Eu odeio amar você
9 Capítulo 8- 1° Castigo
Notas iniciais
Mike faria uma viagem longa, isso me daria tempo para muita coisa, a foda no escritório fora longe de uma cena, era somente para eu assumir meu posto.
Em seu primeiro final de semana sem seu marido, convidei Bella a um encontro exclusivo no Pandemônio, eu sabia que estava entrando em território perigoso.
− Você vai levar Bella ao encontro? – Rose estava indignada – Se alguém a conhecer, saber que ela é casada?
− Não se preocupe os Dons do Pandemônio não conheceriam um novo rico.
− Você pode se enganar, isso vai ser a sua ruina, eu estou vendo o clube se desmoronar.
Ela era exagerada, pontualmente as oito Carmem anunciou a chegada da senhorita Newton.
− Você avisou seus empregados sobre isso?
− Meus empregados são discretos. − deixei Rose e suas indignações de lado e fui até a sala.
Isabella estava com uma mala em suas mãos, e Edward dentro de mim estava correndo pegar as malas, mas o Dom foi mais firme.
− Deixe-as no quarto de hospedes.
Falei sem emoção, e porque isso me doeu?
Subi atrás dela e assim que chegamos ao quarto de hospedes ela depositou a mala em cima da cama.
− Vista-se, deixei um vestido em seu armário, vamos a um encontro no clube.
− Eu tenho...
− Isabella! – a repreendi.
− Sim senhor.
Esperei alguns minutos e logo ela estava descendo as escadas, sim ela estava diferente, o vestido branco curto na altura das coxas delineava seu belo corpo, era drapeado e isso aumentou seu quadril, em seu pescoço a coleira estava bem visível.
− O que achou do vestido?
− Sinceramente, estou parecendo uma vadia.
Ri com a ideia tentadora de chama-la assim, mas que foda-se.
− Você é minha vadia, vamos – posicionei o braço para que ela se moldasse a ele.
Isso parecia perfeito, como se Bella e Edward fossem... Merda, afastei o pensamento idiota e irreal.
− Você está espetacular, e não parece uma mulher casada, e sim minha submissa.
Ela deu um leve sorriso mantendo sua cabeça baixa.
Eu estava a agradando com o elogio, sim meu papel de Dom era esse.
Chegamos ao pandemônio e percebi que Isabella estava respirando fundo, será que isso era tão importante para ela como era para mim?
Dei a volta no carro e assim que ela saiu eu segurei em sua mão. “Edward isso é somente um gesto de Dom, faça sua parte e transmita tranquilidade e sua sub”.
Eu repeti a frase até que acreditei, entramos e o som auto estava ensurdecedor, as luzes deixavam a pele de Bella em um tom lindo de se admirar.
Caminhamos em direção as salas VIP’s hoje não estavam abertas a nenhuma cena, e uma delas era reservada a nosso encontro.
Assim que assumi meu lugar em uma das mesas Isabella sentou ao meu lado, mesmo sendo uma submissa, era a minha submissa, ela estava acima de muitas.
− Vejo que está de submissa nova! – Eleazar veio em nossa direção fazendo suas especulações, ele era dono de postos de gasolina, um ótimo Dom, mas sempre esperava qualquer vacilo de outro em nosso circulo para apontar os erros em nosso pequeno grupo.
− Sim estou. – ele olhou para Bella, e sabia que ele iria testar algo.
− Qual seu nome minha jovem? – merda ele jogou baixo, era a primeira vez dela.
Porra Bella, olhe para mim, olhe com aquele maldito olhar, mas olhe em minha direção pedindo permissão.
− Me chamo Isabella. – merda!
Eleazar nada respondeu, ele sorriu de uma forma tola e idiota, ele me encarou e depois a Bella.
Ela estava alheia a situação, inferno, ela nem ao menos pensou no que acabara de fazer.
Nesse instante não era somente Eleazar a me encarar, Marcus, Caius e Aro, os irmãos estavam cochichando entre si.
“Edward, não faça isso”. A voz sensata gritava em minha mente, a sua primeira noite e Bella seria punida. “Não faça isso ou ela irá se assustar”, não fora alerta suficiente o Dom já estava sorrindo, sim Isabella minha cara você me provará se é uma submissa.
Impetuosamente, para como demostrar que eu não seria alheio a essa situação eu segurei em seu braço, não com força, mas sim com firmeza, a fiz levantar e ser conduzida para fora da sala VIP, os Don’s observaram e vi que mantive meu bom nome a salvo.
