Eu odeio amar você
16 Capítulo 15- Aprendendo a revidar
Notas iniciais
Aprenda a revidar
EPOV
A satisfação estava presente, eu estava mandando um grande foda-se a todas minhas regras, eu podia contar nos dedos as submissas que eu já cheguei a quase me deixar chamar de Mestre, e nenhuma chegava aos pés de Bella, o problema, era que eu não poderia ter feito isso, ela não era minha.
Se eu estava me adiantando, sim estava.
Mas eu sabia que ela merecia, e eu queria ter esse prazer ao seu lado, ser um Mestre ia além de mentor, ou um Dom, eu sim gostava de ser um Dom, claro, mas chegar a ser um Mestre eu sabia que daqui por diante eu tinha uma responsabilidade maior com Bella.
Minha primeira questão a ser resolvida seria seu casamento, Bella estava em uma vida a qual ela não pertencia.
Meus planos estavam traçados, eu teria de recuperar meu posto em meu circulo, para isso eu teria de impor respeito.
Eu havia escolhido a minha submissa que estaria ao meu lado nisso, Bella.
Mas para tê-la ao meu lado sem nenhuma complicação, ela deveria estar livre do casamento.
Então por ordem de prioridade essa era a primeira questão.
Se tiver alguém que poderia me ajudar a obter informações essa seria Alice.
Subi na moto e comecei a vagar pelas ruas, o que eu exatamente precisava saber? Tudo, sim essa era a resposta.
Mas Alice tinha uma peculiaridade de não querer dar mais informações do que necessariamente convém.
O que eu poderia fazer se não acabar com a raça dele com as minhas próprias mãos, eu jurava a mim mesmo que se ficasse de meu conhecimento que ele novamente erguesse a mão para Bella, eu o arrebentaria em pedaços.
Sem nenhuma duvida de onde meu passeio acabaria, estava em frente a casa de Alice,
− A que devo a honra dessa visita? – ela perguntou alegremente quando abriu a porta.
−Precisamos conversar! – disse já entrando em sua casa.
− Olá para você também. – ela fechou a porta atrás de si.
− Sério! – virei-me a encarando − Alice, eu quero algumas respostas e você irá me dar elas.
Ela cruzou seus braços me encarando.
− Não vejo nenhuma coleira em meu pescoço Edward.
− Vamos lá Alice, o que eu quero, tenho certeza que é de seu interesse também.
− Sabia que tinha Bella no meio disso. – ela passou por mim se jogando no sofá de sua sala. – vamos, me pergunte.
− Porque Bella casou com Mike? – joguei a principal pergunta que martelava minha mente.
− Essa resposta eu não sei.
− Não sabe ou não quer falar? – sentei a sua frente encarando suas reações, se tem algo que se aprende no meu meio é saber ler as expressões.
− Os dois, enfim, vejamos a situação esqueça o passado ela casou, o que você precisa é: faze-la sair desse casamento.
− Para isso preciso saber por que ela entrou, simples. – se ela casou-se algum motivo a levou a isso, melhor ninguém fica presa a um relacionamento se não deseja isso.
− Não, isso é algo que ela somente pode te falar, eu não estava presente quando isso aconteceu, o que eu sei é relativamente pouco.
− Muito se comparado ao que eu sei.
− Quer falar de passado? – ela cruzou os braços – vamos falar.
− Então me diga.
− Me responda você: porque não voltou a forks?
Soco na boca do estomago, essa doeu, definitivamente eu não tinha uma explicação bonita para isso, a não ser que eu era um babaca, e continuo sendo pelo que vejo.
− Ali o que aconteceu comigo e Bella em Forks foi algo entre jovens, tivemos um relacionamento duradouro, sim, mas eu almejava mais.
− Isso não responde a minha pergunta! –ela insistiu, erguendo a sua sobrancelha.
Isso estava desenterrando coisas que eu procurava deixar bem fundas. Recapitulando, eu amei Bella? Sim eu posso dizer que amei, mas não foi o suficiente para aquela fase de minha vida, é uma completa merda isso tudo, o Dom se compadece de Edward, os dois estão de mãos dadas.
− Porque eu sou idiota que escolheu a vida boa que estava começando, e voltar para forks seria retroceder, e buscar uma namorada que me atrapalharia não estava em meus planos– pronto falei.
