era outro Edward na época, mas posso te dar o beneficio da duvida, se ao menos fosse eu a ter respondido talvez fosse uma resposta diferente, cada ponto ou virgula que tivesse sido eu a escrever faria alguma diferença, mas não foi, aceite isso.
Nesse instante eu vi um lampejo de vida sem seu olhar, vi uma pequena luz ali presente, eu estava no caminho certo, então continuei.
− Eu não posso voltar e concertar seus pedaços, mas eu posso te prometer uma coisa, eu posso ser agora o que você precisa. – seu peito subia e descia freneticamente – Eu te amo porra! – gritei.
Ela ainda estava em estado de choque diante a afirmação, mas eu podia sentir que o choque estava a fazendo amolecer.
Eu era um porra louca de tentar fazer isso com ela, mas mesmo arrebentando seu coração era a única maneira de trazê-la a realidade.
− Bella eu te amo, sei que pode ser tarde, mas eu descobri que você foi meu primeiro amor. – encarei seus olhos e vi os vestígios de lagrimas presentes – Eu tenho certeza que irá ser o único amor!
Nesse instante ela cedeu, seu corpo todo amoleceu e ela se esvaiu em lagrimas grosas que escorriam em sua face.
A sua dor era a minha dor, fora preciso, merda!
Minhas mãos soltaram seu braço e quando ela tentou se afastar eu a envolvi em um abraço forte, ela deitou em meu peito assim com Alice e deixou que toda aquela dor saísse.
Sentia minha camisa molhando com todas as lagrimas que ela estava deixando sair, arrastei seu corpo volúvel até o sofá e nos sentamos sem ao menos ela retirar seu rosto enterrado em meu peito.
Eu daria minha vida Por Bella sem duvida alguma, estar ali presenciando sua fragilidade estava me levando a um lugar sem volta, não ruim, um lugar bom e tranquilo.
Me pergunto: como estar tranquilo fazendo a mulher que você ama chorar?
Ela precisava disso, sei por que o tanto de lagrimas que ela transbordava valiam por anos de recolhimento, céus eu tive essa mulher de várias formas possíveis, e eu a amava, com toda certeza.
A minha frágil Bella de Forks, aquela a qual eu abandonei e a deixei para ser quebrada por tantas situações, ela estava ali agora em meus braços, sim eu a amava.
Minha submissa, sim, aquela se portou maravilhosamente diante de todo seu treino, ela era de longe a mais perfeita, pois era a minha submissa desde que meu inconsciente Dom adormecido já se manifestava em Forks, sim eu era seu dono, como pude ser estupido e a abandonar.
Minha mulher, ela teria de ser completamente minha, pois eu odeio ama-la, odeio ter feito parte de sua vida e ter a quebrado.
Mas eu a amo, isso é irrevogável, eu amo incondicionalmente!
Assim que seus suspiros ficaram mais leves e sua respiração mais calma e tranquila segurei em seus ombros a afastando de mim, e esse simples gesto me deixava um vazio, estiquei meus dedos e ergui seu queixo em minha direção a fazendo em encarar novamente.
− Viu, não foi difícil. – eu disse chegando com meus lábios próximos aos dela, senti seu cheiro maravilhoso, o gosto salgado das lagrimas estava impregnado em seu lábio.
Ela me deixou livre me dando acesso a sua boca entreaberta, minha língua traçou cada espaço de sua boca, nossas línguas se encontraram eu movia de forma frenética intensificando o beijo.
Bella assumiu o controle de seus atos e suas mãos envolveram meu pescoço, ela estava entregue, minha mão envolveu sua cintura traçando seu contorno perfeito.
Nossos corpos estavam se unindo de uma forma intensa, eles se conversavam entre si, eu a desejava e eu amava.
Abri meus olhos para contemplar o momento quando ela repetiu o gestou, estávamos ligados de uma forma única.
Bella afastou seus lábios deixando nossas testas unidas sua respiração estava pesada, ela não retirou seus olhos dos meus.
− Eu te amo Edward, mesmo me odiando por isso, eu te amo e sempre te amei!
Não importa a imprensa, ela me ama. Não importa as merdas do passado, ela me ama. Não importa o marido dela, ela me ama! Nada importa, porque eu a amo, e ela me ama!
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