− Vamos embora!
− Porque?
Merda Isabella, você leu a porra do contrato, sabe das regras e ainda assim faz besteira e nem ao menos sabe.
Deixei no ar a pergunta dela, eu não precisava respondê-la, não por hora.
Rose me encarou a me ver saindo pelos fundos.
Assim que entrei ao lado de Bella no carro ela me encarou esperando a resposta de sua pergunta .
− Porque você fez isso? – inferno ela ainda não se tocou. – porque respondeu a Eleazar?
− Estava somente dizendo meu nome!
− Isabella – minha mão foi a minha têmpora tentando me acalmar. – Você não deve falar com ninguém sem a minha autorização, pensei que depois de ler todo aquele contrato você soubesse.
− Me desculpa...
− Isabella! Isso é uma falta que é punida com doze chicotadas, você lembra-se disso?
− Sim, eu lembro... Senhor – eu percebi as lagrimas presentes em seus olhos, porra ela iria chorar e acabar com tudo na primeira punição.
− Não chore! – eu disse rígido, mas lembrei de pequenos detalhes, eu deveria acalma-la, era meu papel. – Isso é parte de ser uma submissa, se não segue a regra será punida.
Eu iria esticar minha mão, deveria o Dom estava esperando eu fazer minha parte, mas eu imaginei que esse ato fosse quebrar Bella, ela não precisava de mais um homem em sua vida a ferrando, demonstrando sentimento e depois a espancando.
Mas eu teria de fazê-lo, o Dom era exigente, ele queria isso.
Ela não implorou, apenas ficou calada, e eu mantive o silêncio até chegar a casa.
− Isabella, vamos até outro cômodo. – desta vez eu segurei a mão dela, estava suando frio, ignorei.
A conduzi pela sala, passei pela ala fechada e abri a porta que dava acesso ao porão, sim ali que a coisa toda funcionava.
− Retire toda sua roupa, somente fique com os saltos.
Enquanto ela se despia eu resolvi que escolheria o objeto, chicote? Começar pesado?
Minha mão? Somente a ideia de que minha mão sentiria sua pele me deu uma baita ereção.
Um cinto talvez?
Nunca imaginei me sentir assim em punir uma submissa, mas eu estava protelando nessa escolha, minha mente estava pensando em o que era menos sofrido.
Ser uma submissa requer força, se ela passar por sua primeira punição, ela passará por tudo, então Edward vamos parar com essa merda e vamos logo.
− Você vai andar até aquele mastro. – apontei para o mastro de madeira no centro do porão. – ele é seu local de punição, nunca seu local de prazer, somente a colocarei ali se você for ser punida.
Ela chegou ate ele, eu peguei as algemas.
− Envolva seu braço ao redor dele. – ela o fez e eu a algemei.
Linda, perfeita, minha coleira, minha submissa.
Dei a volta observando cada detalhe, passei a minha mão em sua bunda macia empinada.
− Eu não me sinto mal ao te punir, é prazeroso, mas também não me sinto completamente tranquilo, queria não precisar chegar a isso.
− Você tem que conta-las, doze chicotadas – sim o chicote fora escolhido.
Novamente acalentei a região, acariciei com as mãos movi meu pulso e ouvi o baixo soar do chicote no ar e em seguida estalar em sua pele.
−Um... – ela contou, eu novamente fiz o mesmo movimento – Dois...
− Boa garota. – ela estava sofrendo, mas o Edward dentro de mim estava escondendo seu rosto entre as mãos, ele não queria ver isso.
− Três, quatro... cinco! – ela gemeu eu acariciei a região, estava vermelha, mas eu não estava sendo forte.
− Sabe que pode usar a palavra segura e por fim a isso – sim, sim, Bella coloque um fim, Edward gritava.
− Seis – eu intercalava os lados... – Sete... – ela gemeu mais forte, Isabella isso está errado você esta sendo punida e não deveria sentir Prazer! Ou deveria?
Eu pensei em parar, mas ela estava indo bem, eu estava orgulhoso, orgulhoso por ela estar sendo forte, sim ela era uma submissa nata.
O Dom mandou Edward calar a porra da boca e se deliciou com o restante das chicotadas.
