Eu odeio amar você

19 Capítulo 18- Queria ter te dado as flores


Notas iniciais
Oláaaaa mil desculpas fiquei uma noite sem postar, mas gente como falei voltando a trabalhar os dias estão corridos e cansativos, mas hoje chegamos a um capítulo crucial e por favor sem ameças de morte kkk se vemos no final

EPOV

Um mês havia se passado de nossa viagem de Forks, minha relação com Bella ainda estava caminhado a cumplicidade, horas eu achava ter evoluído, horas eu retrocedia e esse ritmo seguia.

Cheguei ao estúdio de gravação de um comercial, odiei Jake até o inferno e voltei por ele me arrumar esse trabalho, mas eu não queria ser rude e recusar depois de tudo acertado.

Mas ser garoto propaganda de uma marca de perfume, é de longe um alto grau, sim existe um patamar e escalas em um trabalho de modelo, se você posa para a marca de cuecas Calvin Klein, você é top, se você é garoto propaganda do catalogo você está queimado, então no nível que estou tenho que saber que trabalhos pegar.

Garotas ao meu redor, beijos falsos e claro uma casquinha ali e aqui, mas nada que eu me sentisse bem.

O dia de gravação foi enfadonho, e assim que eu estava saindo do estúdio eis que encontro ele.

− Edward!

− Emmett!

Sim meu amigo, que disse que estaria mais próximo e nada de termos um encontro descente.

− Poxa cara! Você está gatão! – ele disse e eu sorri.

− Ai pare, e você está divo! – imitei uma voz fina fazendo as modelos que saiam do estúdio nos encarar de cima a baixo.

− Você consegue me superar nas esquisitices Edward! – ele disse gargalhando.

− Essas vadias de passarela, nem ligo mais.

− Desculpa cara, mas estava tanta loucura esses dias que eu nem marquei nada.

− Eu também estava atarefado.

− Nem parece que faz meses de seu aniversário!

Esses meses passaram tão rápido que nem ao menos eu vi passar, Bella estava treinada e muito bem disciplinada, mas eu não tinha vontade que isso acabasse, e nem ela pelo visto.

− Vamos tomar uma cerveja como os velhos tempos! – falei para Emmett

Estávamos a vontade sentados relaxados, Emmett era um ator, e sua carreira não era tão grandiosa, até que aceitou fazer um filme de adolescentes em que mesmo sendo um papel pequeno, ele se destacou, desde então a sua carreira só vem crescendo.

− Como anda a vida Edward? Ainda com aquelas piras de chicotes e correntes? – ele disse rindo ao dar um gole em sua cerveja.

− Isso não é uma pira Emmett, é um estilo... Ah deixe, mas claro que estou.

Puxei um cigarro acendendo e puxando o ar toxico.

− Você ainda vai morrer com essa praga.

− Todos nós vamos morrer, um dia. – “eu, por exemplo, sei até para onde vou” completei na mente.

Outra novidade era que a guerra em minha mente havia acalmado, parecia que Edward e o Dom se fundiram agora era somente Domward.

− Esses dias eu estava em umas piras diferentes e estava lendo sobre essas coisas, viu que agora teremos ate filmes sobre isso?

− Ah! – bufei – Acha que o que mostra em filmes é realidade, está enganado.

− Cara, por isso e pesquisei, e eu fiquei até me imaginando levando umas palmadas de uma loira gostosa.

Minha cerveja foi parar na cara de Emmett, e eu não evitei a gargalhada.

Era completamente errado eu caçoar de alguém que tivesse esse pensamento, mas pensar em meu amigo que tinha duas vezes meu tamanho sendo chicoteado foi uma cena engraçada, pelo menos por um momento.

− Desculpa cara, eu não devia.

− Sério! – ele estava limpando-se com o guardanapo – Não faça mais isso, eu ai ate te pedir para irmos na sua boate ou não como se chama o local onde você vai.

− Pandemônio e é um clube de BSDM, não uma boate qualquer.

Minha punição havia passado, eu nem contei a Bella nada, mas não poderia leva-la lá, mas eu tinha novamente acesso, somente eu não era mais o Dom supremo minha irmã assumia esse posto, cara eu estava com problemas mentais, pois quando Emmett se referiu a uma loira dominando ele a imagem de Rose me caiu.

