Eu odeio amar você
4 Capitulo 3- O acordo
Notas iniciais
O acordo
EPOV
Rose não fora a chamar, ela mandou um dos funcionários, certamente Bella a reconheceria, mas foda-se hoje estaria passando por cima de uma de minhas regras, jamais se envolva com uma submissa que te conheça.
O momento que ela fora abordada, o que me deixou temeroso foi se ela hesitasse, mas não, ela prontamente levantou-se e acompanhou o rapaz.
Minhas mãos começaram a suar, porra, eu não deveria ficar nervoso, eu fazia isso sempre, eu era um Dom, merda, mas o que acontecia quando se tratava de Isabella, era que ela fazia um Edward adormecido querer sair.
O clube era composto por uma hierarquia, eu era o Dom supremo, escondido atrás de um nome falso, Antony Hall era uma lenda na comunidade, Rose era a parte feminina suprema, depois tínhamos outros escalões, mesmo uma submissa tinha ambições, e claro que ser a submissa do Dom supremo era de longe o melhor status.
Mas Isabella? O que ela buscava? Havia uma regra básica que eu mantinha para a integridade do Pandemônio, solteiros somente. Casais somente se estiverem juntos, mas não creio que Mike Newton esteja nessa equação.
Duas batidas na porta me fizeram virar-se automaticamente.
− Senhor.
Eu somente balancei a cabeça concordando com o rapaz que obviamente era um submisso, ele jamais me chamaria pelo nome ou sobrenome a não ser com autorização, era bom manter funcionários submissos, mas eu tinha muitos dominantes também.
Isabella entrou em minha sala, e tão assustador como fora para eu vê-la, fora para ela.
− Você! – ela exclamou, uma falta grave Isabella, minha meu lado Dom estava decepcionado.
− Sim, mas eu posso me espantar igualmente – encarei seu olhar firme –o que uma mulher casada vem fazer na Pandemônio?
− Conhecer, acho que estamos em um pais livre.
− Não em meu mundo Isabella – sentei-me na poltrona de couro e reclinei para observa-la – me diga, você sabe do que se trata esse clube?
− Eu... – por Deus, ela mordeu os lábios de uma forma que deveria ser proibido − ...sei!
Espantei-me com a resposta simples.
− E oque exatamente procura? – tentei soar as perguntas duramente e de forma fria.
− Edward fora um erro, desculpa, eu vim para conhecer um tal de Antony então – ela iria se virando em direção a porta. Ela escaparia! Não eu não poderia deixa-la.
− Não me chame de Edward aqui Isabella, sou Antony para a comunidade, agora antes de sair somente me responda o que buscava aqui hoje?
Ela não se virou, vi pelo reflexo do enorme espelho que ela corou com sua cabeça baixa, e a voz saiu fraca.
− Vim atrás de algo diferente, algo que me desse emoção, parece que deixei de sentir a muito tempo.
Uma apunhalada tão grande no Edward adormecido que o estava acordando novamente, mas não eu empurrei ele para que ficasse lá esquecido, mas uma súbita busca pelo desconhecido me fez levantar rapidamente e antes dela deixar a sala eu a peguei pelo braço e a puxei para a sala.
− Mas que merda você está fazendo Isabella?
− Me deixe Edward, quer dizer Antony – ela proferiu o ultimo nome com nojo.
− Não antes de me explicar, o que você é ou quer ser? Se está aqui sabe do que estou falando? Ou ao menos tem algum pequeno conhecimento.
Que porra era aquela, eu deveria a deixar ir, esquecer que isso aconteceu, mas que queria ouvir de sua boca o que ela buscava, se era ser uma Dominante ou submissa, mas que merda, eu queria que fosse a ultima opção.
Ela analisou meu braço que estava segurando o dela, seguiu a tatuagem que aparecia, e subiu seus olhos ate chegarem aos meus , deus meu coração disparou, porra de controle dos infernos, aqueles olhos sempre tiveram aquele efeito. Estava fodido se ela me dissesse que queria aprender a dominar.
Seus lábios abriram e se fecharam ao mesmo tempo, em seguida ela abaixou o olhar meu peito soltou um suspiro longo, ela não conseguia manter seu olhar preso ao meu ou era uma submissa nata.
− Quero sentir dor, quero encontrar o prazer que há na dor, eu já não sinto nada acho é a única forma.
Imediatamente a soltei, vi as lagrimas escorrerem por seu rosto, ela estava quebrada de alguma forma, foda-se, não fui eu a fazer isso, ou foi?
Não ela estava casada, quem sabe fora aquele idiota do Mike, o fato era que Isabella estava a minha frente querendo algo que a fizesse sentir algo.
Isso era errado, não se tratava somente de dor, e sim de um estilo de vida, uma ideologia, precisa ser forte para aguentar, sim há mais força em ser submisso do que ser Dominante.
− Isso não funciona assim – afastei-me dela e andei de um lado a outro. – porra Bella nenhum Dom vai querer a treinar, você não vai conseguir isso aqui, você é casada.