Assim que terminei eu fui a sua frente soltei as algemas, ela estava suada, sim ela estava concentrada, segurei seu rosto entre minhas mãos observei seu olhar.
− Olhe para mim Isabella – ela me encarou, seus olhos não estavam com lagrimas, ela não estava com medo, isso era muito bom.
− Você vai pegar aquele roupão pendurado próximo a porta que entramos no porão, vai subir e encher a banheira do meu banheiro particular, me espere lá eu vou tratar de você agora.
Porra de sentimento de culpa, nunca me senti assim, porque com Bella eu me pegava questionando o grau de meus atos.
Eu fui leve, eu não a deixei marcada, isso eu tenho certeza, ela não chorou, mais, ela foi forte.
Mas então qual o motivo de eu estar com essa porra da consciência pesada?
O Dom balançava a cabeça de um lado a outro em negação. O Edward encolhido estava agora esperado o que mais eu iria fazer com Bella.
Deixei tudo em seu devido lugar e subi, escutei a agua ser desligada, que merda eu fiz? A mandei ao meu quarto, mas Bella era diferente.
Edward em minha mente deu uma leve risadinha.
Entrei e pude a ver limpando as lagrimas, sim ela havia chorado , merda, mas quem sabe os motivos? Ela estava quebrada, cabia a seu Dom a acalenta-la.
Entrei e a observei sentada a beira da banheira, puxei a corda do roupão e o retirei dela, a virei e examinei, ela não estava marcada, mas estava bem vermelha.
Eu lentamente entrei na agua, e estava a temperatura ideal, estendi minha mão para ela se juntar a mim.
Assim que ela entrou na banheira eu a puxei de forma a se encaixar em meu corpo, suas costas batiam em meu peito, e meu coração acelerou.
Que porra era aquela?
− Esse será um de seus espaços, aqui você pode falar livremente, mas com tato, se estivermos sozinhos no carro também, e na sala de jantar, quando os empregados não estiverem presentes você também pode se expressão normalmente.
Eu queria que ela falasse algo, queria que ela mostrasse como se sentia, mas nada, ela manteve-se calada, que merda.
Peguei a esponja e comecei a traçar a sua coluna, ela estava calada e nenhum som era proferido.
Naquele instante o Edward estava feliz, de algum modo estranho ele gostou disso, mesmo sendo o papel do Dom cuidar e acalentar a sua Sub após um castigo, ele gostou disso, meu corpo relaxou pela primeira vez, eu estava com as duas partes em mim realizadas.
Minhas mãos não se seguraram, mesmo sabendo que eu já a castigara e que ela deveria dormir depois disso e nada mais acontecer, eu acabei deixando minhas mãos livres.
− Nada mais que uma submissa – ela sussurrou, baixo o bastante, mas eu ouvi, ela estava ao mesmo tempo que eu tendo suas duvidas.
Mas minhas mãos estavam sem controle.
Comecei com carinhos em seu ventre e cheguei a sua intimidade, estava sensual, ela esfregava sua coluna em meu peito, minha boca chegou a seu pescoço, eu cravei meus dentes na região.
Meu dedo a penetrou ela rebolava nele, ela queria mais.
Mas ela não falava, eu a deixei livre, não somente sua língua ao falar, mas a deixei liberta, suas mãos estavam passando em minha perna, seus dedos delicados faziam cocegas em meus pelos.
Meu membro estava roçando em suas costas.
Em alguns segundos eu sabia que queria me derramar, cadê a porra do Dom controlador quando se precisa dele?
Ele estava agora sentado em uma cadeira observando duramente os meus atos, Edward estava em pé quase que batendo palmas saltitantes, igual Alice faria.
Alice! Ela me veio a mente como uma bomba.
Sem aviso, eu levantei da banheira e me coloquei em pé.
− O que ouve? – enfim ela falou .
− Não devemos, vamos, quero passar algo para aliviar sua bunda.
Ela levantou-se e vi que bufou. Peguei a pomada na gaveta do banheiro, e assim que ela se virou eu passei.
−Isso irá ajudar, agora vá ao quarto de hospedes e durma, amanha será um dia corrido, temos que preparar a viagem.
− Sim senhor! – ela falou de forma debochada, mas ignorei, por hoje chega de torturas, para ambos.
Alice ainda me paga por isso, eu sei que vai dar merda, mas agora sei que ela não será a única machucada, havia um Edward acordando e ele estaria em prantos e revoltado ao final disso.
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