− Podemos ir hoje! Eu te apresento a casa, hoje é dia de novidades e apresentações mesmo, assim você vê se é a sua pira, como você diz.

− Fechado, me dê o endereço e nos encontramos lá.

Fazia meses que não pisava no Pandemônio, chegar ao clube e enfrentar os olhares de acusação dos outros Dom’s me deixava de cabeça mais baixa que os submissos da casa.

Emmett estava empolgado em conhecer esse mundo, eu imaginava que ele seria o tipo perfeito para Rose, ela gostava de dominar homens musculosos que tinham pinta de macho alfa, e na verde se rendiam aos seus pés.

− Em fim o bom filho a casa volta! – Rose chegou ao nosso lado.

− Rose, vim mostrar a casa a nosso amigo Emmett! – ela o encarou com soberba.

− E a dele seria qual? – ela perguntou para mim, ignorando-o.

− Quem sabe? Talvez você tenha o dom de descobrir? – falei sugestivamente e ela captou a mensagem oculta.

− Posso ter a Honra? – ela sorriu.

− Claro, a comandante é você agora. – a incentivei.

Ela pegou na mão de Emmett e o conduziu para o escritório.

Minha parte estava feita, se Emmett realmente gostasse e quisesse isso, Rose seria ótima em apresentar a ele todos os lados de uma boa surra.

Fiquei sentado no bar, evitando encarar os olhares em minha direção, mas o inferno nunca é completo sem as tentações ou torturas.

Ao meu lado Jessica sentou-se, merda, eu me lembrava dela, fora a única que treinei, isso antes de Bella e claro foi um desastre.

Jessica não era o tipo de submissa fixa, ela era um tipo de “praga” daquelas que vem somente em busca de uma tortura na sala vip, eu mantinha tipos como ela longe do clube, mas em noites como essa de casa aberta e ainda sem meu comando, ela estava com o caminho livre.

Depois de meu escândalo talvez o clube esteja mesmo se decaindo no conceito de todos.

Ela estava visivelmente se oferecendo, com seu jeito sub de ser, mas estava.

Ignorei a ideia pertinente que eu tinha que calar a boca de todos os Dom’s, eu queria somente paz de espirito.

Mas estava longe de conseguir.

Minha noite estava péssima, Emmett não voltara, então resolvi dar uma volta aos arredores e verificar se as coisas estavam ainda da mesma forma.

Claro que não, Rose estava no comando.

Cheguei ao escritório e nenhum sinal de Rose ou Emmett, observei alguns papeis em cima da mesa e me espantei com o nome: Eleazar!

Imediatamente peguei e comecei a ler, Rose estava o colocando em um escalão á baixo do dela, mas o dando voz ativa em nosso circulo, mas que porra era aquela?

Nesse instante ela entrou na sala e eu olhei furioso em sua direção.

− O que pensa estar fazendo?

− Largue isso, você não tem mais autonomia aqui! – ela praticamente voou em minhas mãos arrancando os papeis.

− Você assume por alguns meses e já está virando tudo de pernas para o ar! – eu gritei sim com ela que se dane a hierarquia eu criei o Pandemônio.

− Você passou esse posto a mim, cabe somente a mim as decisões, e ao concelho, e Eleazar irá me ajudar muito, já que você só vive ocupado com aquela sua sub de meia tigela.

− Rose, você sabe que eu vou voltar quando tudo acabar, Eleazar não vai querer ser rebaixado.

Ela sabia e eu entendi, ela tinha tomado a decisão queria me excluir.

− Você tem que se portar como Dom Edward e parar de brincar de casinha com uma mulher casada, ou vou mesmo fazer isso e juro que faço!

− Você não irá fazer, eu vou voltar.

− Um mês Edward, se você não acabar com essa sub, eu vou precisar de ajuda e Eleazar está se prontificando.

Eu não acreditava no que Rose estava fazendo comigo, me dando um prazo, eu nem poderia reverter a situação que eu mesmo me coloquei.

Sai de lá ignorando se meu amigo estaria bem, eu só queria dirigir e ficar longe de tudo aquilo, merda eu era o rei, e agora era o que?

Cheguei á minha casa revoltado chutei a primeira coisa que encontrei e a mesa do centro da sala estava em pedaços em segundos, assim que eu olhei a direção que estavam os pedaços vi um par de pernas parado próximo a escada, e Bella estava ali em pé observando meu ataque de raiva.