− Viu, não foi tão difícil – ela se inclinou em minha direção – eu sei disso, todos ao redor sabem disso, mas só se torna real saindo de sua boca, assim como os motivos de Bella ter casado com Mike somente devem ser ditos por ela.
− Entendo seus pontos, mas então, como ele enriqueceu?
− Eles não são tão ricos, vivem bem.
− Tanto faz, como ele evoluiu?
− Vou falar o que eu sei, Bella fez faculdade de economia e o ajudou muito, parte dos investimentos que Mike cuida na verdade estão em nome de Isabella.
− Por quê?
− Não sei ao certo, o que eu sei é que Bella se sente ligada a ele de uma forma absurda, como se fosse uma promessa algo que ela tenha que fazer.
Isso era estranho, mas fazia sentido, se Mike tinha alguma carta na manga para segurar Bella, eu deveria descobrir.
− Basicamente ele é o que é por conta de Bella?
− Sim, assim que ele assumiu a loja, Bella começou a cuidar das economias, ela é realmente muito boa com números. Mike somente é a voz ativa, eles têm ações investimentos, basicamente isso.
− Sim eu entendo. – eu tinha tatas perguntas, mas nenhuma me vinha a tona − porque ela aguenta apanhar e ser humilhada daquela forma?
− Porque ela não conhece ou não conhecia outra forma de ser o que é. Você mesmo disse que ela é boa em ser sua Submissa. – isso fazia sentido – Analise, Bella pode ser inteligente mas ela tem espirito submisso Mike a trata dessa forma ela aceita é só observar o jornal os casos de CIC, as pessoas vivem de forma estranhas por motivos estranhos e não há explicação, quantas mulheres são mortas por loucos que acham que tem o domínio somente dessa forma sendo maridos opressores.
− Esse discurso ganhou o óscar.
− Obrigada, mas é a mais pura verdade, Bella queria aprender a ser uma submissa, pelo simples fato que ela achava estar sendo errada, você só esta a mostrando que a errada não é ela e sim o tipo de vida que ela leva.
− Vou te colocar para dar aulas de psicologia em meu clube, quer dizer ex.
− Obrigada, acho que fora um elogio, e porque ex?
− Por conta de nossas fotos em Paris, Bella estava em algumas, ela já esteve no clube os Dom’s ligaram tudo e eu fui punido por me envolver com uma submissa fixa ela sendo casada.
− Vocês tem umas regras duras.
− Não são duras, servem para manter a ordem, se não vira um libertinagem das grandes. Eu mesmo criei algumas regras para o circulo do Pandemônio, gosto de manter as coisas simples e tranquilas.
Simples e tranquilas, menos agora quando tudo estava fora de sentido, quando eu somente estava sendo guiado pelas minhas vontades insanas.
− Entendo. Desculpa não poder ajudar muito, mas eu te digo: suas respostas irão ser respondidas na hora certa.
− Espero! Por hora, preciso fazer Bella deixar esse casamento.
Alice ainda me escondia algo eu sentia isso, mas ela queria o bem de Bella e confiava nisso, eu também queria o bem de Bella.
Eu me sentia sim o Mestre dela, e isso me deixava essa responsabilidade, a do seu bem estar.
Se eu pudesse arrancava ela daquela casa a força e socava a cara de Mike Newton para ele aprender o que é apanhar sem defesa.
Está ai, uma coisa que não pensei: defesa!
Bella precisava aprender a revidar se esse fosse o caso, não queria ela entrando em uma briga com seu marido, mas também não queria que ela apanhasse calada se isso acontecesse.
(***)
Deixei a moto na garagem e subi para a casa assim que entrei um cheiro delicioso me invadiu
Segui o caminho ate a cozinha e céus a visão era esplêndida.
− Isabella?
Ela estava ao lado de Carmem e as duas estavam cozinhando e o cheiro de Ravioli com molho branco invadia minhas narinas.
− Senhor Cullen – ela brevemente me olhou e logo baixou seu olhar para as panelas – eu estava ajudando a Carmem a fazer seu prato preferido.
− Senhor a Senhora... Quer dizer Isabella me deu umas dicas muito boas.
− Espero mesmo que esteja perfeito, vou me trocar e me lavar para jantar.
− Senhor Cullen− a voz de Isabella me fez virar em sua direção – espero que não esteja incomodado.
− Não, pelo contrario, como sempre você estás sendo perfeita.
Subi até meu quarto e deixei minha jaqueta de couro e fui me lavar na pia, encarei o reflexo no espelho, o que você está fazendo?