− Porque? – ingênua garota.
− Um Dom quer ter o controlo a todo instante com você, tê-la quando quiser, e sendo casada como isso irá acontecer? Além de ser moralmente...
Ela levantou seu olhar acusatório como se eu não pudesse falar de moral aquilo me doeu tanto.
− Não me olhe assim! – a encare e dei de dedo em sua direção – para tudo há um limite, você não vai ver um Dom que seja de minha comunidade fodendo mulheres casadas, temos um código, regras a cumprir.
− Tudo bem eu vou atrás de um lugar que aceite a minha condição. – mais uma punhalada no Edward adormecido.
Eu sabia que se ela saísse pela porta ela iria encontrar sim o que procurava, há lugares e lugares, pessoas e pessoas, e nesse mundo não é diferente, há pessoas que não ligar para regras de conduta, ou ate mesmo com pequenos detalhes, e fazem desse mundo algo sujo.
Isabella seria jogada aos lobos facilmente, seria maltratada e punida sem dó, somente pelo prazer, eles jogariam sua situação de casada e isso não poderia permitir, merda eu movi meus pés e a segui novamente a segurando pelo braço.
−Vamos conversar mais.
Ela não relutou e me acompanhou novamente para o escritório.
− O que você busca é algo fora do que esse clube trabalha, mas se for em busca de outro achara alguém que faça...
− Então porque está me impedindo?
− Porque você não vai sentir o que deseja, e pior vai sair disso com a pior impressão de BSDM que se possa ter, agora sente-se ai e me diga porque estava atrás de Antony?
− É você? Estranho falar na terceira pessoa! – que porra, ela era boa, eu diria que se ela não estivesse emocionalmente destruída ela tentaria ser uma Dom, mas acho que ela com um bom molde se adapta a submissão.
Que porra, eu já estava imaginado ela sendo minha sub?
− Digamos que são duas pessoas distintas muitas vezes, agora me responda logo.
− Uma amiga me indicou.
Nesse instante uma pessoa me veio a mente, mas afastei imediatamente a ideia que Alice tinha algo a ver com isso.
− Isabella, mas é isso que você exatamente quer?
Ela hesitou, então eu estiquei a mão em sua direção.
− Não precisa me responder agora, vamos eu vou te mostrar algumas coisas.
No simples toque de sua mão eu fui arrebentado com mais lembranças de nosso passado.
Ignorei, isso era somente uma atitude de Dom, era para lhe dar conforto diante do que ela veria, nada de emoção.
Seguimos pela escada e em seguida caminhamos pelo lado oposto da pista, chegamos a ala VIP.
− Isabella, tudo aqui é sigiloso, é algo que as pessoas fazem para seu prazer, não é nada de errado.
Comecei a abrir as portas e cada uma das cabines revelava um Dom e sua submissa em algum dos estágios, algumas havia mulheres dominatrix, eles sabiam que era a noite de apresentação e nem ligavam de serem observados.
− Vamos ao escritório novamente. – foquei em sua expressão tranquila, ela não ficou abalada com o que viu, certamente estava atrás disso era que havia pesquisado antes, todos pesquisam.
Assim que entramos ela sentou-se novamente e em segundos a sua cabeça cedeu em suas mãos, ela estava passando mal?
Observei a sua atitude, se ela vomitasse ou desmaiasse ela não serviria para nenhum dos lados.
− Você está bem? – perguntei
− Estou – ela falou sem levantar a cabeça – é que realmente eu sei o que eu quero, só que a merda que estou casada.
− Muito bem! – eu respondi duramente, mas por dentro o Edward moleque estava dançando e soltando fogos.
Eu poderia fazer isso, poderia ensina-la, sem me apegar, e tentar entender o limite dela estar casada, era puramente um acordo, mas teria de bolar novas regras.
− Isabella, eu posso trena-la, mas saiba que teremos que rever muitas regras, sendo um Dom e sabendo que você é casada terei de passar por cima de muitas coisas.
Ela encarou novamente meu olhar, porra, eu odeio quando ela faz isso, mandei o Edward dentro de mim se calar e a encarei com frieza.
− Eu entendo.
− Você veio até aqui Isabella, você é quem está querendo isso – corra enquanto é tempo o Edward novamente se manifestava – então é somente sua a responsabilidade se isso der merda.
Poderia ter pedido a qualquer Dom que o fizesse isso, mas não consegui imagina-la sendo chicoteada por outro que fosse.
Estava ficando louco, ela é casada, ela tem sim outro que a fode diariamente, ou não, ela esta atrás de emoção, mas foda-se.
− Sim estou ciente disso.
− Boa menina. – esbocei um largo sorriso de realização, sim ali estava eu diante de um grande desafio, ao qual eu teria de se manter frio e sem emoção, assim como era como todas as submissas, porém pior, Isabella era casada e o sigilo era prioridade.
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