Eu vi seu olhar de medo, mas ignorei, estava fodido demais para prestar atenção nesse detalhe.

Corri em sua direção, ela não se afastou eu segurei seus cabelos em meus dedos, porra eu a queria de uma forma que eu não poderia ter.

Odeio cada parte de mim por ama-la.

Mas eu precisava disso.

Meus lábios chegaram aos dela com uma fúria imprevista, eu estava descontando tudo nela, suas mãos ganharam vida e ela também envolveu meu pescoço, eu a deixei livre.

Ignorei os motivos que a traziam até aqui, minhas mãos estavam traçando cada parte daquele corpo. Meu corpo.

− Minha – sussurrei em seu ouvido.

− Sim mestre – ela respondeu em meio a um gemido tão sensual que alavancou mais meus sentidos.

Eu envolvi seu corpo ao meu, ela enlaçou suas pernas em minha cintura, eu subi apressadamente as escadas.

Entrei em meu quarto, sim o meu quarto, a joguei sem dó em minha cama, sem pensar nossas roupas foram ganhando o destino do chão, eu não queria parar para pensar que eu sabia que acabaria com aquilo.

Meus beijos foram traçando seu corpo, ela estava entregue de uma forma única, ela também começou a beijar meu corpo dando leves mordias em cada parte de meus músculos.

Ela era impetuosa também, eu estava escorregando e não havia mais volta para onde estava indo.

Eu me virei na cama, deixei que ela desenhasse com seus dedos minhas tatuagens, sem muita paciência eu segurei sua cintura a colocando em cima de meu corpo encaixando meu pau já latejante em sua entrada, ela movia seu quadril de uma forma intensa, me deixando a um grau de loucura sem fim.

Ela era boa assumindo o comando também, ela gemia a cada movimento de entra e sai.

Tudo ao redor estava deixando de existir. As complicações ficavam em um plano além do que eu sempre procurei manter, minhas regras se foram faz tempo, agora éramos somente Edward Bella.

Isso definitivamente era um sexo a dois, eu a girei ficando em cima dela, capturei seus seios, sugando seus mamilos.

Sem deixar sua entrada, eu movia-me intensamente, mesmo o momento sendo de longe uma simples foda, éramos intensos a um mesmo grau, completando um ao outro.

Nossas bocas se juntavam a cada momento, eu estava deixando que todos os sentimentos guardados se soltassem. Merda eu amava essa mulher com todas as facetas dela.

Bella a amante, Bella a Submissa, Bella a mulher que estava agora em minha cama.

Nossos movimentos estavam em sincronia, como se durante esse tempo ela tivesse estudado o que eu gostava, e eu conhecia cada ponto sensível dela.

Em minha mente o novo Domward agora se deleitava e aproveitava o momento, as paredes internas de Bella me apertavam intensamente, eu sentia o suor de nossos corpos se acumularem, sua pele roçava na minha fazendo a energia do momento aumentar.

E foi assim por um bom período até que nos entregamos a toda luxuria do momento. Girei novamente meu corpo a deixando terminar aquele momento em seu ritmo.

Ela deitou sua cabeça em meu peito assim que atingiu o orgasmo.

Por um momento somente nossa respiração estava sendo ouvida, nada estava sendo dito.

Minhas mãos passavam por seus cabelos sedosos em sua nuca suada.

− Porque veio aqui? – quebrei o silêncio mesmo sabendo que isso nos traria a realidade.

− Mike saiu... – ela enterrou seu rosto em meu peito – ele me trai, eu sei disso.

Fiquei sem palavras para o que ela disse. Eu queria a acalentar, queria poder faze-la feliz.

− Porque esta casada com ele?

Eu tinha que fazer essa pergunta ela martelava em minha mente a muito tempo.

Ela nada disse, eu sabia que estava entrando em um território perigoso, Bella somente se aconchegou e enroscou seu corpo ao meu.

Era de longe o momento frio que eu tentava manter. Escutar a sua respiração pesada e cansada após o sexo me deixava agoniado por saber que eu poderia ter tido mais.

Eu poderia ter dado mais a ela, eu sabia que o passado não voltaria, poderia ter dado tudo que ela merecia, porém eu fui egoísta.