Não sabia responder, pois tudo estava confuso, Isabella estava em minha cozinha como uma dona de casa tranquila, cuidando de seus afazeres, eu sempre exigi que as submissas cozinhassem, entretanto Isabella ia contra tudo em questão de exigências.
O fato dela por sua espontânea vontade fazer algo dessa forma, provara o que Alice disse, Bella só estava vivendo a vida errada.
“Cara era comigo que ela deveria estar casada.” Eu pensei casada?
Sim, ser casado com a minha submissa era uma infinidade de possibilidades. Uma relação 24/7, quer dizer que teria ela vinte e quatro horas pelos sete dias da semana, isso teríamos uma cumplicidade maior.
Joguei agua fria em meu rosto e tentei parar de penar nas possiblidades que estavam longe de se conseguir, ou não.
Desci, a mesa estava posta e Isabella estava me esperando em pé.
− Sente-se Isabella. −ela o fez
− Sim mestre!
Ela era discreta agora que estávamos longe da empregada ela lembrou-se da nova posição
− Dialogo livre a mesa Isabella não se esqueça, como foi seu dia?
−Produtivo, fiquei a maior parte da tarde dividindo receitas com Carmem, estava esperando o senhor chegar.
− Se eu soubesse teria chegado mais cedo – e poderíamos ter aproveitado essa tarde livre com mais opções, pensei − Poderia ter me ligado!
− Não, preferi assim, Mike hoje certamente não vem para casa tão cedo hoje.
− Isabella – eu estava com uma ideia em mente – já pensou em fazer algum esporte ou alguma atividade física?
− Não me sobrava tempo, mas creio que nunca pensei.
− O que acha de Boxe?
− Violento – quando ela percebeu o que havia falado ambos rimos – acho que isso soou estranho.
− Não, nem tanto – eu ainda ria – mas sério, acho que deveria aprender isso ajuda na auto defesa.
− Nunca pensei nisso
− Podemos treinar um pouco, você merece uma recompensação, esse ravióli está divino.
− Obrigada.
Os diálogos estavam aos poucos fluindo com mais naturalidade, eu queria muito que essa cumplicidade continuasse, era a única forma de fazer Bella ver que essa era a vida que ela merecia.
(***)
− Mantenha seus cotovelos a uma altura que proteja seu rosto − estávamos na academia, treinava Bella com o saco de areia.
− Ele é muito duro – ela disse, eu sorri com a forma que “duro” saiu de sua boca.
− Isabella, pense bem você enfrenta tanta dor, um saco de areia é simples!
Eu havia deixado a academia como território livre também, para ela poder ter um treino digno, se expressar, descarregar a raiva, eu bem sabia como isso fazia um bem.
− Tudo bem eu consigo!
Sim ela consegue tudo que quer, dizem que para se dominar o mundo precisa ser alguém dominante e forte, estão enganados, para se dominar o mundo é preciso ser esperto e as vezes uma pessoa submissa tem muito mais esse potencial que um Dom, eu admiro quem aguenta tanta dor, e Bella é forte o bastante, ela dominaria o que quisesse.
Estava ciente que ela estava me dominando por completo!
Estou completamente fodido isso tenho certeza.
O treino tomou uma tarde toda, Isabella estava animada e evoluindo muito, eu fiquei satisfeito com a sua aceitação, além de lhe dar mais corpo os exercícios seriam bons para ela de muitas outras maneiras.
Uma semana se deu, e eu estava almejando elevar o grau de nossas cenas, nada muito traumático.
O meu celular ocou intensamente e ao observar “mãe” piscando na tela, bufei, eu ouviria agora a história completa de sua viagem.
− Mae!
− Edward, querido chegamos, mas decidimos vir a Forks não passamos te ver.
− Tudo bem, estou acostumado,
− Não fale assim, você que sempre evita nos visitar.
− Na verdade...
Fazia dias que eu queria estar em Forks, poder voltar as raízes, sabia que isso me levaria mais fundo quanto eu poderia aguentar, mas eu precisava de respostas.
− Mãe estava pensando em pegar uns dias calmos e visitar vocês.
− Aqui em Forks?
− Sim, onde mais seria?
− Bem, eu ficaria imensamente feliz se tiver você aqui.
Eu não tinha nada em minha agenda ao final de semana, ainda estava punido do Clube, e Bella geralmente estava com seu marido, me doeu se afastar dela, porém eu precisava desse momento.
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