− Bella... – sim eu usei o apelido dela – Eu queria poder ter te dado as flores, desculpe, mas agora eu só tenho espinhos.

Eu tentei ser romântico, eu juro, eu posso orar pelo perdão se for o caso, mas eu não merecia o que aconteceu naquele momento.

− Você é um hipócrita, sem noção, uma pessoa sem coração!

As palavras estavam saindo de sua boca com uma raiva que eu não estava entendo nada.

− Bella, por favor... – até, “por favor”, saiu de minha boca.

− Não me chame de Bella, é Isabella! Newton ainda se não está lembrando. – ela levantou-se com impetuosidade.

− O que aconteceu? Nós acabamos de ... – qual é mesmo a palavra? Porra! – estávamos conectados de uma forma...

− Como? Eu é que pergunto, senhor ou mestre. Sei lá o que mais! – seus braços estavam ao alto e ela me encarava com raiva − Eu te pedi, você prometeu era somente o treino de submissa, não essa merda toda de sentimento, você quer o que mais?

− Bella... Isabella, podemos conversar?

− Não, seu tempo já foi, você tem a cara de pau de me perguntar por que eu me casei com Mike? Você mesmo me sugeriu isso.

Agora ferro minha memoria! Quando eu disse isso? Minha mente tentava resgatar o passado.

− Se for por que eu fui embora, eu estou pedindo perdão, eu juro que era um irresponsável...

− Ir embora? Você fez pouco quando foi embora, pois me disse que ia voltar, ai quando eu enviei as cartas o que você fez? Você me respondeu me dando esperanças para depois me derrubar, você me quebrou Edward, de uma forma tão insana pior que apanhar de Mike, pior do que ter que fazer tudo que fiz com você aqui.

− Eu não estou entendo mais nada... – eu tentava, mas realmente a parte da carta essa estava ferrada. – eu não sei que carta!

− Carta? Foram várias Edward, e pior que eu quase morri por isso, então faça um favor a você mesmo e á nós. – ela respirou fundo − Esqueça tudo isso, esqueça que eu sou a Bella de Forks, pois quando estou aqui com você é isso que fiz a todo instante, sem sentimento foi assim, e é assim que deve ser.

Ela me encarou com frieza.

− Sabe o que é melhor, é que você me ensinou a aguentar a dor – suas mãos foram a seu peito − E depois de falar, aqui não me doí mais, nada doí, eu sinto que finalmente eu posso encontrar paz. Você me fez sentir de novo algo que perdi, mas deu...

− Não faça isso Isabella! – eu gritei me levantando vendo o que ela estava prestes a fazer.

Finale − ela falou, e eu me quebrei por inteiro, − Foi bom você é um ótimo Dom, não tenho com que comparar, mas acho que posso julgar o melhor.

Ela retirou a coleira e a colocou na cama. Foi juntando as suas roupas e saindo.

Eu não entendi metade do que acabara de acontecer, agora os dois Edward’s lutavam entre si em um ringe e eu só estava tentando entender a merda que eu fiz?

Porra, ela foi clara em dizer que só fora sem sentimento!

Levantei e comecei a jogar o que fosse contra a parede, que merda! Eu perdera tudo por ela, minha dignidade, minha imagem perante todos e é isso que eu ganho.

Eu não sabia o que socar, então até a parede foi alvo de minha fúria.

Eu queria que essa dor passasse, mas ela só crescia, a luta dentro de minha mente estava pesada, era um lado socando o outro, ora o Dom ora o Edward sentimental.

Minhas mãos socavam a parede com tanta intensidade, sentia os tendões doloridos, e vi as marcas de sangue.

Eu desci os degraus, eu me desfiz, eu estava caído em meus próprios espinhos.

Se ela queria uma vingança sórdida e fria ela conseguiu, Edward você será nocauteado, e foi isso que o Dom fez, está fora do ringe, somente o Dominante prevalece.

Notas finais
Pronto posso sair? já pararam de atirar as pedras? Calma gente Domward nem quis vir hoje dar olá, ele está revoltado e com uma mão machucada de tanto dar porrada na parede Então gente que babadoooo esse das cartas em o que aconteceu? querem saber? eu também kkkk brincadeira, no próximo capítulo será que teremos mais respostas ? Beijos e até o próximo